bom-ba-ye

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  1. Aoki ja fala que não tem interesse em lutar no EUA desde a época que lutava no extinto Dream , hoje ele tem a mesma opinião e com certeza o UFC nunca fez falta ao Aoki. Aoki é hoje o único lutador japonês que tem chances de vencer o Satoshi Souza, mas quem sairia vencedor ninguém sabe, e ao contrário do que muitos pensam, Aoki é bom na luta em pe também , mas não usa porque sabe que pode finalizar a qualquer momento.
  2. Tem que esperar acabar o contrato com o ONE para ser liberado, e Aoki é um dos lutadores mais bem pagos do ONE, mas com certeza seria a luta dos sonhos.
  3. É realmente por ai, moro a 3 décadas no Japão, sou fluente no idioma japonês e acompanha tudo que sobre o MMA na midia e nas redes sociais japoneses. O MMA tem um público específico no Japão, assim como em qualquer lugar do mundo. Nos grandes eventos com transmissão ao vivo no canal aberto para alcançar esse público que não acompanha lutas é necessário casar freaks shows, lutas bizarras com regras diferenciadas, e o RIZIN se vê obrigado a fazer isso para conseguir audiência e manter os contratos de tv, muitas lutas tem influência direta da TV fuji. Sakakibara é muito criticado as vezes por isso por quem é do esporte, mas ele também sabe que o mais importante é os índices de audiência. Quanto ao ONE, acho que esta muito longe do Rizin, e depois da pandemia e muito criticado por não casar lutas dos japoneses sobre contrato, e estes não poderem lutar em outros eventos. Lembrando que o MMA assim como o kickboxing ja tv os anos de glória nos fins dos anos 90 e ate meados dos anos 2000, com ampla cobertura jornalística. mas quem não viveu essa fase não compreende a importância do MMA japonês para o mundo.
  4. Sakuraba tem 1,80, a mesma altura que Wanderlei. Mas com estrutura física muito diferente.
  5. Apenas para lembrar, Rickson pediu uma bolsa irreal e fora dos padrões da época para enfrentar Sakuraba , mesmo que essa luta fosse para honrar a família Gracie, que vinha de 3 derrotas para Sakuraba, fora a humilhação que impôs a Belfort no Pride.
  6. desculpe mas acho que você não conhece Sakuraba nem acompanhou a era Pride, Sakuraba lutava na divisão de 93 kg mas na pesagem oficial batia 90 kg, abaixo do peso limite. Wanderley no dia da luta pesava mais de 100 kg.
  7. em termos de representatividade, história e por tudo que representou no esporte com certeza Sakuraba é o maior nome do MMA japonês, uma lenda sem dúvidas. Humilhou a familia Gracie e nunca recusava lutas, as 3 derrotas para Wanderley não manchou a imagem dele, dada a diferença brutal de tamanho, peso e força. Mas o que quis dizer é que em termos esportivos Shinya Aoki é atualmente o lutador que tem melhores resultados no esporte, num momento em que o MMA se tornou um esporte profissional e de alto nivel. Aoki eh hoje o lutador mais respeitado e consagrado do MMA no Japão, e também muito polêmico e sem freios na língua,sempre ativo nas redes sociais e na mídia especializada. Quem de fato nunca deixou de acompanhar o esporte no Japão sabe o que estou falando.
  8. o Sakuraba é um dos maiores nomes do MMA japones, mas não quer dizer que é o melhor, Sakuraba pegou muita pedreira, lutadores muito maiores e pesados que ele e isso prejudicou o cartel dele. Em termos de resultados Aoki esta acima, mas garanto que muitos da geração UFC nunca ouviu falar do Aoki…
  9. O MMA e kickboxing aqui no Japão é visto como um show, e não como um esporte, então realmente não tem como comparar com o beisebol e futebol, que recebe espaço na mídia esportiva diariamente. Outros esportes populares como Rugby, Volley, Basquete, Tennis , golfe, sumô e judo tem também uma ampla cobertura da midia. E dentre os esportes de luta apenas o boxe recebe muito espaço na midia. O MMA aqui é visto como um show, não um esporte . respondendo a pergunta sobre o Rizin ter realizado apenas 6 eventos em 2019, essa sempre foi a media de eventos desde a era Pride , então é uma media normal dos eventos organizados por Sakakibara. Foi a partir de 2018 que o Rizin começou a fazer sucesso, na esteira dos reality shows com lutadores organizados pela tv streaming Abematv e o sucesso dos irmãos Asakura no youtube. Ano passado Sakakibara começou a mudar os rumos do Rizin pensando na sua expansão além do Japão e criação de novos eventos com o intuito de apliar o número de eventos anuais. Sobre a Yakuza, acredito sim que tinha envolvimento com Pride mas não diretamente com Sakakibara, e sim nos bastidores , através de empresários e empresas que patrocinavam o Pride, em geral do ramo de Cassinos, no que se pode considerar lavagem de dinheiro. Quanto aos japoneses serem saco de pancadas na época do Pride, creio que não era bem assim. No Pride antes da criação do Pride Bushido ( criado para as divisões de peso menores), eram normal lutadores de 80 kg lutar com lutadores de 100 kg. E assim também era no inicio do UFC. no Pride Sakuraba pesava no maximo uns 85 kg sem corte de peso e lutava com lutadores como Wanderley Silva , Arona e Randleman e até com Mirko crocop, e todos pesavam mais de 100 kg ( provavelmente com muita “vitamina”). Lembrando que quando Sakuraba pegou lutadores do mesmo peso vencia quase todos, inclusive 4 Gracies. E quando se criou o Pride Bushido com a divisão de peso apropriado aos japoneses, em geral os japoneses levavam vantagem, com Gomi, Kawajiri, Hayato Sakurai, e Shinya Aoki. Este último ainda em atividade e considerado o maior lutador de MMA do Japão de todos os tempos.
  10. o ONE FC tem um formato entre o UFC e o Rizin, mas a grande diferença com o UFC são as lutas de kickboxing e muay thai que o ONE organiza. Na asia o ONE domina, apesar de não ter conseguido emplacar no Japão e na Coréia do Sul.
  11. em 2016 o Rizin estava no começo, e o MMA fazia sucesso apenas para um público restrito, a maioria composta por pessoas que acompanharam a era Pride, até hoje para adquirir materiais esportivos relativos ao MMA ou kickboxing tem que ir em lojas especializadas ou adquirir em academias ou pela internet. Não é comum encontrar em lojas de rede , seja shopping ou nas ruas.
  12. Acho que ninguém compara UFC com RIZIN…são eventos com finalidades diferentes, o RlZIN foi feito para o mercado japonês…e deu certo no Japão, o UFC é gigante
  13. como vc citou, o estilo do show não agrada os japoneses, e também a maioria dos japoneses que não acompanham lutas não sabe o que é UFC, transmissão de tv foi inexistente, acho que só por canal a pago e ppv( que japones não tem tradição em comprar), divulgação apenas na mídia especializada sobre lutas, midia esportiva nem comentou sobre UFC até porque ninguém tinha interesse , na tv aberta nunca se falou nada de UFC. Um dos motivos de ter pouquíssimos japoneses lutando no UFC, porque Dana White sabe que não consegue entrar no mercado asiático e principalmente no japonês. No mercado asiático fora do Japão o ONE fc domina.
  14. quem mora no Japão sabe que não é isso, UFC nunca emplacou no Japão, porisso eles desistiram de promover eventos no Japão. Sakakibara é o maior e mais respeitado promotor de eventos de luta no Japão. (dentro do Japão é claro)
  15. Era o ano de 2007, e Nobuyuki Sakakibara anunciava a venda do PRIDE a Zuffa, empresa dona do UFC. Até então o PRIDE era o maior evento de MMA do planeta. Envolto em suspeitas da participação da mafia japonesa Yakuza, (jamais comprovado) e como consequência a perda de apoio da Tv Fuji, emissora que transmitia os eventos para a tv aberta. E sem o apoio da TV, os milionários contratos de patrocínio foram suspensos, e a DSE, empresa organizadora do PRIDE entra em crise financeira, e Sakakibara se viu obrigado a vender a franquia e também todo os direitos sobre o acervo do videos e contratos dos lutadores, para impedir que o PRIDE se acabe. A promessa do UFC era continuar com a franquia e com os eventos (promessa não cumprida) , e Sakakibara percebeu que foi enganado e a intenção do UFC era comprar a franquia para ficar com os contratos dos lutadores e os direitos autorais da franquia, e assim eliminar a concorrência. Anos mais tarde Sakakibara entrou na justiça contra a Zuffa por quebra de contrato. Sakakibara recebeu muito dinheiro com a venda do PRIDE, comprou um time de futebol da segunda divisão japonesa, mas a vontade de fazer um novo evento sempre continuou. Esperou longos 7 anos, pois ficou impossibilitado pelo contrato da venda do PRIDE de exercer ou criar outro evento de lutas. E assim em 2015 criou o RIZIN, com a mesma fórmula de sucesso do PRIDE, não aderiu ao Cage, e continuou com o ringue, um desejo pessoal dele. Criou divisões femininas e com o surgimento do fenômeno Nasukawa Tenshin e o sucesso do kickboxing no japão, introduziu lutas de kickboxing nos eventos. E conseguiu também o apoio novamente da TV Fuji para a tv aberta. Criou parcerias com outros eventos de luta no Japão e no exterior, como o DEEP, Pancrase, Road FC, Heat, RISE , Shoot e principalmente o Bellator, com quem tem uma estreita amizade com Scoot Coker. E aproveitando a era das redes sociais, conseguiu novos jovens fãs, que não viveram a era PRIDE, fez novos ídolos como os irmãos Asakura, que são fenômenos também como youtubes, Kyoji Horiguchi ( ex-ufc), Roberto Satoshi Souza, atual campeão ate 70 kg e Kleber Koike ( ex-campeão do KSW) , faixa pretas da academia bonsai jiu-jítsu do Japão, brasileiros radicados no Japão . Sakakibara conseguiu com o sucesso do RIZIN impedir que o UFC tentasse desembargar no Japão, e as várias tentativas do UFC e do ONE FC de fazer eventos no Japão fracassaram em público e interesse da mídia, pois o MMA japonês é unico no mundo e Sakakibara sabe como ninguém a fórmula do sucesso, e hoje a fórmula do sucesso do RIZIN é investir nos jovens, através das redes sociais, sem deixar de lado o formato do PRIDE. Dia 31 de dezembro acontece o tradicional evento de lutas de fim de ano, e o RIZIN chega a edição 33, com os ingressos se esgotando nas primeiras horas de vendas, e pela primeira vez no ano sem restrições de público com o Saitama Super Arena recebendo lotação máxima. RIZIN Fechou o ano de 2021 mesmo em meio à pandemia com 2 novos formatos de eventos, o RIZIN LANDMARK, exclusivamente para PPV e sem público, que na primeira edição em outubro quebrou recordes de PPV num país sem tradição de vendas de PPV, graças também a luta de Mikuru Asakura , fenômeno do youtube e hoje milionário, que dos ringues amadores de MMA se tornou um dos principais lutadores do RIZIN, ao lado dos seu irmão também youtuber. Cada vídeo postado no youtube passa de 1 milhão de visualizações no primeiro dia. Em novembro criou o RIZIN TRIGGER, desta vez inovando e no formato octógono ( cage), com público e com eventos a serem realizadas em localidades fora dos grandes centros japoneses e mesclando lutadores famosos com novos lutadores estreantes no evento. Em 2022 o projeto do RIZIN é de fazer de 15 a 17 eventos apenas do LANDMARK, não só no Japão mas em outros países, com transmissão por ppv , perfeito numa época em que a entrada de estrangeiros sofre restrições com a pandemia. Para 2022 a intenção de Sakakibara é de promover mais de 30 eventos da franquia RIZIN/RIZIN LANDMARK e RIZIN TRIGGER! Desconhecido no Brasil, esse é a realidade do RIZIN no japão atualmente, e após a pandemia o RIZIN pode ser o grande centro dos lutadores estrangeiros futuramente. Mesmo com a preferência do público pelos lutadores japoneses, Sakakibara sabe que os lutadores estrangeiros são essenciais para conseguir voos além do Japão. by Bom-ba-ye Tokyo / Japan