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Campeão na PFL, Emiliano Sordi revela "não" ao UFC: "Para ir agora e não ganhar nada, fico aqui"

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Campeão na PFL, Emiliano Sordi revela "não" ao UFC: "Para ir agora e não ganhar nada, fico aqui"

Meio-pesado tenta repetir título de 2019, e aprova possível Brasil x Argentina na final deste ano: "Vocês sempre gostam de bater o argentino, e o argentino sempre gosta de bater o brasileiro"

Por Adriano Albuquerque e Zeca Azevedo

Atual campeão meio-pesado da PFL, o argentino Emiliano Sordi começou a temporada 2021 com vitória em busca do bicampeonato. No mês passado, ele venceu o ex-UFC Chris Camozzi por decisão, na primeira rodada da temporada regulamentar, e somou três pontos. Com seis vitórias seguidas desde 2019, e com um 2020 inativo por conta da pandemia, Sordi chegou a receber proposta recente do Ultimate, mas não viu vantagens no momento e disse “não”.

- Tive uma proposta agora no meio da pandemia, mas minha ideia é fazer um nome maior fora do UFC para depois ir lá ganhar dinheiro. Para ir agora e não ganhar nada, fico aqui que é melhor. A PFL é um evento que paga bem e tem um trato muito bom com os atletas, está todo dia perguntando se precisamos de alguma coisa, não só na luta. No UFC, quando você está no topo dando dinheiro para eles, vai ser o filho deles, mas perdeu duas ou três lutas, ou falou algo que não gostaram, você vai ser uma merda. Vou continuar aqui, faço meu nome maior, e vamos ver o que acontece. Ou talvez continue para sempre na PFL - disse o lutador de 30 anos em entrevista ao Combate.Emiliano Sordi é o atual campeão meio-pesado da PFL — Foto: Divulgação / PFL

Emiliano Sordi é o atual campeão meio-pesado da PFL — Foto: Divulgação / PFL

E por falar no lado financeiro, Emiliano Sordi pode se dar ao luxo hoje de escolher o próprio caminho sem ter que aceitar qualquer oferta para lutar. Com o título da PFL conquistado em 2019, ele colocou na conta US$ 1 milhão. E ele garante que não precisa de muito.

- Na verdade, não preciso de muito dinheiro para viver. Não quero ter uma Ferrari e uma casa na praia. O dinheiro está no banco. Acho que continuo igual, mas agora sei que não vou passar alguma necessidade. Lembro que andava de ônibus aqui (nos EUA), e tinha que sair de casa uma hora antes do treino. Hoje tenho meu carro e em cinco minutos estou lá. Algumas coisas estão muito melhores, mas acho que a minha cabeça está igual (...). Luto não pelo dinheiro, mas pelo meu nome.

 

Ainda sobre o UFC, Emiliano Sordi quase assinou com a organização em 2018, antes de iniciar sua trajetória na PFL. Ele esteve no Contender Series e acabou nocauteado por Ryan Spann com apenas 26 segundos. O lutador argentino tirou boas lições daquela luta, principalmente sobre o aspecto mental do esporte.

- Acho que essa foi a melhor luta da minha carreira. Perdendo, me deu a oportunidade de estar onde estou (risos). A verdade é que nunca fiquei muito triste depois de perder uma luta, nunca. Para mim, faz parte. Perder uma luta é para você saber onde está estagnado. Nessa época, eu tinha um problema que era lutar sem sentir nada. Estar falando com vocês agora é o mesmo sentimento de quanto ia lutar. O físico estava bom, o treino específico estava bom também, mas nunca tinha feito treino mental, e aí comecei a fazer. E agradeço, porque me dá uma ajuda gigante. Minha recomendação a todo mundo é que tem que fazer o treino mental. A gente fala: “sou duro, vou sair na porrada com qualquer um”, mas não é só isso. Mas precisa ter um nível equilibrado, e eu estava muito relaxado. Talvez seja pior que ter muito medo, que se tiver muito medo fica esperto talvez, e eu estava muito relaxado. E foi o que aconteceu nessa luta, o cara veio para lutar, como tem que ser, e eu estava tomando cafezinho no cage.

Foi com essa derrota que a guinada rumo ao cinturão da PFL veio. Pouco mais de dois meses depois do Contender, por convite do lutador inglês ex-UFC Luke Barnatt, surgiu a chance na nova organização. A Professional Fighters League tinha ganhado novo nome depois de uma reformulação no hoje extinto WSOF.

- Depois de perder essa luta, pensei: ou vou voltar para a Argentina, começar a trabalhar (em outra coisa), ou ficar aqui e continuar trabalhando. E fiquei aqui. Até que um dia o Luke Barnatt foi chamado para lutar na PFL, mas ele estava com contrato (com outro evento) e me perguntou se eu podia lutar. Eu disse que estava pronto para lutar amanhã, e ele disse: “ótimo, que a luta vai ser daqui a cinco dias (risos)”. Só sabia que era na PFL, com US$ 1 milhão de dólares, que nessa época a gente conhecia só pelo dinheiro. A viagem era no outro dia, fiz a mala, e ganhei por nocaute em 16s (contra Jason Butcher) - disse Emiliano, natural da cidade argentina de Rio Cuarto, e que mora em San Diego desde que chegou aos EUA em 2016.

Com três pontos somados após a primeira rodada e em quarto lugar na classificação, Emiliano Sordi enfrentará na próxima luta o americano Dan Spohn, na quinta-feira, dia 17. A rodada define os quatro classificados às semifinais. O rival vem de derrota para Marthin Hamlet Nielsen e não tem pontos somados.
 
- Ele é canhoto, e fiz a luta anterior com canhoto também. Já estou há cinco meses treinando para canhoto, nem lembro como fazer com destro (risos). É difícil lutar com canhoto, é tudo do outro lado, mas já estou acostumado, então será melhor. E ele é bom, tem experiência, lutou Bellator, UFC, TUF... Mas mudei muita coisa do meu camp passado, que foi um pouco ruim. A academia fechou e treinei sem um plano. Depois dessa luta já comecei a treinar bem duro. Passei pela Covid antes da luta anterior, então fiquei um pouco fraco, agora já estou me sentindo 100%.

Na disputa pelas vagas na semifinal, dois brasileiros já estão bem encaminhados. Cezar Mutante e Antônio Cara de Sapato venceram no primeiro round, e lideram a classificação com seis pontos. Emiliano Sordi aprova um duelo Brasil x Argentina na decisão, mas lembra que já é quase “metade brasileiro”, e não tem nenhuma animosidade com os brasileiros. Pelo contrário.

- Seria legal ter um Brasil x Argentina na América, seria bom! Já treinei com Cara de Sapato na Nova União. E o Mutante conheço também. Vocês sempre gostam de bater o argentino, e o argentino sempre gosta de bater o brasileiro (risos). Seria bom, ainda mais agora que está passando pelo Combate, a torcida brasileira gostaria também. E a torcida argentina também, lógico. Na verdade, posso lutar com qualquer um. Adoro brasileiro, já morei aí, lutei com eles, e acho a gente bem parecido no estilo de vida. Não tenho nada contra vocês. Meu treinador de boxe aqui é brasileiro, meu treinador de jiu-jítsu é brasileiro (na Atos), faço sparring na Kings MMA e todo mundo é brasileiro lá. Sou quase metade brasileiro já (risos). Passei muito tempo morando no Brasil ou morando com brasileiros. O esporte tem muitos brasileiros. No mundo inteiro do MMA, se for na China, tem algum brasileiro dando aula de jiu-jítsu. E aqui (nos EUA) acontece a mesma coisa.Emiliano Sordi venceu Chris Camozzi por decisão na primeira rodada do torneio meio-pesado 2021 — Foto: Divulgação / PFL

Emiliano Sordi venceu Chris Camozzi por decisão na primeira rodada do torneio meio-pesado 2021 — Foto: Divulgação / PFL

Serviço da PFL

O Combate transmite o PFL 2021 #5 ao vivo e com exclusividade nesta quinta-feira a partir de 18h30 (horário de Brasília). O SporTV 3 e o canal do Combate no YouTube mostram as duas primeiras lutas ao vivo no mesmo horário. Confira o card completo:

PFL 2021 #5
17 de junho de 2021, em Atlantic City (EUA)
CARD PRINCIPAL (22h, horário de Brasília):
Peso-meio-médio: Rory MacDonald x Gleison Tibau
Peso-meio-médio: Ray Cooper III x Nikolai Aleksakhin
Peso-meio-pesado: Emiliano Sordi x Dan Spohn
Peso-meio-pesado: Cezar Mutante x Chris Camozzi
CARD PRELIMINAR (18h30, horário de Brasília):
Peso-meio-pesado: Antônio Cara de Sapato x Vinny Magalhães
Peso-meio-pesado: Marthin Hamlet x Cory Hendricks
Peso-meio-médio: João Zeferino x Jason Ponet
Peso-meio-médio: Magomed Magomedkerimov x Curtis Millender
Peso-meio-pesado: Tom Lawlor x Jordan Young
Peso-meio-médio: Sadibou Sy x Aleksei Kunchenko

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Pfl ainda é do Ray sefo?

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