masterblaster

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  1. Pipo, dá uma olhada no One FC, ainda tem espírito do Pride ali, só tem guerra. E Nego, o kickboxing brasileiro realmente sempre foi autodidata e ainda é. Não fica a dever nem nunca ficou para qualquer escola do mundo.
  2. Sem contar que antigamente todo mundo entrava para nocautear ou finalizar. Hoje tentam pontuar mais. Era mais luta e hoje é mais entretenimento.
  3. Só o que o Shogun fez no GP do Pride de 2005 já entrou para a história.
  4. O que eu disse (e é só opinião mesmo) foi que o peso a mais não faria diferença. O que fez diferença para mim foi subestimar o Gane e se preparar muito mal, ou nem se preparar. Do jeito que se apresentou perderia mesmo com 12 kg a menos. Mas se tivesse se preparado bem e estudado o adversário, aquele peso não iria atrapalhar, pela sua característica de jogar plantado.
  5. Acho muito válido seu ponto de vista, mas na minha opinião (e só isso mesmo, opinião pessoal) o Poatan levando a sério deita o Gane. Acho que já enfrentou lutadores mais velozes e com mais giro, até com mais punch. Diferença de velocidade se compensa no deslocamento e estratégia. O passinho para trás e para o lado em semicírculo, o deslocamento lateral… mesmo que a movimentação seja mais lenta, o deslocamento bem feito compensa a diferença. Poatan se desloca muito bem, tanto que venceu tudo que venceu jogando plantado. E o kickboxing do brasileiro dispensa apresentações. E quanto a ser atingido você está correto, mas Poatan foi atingido pelo Rountree, mais explosivo e com mais punch do que o Gane, e venceu em seguida. Mas para você ver, o Gane levou a luta a sério demais, contratou os melhores do mundo para o camp, inclusive quem já venceu o Poatan. E este, em contrapartida, ficou em Minas subindo montanha com o Glover e deixando a Livia Andrade interferir no treino. Desprezou o francês a ponto de abrir mão do principal que faz desde o início, que é estabelecer o controle da distância. Não o fazendo desde o início passou a oportunidade para o francês, que aproveitou muito bem. Era para ter começado jabeando para estabelecer esse perímetro, em vez disso ficou chutando alto sem objetivo, consequência ou sentido. E o Gane aproveitou para medir e impor seu controle, foi muito mais inteligente. Insisto que bem preparado e focado Poatan nocauteia o Gane. Mas percebi que ele joga contra ele mesmo. Tem sido arrogante nas entrevistas e não admite nenhum erro, fala como se tivesse feito tudo certinho, inclusive a preparação. Se pensa assim mesmo realmente não vai longe. Se tiver humildade suficiente para aprender com os erros e levar a sério, se dedicar em vez de se perder no deslumbre, aí acho que volta a ser o campeão que já foi. Acho que vai ter a revanche, fez muito pelo UFC e o Dana certamente vai pesar isso. Mas talvez o que aconteça seja o vencedor de Gane x Aspinal pegar o vencedor de Poatan x Hokit, que são os maiores hypes do momento. O Pavlovitch seria um desafio real mesmo, considero mais perigoso do que o Hokit.
  6. Deu um vexame por culpa exclusivamente dele mesmo. Ficou muito feio.
  7. Exatamente. Poatan é um gênio da luta, mas o ego pagou caro. Se tivesse se preparado como fez para suas outras lutas, tenho certeza de que o resultado seria diferente.
  8. Mostrou mesmo. Enquanto isso Poatan falou que estava subindo montanhas com o Glover em Minas e deixando sua namorada leiga participar da equipe do camp.
  9. Valeu Nego! Baseei na sua análise, que também estava ótima.
  10. Tô em dívida contigo! Kkkk! Fiz aquele prognóstico que você confiou e deu no que deu. Em minha desculpa só posso argumentar que nunca imaginei que o brasuca viria tão despreparado!
  11. Acredito que Poatan perderia aquela luta mesmo que estivesse 10 kg mais leve. O que ele enfrentou ali que já não tivesse enfrentado pior antes? Qualidade de striking, velocidade, movimentação e deslocamento Adesanya tinha muito mais. Punch Gane não tem tanto. O excesso de peso teoricamente não afetaria tanto um lutador que joga mais plantado. Para mim o que pegou foram duas coisas: subestimar o adversário e muito desleixo na preparação para luta. Como lutador, a primeira coisa que eu fazia quando pisava no ringue era estabelecer o controle da distância. Isso se faz geralmente jabeando na movimentação e, no meio dela, marcando chutes frontais. Poatan sempre foi mestre na marcação da distância e, analisando suas lutas, esse quesito sempre foi o condutor de suas vitórias. Mas nessa última ele estava irreconhecível. O primeiro golpe foi um high kick no nada, sendo que é um chute que tem que entrar após uma sequência que o mascara ou ao menos depois de um preparo. Isso é fundamento básico para qualquer striker e o Poatan é dos melhores do mundo, mas insistiu nesse golpe solto várias vezes, abrindo mão do controle de distância que teria que estabelecer e passando ao Gane a oportunidade de fazê-lo. Acho que subestimou demais o francês, deve ter visto a luta contra o Jones e achado que seria muito fácil para ele também. Só que são lutadores com características completamente diferentes, além de inteligências de luta igualmente diferentes. A do Jones é mais adaptativa enquanto a do Poatan mais responsiva. Por isso Jones colocou no chão assim que pôde. Se o brasileiro estivesse devidamente treinado, marcaria distância, trabalharia os low kicks na panturrilha, que inclusive o francês não defende bem, e eventualmente jogaria um high kick se quisesse, mas no meio desse trabalho. Faria o jogo que faz com maestria e tenho certeza de que sairia com o cinturão. Mas claramente optou por não se preparar bem. O “peso a mais” não acredito ter sido fator preponderante da derrota, como muitos aqui acreditam, mas com certeza é indicativo de desmazelo e falta de preparação para a luta. Tudo bem que houve cotoveladas ilegais e acredito que o árbitro deva ser punido, mas elas não influenciaram em nada a derrota do brasileiro. Já caiu mal e levou muita cotovelada legal também, então não foram só aquelas duas. Subestimou o francês, fez uma preparação horrorosa para a luta, inflou o ego (não é a primeira vez), talvez até querendo aparecer para a namorada, que jamais deveria participar do camp e dar pitaco, até por não saber nada de luta, e sofreu uma derrota merecidíssima. Espero que consiga aprender com isso, reencontrar o caminho que o levou ao topo e simplesmente agir com seriedade. Aí tenho certeza que vence uma revanche, que com certeza vai ter, cedo ou tarde. Agora, a questão da idade é muito relativa. Em geral você sente mais quando relaxa nos treinos, aí ela pega mesmo. Mas para ele, que começo a lutar tão tarde, ao menos em tese ainda teria uma boa vida útil.
  12. Eu falei do despreparo desde que vi ele começando a luta com um chute alto isolado e abrindo mão de buscar o controle da distância desde o início.