Tabelião Prachedes

Jiu-jitsu Old School vs Jiu-jitsu Moderno

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Constantemente vejo muitos ataques a galera do jiu-jitsu moderno nas redes sociais, "isso não funciona numa situação real", "na rua ou no ring vai sentar no chão?"

 

O que acham dessa discussão?

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Pra mim, acho o Jiu jitsu antigo melhor aplicável para vale tudo/mma por ser voltado a isso daí mesmo, a essas situações.

o esportivo é bom pra campeonato de Jiu Jitsu, pra MMA não é que não preste, mas claramente não é o enfoque. 

Aproveito a chance para fazer uma homenagem a uma grande perda para o Jiu Jitsu paulista.

Dudi Gambini se foi esse ano, e ele tinha um dos melhores Jiu Jitsus voltados para a porrada.

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Acho que tem.muita coisa do moderno que pode ser aplicada com efetividade para o MMA, a parte das chaves de pé, calcanhar, joelho por exemplo que durante anos foi esquecida pelo Jiu Jitsu, o problema é que o Jiu Jitsu esportivo tomou uma proporção que hj as pessoas visam treinar pra ganhar campeonato e não aquele jogo efetivo, progressivo pra pegar. Fora a parte de quedas que tá cada vez mais esquecida nas academias, não vou nem entrar no mérito da defesa pessoal. A forma como é ensinada e praticada é o ponto e não as posições em si (concordo que algumas são impossíveis de ser feitas numa situação real mas aí é uma questão simples de ajuste, assim como é feito no sem kimono). Além disto a arte se tornou global, hoje os russos do Sambo, os wrestlers do mundo inteiro sabem jj, praticam há anos, tem excelentes professores e quando analisamos friamente com este conhecimento de jj e da arte deles eles ficam mais efetivos que um cara que treinou jj a vida toda e quando vai pro MMA que começa a treinar queda, luta em pé, transição. O Brasil parou no tempo, ficou na primeira década dos anos 2000.  

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Em 11/22/2021 at 10:12 PM, João P disse:

Acho que tem.muita coisa do moderno que pode ser aplicada com efetividade para o MMA, a parte das chaves de pé, calcanhar, joelho por exemplo que durante anos foi esquecida pelo Jiu Jitsu, o problema é que o Jiu Jitsu esportivo tomou uma proporção que hj as pessoas visam treinar pra ganhar campeonato e não aquele jogo efetivo, progressivo pra pegar. Fora a parte de quedas que tá cada vez mais esquecida nas academias, não vou nem entrar no mérito da defesa pessoal. A forma como é ensinada e praticada é o ponto e não as posições em si (concordo que algumas são impossíveis de ser feitas numa situação real mas aí é uma questão simples de ajuste, assim como é feito no sem kimono). Além disto a arte se tornou global, hoje os russos do Sambo, os wrestlers do mundo inteiro sabem jj, praticam há anos, tem excelentes professores e quando analisamos friamente com este conhecimento de jj e da arte deles eles ficam mais efetivos que um cara que treinou jj a vida toda e quando vai pro MMA que começa a treinar queda, luta em pé, transição. O Brasil parou no tempo, ficou na primeira década dos anos 2000.  

Depende da escola. Fadda tinha chave de perna a rodo. Mas de fato, em relação ao que os Gracies faziam, não se tinha uma enfase em pernas... Além do Fadda, a luta livre também não deixaria as chaves de pé e calcanhar serem esquecidas, então não acho que seja um mérito do Jiu Jitsu moderno.

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On 11/26/2021 at 5:30 PM, rivvithead said:

Depende da escola. Fadda tinha chave de perna a rodo. Mas de fato, em relação ao que os Gracies faziam, não se tinha uma enfase em pernas... Além do Fadda, a luta livre também não deixaria as chaves de pé e calcanhar serem esquecidas, então não acho que seja um mérito do Jiu Jitsu moderno.

Vi um dos irmãos Valente dizendo que Hélio era o maior sapateiro só não ensinava muito técnicas usando membros inferiores mas curtia finalizar nas pernas. Não sei até que ponto isso é verídico. 

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On 11/22/2021 at 10:12 PM, João P said:

Acho que tem.muita coisa do moderno que pode ser aplicada com efetividade para o MMA, a parte das chaves de pé, calcanhar, joelho por exemplo que durante anos foi esquecida pelo Jiu Jitsu, o problema é que o Jiu Jitsu esportivo tomou uma proporção que hj as pessoas visam treinar pra ganhar campeonato e não aquele jogo efetivo, progressivo pra pegar. Fora a parte de quedas que tá cada vez mais esquecida nas academias, não vou nem entrar no mérito da defesa pessoal. A forma como é ensinada e praticada é o ponto e não as posições em si (concordo que algumas são impossíveis de ser feitas numa situação real mas aí é uma questão simples de ajuste, assim como é feito no sem kimono). Além disto a arte se tornou global, hoje os russos do Sambo, os wrestlers do mundo inteiro sabem jj, praticam há anos, tem excelentes professores e quando analisamos friamente com este conhecimento de jj e da arte deles eles ficam mais efetivos que um cara que treinou jj a vida toda e quando vai pro MMA que começa a treinar queda, luta em pé, transição. O Brasil parou no tempo, ficou na primeira década dos anos 2000.  

João como sempre tirando as palavras da minha boca. Penso igual irmão, e digo minha visão: 

Eu to a um pouco mais de um ano no jiu-jitsu e vou graduar agora, usei muito esse tempo pra pesquisar muita coisa ao-vivo, como amo estudar, fiz várias visitas, participei de campeonatos, conversei com inúmeros faixas-pretas e cheguei a seguinte conclusão: não existe jiu-jitsu old-school ou new-school, existe jiu-jitsu metodologia antiga e jiu-jitsu metodologia nova. Você conversa com faixas-pretas que estão treinando e ensinando de forma ininterrupta a mais de 30 anos e eles tem um repertório de posições infinitas, é tanto detalhe, tanta coisa que as vezes fico me perguntando como esses caras lembram tanto de tudo isso, o que me fez questionar certas visões que alguns tem de caras mais antigos no jiu-jitsu, que não sabem tanto, mas tem alguns pontos que precisamos esclarecer... A galera que ficou famosa principalmente nos anos 90 por conta dos desafios, campeonatos e vale-tudo eram atletas que dividiam seu tempo entre o jiu-jitsu e um pouco de outras modalidades como judô, boxe e até kickboxing, essa galera estava pronta pra qualquer ocasião de luta, então o seu jiu-jitsu era focado em fortalecer o básico, eram caras forjados no aço mesmo, mas os caras daquela época que ficaram só no jiu-jitsu tiveram a oportunidade de ampliar mais seu leque na arte suave e isso já estava sendo feito desde os anos 70, um exemplo disso é o mestre Osvaldo que foi no Japão e trouxe uma infinidade de posições que hoje todo mundo acha que é nova mas já estava sendo feita a décadas atrás pelos japoneses do Kosen Ryu Judô, então quem ficou só no jiu-jitsu ampliou muito ser repertório e propagou isso mais adiante, só que isso meio que teve consequências positivas e negativas, a galera das antigas com uma base muito fortalecida tinha uma transição pro MMA mais tranquila, a galera mais nova que é muito mais focada em campeonatos tem uma transição mais complicada, pois os campeonatos apesar de serem fundamentais pro jiu-jitsu na minha opinião, eles concentram a maneira de lutar jiu-jitsu muito em forma de jogo, em que fazer o que ta dentro das regras garante a vitória a qualquer custo, e com milhares de campeonatos acontecendo em todo tipo de lugar fomenta muito a criação de milhares de times competitivos, milhares de atletas de academias, projetos sociais e afins focados em serem atletas específicos dessa modalidade do jiu-jitsu e o fortalecimento da base sólida ficou esquecida, a gente não pode esquecer que o jiu-jitsu brasileiro apesar do repertório de técnicas não se distanciar do que era praticado pela Kodokan pré olimpíadas, era um jiu-jitsu muito preparado pro vale-tudo, defesa pessoal e luta em pé em geral, os atletas em geral tinham uma base do jiu-jitsu básico muito sólida e alguns ao mesmo tempo tinham um repertório de técnicas também bem grande, falo pelo meu mestre que é faixa-coral que tem todo conhecimento do que se diz jiu-jitsu. moderno mas sempre fala sobre o jiu-jitsu no vale-tudo, nas ruas, e na vida de forma geral até no sentido filosófico, e eu acho que o jiu-jitsu precisa ser isso, uma coisa só. O Malibu fala até sobre algo interessante que o que existe não é o new nem o old mas sim o true-jiu-jitsu, o jiu-jitsu brasileiro. 

 

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