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  1. Marcial= Guerra; bélico. Não tem muito para onde fugir, um esporte que se eleva para generalizar e se definir como um todo, é difícil escapar de certa frieza do que ocorre. Por isso que costumo bater nessa tecla para a galera que gosta de certas pautas modernas mantê-las o mais longe possível desse esporte e, se possível, não acompanhá-lo mais. MMA é um barril de pólvora que pode explodir a qualquer instante. De certa forma preconiza tudo que é odiado na pós-modernidade: honra, violência, sangue, competição, masculinidade, desafio, tradição, agressão, espetaculização etc. Fora a origem simbólica e real do nascimento desse esporte que sabemos muito bem como foi. Aliás, a história do "just bleed guy" é uma ironia e tanto da origem do UFC moderno também. Contudo, nesse sentido acredito que o Dana White vem fazendo um bom trabalho de manter o UFC longe de certas coisas, não sei se consciente ou não, mas não sei quanto tempo ele aguenta. Vida longa ao mma. No mais, o jeito que a orelha ficou me lembrou do Sakuraba.
  2. O Jones sempre foi arrogante, mas o que ele fez é duro contestar. A maioria das pessoas analisam as coisas olhando do hoje mas não da época. Quando Jones chegou, me lembro muito bem que a LHW era considerada, de longe, a categoria mais difícil e mais talentosa do MMA (comparado apenas com os leves). Era velocidade de médio com punch de pesado. Lembro-me muito bem que quando o Lyoto foi campeão as pessoas faziam a contagem que mais duas vitórias sobre Rampage e Shogun e lyoto seria o melhor da história, passando o Fedor, dado a grande dificuldade da categoria. Lyoto mal conseguiu passar da primeira defesa. E Jones veio e lavou uma categoria que até então ninguém achava possível. Desde o fim do Pride que a categoria vinha num equilíbrio terrível de tops. Até o Lyoto, aparecer, ninguém sequer cogitava ser possível um campeão undisputed. Hoje parece fácil tudo que ele fez, mas ele derrubou a categoria mais difícil da história, sem dúvida. Agora, que ele é um sujeito nojento é duro e contestar também.
  3. Acho ele, mais um, exemplo de que o tempo e motivação contam mais que a idade per se. Infelizmente já teve seu auge e, acho, teve sua carreira um pouco comprometida pela forma como administrou (obviamente entendendo do que poderia ter sido). Acho que ele ainda tinha potencial, mas perdeu um pouco aquela chama. Encalhou de ter a sua melhor fase mais ou menos na mesma época que o Barão e o Aldo estavam voando no UFC. Na época eu o achava do nível do Barão. A não ser que tenha muita resiliência, acho tarde para o UFC.
  4. Espero que seja boa, mas há possibilidade de não ser. O que faz o Israel ser um trocador de sucesso no mma é justamente porque ele faz o que outros não fazem: trabalha com golpes únicos ou poucas combinações. Isso lhe permite ficar "leve" para girar e sair ileso. Costuma dar saída muito bem para traz, fazendo o giro ou trocando de base, isso foi percebido nas lutas anteriores. No entanto, uma questão diferente de outros é que, diferente de Whittaker por exemplo, o Borracha não costuma ser lutador de se estender, já que luta com a cabeça fora da linha central, carregando mais peso na perna traseira. Apesar do mito popular, o Borracha costuma não ser um caçador que tenta pegar o oponente, mas sim um cercador. O grande problema dele nesse ponto é que como ele tem a base na perna de fora com a cabeça fora da linha central isso prejudica quando o oponente gira ou da a passado por lado de fora dele; obriga-o a ter que mudar a base , colocar o tronco ombo a ombro mais ao estilo peek-a-boo, para ficar mais leve e com alcança mais rápido do cruzado de esquerda para "plantar" o adversário. Isso foi um grande problema contra o Hall que tem boa movimentação para o lado de fora. "Quebrando" sua base de costume acaba tirando potência dos golpes dele e prejudica para fazer sua famosa blitz. Para mim o que o Borracha deveria é aproveitar que o Israel gosta, às vezes, de trocar de base e fazer trapping holandês (não se se fará com ele) pegando o adversário pelo ângulo de fora, e tentar "melar" o jogo. Contra o Hall o Borracha só foi se acertar quando fez isso. Tentar se utilizar de manipulação das mãos, braços, corpo, puxar, empurrar etc. Cormier se utilizou disso bem na luta contra o Miocic, um cara que caminha muito melhor que ele. Isso quebra o balanço e linha de raciocínio do footwork um pouco, facilitando para que ele possa coloca-lo de costas pra grade, seu local favorito. O problema é que para isso você precisa estar com um gás excelente, o que pode não ser o caso. Infelizmente, não vi ninguém que treinou com ele que está acostumado a lutar assim.