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Diogo Reis revela que quase saiu de luta no ONE após prisão de Melqui Galvão: "Meio perdido"

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Campeão dos moscas no grappling, manauara encara japonês na sexta no peso-galo, mas está sem treinador em Bangkok: "Quem está me acompanhando é minha nutricionista e meu irmão"

 

Diogo Reis vai enfrentar Yuki Takahashi nesta próxima sexta-feira, em duelo de submission grappling no ONE Championship. Campeão da divisão peso-mosca (61,2kg), o lutador manauara vai enfrentar o japonês no peso-galo (até 65,8kg). Mas essa luta quase não aconteceu. Formado pelo treinador Melqui Galvão, a quem chamava de pai, Diogo admite ao Combate.com que chegou a pedir para cancelar a luta após a prisão de seu então mestre no jiu-jitsu.

A luta no evento em Bangkok, na Tailândia - que terá transmissão do Combate a partir de 22h (de Brasília) - já estava marcada quando Melqui Galvão foi preso no dia 28 de abril acusado de crimes sexuais, inclusive contra menores de idade. Diogo Reis e Mica Galvão, esse filho de Melqui, chegaram a anunciar que liderariam a equipe BJJ College. Mais tarde, Diogo anunciou sua saída.

- Não vou mentir: logo que aconteceu tudo, falei para cancelar, mas disseram: "calma, relaxa, fica tranquilo, vamos ajustar tudinho". Então, não me deixaram cancelar. E agora estou aqui, estou melhor, já saí (da equipe), estou seguindo o meu caminho. Depois do evento vou anunciar meu novo caminho - disse o lutador de 24 anos, bicampeão mundial no ADCC.

Diogo também não esconde que foi emocionalmente muito difícil lidar com a prisão de Melqui, com quem passou a treinar em 2015, quando tinha apenas três anos de jiu-jitsu e era faixa-amarela.

- Para todos nós foi emocionalmente muito ruim, mas acredito que há males que vem para o bem. Logo no começo foi um choque para todo mundo, a gente ficou meio perdido, mas depois, graças a Deus, ele colocou pessoas na minha vida para me dar esse suporte e eu poder conseguir focar na minha luta. Depois consegui me organizar, daí a gente conseguiu ajustar para que pudesse focar nessa luta, que já estava marcada (...). Não fui eu que fiz algo, estou tranquilo. Geralmente a gente tinha uma pessoa ali para guiar e não temos mais, e aí você se vê pensando: "e agora?", mas Deus sempre coloca pessoas boas, então fiquei até mais motivado para lutar agora, mais leve, mais tranquilo, sem responsabilidade nenhuma. Acredito que vou lutar até melhor, sem preocupação com nada.

 

- Estou sem coach (aqui na Tailândia), quem está me acompanhando é minha nutricionista e meu irmão Caio.

Se o ano de 2026 se transformou num caos para Diogo Reis, o ano passado foi de consagração no maior evento asiático de artes marciais. Primeiro, em março, ao estrear no ONE Championship, ele finalizou o japonês Shoya Ishiguro com uma kimura. Depois, venceu de forma soberana o também japonês Daiki Yonekura para se tornar, em dezembro, o campeão da divisão dos moscas. Para fechar, foi eleito pelo ONE o melhor grappler da organização em 2025.

- Fiquei muito feliz por, recém-chegado no ONE, já ser consagrado o melhor grappler do ano do evento, uma satisfação enorme. E feliz porque isso mostra o resultado do nosso treinamento, da nossa metodologia, que está realmente funcionando. Era um sonho já lutar na Ásia. Gosto muito de anime, então meu sonho era ir para o Japão, China, e quando apareceu a oportunidade de lutar no ONE aceitei porque a Ásia é um outro mundo, totalmente diferente de onde a gente vive. É mais difícil chegar aqui do que lutar no próprio evento, é uma viagem de quase 30 horas, fuso de 10 horas na frente. Chegar três dias antes (de lutar) é muito difícil de se acostumar, essa é a parte ruim de lutar aqui, mas fora isso o evento é sensacional, as pessoas são sensacionais. As pessoas são bem calorosas, igual no Brasil, todo mundo alegre, pessoas bem simples.

Dessa vez, Diogo chegou a Bangkok com uma semana de antecedência, tendo investido do próprio bolso para ficar mais tempo na cidade. Ele também explicou que a decisão de lutar uma categoria acima da qual é campeão foi por falta de adversários nos moscas. Agora, espera que uma vitória na sexta-feira o faça ter uma nova disputa de título com a chance de ser um duplo campeão.

- Acho até bom também porque dá para fazer uma nova disputa num novo peso. Depois dessa luta, se Deus quiser se a gente ganhar, é negociar para a próxima luta nesse peso ser uma disputa de cinturão. Ou eu voltar para o meu peso e fazer uma defesa de cinturão. Tem essas duas possibilidades (...). Sou duas vezes campeão do ADCC nessa categoria de 66kg, então estou acostumado, fico mais ou menos ali nesse peso, é bem tranquilo. Cortar para 61kg sofro um pouquinho, mas 66kg é tranquilo.

Takahashi, 27 anos, fará sua primeira luta no ONE. Ele também já fez três lutas no MMA. Diogo chama a atenção para os ataques de pé do rival, mas garante estar acostumado.

- Lutar contra japonês é sempre bom, mas são bastante perigosos. Estava assistindo uma luta dele e é um cara que faz jogo de pé (...). Hoje em dia não tenho medo de caras que fazem esse tipo de jogo, porque estou bem acostumado, é um jogo que na minha escola o pessoal faz muito. Já lutei contra os melhores grapplers que fazem esse estilo de jogo e nenhum conseguiu me finalizar - concluiu.

 

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