João P

Sylvio Bhering - A defesa pessoal do JJ Gracie foi feita para vencer apenas o leigo leigo

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5 minutos atrás, oxeboxing disse:

Mas é ai que ta, tipo, eu acho que a essência ta na mistura, o próprio Hélio também era boxer, quando o cara pega um pouco de outras coisas e incorpora na sua arte base ela vai ficando mais eficiente. Meu mestre tem essa visão e tenta passar isso pra nós dentro do jiu-jitsu. 
 

Só ampliando o horizonte o Marco Ruas não  fez isdo em torno boxe tailandês  que ele fazia?

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1 minute ago, NEGO DÁGUA said:

Só ampliando o horizonte o Marco Ruas não  fez isdo em torno boxe tailandês  que ele fazia?

Exatamente! Incorporando a luta de chão. 

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Just now, oxeboxing said:

Exatamente! Incorporando a luta de chão. 

Mas jogando isso dentro da sua arte base que é a luta em pé. 

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8 minutos atrás, oxeboxing disse:

Mas jogando isso dentro da sua arte base que é a luta em pé. 

Talvez eu errei mas até que não disse minhas experiências não  vi jiu jitsu  piri se sobressair em brigas de rua,  as minhas. 

Todos os híbridos  falaram pra mim na rua eu prefiro  bater em pé e evitar o chão...mas sei desse lado que vc colocou e vc está certo também. 

Sabe um cara que fazia isso para o jiu perfeitamente,  Paulão  Filho era Judoca e fazia um boxe pra encurtar muito inteligente  chegando no chão dominava .

Arona de uma maneira  mais grossa  de encurtar fazia algo similar, esses caras  nem treinavam,  Zé Mário  disse na resenha  ao PVT, Arona está entre os 5 seres  humanos mais dotados que já vi.

Escalava uma árvore que os bombeiros iam com equipamento , isso sem nada.

 

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8 minutes ago, NEGO DÁGUA said:

Talvez eu errei mas até que não disse minhas experiências não  vi jiu jitsu  piri se sobressair em brigas de rua,  as minhas. 

Todos os híbridos  falaram pra mim na rua eu prefiro  bater em pé e evitar o chão...mas sei desse lado que vc colocou e vc está certo também. 

Sabe um cara que fazia isso para o jiu perfeitamente,  Paulão  Filho era Judoca e fazia um boxe pra encurtar muito inteligente  chegando no chão dominava .

Arona de uma maneira  mais grossa  de encurtar fazia algo similar, esses caras  nem treinavam,  Zé Mário  disse na resenha  ao PVT, Arona está entre os 5 seres  humanos mais dotados que já vi.

Escalava uma árvore que os bombeiros iam com equipamento , isso sem nada.

 

Cara, você não está errado, eu também vou preferir ficar em pé, asfalto, calçada, pedras, a rua é ambiente hostil, mas se o cara der mole vou por pra baixo e finalizar, mas ai é por oportunidade e conhecimento, em pé na rua, você tem menos coisas a se preocupar do que no chão. 

Paulão e Arona eram monstros demais. 

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Em 5/5/2022 at 11:12 AM, João P disse:

@Daniel Mendoza @NEGO DÁGUA @oxeboxing o que vocês acham disto? Chamem quem vcs lembrarem tbm que possa contribuir, sou péssimo em lembrar o nome das pessoas.

Obrigado por me citar, meu caro, é uma discussão que eu acho muito interessante, até demorei para responder pq queria dar uma resposta descente e escutar a opinião dos colegas, e já adianto o pedido de desculpas pelo tamanho do texto para quem se dispor a ler. 

Eu adoraria ouvir outros colegas também falando sobre essa questão da auto defesa. @Gurkha @masterblaster @Raphael Rezende @Andrey @Sartori @Valderazzi são alguns dos que lembrei agora de já ver falando sobre ou de saber que possuem conhecimento e experiência de sobra para opinar com mais propriedade. Sãos alguns que eu gostaria de ouvir sobre o que acham sobre essa questão de auto defesa, seja em um cenário de "briga" e de sobrevivência. Do que funciona e do que não funciona.

Eu sou um grande apaixonado por lutas, mas não tenho bagagem suficiente para falar com propriedade sobre esses temas, briguei poucas vezes na rua depois de adulto, mas vou me dar a liberdade de dar minhas opiniões, por experiências pessoais e pelo pouco que conheço e aprendi hoje em dia sobre os temas e artes. E, por favor, me corrijam, que é algo que eu adoraria ouvir críticas construtivas e aprender mais sobre. 

Antes de mais nada, eu concordo totalmente com cada palavra do Mestre Sylvio Behring.

E na minha visão, acho que na defesa pessoa, existem dois cenários, um de 'briga' e outro de 'sobrevivência'. Um seria uma confusão normal, animosidade com outro cara(s) e o segundo uma situação mais séria, de assalto ou potencialmente fazer algum tipo de violência com a pessoa que estiver com vc, seja amigo, companheira ou familiares. Eu acho que eles facilmente se misturam, pq uma briga facilmente pode acabar mal, mas por questões até mesmo legais, no primeiro caso eu acho mais válido vc usar técnicas menos traumáticas no que diz respeito a danos irreversíveis. 

A melhor defesa acho que é e sempre será evitar um conflito. É o mais inteligente, acho que 'orgulho' e 'honra' é totalmente ego, algo que eu vejo que devemos combater e tentar anular, e o ideal é não entrar em um conflito por isso. Isso seria a ação mais racional, mas claro que ngm aqui é Buda ou Jesus, somos todos humanos, com egos, sujeitos a reações passionais e sujeitos a brigar pela "imagem", "honra", etc. Mas é importante, pensando na questão da defesa pessoa, a meu ver, ter em mente que uma briga boba pode acabar em desgraça. Então, a meu ver, uma briga evitada é uma briga vencida.

Em ambas as situações, que viram um combate, eu acredito muito no arroz com feijão extremamente refinada e sistematicamente treinado em qualquer luta ou arte marcial. O mais simples e mais objetivo, refinado e exaustivamente treinado, para mim, é e sempre será a melhor ferramenta. Em qualquer arte marcial, vc tem que aprender a, no mínimo, defender de todas as técnicas novas, como o Mestre Sylvio Behring comentou, mas acredito que em uma situação real de combate, seja de briga (confusão) ou de auto defesa (sem regras e por sobrevivência) o que vale e funciona é o arroz com feijão, o simples, e o que já foi MUITO e MUITO treinado por você e testado em situações reais de combate e situações reais de conflito. As melhores técnicas são as que já foram testados, racionalizadas através da história e que funcionam na maior amplitude de situações e respostas possíveis a um combate real e respostas a elas. Eu tenho pavor de quem acha que só com técnicas que são sempre 'combinadas', com um atacando de tal jeito que o defensor já sabe qual é, algo quase que teatral, vai conseguir se defender em uma situação real. Que o agressor vai bater 'do jeito combinado'.   

Quanto a auto defesa, na porrada que não envolva risco de sobrevivência imediato, sem arma envolvida, e contra UM agressor ou MAIS agressores acho que vale o arroz com feijão que já foi provada milhares e milhares de vezes que funciona, só mudaria as táticas e estratégia usada. Em ambos os casos, se ver que a situação vai virar brigar, melhor atacar primeiro e atacar com tudo para que termine o mais rápido possível e se manter em situações e posições que apresentem menor risco. Preferencialmente usando algo como distração antes de atacar, seja uma finta, um copo ou objeto jogado como 'finta', fingir que vai virar e atacar, etc., esse elemento surpresa acho válido. Quando fazia capoeira, um mestre falava que a verdadeira 'mandinga' de um capoeira era saber simular um ataque, pedir "desculpas" e atacar no meio delas. Contava casos de mestres antigos que compravam cerveja para o valentão e depois batiam o no copo quando ele estava bebendo, ou iam conversar de forma mais 'cordial' e davam uma cabeçada no meio da fala quando o outro relaxava. Não estou falando para se usar isso, mas a ideia por trás, seria a de distrair para atacar. 

Vou falar no desembole ideal, claro, mas em qualquer cenário que ocorra acho que se deve usar técnicas seguras e que vc já treinou MUITO para que se volte para essas situações que vejo como as mais seguras na maioria absoluta dos casos.

Contra um, a meu ver, o mais seguro é encurtar de forma segura e jogar para o chão o mais rápido possível, manter posições que segure no chão e bater, no máximo pegar as costas e finalizar. Eu não sou grande fãs de montar em briga ou vale tudo, acho muito arriscado mesmo para um cara graduado perder a posição na ignorância, acho que um 100 kg, batendo com o cotovelo, joelho e cabeça ali é mais seguro. Nesse primeiro cenário as táticas que os Gracies usavam nos primeiros vale tudo acho muito válida.

Contra mais de mim, a ideia é não ser jogado ou deixarem grudar em vc, preferencialmente sem deixar circularem e se forem muitos confrontar só enquanto não tiver espaço para fugir, né, pq ngm é super homem. E usar o que tiver em mãos para conseguir isso. hahaha Aí acho que é ficar atacando e evadindo o tempo todo, preferencialmente se afastando e vendo uma fulga sempre, acredito que o uso mais do boxe e jogo de perna é melhor que o de chutes ou clinch. No máximo bandas, mas eu acho muito perigoso usar chute, pq geralmente em briga o agressor não para na distância e faz guarda, ele vai sempre pra cima, o que faria cm que um chute pudesse te fazer desequilibrar e mesmo conseguindo se levantar, se cair, vira bola. Mas se for o primeiro a atacar, eu gosto especialmente da benção, pelo efeito psicológico de jogar a pessoa longe. Acho que o boxe para o mma se assemelha as melhores técnicas para se usar em uma situação real, acho que mudaria o nível de força e posição da mão só, com mãos na vertical sendo melhores para encaixar no rosto, mas sempre preferencialmente batendo e saindo ou batendo evadindo, em especial contra mais agressores. Em situações de clinch que ocorrer, acho que deve se usar cotovelada e cabeçada e empurrar sempre, para não ser segurado ou derrubado na ignorância. E se não tiver espaço para fugir, aí é tentar derrubar no soco o mais rápido possível, usando mais força mesmo quebrando a mão e usar tudo que estiver em mãos para fazer o caos até separarem hahaha E se for poucos, como dois, aí é a mesma ideia, só acho que poderia se atacar mais (o mais fraco inicialmente) e evadir menos, caso se tenha muita segurança e for inevitável. 
 
Nesses cenários acho que é controlar distância, movimento de perna, bloqueios fortes simples, socos "simples", sequência curta, finta,  soco/pisão para encurtar e ser o primeiro a cinturar/quedar com quedas mais seguras e maior possibilidade de cair por cima, dominar por cima batendo com cabeçada, joelho e cotovelada da meia, 100kg ou norte e sul, de forma que exponha o menos possível para perder a posição, sem montar. Pegar as costas (caso tenha muita segurança nisso) se a pessoa tentar levantar e finalizar das costas ou bater na nuca (em situação de risco de vida maior). E se cair por baixo, pé no quadril para empurrar e pedalada para levantar o mais rápido possível, e se não for possível levantar, travar os braços e ou bater por baixo mesmo, dedo no olho, etc., se precisar apelar para conseguir empurrar e levantar. Eu não acho que na rua vale a pena fazer guarda e tentar pegar por baixo não, só nas últimas das últimas hipóteses. Um cara que é graduado em jiu-jitsu brasileiro e não sabe  encurtar, derrubar e finalizar um leigo, pode jogar a faixa fora, e mesmo se o outro for um lutador, se vc ficar isso de um jeito bem refinado e bem feito, especialmente se tiver conhecimento e treino de lutam em pé para fazer o "mix" para entrar, vai funcionar mesmo contra muito cara que tem treino. As chances de vc pegar um cara bom em defesa de queda no Brasil, mesmo que treino algo, são ínfimas. 

Agora, em situação que envolve risco maior de vida, acho que é o mesmo esquema, mas já entra quando dedo no olho, seja no jab e controle de distância e nas posições de domínio, apertar "para arrancar" o gogó, golpe no saco, nariz de baixo pra cima, 'anzóis' com o dedo, morder, usar qualquer coisa que esteja ao alcance como arma, etc., aí vale tudo literalmente. Mas quanto as técnicas de luta, acho que são as mesmas acima, que é o que funciona na maioria dos cenários, só que eu colocaria, por exemplo, se pegar as costas ou tiver oportunidade, golpes na nuca, que é uma região muito sensível, mas aí já é sobrevivência ou defesa de outras pessoas, pq é muito traumático. E para esse cenário de defesa pessoal de sobrevivência, acho que tem muito recursos válidos para se usar tbm e carregar com vc, eu gosto da caneta tática, que é uma caneta mais forte de metal e maior, reforçada, e com uma ponta, que segurada firme e apoiada com o dedão por cima, vira uma pequena estaca e vc carrega no bolso com um clipes bem forte, sem ngm perceber. E para situações corriqueiras em trânsito, etc, tem  bastão retrátil bons, etc. Isso claro, desconsiderando arma de fogo ou armas brancas cortantes como potenciais armas de auto defesa, pq em especial a arma de fogo é a melhor arma de defesa, claro. Mas acho problemático contar com isso, então não vou nem entrar nesse mérito e ficar só nas partes traumáticas. Contra bastão ou pedaço de pau tem técnicas que acho bem eficientes, entrando e bloqueando o braço, e jogando pra baixo, mas o melhor é evitar tbm, né, claro. O camarada do Krav Maga Caveira, que é um ex policial penal, tem ótimas técnicas de auto defesa quanto a isso e outras situações, mas algumas eu acho que entra na coisa um pouco teatral tbm. Mas eu gosto muito dele. 

Defesa pessoal contra faca e arma de fogo é algo foge a nossa discussão e que acho EXTREMAMENTE irresponsável na maioria das vezes as pessoas ensinarem, vejo uns trem na internet "populares" que eu, que sou bobo, sei que não funciona e fico maluco com a irresponsabilidade das pessoas ensinarem essas coisas por 'clicks' ou popularidade. E eu não ouso a opinar sobre, melhor defesa nesse cenário, a meu ver seria ceder caso seja assalto e fugir se possível em outro. Não existe bem material que vale o risco da sua vida e de outras pessoas. E acho que só quem lida com isso realmente sabe quais técnicas funcionam, instrutores de soldados e soldados forças armadas que estão sempre envolvidas em combates reais, forças policiais que estão sempre envolvidas em combate reais, etc. Uma coisa é um cara da linha de frente do Bope te ensinar o que que funciona, outra é o PM do de uma cidade pequena que só fez o treinamento básico e nunca usou, percebe? Não estou desmerecendo o PM da cidade pequena ou o treino que recebem, o ponto que estou defendendo e realmente é que, a meu ver, não adianta só a teoria com pouca prática e uso real da técnica, é só a constante prática que te ensinará os 'detalhes' eu fazem com que uma técnica nesse cenário funcione ou 'te mate'.  Eu acho problemático até algumas técnicas de sistemas de auto defesa famosos, mas que são só treinadas nesse esquema que comentei 'teatral'. Em uma situação real, com armas de fogo, se não tiver uma arma de fogo, onde por exemplo, podem abusar de algum familiar seu, acho que é fingir que vai ceder e tentar usar o fator surpresa e tentar ser o mais traumático possível o mais rápido possível. Mas sabendo que pode dar merda, aí cada situação é uma situação. Se vc for uma pessoa que está sujeita a sofrer ataques pela profissão, visada para sequestros, etc., ideal é que tenha uma arma de fogo de fácil acesso sempre e que tenha o devido treinamento com profissionais para reagir a essas situações. E para defesa de uma invasão domiciliar é  arma de fogo, né. Se a casa for maior, esquemas bons de grades e portas reforçadas, câmeras, canhões de luz e bons cães de guarda acho que são bem válidos, não tem que inventar a roda, eu acho. hehe 

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Acredito nos mesmos pontos @Daniel Mendoza. A melhor forma é evitar a briga e o próprio Sylvio Bhering reforça isto nos seminários dele. Fui em um no quartel do BOPE no Rio. No ensino de defesa pessoal precisa ser enfatizado isto e na parte técnica chegar o mais próximo da realidade e por isto acho interessante a metodologia do KMRED que tem os fundamentos baseados no Krav Maga e no Lethwhey mas é aberto à influência de qq arte marcial. O sistema Gracie eu não acredito, ficou defasado. Não que o JJ não seja útil, pelo contrário, só a metodologia de defesa pessoal que eu acho muito limitada.

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Acho que de modo geral tenho uma visão semelhante sobre as " técnicas" de defesa pessoal, principalmente em relação a ser simplista, não invente moda, faça o que já domina.

Porém para completar o pensamento, eu sempre quando me encontro conversando sobre o assunto com conhecidos gosto de enfatizar que na minha opinião a defesa pessoal além de depender do ambiente e situação que nos encontramos é muito mais sobre " em que nível você esta disposto a se expor/ elevar a situação" do que necessariamente sua técnica, seria algo como seu "espirito".

O @Daniel Mendoza comentou que teríamos dois cenários por exemplo, confusão/briga vs risco de vida, mas nada evita e não tem como você adivinhar se a primeira vai derivar para a segunda e de forma rápida por exemplo ( inclusive normalmente a única que já começa com risco de vida elevado são os cenários de assalto/sequestro/ invasão de casa ou qualquer coisa nessa linha).

Então eu comento com as pessoas o seguinte, se for técnica por técnica, se você chuta cabeça/costela/ frontal ou qualquer coisa desse tipo nos treinos,  qual seria a dificuldade técnica de chutar um saco por exemplo? Muito mais simples não é verdade?

Ai eu pergunto para vocês, quantas brigas vocês já presenciaram na vida real, vídeos ou que contaram para vocês que já na discussão ou antes dela começar de fato alguém chutou o saco do outro de forma consciente e sem "dó"? ( eu  confesso nunca vi na vida real por exemplo) e quantas vocês já viram tentarem dar qualquer tipo de chute nem que seja aquelas bicas desengonçadas sem técnica nenhuma ? (eu muitas, diria que a maioria até)

Então porque diabo as pessoas não fazem o " simples" e terminam com essas brigas de forma simples? Com as dezenas de técnicas conhecidas ou até mesmo de com formas mais leigas como jogar o copo na cara e sair na vantagem ou qualquer coisa do tipo assim?

Eu tenho em mente que essas opções não são mais comuns porque as pessoas não querem " elevar" o nível do risco, mesmo que de forma inconsciente, elas não querem por exemplo que um esbarrão em uma fila ou alguém mexendo com a mulher do outro se transforme em garrafadas na cabeça ou pessoas sendo derrubadas no chão e tendo suas cabeças pisadas de encontro a ele ( exemplos de situações em festa), então no fundo até os " agressores" muitas vezes disputam no ego empurrando ou qualquer coisa do tipo meio que tentando puxar/justificar para a própria mente um motivo " plausível" para ele ser agressivo de verdade, como por exemplo dar um soco na cara de outra pessoa enquanto estão falando " vamos ficar na paz" ou qualquer coisa do tipo, porque de forma consciente ou inconsciente sentimos que se fizermos uma ação X de agressão e ela não for suficiente ou se errar vai existir uma real chance de receber X+1 de reação.

Então voltando ao " espirito" ele entraria nesse sentido, qual vai ser a sua convicção dentro de cada situação tá ligado?

Você consegue ser um cara frio e executar apenas a cartilha da auto defesa e "terminar com a briga antes que ela comece"?
Porque na minha vida se eu fosse usar apenas essa cartilha eu já teria brigado pelo menos umas 50 vezes na minha vida, porém só briguei  duas de fato e infelizmente errei o "calculo do cenário" nessas duas e fui agredido antes (o que é uma falha nível gravíssimo), porém evitei outras 48 situações que poderiam desenfrear de uma " discussão" para situação de risco de vida percebe?

Obviamente essas duas vezes que eu fui agredido e consegui " responder" a agressão liguei o modo " psicopata" e bati sem dó nenhuma e de forma sucinta sem inventar moda nenhuma, soco na nuca quando deu em uma ( 1x1) e na outra sai atropelando jab/direto sem inventar muito igual Vitor no Wanderley, single leg simples/ gnp sem ir para o chão/ garrafada na cabeça / bicuda na cabeça com os caras no chão e assim vai ( foi um 8 vs 3/4 e eu era do lado com menos gente), mas tudo sucinto, nada de golpes rodados ou inventar muita firula, já tem elementos demais em uma situação dessas para você lidar, você não quer soltar um golpe que pode te comprometer gratuitamente, fica muito bonito nos vídeos quando da certo, mas não é racional / eficiente de fato ao meu ver.

Continuando só para finalizar, sobre a situação que já começa com risco de vida como assalto etc essa acho que deve ser mais ainda sobre " feeling/ espirito/disposição), mas se eu for falar de forma racional acredito que se o cara chega só para me assaltar e manda eu passar o celular o celular rápido ou qualquer coisa do tipo acho que eu só passo, agora se rolar alguma coisa do tipo " vamos ali comigo" eu acho que eu já começaria a procurar brechas para uma possível reação para caso eu sinta que a vida estará de fato em risco reagir, mas é apenas especulação porque no fundo eu acredito que só quando acontece ( espero que comigo nunca) saberemos e a ideia do " jogar para o próximo nível" fica muito mais evidente nessas situações.

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Protagonizei cerca de 15/20 brigas de rua na minha vida, isso sem contar algumas em torcidas organizadas e bailes funks pelo RJ, e hoje, um pouco mais velho, posso afirmar: talvez todas pudessem ser evitadas. Então, logo de cara, esse seria meu conselho, evitem brigas, na maioria das vezes, não se sabe exatamente quem está do outro lado, isso pode ter consequências desastrosas.

Bom, em relação ao que funciona (e ao que não funciona), creio que no "mano a mano", a arte marcial mais eficiente seja o jiu-jitsu, ou a luta livre. Aquela velha tática, encurtar e jogar pro chão, sempre será a melhor opção. Eu inclusive, em uma dessas aventuras, tava em uma festa, num salão, e o chão escorregadio, fui entrar num queda, escorreguei e caí por baixo. De imediato, fechei a meia, e logo raspei, caindo montado. Ou seja, só o jiu-jitsu salva mesmo rsrs...

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Amigos, depois de tudo que já foi falado aqui, sobrou muito pouco para comentar, e o aprendizado foi muito grande. Mas no que sei, gostaria de enfatizar apenas alguns pontos.

O principal na rua é EVITAR a briga. Correr, se necessário (lógico que estou falando isso hoje com 53 anos, mas pensava MUITO diferente há bem pouco tempo atrás). Porque na rua não tem prognóstico, não se tem controle de até onde vai e o que ´pode acontecer. Então é evitar. E se isso for impossível, aí é o feijão com arroz mesmo. Golpes curtos e rápidos, visando evitar danos e sair da situação o mais rápido possível. Por exemplo, levanta os braços naquela posição de não quero briga com as palmas das mãos para frente (que já é uma guarda camuflada), e assim que possível enfia os dedos no olho do oponente ou chuta os testículos, entra com cotoveladas ou socos fortes e sai assim que a situação for controlada. Tenho um certo receio de levar para o chão nessas ocasiões, porque sendo um piso de paralelepípedo ou uma quina de calçada, a queda pode terminar muito mal, dependendo de como caímos. Prefiro resolver em pé, e rápido, porque se estender vai para o chão mesmo. Isso varia a grosso modo,  depende do ambiente. Chão numa rua é completamente diferente de chão dentro de uma boate lotada. Luta é diferente de briga. Se você não ficar atento, a luta pode até te engessar de usar outras coisas na rua. Falando da luta esportiva. Você está muito acostumado a defender chutes nas pernas, mas não nos genitais. Ou aplicar. Então o ideal para tratar dessas situações são lutas que tem uma parte de defesa pessoal muito forte, como o jj  antigo ou minha preferência, o krav maga. Em pé lutas que ainda não sofreram muitas adaptações e funcionaram em brigas reais, como o muay thai. E aí você vai usar os recursos rápidos e eficientes, como low kicks, cotovelos, boxe, e adaptando para a situação da rua, cabeçadas, ataques nos genitais e olhos, puxar orelha para romper cartilagem, etc. Mas isso tudo tem que ser treinado previamente à exaustão, senão na hora não sai, e você pode ficar em desvantagem para um oponente que nunca treinou mas tem a malícia das ruas. E aí vai usar garrafa, pedra, copo, garfo, o que estiver à mão. Essa malícia precisa ser entendida e fixada.

Isso com relação à rua. Agora, num caso de assalto e situações com armas. Até onde vale a pena tentar a defesa? Há alguns pontos aí, mas destaco dois. Um é que o que for utilizado como defesa, deve ter sido treinado à exaustão, até o ponto em que a aplicação se torna inconsciente. E aí não pode ser qualquer técnica, TEM que ser especificamente voltada para isso, como um krav maga. Porque tentar tirar uma arma da mão de alguém da forma errada equivale a cometer suicídio. E o outro ponto é avaliação da situação, que tem que ser muito rápida e muitas vezes você não consegue fazer. Será que o assaltante é frio e controlado o bastante para realizar o roubo e não atirar (situação em que é preferível não reagir), ou um drogado que vai atirar de qualquer jeito? Você vai conseguir levar a técnica até o fim, sabendo que a defesa vai custar a vida do agressor? Se já tiver treinado suficiente para reagir no automático isso nem vai passar pela sua cabeça, mas se não tem que estar muito certo do que vai fazer, porque com certeza um minuto de hesitação custará sua vida ou de sua família. Onde quero chegar é que o treino tem que ser tão bem feito que você sequer vai pensar na hora de reagir. E isso após analisar a situação. Por exemplo, muitas vezes é mais difícil desarmar uma faca do que uma arma de fogo.

Uma vez reagi a um assalto armado nas dunas de Cabo Frio, joguei a arma dentro da água e deixei o assaltante severamente ferido. Mas foi depois de ter ido  naquele postinho da polícia perto do Hotel Malibu (para quem conhece) é que me dei conta do que tinha acontecido, daí me senti bem estranho, porque nunca tinha passado por aquilo. No dia seguinte meus pais me mandaram de volta para casa para evitar qualquer surpresa, e fiquei um ano sem voltar lá. Mas é isso, na hora saiu sem pensar.  

Destaco ainda que, no final das contas, o psicológico e a vontade é que farão completamente a diferença.

Faltou chamar o @NEGO DÁGUA para opinar, esse tem muita experiência nas ruas e fora delas.

Grande abraço a todos!

E Daniel, muito obrigado pela lembrança!

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15 horas atrás, masterblaster disse:

Amigos, depois de tudo que já foi falado aqui, sobrou muito pouco para comentar, e o aprendizado foi muito grande. Mas no que sei, gostaria de enfatizar apenas alguns pontos.

O principal na rua é EVITAR a briga. Correr, se necessário (lógico que estou falando isso hoje com 53 anos, mas pensava MUITO diferente há bem pouco tempo atrás). Porque na rua não tem prognóstico, não se tem controle de até onde vai e o que ´pode acontecer. Então é evitar. E se isso for impossível, aí é o feijão com arroz mesmo. Golpes curtos e rápidos, visando evitar danos e sair da situação o mais rápido possível. Por exemplo, levanta os braços naquela posição de não quero briga com as palmas das mãos para frente (que já é uma guarda camuflada), e assim que possível enfia os dedos no olho do oponente ou chuta os testículos, entra com cotoveladas ou socos fortes e sai assim que a situação for controlada. Tenho um certo receio de levar para o chão nessas ocasiões, porque sendo um piso de paralelepípedo ou uma quina de calçada, a queda pode terminar muito mal, dependendo de como caímos. Prefiro resolver em pé, e rápido, porque se estender vai para o chão mesmo. Isso varia a grosso modo,  depende do ambiente. Chão numa rua é completamente diferente de chão dentro de uma boate lotada. Luta é diferente de briga. Se você não ficar atento, a luta pode até te engessar de usar outras coisas na rua. Falando da luta esportiva. Você está muito acostumado a defender chutes nas pernas, mas não nos genitais. Ou aplicar. Então o ideal para tratar dessas situações são lutas que tem uma parte de defesa pessoal muito forte, como o jj  antigo ou minha preferência, o krav maga. Em pé lutas que ainda não sofreram muitas adaptações e funcionaram em brigas reais, como o muay thai. E aí você vai usar os recursos rápidos e eficientes, como low kicks, cotovelos, boxe, e adaptando para a situação da rua, cabeçadas, ataques nos genitais e olhos, puxar orelha para romper cartilagem, etc. Mas isso tudo tem que ser treinado previamente à exaustão, senão na hora não sai, e você pode ficar em desvantagem para um oponente que nunca treinou mas tem a malícia das ruas. E aí vai usar garrafa, pedra, copo, garfo, o que estiver à mão. Essa malícia precisa ser entendida e fixada.

Isso com relação à rua. Agora, num caso de assalto e situações com armas. Até onde vale a pena tentar a defesa? Há alguns pontos aí, mas destaco dois. Um é que o que for utilizado como defesa, deve ter sido treinado à exaustão, até o ponto em que a aplicação se torna inconsciente. E aí não pode ser qualquer técnica, TEM que ser especificamente voltada para isso, como um krav maga. Porque tentar tirar uma arma da mão de alguém da forma errada equivale a cometer suicídio. E o outro ponto é avaliação da situação, que tem que ser muito rápida e muitas vezes você não consegue fazer. Será que o assaltante é frio e controlado o bastante para realizar o roubo e não atirar (situação em que é preferível não reagir), ou um drogado que vai atirar de qualquer jeito? Você vai conseguir levar a técnica até o fim, sabendo que a defesa vai custar a vida do agressor? Se já tiver treinado suficiente para reagir no automático isso nem vai passar pela sua cabeça, mas se não tem que estar muito certo do que vai fazer, porque com certeza um minuto de hesitação custará sua vida ou de sua família. Onde quero chegar é que o treino tem que ser tão bem feito que você sequer vai pensar na hora de reagir. E isso após analisar a situação. Por exemplo, muitas vezes é mais difícil desarmar uma faca do que uma arma de fogo.

Uma vez reagi a um assalto armado nas dunas de Cabo Frio, joguei a arma dentro da água e deixei o assaltante severamente ferido. Mas foi depois de ter ido  naquele postinho da polícia perto do Hotel Malibu (para quem conhece) é que me dei conta do que tinha acontecido, daí me senti bem estranho, porque nunca tinha passado por aquilo. No dia seguinte meus pais me mandaram de volta para casa para evitar qualquer surpresa, e fiquei um ano sem voltar lá. Mas é isso, na hora saiu sem pensar.  

Destaco ainda que, no final das contas, o psicológico e a vontade é que farão completamente a diferença.

Faltou chamar o @NEGO DÁGUA para opinar, esse tem muita experiência nas ruas e fora delas.

Grande abraço a todos!

E Daniel, muito obrigado pela lembrança!

Perfeito os pontos @masterblaster. Chamei o @NEGO DÁGUA para a discussão sim, desde o início do post e ele já opinou.

Infelizmente eu briguei bastante na rua quando jovem e já levei a melhor e já levei a pior tbm na crocodilagem. Não me orgulho mas é um fato e como todo erro eu aprendi. O melhor é sempre evitar, é o que uma pessoa com inteligência emocional faz mas é aquilo "é melhor ser um guerreiro no jardim do que um jardineiro na guerra" (autor desconhecido, algum chinês sábio).

Por isto eu acho muito válido o treinamento de Defesa Pessoal, acho que tem que se treinar as artes marciais no formato de hoje em dia, esportivo, pois isto te dá muitos elementos para utilizar, inclusive em defesa pessoal mas acredito muito que deva ser treinado tbm um método pensando em defesa pessoal, algo que remeta aos princípios das artes marciais mesmo, onde as artes eram utilizadas em combates de guerra.

Não acredito no sistema de Defesa Pessoal Gracie, ele fica muito limitado ao que o próprio Sylvio Bhering falou (defender de um leigo) e hoje em dia a chance de vc pegar um leigo é muito baixa, todo mundo treina ou já treinou algo e se acontecer um confronto que você não possa evitar a tendência é que seja uma pessoa com este histórico, até porque eu não acho válido, em hipótese alguma, bater em leigo, por uma questão de princípios mesmo, a forma que eu aprendi arte marcial.

Qual sistema vocês acreditam? Já viram algum que tenham achado interessante? Conheci o KMRED que eu citei já neste tópico e achei bem interessante a metodologia, o fato de ser uma laboratório aberto à todas as artes marciais é algo que eu acredito.

 

 

 

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3 horas atrás, João P disse:

Perfeito os pontos @masterblaster. Chamei o @NEGO DÁGUA para a discussão sim, desde o início do post e ele já opinou.

Infelizmente eu briguei bastante na rua quando jovem e já levei a melhor e já levei a pior tbm na crocodilagem. Não me orgulho mas é um fato e como todo erro eu aprendi. O melhor é sempre evitar, é o que uma pessoa com inteligência emocional faz mas é aquilo "é melhor ser um guerreiro no jardim do que um jardineiro na guerra" (autor desconhecido, algum chinês sábio).

Por isto eu acho muito válido o treinamento de Defesa Pessoal, acho que tem que se treinar as artes marciais no formato de hoje em dia, esportivo, pois isto te dá muitos elementos para utilizar, inclusive em defesa pessoal mas acredito muito que deva ser treinado tbm um método pensando em defesa pessoal, algo que remeta aos princípios das artes marciais mesmo, onde as artes eram utilizadas em combates de guerra.

Não acredito no sistema de Defesa Pessoal Gracie, ele fica muito limitado ao que o próprio Sylvio Bhering falou (defender de um leigo) e hoje em dia a chance de vc pegar um leigo é muito baixa, todo mundo treina ou já treinou algo e se acontecer um confronto que você não possa evitar a tendência é que seja uma pessoa com este histórico, até porque eu não acho válido, em hipótese alguma, bater em leigo, por uma questão de princípios mesmo, a forma que eu aprendi arte marcial.

Qual sistema vocês acreditam? Já viram algum que tenham achado interessante? Conheci o KMRED que eu citei já neste tópico e achei bem interessante a metodologia, o fato de ser uma laboratório aberto à todas as artes marciais é algo que eu acredito.

 

 

 

Perfeito, @João P somos produtos do nosso meio eu já relatei sofria,  bullyng  , cada eu juro fazia nada e uns caras pegavam em meu pé  , fui ao boxe perde peso pq  era gordo e queria arranjar uma namorada. 

Descobrir um certa facilidade  e eu mesmo novo desenvolve uma certa pegada na época  e meu professor  o qual guardo com carinho  na memória me botava na fogueira  coisa comum aqui vc ver um moleque trocando porrasa com adultos, aquilo me gerou uma auto confiança  , 2 meses de treino arrebentar una valentão,  criei fama, 6 meses eu quase semanalmente  brigava , eu já fiz terapia vi que era um erro , ri já me senti mal , por machucar as pessoas  e depôs percebi que  isso que vc falou o mundo é  um selva e em tudo não ma luta , mundo empresarial,  mundo pessoal   você precisa  ser forte , está na Bíblia  desde de Davi, " o Reino de Deus  será tomado pelos fortes ".

Então  fiz o certo essa minha bondade  me prejudicou  na minha vida pessoal, profissional...

Sobre sua frase eu era um ou sou um nerd po eu vou ao cinema ver  Doutor  estranho...

Um ex colega de colégio  , hoje casado mora em Aracaju  , estava em ums pizzaria  e gritou " Nego, nego, vc mudou nada cara , ele me apresentou  a esposa,  e falou esse era lutador que eu falava , a esposa dele " nossa ele fala que vc era um menino quieto, nerd, e acabou com uns valentões  que tinham e vc fez o que é não  conseguia fazer , e conta  suas histórias  pra todos..

Eu não  tenho filhos  e pensava meu filho ficará longe desse ambiente de luta que é  tóxico  também  ( qual não  é) fogo perguntando  onde vem esse auto controle que luta lhe dar ou etc, etc, já vi preta com merds na cabeça,  só fazendo merda....

Mas hj o mundo é  problema  é vxs sabem se vc sabe se defender , sabe lutar, precisa tá no UFC vc tem um pedaço  de chão  te garanto  aquele limite será respeitado,  e nego pensa antes te lhe falar algo.

Eu me arrependo  de não ter investido no grappling,  vc um.preta de jiu , vc tem uma profissão,  vc tem um direção e ganha dinheiro  no exterior. 

Kickboxing  eu não estaria em termos de exame tão longe da preta pq já competir com marrom e preta e não  vi nada Demais já vi pretas e pretas e no nível baixo não  estou tão  longe, mas aí digo luta em pé faixa serve pra amarra calças  e dar status, mas não  lhe dar o retorno financeiro do jiu jitsu. 

Então  se tiver um filho bote pra treinar, eleu vou mostre o certo, não  humilhar ninguém  e desfazer de ninguém  , olha o professor  e sua conduta com o garoto,  mas o mundo é  complicado e vc viver correndo  eu não  acho viável,  como vc falou melhor vc ver o caçador... ou guerreiro  do jardim. 

Sobre defesa pessoal  cara eu não  sou tão  indicado, sempre achei briga diferente  de luta, nego insiste em dizer que não  mas é.

Exemplo  Colby vs Masvidal, a pegou na crocodilagem...E na rua existe regras ?

Já vi boxer apanhar na rua, já vi preta de jiu também,  e várias modalidade  .

Eu tenho um ditado, treino , luta e briga são  3 coisas  parecidas e diferentes. 

Uma vez  intuitivamente briguei com um cara armado ele ia sacar a arma pós me dar um tapa na cara , ele era policial dei um estilo soco de karate  nele,  pegou um seiken  da mão  na posição  e distancia  , eu segurei a mão  dele em baixo o soco sai muito forte ele cai desmaiando,  mas poderia ter morrido, eu nem sabia que ra polícia  o tapa no rosto me deixou cego..

Enfim, o certo é  vc não brigar e evitar,  o problema  que as vezes não  rola, vai de dia, vai de momento  e situação. 

 

 

 

 

 

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On 5/9/2022 at 7:21 PM, Daniel Mendoza said:

Obrigado por me citar, meu caro, é uma discussão que eu acho muito interessante, até demorei para responder pq queria dar uma resposta descente e escutar a opinião dos colegas, e já adianto o pedido de desculpas pelo tamanho do texto para quem se dispor a ler. 

Eu adoraria ouvir outros colegas também falando sobre essa questão da auto defesa. @Gurkha @masterblaster @Raphael Rezende @Andrey @Sartori @Valderazzi são alguns dos que lembrei agora de já ver falando sobre ou de saber que possuem conhecimento e experiência de sobra para opinar com mais propriedade. Sãos alguns que eu gostaria de ouvir sobre o que acham sobre essa questão de auto defesa, seja em um cenário de "briga" e de sobrevivência. Do que funciona e do que não funciona.

Eu sou um grande apaixonado por lutas, mas não tenho bagagem suficiente para falar com propriedade sobre esses temas, briguei poucas vezes na rua depois de adulto, mas vou me dar a liberdade de dar minhas opiniões, por experiências pessoais e pelo pouco que conheço e aprendi hoje em dia sobre os temas e artes. E, por favor, me corrijam, que é algo que eu adoraria ouvir críticas construtivas e aprender mais sobre. 

Antes de mais nada, eu concordo totalmente com cada palavra do Mestre Sylvio Behring.

E na minha visão, acho que na defesa pessoa, existem dois cenários, um de 'briga' e outro de 'sobrevivência'. Um seria uma confusão normal, animosidade com outro cara(s) e o segundo uma situação mais séria, de assalto ou potencialmente fazer algum tipo de violência com a pessoa que estiver com vc, seja amigo, companheira ou familiares. Eu acho que eles facilmente se misturam, pq uma briga facilmente pode acabar mal, mas por questões até mesmo legais, no primeiro caso eu acho mais válido vc usar técnicas menos traumáticas no que diz respeito a danos irreversíveis. 

A melhor defesa acho que é e sempre será evitar um conflito. É o mais inteligente, acho que 'orgulho' e 'honra' é totalmente ego, algo que eu vejo que devemos combater e tentar anular, e o ideal é não entrar em um conflito por isso. Isso seria a ação mais racional, mas claro que ngm aqui é Buda ou Jesus, somos todos humanos, com egos, sujeitos a reações passionais e sujeitos a brigar pela "imagem", "honra", etc. Mas é importante, pensando na questão da defesa pessoa, a meu ver, ter em mente que uma briga boba pode acabar em desgraça. Então, a meu ver, uma briga evitada é uma briga vencida.

Em ambas as situações, que viram um combate, eu acredito muito no arroz com feijão extremamente refinada e sistematicamente treinado em qualquer luta ou arte marcial. O mais simples e mais objetivo, refinado e exaustivamente treinado, para mim, é e sempre será a melhor ferramenta. Em qualquer arte marcial, vc tem que aprender a, no mínimo, defender de todas as técnicas novas, como o Mestre Sylvio Behring comentou, mas acredito que em uma situação real de combate, seja de briga (confusão) ou de auto defesa (sem regras e por sobrevivência) o que vale e funciona é o arroz com feijão, o simples, e o que já foi MUITO e MUITO treinado por você e testado em situações reais de combate e situações reais de conflito. As melhores técnicas são as que já foram testados, racionalizadas através da história e que funcionam na maior amplitude de situações e respostas possíveis a um combate real e respostas a elas. Eu tenho pavor de quem acha que só com técnicas que são sempre 'combinadas', com um atacando de tal jeito que o defensor já sabe qual é, algo quase que teatral, vai conseguir se defender em uma situação real. Que o agressor vai bater 'do jeito combinado'.   

Quanto a auto defesa, na porrada que não envolva risco de sobrevivência imediato, sem arma envolvida, e contra UM agressor ou MAIS agressores acho que vale o arroz com feijão que já foi provada milhares e milhares de vezes que funciona, só mudaria as táticas e estratégia usada. Em ambos os casos, se ver que a situação vai virar brigar, melhor atacar primeiro e atacar com tudo para que termine o mais rápido possível e se manter em situações e posições que apresentem menor risco. Preferencialmente usando algo como distração antes de atacar, seja uma finta, um copo ou objeto jogado como 'finta', fingir que vai virar e atacar, etc., esse elemento surpresa acho válido. Quando fazia capoeira, um mestre falava que a verdadeira 'mandinga' de um capoeira era saber simular um ataque, pedir "desculpas" e atacar no meio delas. Contava casos de mestres antigos que compravam cerveja para o valentão e depois batiam o no copo quando ele estava bebendo, ou iam conversar de forma mais 'cordial' e davam uma cabeçada no meio da fala quando o outro relaxava. Não estou falando para se usar isso, mas a ideia por trás, seria a de distrair para atacar. 

Vou falar no desembole ideal, claro, mas em qualquer cenário que ocorra acho que se deve usar técnicas seguras e que vc já treinou MUITO para que se volte para essas situações que vejo como as mais seguras na maioria absoluta dos casos.

Contra um, a meu ver, o mais seguro é encurtar de forma segura e jogar para o chão o mais rápido possível, manter posições que segure no chão e bater, no máximo pegar as costas e finalizar. Eu não sou grande fãs de montar em briga ou vale tudo, acho muito arriscado mesmo para um cara graduado perder a posição na ignorância, acho que um 100 kg, batendo com o cotovelo, joelho e cabeça ali é mais seguro. Nesse primeiro cenário as táticas que os Gracies usavam nos primeiros vale tudo acho muito válida.

Contra mais de mim, a ideia é não ser jogado ou deixarem grudar em vc, preferencialmente sem deixar circularem e se forem muitos confrontar só enquanto não tiver espaço para fugir, né, pq ngm é super homem. E usar o que tiver em mãos para conseguir isso. hahaha Aí acho que é ficar atacando e evadindo o tempo todo, preferencialmente se afastando e vendo uma fulga sempre, acredito que o uso mais do boxe e jogo de perna é melhor que o de chutes ou clinch. No máximo bandas, mas eu acho muito perigoso usar chute, pq geralmente em briga o agressor não para na distância e faz guarda, ele vai sempre pra cima, o que faria cm que um chute pudesse te fazer desequilibrar e mesmo conseguindo se levantar, se cair, vira bola. Mas se for o primeiro a atacar, eu gosto especialmente da benção, pelo efeito psicológico de jogar a pessoa longe. Acho que o boxe para o mma se assemelha as melhores técnicas para se usar em uma situação real, acho que mudaria o nível de força e posição da mão só, com mãos na vertical sendo melhores para encaixar no rosto, mas sempre preferencialmente batendo e saindo ou batendo evadindo, em especial contra mais agressores. Em situações de clinch que ocorrer, acho que deve se usar cotovelada e cabeçada e empurrar sempre, para não ser segurado ou derrubado na ignorância. E se não tiver espaço para fugir, aí é tentar derrubar no soco o mais rápido possível, usando mais força mesmo quebrando a mão e usar tudo que estiver em mãos para fazer o caos até separarem hahaha E se for poucos, como dois, aí é a mesma ideia, só acho que poderia se atacar mais (o mais fraco inicialmente) e evadir menos, caso se tenha muita segurança e for inevitável. 
 
Nesses cenários acho que é controlar distância, movimento de perna, bloqueios fortes simples, socos "simples", sequência curta, finta,  soco/pisão para encurtar e ser o primeiro a cinturar/quedar com quedas mais seguras e maior possibilidade de cair por cima, dominar por cima batendo com cabeçada, joelho e cotovelada da meia, 100kg ou norte e sul, de forma que exponha o menos possível para perder a posição, sem montar. Pegar as costas (caso tenha muita segurança nisso) se a pessoa tentar levantar e finalizar das costas ou bater na nuca (em situação de risco de vida maior). E se cair por baixo, pé no quadril para empurrar e pedalada para levantar o mais rápido possível, e se não for possível levantar, travar os braços e ou bater por baixo mesmo, dedo no olho, etc., se precisar apelar para conseguir empurrar e levantar. Eu não acho que na rua vale a pena fazer guarda e tentar pegar por baixo não, só nas últimas das últimas hipóteses. Um cara que é graduado em jiu-jitsu brasileiro e não sabe  encurtar, derrubar e finalizar um leigo, pode jogar a faixa fora, e mesmo se o outro for um lutador, se vc ficar isso de um jeito bem refinado e bem feito, especialmente se tiver conhecimento e treino de lutam em pé para fazer o "mix" para entrar, vai funcionar mesmo contra muito cara que tem treino. As chances de vc pegar um cara bom em defesa de queda no Brasil, mesmo que treino algo, são ínfimas. 

Agora, em situação que envolve risco maior de vida, acho que é o mesmo esquema, mas já entra quando dedo no olho, seja no jab e controle de distância e nas posições de domínio, apertar "para arrancar" o gogó, golpe no saco, nariz de baixo pra cima, 'anzóis' com o dedo, morder, usar qualquer coisa que esteja ao alcance como arma, etc., aí vale tudo literalmente. Mas quanto as técnicas de luta, acho que são as mesmas acima, que é o que funciona na maioria dos cenários, só que eu colocaria, por exemplo, se pegar as costas ou tiver oportunidade, golpes na nuca, que é uma região muito sensível, mas aí já é sobrevivência ou defesa de outras pessoas, pq é muito traumático. E para esse cenário de defesa pessoal de sobrevivência, acho que tem muito recursos válidos para se usar tbm e carregar com vc, eu gosto da caneta tática, que é uma caneta mais forte de metal e maior, reforçada, e com uma ponta, que segurada firme e apoiada com o dedão por cima, vira uma pequena estaca e vc carrega no bolso com um clipes bem forte, sem ngm perceber. E para situações corriqueiras em trânsito, etc, tem  bastão retrátil bons, etc. Isso claro, desconsiderando arma de fogo ou armas brancas cortantes como potenciais armas de auto defesa, pq em especial a arma de fogo é a melhor arma de defesa, claro. Mas acho problemático contar com isso, então não vou nem entrar nesse mérito e ficar só nas partes traumáticas. Contra bastão ou pedaço de pau tem técnicas que acho bem eficientes, entrando e bloqueando o braço, e jogando pra baixo, mas o melhor é evitar tbm, né, claro. O camarada do Krav Maga Caveira, que é um ex policial penal, tem ótimas técnicas de auto defesa quanto a isso e outras situações, mas algumas eu acho que entra na coisa um pouco teatral tbm. Mas eu gosto muito dele. 

Defesa pessoal contra faca e arma de fogo é algo foge a nossa discussão e que acho EXTREMAMENTE irresponsável na maioria das vezes as pessoas ensinarem, vejo uns trem na internet "populares" que eu, que sou bobo, sei que não funciona e fico maluco com a irresponsabilidade das pessoas ensinarem essas coisas por 'clicks' ou popularidade. E eu não ouso a opinar sobre, melhor defesa nesse cenário, a meu ver seria ceder caso seja assalto e fugir se possível em outro. Não existe bem material que vale o risco da sua vida e de outras pessoas. E acho que só quem lida com isso realmente sabe quais técnicas funcionam, instrutores de soldados e soldados forças armadas que estão sempre envolvidas em combates reais, forças policiais que estão sempre envolvidas em combate reais, etc. Uma coisa é um cara da linha de frente do Bope te ensinar o que que funciona, outra é o PM do de uma cidade pequena que só fez o treinamento básico e nunca usou, percebe? Não estou desmerecendo o PM da cidade pequena ou o treino que recebem, o ponto que estou defendendo e realmente é que, a meu ver, não adianta só a teoria com pouca prática e uso real da técnica, é só a constante prática que te ensinará os 'detalhes' eu fazem com que uma técnica nesse cenário funcione ou 'te mate'.  Eu acho problemático até algumas técnicas de sistemas de auto defesa famosos, mas que são só treinadas nesse esquema que comentei 'teatral'. Em uma situação real, com armas de fogo, se não tiver uma arma de fogo, onde por exemplo, podem abusar de algum familiar seu, acho que é fingir que vai ceder e tentar usar o fator surpresa e tentar ser o mais traumático possível o mais rápido possível. Mas sabendo que pode dar merda, aí cada situação é uma situação. Se vc for uma pessoa que está sujeita a sofrer ataques pela profissão, visada para sequestros, etc., ideal é que tenha uma arma de fogo de fácil acesso sempre e que tenha o devido treinamento com profissionais para reagir a essas situações. E para defesa de uma invasão domiciliar é  arma de fogo, né. Se a casa for maior, esquemas bons de grades e portas reforçadas, câmeras, canhões de luz e bons cães de guarda acho que são bem válidos, não tem que inventar a roda, eu acho. hehe 

Perfeito meu amigo, perfeito! Concordo em tudo! Valeu a pena ler cada palavra! 

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Acho que tem outro ponto importante, quando se fala em brigas de rua: ou você entra de vez, ou deixa bem claro que não tá afim de se envolver na confusão. Ficar no meio termo, discussão, empurra empurra, etc, é a maior furada.

Fui uma vez numa casa noturna, hoje já extinta, em Jacarepaguá/RJ, chamada Kokeluxe, bastante conhecida pelos tumultos constantes... Entrei numa discussão de bobeira, no interior do local, e ao invés de sair (ou iniciar logo o problema), fiquei igual a um pela saco, esbravejando, tentando intimidar, etc... Pqp, veio um gigante por trás do cara que eu tava discutindo, deu um soco na minha boca, que fez com que eu caísse sentado. Depois disso aí, foi só derrota, apanhei pra cacete, não consegui mais me recompor.

Porém, mais uma vez, conselho de um "velho" de 37 anos: esqueça problemas!!! 

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Em 5/11/2022 at 4:36 AM, João P disse:

Perfeito os pontos @masterblaster. Chamei o @NEGO DÁGUA para a discussão sim, desde o início do post e ele já opinou.

Infelizmente eu briguei bastante na rua quando jovem e já levei a melhor e já levei a pior tbm na crocodilagem. Não me orgulho mas é um fato e como todo erro eu aprendi. O melhor é sempre evitar, é o que uma pessoa com inteligência emocional faz mas é aquilo "é melhor ser um guerreiro no jardim do que um jardineiro na guerra" (autor desconhecido, algum chinês sábio).

Por isto eu acho muito válido o treinamento de Defesa Pessoal, acho que tem que se treinar as artes marciais no formato de hoje em dia, esportivo, pois isto te dá muitos elementos para utilizar, inclusive em defesa pessoal mas acredito muito que deva ser treinado tbm um método pensando em defesa pessoal, algo que remeta aos princípios das artes marciais mesmo, onde as artes eram utilizadas em combates de guerra.

Não acredito no sistema de Defesa Pessoal Gracie, ele fica muito limitado ao que o próprio Sylvio Bhering falou (defender de um leigo) e hoje em dia a chance de vc pegar um leigo é muito baixa, todo mundo treina ou já treinou algo e se acontecer um confronto que você não possa evitar a tendência é que seja uma pessoa com este histórico, até porque eu não acho válido, em hipótese alguma, bater em leigo, por uma questão de princípios mesmo, a forma que eu aprendi arte marcial.

Qual sistema vocês acreditam? Já viram algum que tenham achado interessante? Conheci o KMRED que eu citei já neste tópico e achei bem interessante a metodologia, o fato de ser uma laboratório aberto à todas as artes marciais é algo que eu acredito.

 

 

 

Concordo em tudo com você, João, também não acredito na Defesa Pessoal Gracie pelos motivos que você falou. Acho que a modalidade que mais se enquadra na realidade das ruas é o muay thai, e também o kickboxing, até pela guarda perfilada.

Mas como sistema de defesa pessoal o que acredito mais é o krav maga. Aquilo é um universo inteiro, se engana quem pensa que é só defesa pessoal, que é das melhores que já vi. Tem curso de defesa pessoal de rua, para guerra, guerrilha e contra guerrilha, direção defensiva e ofensiva, luta com faca, absolutamente tudo. Tive a sorte de fazer alguns diretamente com o Mestre Kobi, e a coisa funciona muito. Gosto muito das técnicas do Wesley Gimenez do Krava Maga Caveira no You Tube, ressaltando, entretanto, que aquilo só funciona se você treinar fisicamente várias vezes por dia, e não adianta ter só um companheiro de treino, tem que ter vários, variando altura e peso,  e inclusive para moldar o psicológico, trabalhando contra diferentes oponentes. As técnicas são muito boas, mas aprender algo tão sério online não tem como, tem que ter supervisão e exercitar muito.

O que vi do KMRED, gostei muito. Um "ecumenismo" de excelentes técnicas, mas preciso aprender mais.

 

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