pipo

O campeão de três divisões, Anatoly Malykhin, quer mais UMA história

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13 horas atrás, Ralf Logan disse:

Pra mim o Aspinal bagunçava ele

e o Anatoly é um cara baixo.. acho que tem 1.80 só

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10 minutos atrás, pipo disse:

era foda. E um cara super humilde, nunca teve um grande mestre, foi aprendendo na vida.. loucura isso

Cara o Poatan  diz a mesma coisa .

Que teve sua base forte com o Belocqua, mas o resto ele foi desenvolvendo  sozinho

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14 horas atrás, Ralf Logan disse:

Se não me engano o Ricardão Morais lutou 5x na mesma noite naquele evento do leste europeu (não lembro se era Rússia ou Ucrânia)

Quando venceu o Yuri Misha na final, né? Não lembro se foram quatro ou cinco...

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26 minutos atrás, Raphael Rezende disse:

Quando venceu o Yuri Misha na final, né? Não lembro se foram quatro ou cinco...

Nossa teve essa mesmo!! Foram cinco lutas... Acho que nunca teve um torneio tão grande em um dia só,no vale tudo...

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@Raphael Rezende @Ralf Logan @afterforever

Foram 5 lutas. E ele conta que foi chamado e não falaram que era mais de uma luta na noite. Aí foram "somente" 5.

 

pqp

 

IAFC - Absolute Fighting Championship 1
Nov / 25 / 1995

 

por "sorte" o Ricardão venceu as 4 primeiras antes dos 2 minutos de luta, ai na final lutou mais quase 10 minutos

inclusive o Yuri Misha venceu nesse mesmo evento, o Igor Vovchanchin na 2º luta

o Yuri era um bom lutador, pegou Babalú,Carlão, venceu o Randy Couture, lutou contra o Rampage no Pride.. tem um currículo legal

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2 minutos atrás, pipo disse:

@Raphael Rezende @Ralf Logan @afterforever

Foram 5 lutas. E ele conta que foi chamado e não falaram que era mais de uma luta na noite. Aí foram "somente" 5.

 

pqp

 

IAFC - Absolute Fighting Championship 1
Nov / 25 / 1995

 

por "sorte" o Ricardão venceu as 4 primeiras antes dos 2 minutos de luta, ai na final lutou mais quase 10 minutos

inclusive o Yuri Misha venceu nesse mesmo evento, o Igor Vovchanchin na 2º luta

o Yuri era um bom lutador, pegou Babalú,Carlão, venceu o Randy Couture, lutou contra o Rampage no Pride.. tem um currículo legal

Um evento bem maluco... Na semi final o Misha finalizou em 5 segundos... Sugerem que tenha sido luta comprada até... Esses eventos dizem que eram bem bizarros,o cara saia machucado e não tinha nenhum auxílio da organização,ia pro hospital local sem tradutor e não sabia o que fazer...

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6 minutos atrás, afterforever disse:

Um evento bem maluco... Na semi final o Misha finalizou em 5 segundos... Sugerem que tenha sido luta comprada até... Esses eventos dizem que eram bem bizarros,o cara saia machucado e não tinha nenhum auxílio da organização,ia pro hospital local sem tradutor e não sabia o que fazer...

 

 

Caldeirão russo: Brasileiro lembra noite na qual venceu cinco lutas de vale-tudo em Moscou

Ricardão Morais conta como foi participar de evento de vale tudo em 1995 em que precisou vencer cinco adversários: "Ao final da quinta luta, eu senti o gosto da morte"

 

Em 1995, o UFC ainda engatinhava com suas primeiras edições, mas já inspirava outros empresários a produzirem eventos de vale-tudo mundo afora. Além dos Estados Unidos, que sediavam o Ultimate, o Brasil, berço do esporte, e o Japão, com sua tradição milenar nas lutas, também promoviam seus próprios shows. Foi quando a Rússia decidiu entrar no circuito.

E, se Royce Gracie já impressionara a todos ao vencer quatro adversários na mesma noite no UFC 2, os russos resolveram deixar este teste um pouco mais difícil ao criarem o Absolute Fighting Championship (AFC), um evento onde, para ser campeão, um lutador teria que derrotar cinco oponentes na mesma noite.

A data marcada foi 25 de novembro de 1995, em Moscou.Ricardão Morais na atualidade: lutador fez história na Rússia — Foto: Gleidson Venga

Ricardão Morais na atualidade: lutador fez história na Rússia — Foto: Gleidson Venga

Faixa-azul de jiu-jitsu, o brasileiro Ricardo Morais havia acabado de se mudar de Natal para o Rio de Janeiro. O objetivo era se tornar um lutador de vale-tudo. O início, mesmo com algumas dificuldades, foi promissor, o que lhe acabou rendendo um convite para lutar no AFC, mas surpresas não faltaram até finalmente ele chegar à Rússia, como revelou em entrevista exclusiva ao Combate.com.

- Comecei em Natal com o Banni Cavalcante. Eu fiz umas oito lutas de vale-tudo por lá, aí me convidaram para vir para o Rio de Janeiro treinar. Pelo Banni ter uma amizade com o Robson Gracie, ele me incentivou a treinar na Barra Gracie, mas lá não tinham visão de vale-tudo. Tanto que eu perguntei pro Carlos Gracie Júnior se ele iria me treinar para o vale-tudo, e então ele me sugeriu procurar a academia Carlson Gracie, em Copacabana, porque o foco dele era o jiu-jítsu. Eu estava treinando, mas por motivos financeiros tive que parar para trabalhar normalmente como uma pessoa comum. Aí surgiu o convite para eu lutar na Rússia, unicamente por business, sem envolvimento de bandeira nenhuma. Então eu procurei o mestre Marcelo Saporito e pedi pra ele me treinar e fazer minha preparação física, sendo que o acertado aqui no Brasil é de que seria apenas uma luta no evento.

“Ricardão”, que mede 2,03m de altura e pesava mais de 120kg, se surpreendeu ao desembarcar na Rússia com a notícia de que teria que fazer até cinco lutas na mesma noite, ao invés de apenas uma, como esperava. Mas a novidade não intimidou o brasileiro.

- Eu já estava lá e não ia pedir pra voltar. Eu, mesmo quando não sabia lutar, sempre gostava de sair na porrada pra me testar, como homem e guerreiro. Eu sempre admirei o Carlson Gracie e o Ivan Gomes. Esse é meu espírito, lutar por honra. Eu sempre tive isso em minha mente.

As regras no AFC eram idênticas aos dos outros eventos pelo mundo daquela época, ou seja, muito poucas.

 

- Era um evento baseado no Ultimate: sem limite de tempo, sem luvas e até pedir pra parar ou apagar. Era praticamente uma briga de rua com as limitações de não chutar as partes baixas, morder e colocar o dedo no olho. Fora isso, o que fizesse seria permitido.

O AFC convocou atletas de todo o mundo: nomes que se tornaram conhecidos anos depois, como o americano Tra Telligman, o ucraniano Igor Vovchanchyn, que depois chegou a ser considerado o melhor peso-pesado do mundo, o brasileiro faixa-preta de jiu-jítsu Adilson Bita, entre outros. Além de Mikhail Ilyukhin, um russo conhecido como “Yuri Micha”, que pode ser considerado como um integrante da primeira geração de “bichos-papões” de seu país ao lado de Oleg Taktarov e Igor Zinoviev. Yuri Micha — Foto: Reprodução/Youtube

Yuri Micha — Foto: Reprodução/Youtube

Ricardão, no entanto, não fazia ideia de quem poderia enfrentar, mas traçou uma estratégia para estar pronto para qualquer desafio.

- Eu saí do Brasil com a mente preparada para lutar com o (campeão olímpico de wrestling) Alexander Karelin, que era o único nome da Rússia que eu conhecia. Eu fui preparado mentalmente pra lutar com ele. Eu estava disposto praticamente a lutar até morrer. Eu não tinha a noção de que eram cinco lutas, mas eu estava preparado mentalmente pra lutar com ele. Mas não era ele. Ele não iria se expor a um evento de vale-tudo sendo campeão olímpico. Eu não conhecia nada de ninguém. Eu fui realmente pra uma arena de gladiadores, sem pensar nos lutadores que fossem experientes ou não. Uma coisa eu tinha em minha mente: lutar por honra e até morrer. Eu sempre tive isso na minha mente.

O palco escolhido para o evento foi a Luzhniki Sports Arena.

Chegando em Moscou, o brasileiro encarou uma outra adversidade, que poderia lhe prejudicar quando finalmente subisse ao ringue.

 

- Eu fiquei lá na Rússia uma semana, e a alimentação naquele tempo era muito difícil. Era um período de crise da Rússia, então passei praticamente uma semana comendo macarrão com frango mal passado. Isso foi um desgaste que eu passei que ocasionou um desgaste mental, de estar num lugar que você não conhece nada.

 

Mas, preparado mentalmente para encarar até Alexander Karelin, o brasileiro não tomou conhecimento dos seus adversários. Para chegar até a final, Ricardão venceu quatro lutas: Alex Andrade por nocaute técnico com 1m48s, Onassis Parungao por finalização com 1m16s, Maxim Tarasov por nocaute técnico a 1m49s e Victor Yerohin por nocaute técnico a 1m33s.

- Eram lutas duras e todos os golpes contundentes eram nocautes ou desistência. Eram lutas rápidas.

O outro brasileiro no evento, Adilson Bita, acabou eliminado por Igor Vovchanchyn que, por sua vez, foi finalizado na sequência por Yuri Micha com uma técnica inusitada, que foi chamada de “queixo no olho”. Yuri Micha enfrentou o jovem Igor Vovchanchin no caminho até a final — Foto: Reprodução/Youtube

Yuri Micha enfrentou o jovem Igor Vovchanchin no caminho até a final — Foto: Reprodução/Youtube 

Micha, por sinal, teve seu caminho até a final facilitado em comparação ao brasileiro.

- Eu fiz quatro lutas com pessoas que iriam lutar normalmente, e o Yuri Micha lutou com dois amigos de academia, então praticamente fez três lutas à vera e duas de mentira, e eu fiquei mais desgastado do que ele. Na semifinal, ele finalizou muito rápido seu adversário (cinco segundos) e eles apertaram as mãos. Ali você já vê que estavam poupando ele pra lutar com quem fosse para a final.

A luta pelo título foi a mais longa de Ricardão, uma disputa sangrenta definida após uma impiedosa sequência de socos e cotoveladas pelas costas até que o brasileiro encaixou um mata-leão e finalizou aos 9m44s. E foi nesse combate em que ele sentiu a pressão da torcida russa, além de uma sensação de que estaria testando seu limite.

 

- Eu senti a pressão realmente na última luta. Cada golpe que o Yuri Micha colocava em mim eu ouvia o estádio todo gritando o nome dele. O vale-tudo faz o lutador se testar no limite do homem mesmo. No limite de persistir ou desistir. Eu vou ser bem sincero com você, eu era um faixa-azul participando de um evento mundial, predominantemente com campeões de faixas-pretas, e ao final da quinta luta, que eu venci, eu realmente senti o gosto da morte ali. É um teste de honra, um teste de raça. Se a pessoa não está preparada mentalmente, ela não atinge o objetivo. Ela pode até estar preparada fisicamente, mas se a mente não estiver preparada para morrer, ela não alcança o objetivo.

O título do AFC rendeu a Ricardão Morais outras lutas internacionais e um convite para se tornar, ao lado do americano Sean Alvarez, o primeiro integrante do Abu Dhabi Combat Team, uma equipe fundada pelo Sheik Tahnoon Bin Zayed, nos Emirados Árabes Unidos. Foi o pontapé inicial para a criação do ADCC, principal evento de grappling do mundo.

Já com as luvas penduradas, Ricardão atualmente vive no Rio de Janeiro, onde leva uma vida, digamos, mais tranquila do que aquela que o levou até a Rússia.

- Eu vivo aqui no Rio. Me aposentei por conta de contusões e hoje eu sou piscicultor, vendo peixes. É uma profissão e uma terapia.

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2 horas atrás, pipo disse:

e o Anatoly é um cara baixo.. acho que tem 1.80 só

É então… por mais que no One as categorias mais leves sejam boas, as mais pesadas são muito ruins… Brandon Vera reinou lá por anos

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1 hora atrás, Raphael Rezende disse:

Quando venceu o Yuri Misha na final, né? Não lembro se foram quatro ou cinco...

Eu conhecia esse cara como Mikhail alguma coisa, mas acho que é o mesmo cara… sim, foram 5 lutas. Eu reassisti esse evento não tem muito tempo. O Vovchanchyn nocauteou um brasileiro duas vezes (em lutas diferentes). Loucura total!

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39 minutos atrás, afterforever disse:

Nossa teve essa mesmo!! Foram cinco lutas... Acho que nunca teve um torneio tão grande em um dia só,no vale tudo...

De cabeça não me lembro de outro evento com 5 lutas na mesma noite… só o Van Damme no dragão branco kkkk

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Posted (edited)
29 minutos atrás, afterforever disse:

Um evento bem maluco... Na semi final o Misha finalizou em 5 segundos... Sugerem que tenha sido luta comprada até... Esses eventos dizem que eram bem bizarros,o cara saia machucado e não tinha nenhum auxílio da organização,ia pro hospital local sem tradutor e não sabia o que fazer...

Inclusive teve esse brasileiro aí que honestamente não lembro o nome. Foi nocauteado pelo Vovchanchyn mas a equipe protestou, fizeram uma segunda luta e o ucraniano nocauteou de novo… o cara tem 2 derrotas por nocaute pro mesmo cara na mesma noite. E não foi tipo Sakuraba vs Conan que foi um flashdown duvidoso, foi KOzaço com tiro de meta.

Na verdade acho que nem os organizadores sabiam o que tavam fazendo… só surfaram na onda.

 

edit: dei uma olhada aqui e o BR nocauteado duas vezes chama Adilson Lima.

Edited by Ralf Logan

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3 minutos atrás, Ralf Logan disse:

De cabeça não me lembro de outro evento com 5 lutas na mesma noite… só o Van Damme no dragão branco kkkk

Tem o Frank Dux com recorde de nocautes no mesmo evento com 56 nocautes consecutivos... Hahaha imagina só,todo mundo fazendo fila pra lutar com ele... Esse inventava hein

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21 minutos atrás, pipo disse:

 

 

Caldeirão russo: Brasileiro lembra noite na qual venceu cinco lutas de vale-tudo em Moscou

Ricardão Morais conta como foi participar de evento de vale tudo em 1995 em que precisou vencer cinco adversários: "Ao final da quinta luta, eu senti o gosto da morte"

 

Em 1995, o UFC ainda engatinhava com suas primeiras edições, mas já inspirava outros empresários a produzirem eventos de vale-tudo mundo afora. Além dos Estados Unidos, que sediavam o Ultimate, o Brasil, berço do esporte, e o Japão, com sua tradição milenar nas lutas, também promoviam seus próprios shows. Foi quando a Rússia decidiu entrar no circuito.

E, se Royce Gracie já impressionara a todos ao vencer quatro adversários na mesma noite no UFC 2, os russos resolveram deixar este teste um pouco mais difícil ao criarem o Absolute Fighting Championship (AFC), um evento onde, para ser campeão, um lutador teria que derrotar cinco oponentes na mesma noite.

A data marcada foi 25 de novembro de 1995, em Moscou.Ricardão Morais na atualidade: lutador fez história na Rússia — Foto: Gleidson Venga

Ricardão Morais na atualidade: lutador fez história na Rússia — Foto: Gleidson Venga

Faixa-azul de jiu-jitsu, o brasileiro Ricardo Morais havia acabado de se mudar de Natal para o Rio de Janeiro. O objetivo era se tornar um lutador de vale-tudo. O início, mesmo com algumas dificuldades, foi promissor, o que lhe acabou rendendo um convite para lutar no AFC, mas surpresas não faltaram até finalmente ele chegar à Rússia, como revelou em entrevista exclusiva ao Combate.com.

- Comecei em Natal com o Banni Cavalcante. Eu fiz umas oito lutas de vale-tudo por lá, aí me convidaram para vir para o Rio de Janeiro treinar. Pelo Banni ter uma amizade com o Robson Gracie, ele me incentivou a treinar na Barra Gracie, mas lá não tinham visão de vale-tudo. Tanto que eu perguntei pro Carlos Gracie Júnior se ele iria me treinar para o vale-tudo, e então ele me sugeriu procurar a academia Carlson Gracie, em Copacabana, porque o foco dele era o jiu-jítsu. Eu estava treinando, mas por motivos financeiros tive que parar para trabalhar normalmente como uma pessoa comum. Aí surgiu o convite para eu lutar na Rússia, unicamente por business, sem envolvimento de bandeira nenhuma. Então eu procurei o mestre Marcelo Saporito e pedi pra ele me treinar e fazer minha preparação física, sendo que o acertado aqui no Brasil é de que seria apenas uma luta no evento.

“Ricardão”, que mede 2,03m de altura e pesava mais de 120kg, se surpreendeu ao desembarcar na Rússia com a notícia de que teria que fazer até cinco lutas na mesma noite, ao invés de apenas uma, como esperava. Mas a novidade não intimidou o brasileiro.

- Eu já estava lá e não ia pedir pra voltar. Eu, mesmo quando não sabia lutar, sempre gostava de sair na porrada pra me testar, como homem e guerreiro. Eu sempre admirei o Carlson Gracie e o Ivan Gomes. Esse é meu espírito, lutar por honra. Eu sempre tive isso em minha mente.

As regras no AFC eram idênticas aos dos outros eventos pelo mundo daquela época, ou seja, muito poucas.

 

- Era um evento baseado no Ultimate: sem limite de tempo, sem luvas e até pedir pra parar ou apagar. Era praticamente uma briga de rua com as limitações de não chutar as partes baixas, morder e colocar o dedo no olho. Fora isso, o que fizesse seria permitido.

O AFC convocou atletas de todo o mundo: nomes que se tornaram conhecidos anos depois, como o americano Tra Telligman, o ucraniano Igor Vovchanchyn, que depois chegou a ser considerado o melhor peso-pesado do mundo, o brasileiro faixa-preta de jiu-jítsu Adilson Bita, entre outros. Além de Mikhail Ilyukhin, um russo conhecido como “Yuri Micha”, que pode ser considerado como um integrante da primeira geração de “bichos-papões” de seu país ao lado de Oleg Taktarov e Igor Zinoviev. Yuri Micha — Foto: Reprodução/Youtube

Yuri Micha — Foto: Reprodução/Youtube

Ricardão, no entanto, não fazia ideia de quem poderia enfrentar, mas traçou uma estratégia para estar pronto para qualquer desafio.

- Eu saí do Brasil com a mente preparada para lutar com o (campeão olímpico de wrestling) Alexander Karelin, que era o único nome da Rússia que eu conhecia. Eu fui preparado mentalmente pra lutar com ele. Eu estava disposto praticamente a lutar até morrer. Eu não tinha a noção de que eram cinco lutas, mas eu estava preparado mentalmente pra lutar com ele. Mas não era ele. Ele não iria se expor a um evento de vale-tudo sendo campeão olímpico. Eu não conhecia nada de ninguém. Eu fui realmente pra uma arena de gladiadores, sem pensar nos lutadores que fossem experientes ou não. Uma coisa eu tinha em minha mente: lutar por honra e até morrer. Eu sempre tive isso na minha mente.

O palco escolhido para o evento foi a Luzhniki Sports Arena.

Chegando em Moscou, o brasileiro encarou uma outra adversidade, que poderia lhe prejudicar quando finalmente subisse ao ringue.

 

- Eu fiquei lá na Rússia uma semana, e a alimentação naquele tempo era muito difícil. Era um período de crise da Rússia, então passei praticamente uma semana comendo macarrão com frango mal passado. Isso foi um desgaste que eu passei que ocasionou um desgaste mental, de estar num lugar que você não conhece nada.

 

Mas, preparado mentalmente para encarar até Alexander Karelin, o brasileiro não tomou conhecimento dos seus adversários. Para chegar até a final, Ricardão venceu quatro lutas: Alex Andrade por nocaute técnico com 1m48s, Onassis Parungao por finalização com 1m16s, Maxim Tarasov por nocaute técnico a 1m49s e Victor Yerohin por nocaute técnico a 1m33s.

- Eram lutas duras e todos os golpes contundentes eram nocautes ou desistência. Eram lutas rápidas.

O outro brasileiro no evento, Adilson Bita, acabou eliminado por Igor Vovchanchyn que, por sua vez, foi finalizado na sequência por Yuri Micha com uma técnica inusitada, que foi chamada de “queixo no olho”. Yuri Micha enfrentou o jovem Igor Vovchanchin no caminho até a final — Foto: Reprodução/Youtube

Yuri Micha enfrentou o jovem Igor Vovchanchin no caminho até a final — Foto: Reprodução/Youtube 

Micha, por sinal, teve seu caminho até a final facilitado em comparação ao brasileiro.

- Eu fiz quatro lutas com pessoas que iriam lutar normalmente, e o Yuri Micha lutou com dois amigos de academia, então praticamente fez três lutas à vera e duas de mentira, e eu fiquei mais desgastado do que ele. Na semifinal, ele finalizou muito rápido seu adversário (cinco segundos) e eles apertaram as mãos. Ali você já vê que estavam poupando ele pra lutar com quem fosse para a final.

A luta pelo título foi a mais longa de Ricardão, uma disputa sangrenta definida após uma impiedosa sequência de socos e cotoveladas pelas costas até que o brasileiro encaixou um mata-leão e finalizou aos 9m44s. E foi nesse combate em que ele sentiu a pressão da torcida russa, além de uma sensação de que estaria testando seu limite.

 

- Eu senti a pressão realmente na última luta. Cada golpe que o Yuri Micha colocava em mim eu ouvia o estádio todo gritando o nome dele. O vale-tudo faz o lutador se testar no limite do homem mesmo. No limite de persistir ou desistir. Eu vou ser bem sincero com você, eu era um faixa-azul participando de um evento mundial, predominantemente com campeões de faixas-pretas, e ao final da quinta luta, que eu venci, eu realmente senti o gosto da morte ali. É um teste de honra, um teste de raça. Se a pessoa não está preparada mentalmente, ela não atinge o objetivo. Ela pode até estar preparada fisicamente, mas se a mente não estiver preparada para morrer, ela não alcança o objetivo.

O título do AFC rendeu a Ricardão Morais outras lutas internacionais e um convite para se tornar, ao lado do americano Sean Alvarez, o primeiro integrante do Abu Dhabi Combat Team, uma equipe fundada pelo Sheik Tahnoon Bin Zayed, nos Emirados Árabes Unidos. Foi o pontapé inicial para a criação do ADCC, principal evento de grappling do mundo.

Já com as luvas penduradas, Ricardão atualmente vive no Rio de Janeiro, onde leva uma vida, digamos, mais tranquila do que aquela que o levou até a Rússia.

- Eu vivo aqui no Rio. Me aposentei por conta de contusões e hoje eu sou piscicultor, vendo peixes. É uma profissão e uma terapia.

Muito bom Pipo, sempre quis ver o Ricardão falando sobre esse evento. Queria saber quanto $$ tava envolvido

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2 minutos atrás, Ralf Logan disse:

Inclusive teve esse brasileiro aí que honestamente não lembro o nome. Foi nocauteado pelo Vovchanchyn mas a equipe protestou, fizeram uma segunda luta e o ucraniano nocauteou de novo… o cara tem 2 derrotas por nocaute pro mesmo cara na mesma noite. E não foi tipo Sakuraba vs Conan que foi um flashdown duvidoso, foi KOzaço com tiro de meta.

Na verdade acho que nem os organizadores sabiam o que tavam fazendo… só surfaram na onda.

 

edit: dei uma olhada aqui e o BR nocauteado duas vezes chama Adilson Lima.

Deve ter reclamado que pararam cedo e mandaram lutar de novo e o cara toma outro nocaute... Nunca mais se viu uma maluquice dessa... O Carlão tomou uma surra estranha do Yvel tbm

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2 minutos atrás, afterforever disse:

Tem o Frank Dux com recorde de nocautes no mesmo evento com 56 nocautes consecutivos... Hahaha imagina só,todo mundo fazendo fila pra lutar com ele... Esse inventava hein

Diz a lenda que o Zane Frazer (que lutou o UFC 1) já nocauteou o Dux num estacionamento

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