masterblaster

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  1. Verdade. O negócio para a Juliana seria ficar ali no meio do top 5 e fazer mais umas duas ou três lutas em um ano a um ano e meio, observar algum declínio da Amanda e então tentar a revanche. E ainda assim seria complicado.
  2. Não sei se a Amanda poderia finalizar, mas a Juliana apanhou que nem gente grande. O Belal pode falar em revanche porque a Amanda foi de fato finalizada no primeiro encontro. Mas do jeito que essa luta se desenrolou, mostrou uma disparidade técnica grande entre as duas. Pode até ocorrer uma revanche, e se eu fosse a Nunes até quereria isso, para fechar o caixão de vez.
  3. Concordo. Acho até que o Lewis não sairia do chão porque estava levando uma saraivada, mas ali o árbitro tinha que esperar sim. E realmente corajoso o russo. Gostei das sequências. Dependendo go gás e estratégia, vai fazer frente para muita gente na categoria.
  4. Eu não concordo com treinos de 10 rounds o tempo todo, mas sempre achei válido periodicamente, fazendo parte do preparo e condicionamento. E fato que a realidade muda e a necessidade demanda atualização. Mas se voltarmos há algum tempo atrás, via-se lutadores fazendo dois ou até 3 combates na mesma noite, seja no Pride ou UFC, sendo no evento japonês com um round inicial de 10 minutos. Então se o atleta fosse condicionado apenas para três rounds, ficaria difícil suportar as lutas. Até hoje no UFC vemos atletas que lutam bem 3 rounds e se perdem em 5. Com relação aos maratonistas acho um pouco diferente, porque a biomecânica que demanda o condicionamento naquela modalidade e completamente diferente. MMA e lutas abrangem uma diversidade bem maior de movimentos e técnicas. Mas e apenas minha opinião. Tenho um irmão que é formado em educação física, tem uma academia especializada em condicionamento competitivo que concorda totalmente com seu ponto de vista.
  5. A questão do queixo, quando você diz "treinar queixo", isso não se refere a ficar batendo forte exatamente no queixo para criar resistência, mas sim a um condicionamento para aprender a suportar o impacto, e aí não é uma "surpresa" à qual não se consegue reagir quando toma um. A gente fazia em dupla, um dava um cruzado de leve na ponta do queixo do outro, e aí o outro retribuía. Nada forte, mas suficiente para sentir um impacto. E na hora da luta quando levava um forte, por incrível que pareça a reação era muito mais rápida. Lógico que se pegar na tomada é lona, mas não é um soco dado de qualquer jeito que vai te derrubar. Mas evidentemente o tempo cobra seu preço, e qualquer peça que é muito usada estraga mais rápido. Com relação ao treino, aqui concordo totalmente. Aquele ditado "treino duro, luta fácil" é a mais pura verdade. Se você aguenta fazer 10 rounds na academia, como não vai aguentar cinco no campeonato, conseguindo até explodir mais vezes? Corrida é imprescindível como condicionamento na minha opinião, assim como corda. Treinar luta só lutando, e só lutando a quantidade de rounds que vai fazer na disputa demandaria que se fizesse todo o condicionamento, a preparação e aprimoramento no exato tempo em que se corrige defeitos e aprimora técnica. Tem que haver a preparação física, o condicionamento, tudo. Inclusive o psicológico sai fortalecido. Por outro lado, o Yair falou uma grande verdade também quando disse que não era pago para ser tocado no rosto nos treinos e só nas lutas. A gente há uns tempos atrás lutava porque gostava, porque sentia bem lutando, então todo treino era duro e a melhor hora era quando subia no ringue, e toda vez era matar ou morrer, mostrar a técnica e se superar o tempo todo. Atualmente o lado puramente profissional fala mais alto, e desse ponto de vista, o raciocínio dele está certo também.
  6. Discordo. O sparring te deixa mais e mais afiado. Concordo que durante um campeonato com lutas de cinco em cinco semanas você tem que se poupar, mas aí faz um sparring leve ou médio. Ritmo é tudo. Tem que trabalhar condicionamento, resistência sim, mas o melhor lugar para aprimorar as técnicas e corrigir os defeitos é durante o sparring. Isso vale até para o que ele falou no final de se preparar para um lutador específico. Faz sparring com alguém que emule tamanho, peso, movimentação e técnicas do seu oponente. Com certeza vai ajudar até a desenvolver seu próprio jogo melhor em cima do adversário.
  7. Fernando e Poatan tinham muita similaridade sim, inclusive no tipo de jogo. Mais plantado, explodindo de repente e pegada muito forte. Você viu aquele vídeo do Fernando em que ele dava um chute giratório muito próximo ao oponente, quase colado, mas jogava subia tanto a perna que entrava forte. Esse low kick que o Poatan usa a gente treinava também, é meio que um gancho de cima para baixo e de dentro para fora batendo com o calcanhar. Tem que treinar demais para isso entrar com força. Mas quando pega machuca bem, porque o low kick com a canela tem uma área de impacto bem maior na coxa, e o calcanhar é um ponto bem menor concentrando o impacto. E você vê o Poatan resgatando muitas técnicas que usávamos décadas atrás e ficaram em desuso. Hoje são verdadeiros "coelhos na cartola" porque ninguém espera. Por exemplo, o famoso jab seguido de cruzado com a mão de trás. Hoje é jab e direto quase sempre, então pouca gente espera o cruzado. Você treina a defesa movendo a cabeça para os dois lados e passo atrás, mas esquece do pêndulo porque não espera mais o cruzado. Então acaba sempre pegando bem. Poatan resgatou muito essas técnicas e adaptou ao que funciona para ele, que é aquela conversa que já tivemos sobre a técnica individual. Mas quando começamos até que tivemos uma certa vantagem, porque tínhamos que estudar as outras modalidades para incrementar e melhorar nosso jogo. E o Fernando já veio logo no início com uma bagagem absurda. Por isso mesmo tinha uma mentalidade muito aberta para aceitar o que realmente funcionava.
  8. Você é modesto pra caramba, isso sim! E iria ser um prazer receber o amigo lá, iríamos varrer o tatame juntos e depois falar de luta! Grande abraço meu amigo!
  9. Análise perfeita do Vitor. Poatan é extremamente inteligente, tem Uma malícia de luta absurda e sabe capitalizar no momento certo. Não acredito que o Adesanya o vença.
  10. Concordo. A patada do Tyson no auge era algo absurdo. Ele deitava oponentes mais fortes, altos e pesados com um soco só, e tão forte que a gente ficava temendo pela saúde dos caras.
  11. Você está certo, nosso kickboxing e muay thai sempre foram bons. O problema é que começamos muito tarde nessas modalidades, quando já havia eventos importantes na Holanda e Japão, por exemplo. Por isso muita gente fala que no começo não éramos bons. Mas quem viveu o período que vivi nessas modalidades sabe quão absurda e rápida foi a evolução aqui. E isso se deveu em parte à qualidade dos atletas que migraram inicialmente para o full contact ou boxe tailandês e depois acompanharam a evolução para o kickboxing e o muay thai, "abrasileirando" os estilos por falta de parâmetros, mas até melhorando em certos aspectos. O que não é nenhum pecado, porque o muay thai no seu berço varia muito de estilo em cada região que é praticado, assim como o kickboxing aqui, dependendo da região e modalidades das quais foi adaptado, mas sempre com qualidade, tanto que nunca passamos vergonha lá fora, vê os exemplos que você citou. O Fernando por exemplo, era campeão europeu de boxe e karatê e faixa preta de tkd quando iniciou o full contact, e aí tivemos ajuda por ex., do Servilho de Oliveira no boxe, do João Ferreira no shotokan de de muita gente boa. Então já era um início com um background muito bom. E uma pena ter conhecido meu vizinho @Axiotis tão tarde, poderíamos ter dado uns treinos com o Fernando em Teresópolis!
  12. Exatamente. O Poatan se destaca em alguns pontos que aparentemente são simples mas que ele executa com maestria. Existe uma diferença enorme entre movimentação e deslocamento no ringue ou no octógono. O Alex não se movimenta demais, joga mais plantado, mas seu deslocamento é perfeito. Conhece muito bem a distância e experimenta muito antes de entrar. Com isso economiza muita energia. E jogar plantado permite que cada golpe seja colocado com muito mais força e precisão do que em movimento. A maioria dos nocauteadores joga plantado. Sem contar que é um cara que estuda demais as lutas, a biomecânica e os movimentos. Se interessa demais e tem uma inteligência e QI físicos absurdos. Realmente diferente.
  13. Isso é um ponto bem importante que você levantou, Silver. Em geral os lutadores receiam o Adesanya, só lembrar o jeito que o Borrachinha entrou contra ele, apesar de ter falado tanto antes. O Poatan não falou, foi lá e fez, duas vezes, na especialidade dos dois. Tem a mão mais pesada e até por isso essas luvas valorizam mais o punch. E o fator psicológico acaba ajudando muito ele, principalmente porque não é um lutador deslumbrado ou que menospreze oponente. Acho que será praticamente mais uma luta de kickboxing, não vejo o Adesanya representando risco no chão. Na minha opinião o favoritismo é do brasileiro.
  14. Verdade. O Whitaker é o que considero mais difícil para o Alex. Inclusive o grande diferencial que o Adesanya usou para sobrepuja-lo foi o deslocamento e movimentação que o Poatan não tem. Mas a mão do Poatan entrando também já muda tudo.
  15. Acho que o Poatan passa, mas tenho mais receio dessa luta do que contra o Adesanya.
  16. Mas o comentário dele com relação à pesagem do Charles foi perfeito, gostei muito.
  17. Pois é. Se com aquela luva de algodão já foi nocauteado pelo Alex, com essa luvinha dura pode ficar ainda pior.
  18. De fato, parece que diminuiu o rendimento sim. Mas o Glover é sempre complicado de avaliar, porque usualmente é lento, parece sempre cansado, mas acaba dando uns botes muito bons.
  19. Glover e um grande lutador, poucos fariam o que ele fez com aquela idade. Se apresenta melhor hoje do que antes. Mas perdeu por uma falha técnica pavorosa.
  20. Exatamente. Quem fala o que quer escuta o que não quer.
  21. Concordo. O Borrachinha tem feito tudo que um lutador muito mal assessorado pode fazer e dentro do ringue ficou aquém de mediano. Mas nessa aí respondeu a alfinetada do Glover.