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Eder Jofre55

Choro ao saber de luta, desejo em ser exemplo aos jovens e análise de combate com Chandler: os prognósticos de Charles do Bronx

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Choro ao saber de luta, desejo em ser exemplo aos jovens e análise de combate com Chandler: os prognósticos de Charles do Bronx

Em entrevista exclusiva ao ge, lutador contou bastidores da negociação para disputa de título, revelou momento-chave para virada na carreira e analisou luta do título contra Michael Chandler

Por Pedro Oliveira — Santos

 

Demorou, mas chegou. Charles do Bronx conquistou sua tão sonhada disputa de título pela categoria peso-leve (até 70,3 kg) do UFC. O guarujaense foi escalado para fazer o evento principal do UFC 262 contra o norte-americano Michael Chandler. A luta será disputada em Houston-EUA, no dia 15 de maio.

O brasileiro está no auge da carreira. Charles vem de oito vitórias consecutivas e não perde há mais de três anos. O lutador já está na história da maior organização de MMA do mundo como o maior finalizador entre todos os lutadores que já pisaram no octógono do UFC.

 

- Aquilo que vai ser seu, vai ser seu. Não adianta desesperar, vai acontecer na hora certa. Falei para o meu empresário para focar no titulo. Focamos no titulo e aconteceu - Charles do Bronx

 

Apesar de estar há 11 anos no Ultimate, Charles passou por altos e baixos até engrenar a maior sequência da carreira. Quando apareceu para o mundo, em 2010, o brasileiro disputou o título de revelação do MMA mundial, quando perdeu o prêmio para Jon Jones. Hoje, o lutador está pronto para se tornar campeão do UFC.

Confira abaixo a entrevista na íntegra

ge: Como você recebeu a notícia de que iria disputar o cinturão?

 

Charles do Bronx: A gente estava negociando forte, mas toda hora você vê coisas novas acontecendo, eu pensava: será que vai chegar minha hora? Aí fui para o meu sitio, lá não tem sinal, só às vezes que funciona o telefone do meu pai, e para piorar caiu o mundo por lá, meu telefone não estava funcionando. Em determinado lugar de lá, meu pai passou e chegou mensagem no telefone dele. Era o Lima (Diego Lima, treinador e empresário de Charles), chamando meu pai desesperado. Pensei que aconteceu algo, ele não manda mensagem assim para o meu pai só para me procurar. Peguei o carro e fui com meu pai para outra cidade que tivesse sinal. Assim que o sinal chegou, meu celular quase travou de tanta mensagem. Consegui clicar na mensagem do Macaco (Jorge Patino, outro treinador de Charles) e ele estava me dando parabéns, falando que meu sonho tinha sido realizado. Encostei o carro na hora, abracei meu pai e comecei a chorar. Liguei para o Lima e ele me atendeu chorando. Saí ligando para todo mundo da minha família, emocionado.

ge: Você entrou no UFC em 2010 ainda muito novo e sempre disse que era um menino no meio dos leões. Estando onde está, hoje você se considera um dos leões?

Charles do Bronx: Com certeza. Hoje me considero um leão no meio dos leões. São 11 anos de UFC, Já errei, já acertei. Já fiz lutas que não deveria ter feito por estar lesionado e já fiz lutas que não deveria ter feito por pouco tempo de preparação. Agora, na real eu sou um leão. As pessoas me respeitam e quem não respeita eu faço respeitar. Continuo o mesmo garoto de sempre, o mesmo humilde de sempre, o mesmo cara respeitoso. A diferença é que minha ousadia mudou.

 

ge: Você viveu anos de altos e baixos até alavancar a carreira. Aconteceu algo na sua vida que virou a chavinha na sua cabeça para você ter uma evolução tão nítida? Qual foi esse momento?

Charles do Bronx: A chave que virou se chama Tayla (filha de Charles). Assim que ela nasceu, comecei a correr pelo melhor para ela. Comecei a viver para ela, para ela ter o melhor na vida, ter algo na vida. Depois que ela nasceu tudo mudou. Deus vem me abençoando e as coisas têm dado certo.

ge: Apesar de estar com oito vitórias seguidas foi bem difícil para você conseguir essa luta pelo título. Em algum momento passou pela sua cabeça que você estava sendo injustiçado? Você cogitou aceitar outra luta que não fosse pelo cinturão?

Charles do Bronx: Vou ser bem sincero. Ultimamente tem acontecido algumas coisas que estão me chateando. Vocês (imprensa) estudam para serem repórteres, e o que acontece muito hoje, principalmente nessa parte da luta, é que algumas publicam besteira, que sou passado para trás ou coisas do tipo, e acaba saindo em tudo que é lugar. Aí publicam que Michael Chandler e Justin Gaethje vão lutar e sou massacrado por supostamente ter sido passado para trás, depois publicam que eles ainda estão negociando... Então na realidade aquilo que vai ser seu, vai ser seu. Não adianta desesperar, vai acontecer na hora certa. Falei para o meu empresário para focar no titulo. Focamos no titulo e aconteceu.

ge: No início da sua carreira, você chegou até a ter um visto negado para lutar nos Estados Unidos por não ter condições financeiras que provassem a sua volta para o Brasil. Lembrando disso e de outras coisas que você passou, qual o sentimento de recordar e ver onde você chegou hoje? Passa um filme na cabeça?

 

Charles do Bronx: Passa um filme, com certeza. Só que a gente tem que aprender que temos que crescer. Passa um filme de várias coisas da minha vida, mas hoje sou mais maduro, mais crescido, mais vivido, e como uma pessoa de fé, acredito que as coisas são do jeito que Deus quer. Naquela ocasião, se eu tivesse viajado talvez eu não estivesse aqui. Creio muito em Deus, Ele sabe de todas as coisas.

ge: O quão importante a mudança para a equipe Chute-Boxe Diego Lima foi importante para a sua alavancada na carreira?

Charles do Bronx: Foi importante 100%. Eu achava que faltava eu ir em busca de algo maior. Não posso cuspir no prato que comi e nunca vou fazer isso, mas entendo que minha antiga equipe me levou até onde podia me levar, dali para frente eu tinha que ir para algo maior. Graças a Deus conversei com o Macaco, que foi o único treinador que mantive na minha equipe, e achamos melhor ir para a Chute-Boxe. Começar com o Diego Lima foi 100%. Eles me abraçaram, eles querem minha vitória no mesmo nível que eu quero.

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Jorge Patino, Charles Do Bronx, Diego Lima e Gia Santos — Foto: Getty Images

ge: Durante todos esses anos no UFC até chegar na sua primeira disputa de título, tem alguma luta mais especial que você guarda na memória com mais carinho?

 

Charles do Bronx: Todas as lutas têm uma história. Ou é uma lesão, um machucado... todas as lutas têm um algo a mais, têm um respeito.

ge: Os fãs brasileiros de MMA têm muito carinho por você. Onde seu nome está, gera comentários. Como você se sente sendo hoje talvez o lutador brasileiro mais querido do momento?

Charles do Bronx: Foi graças a eles (fãs) que consegui essa luta pelo título. Eles pediram nas redes sociais o tempo todo e isso foi importantíssimo. Cara, de verdade, hoje em dia eu penso muito nisso: um menino da favela quer ser o Messi, quer ser o Cristiano Ronaldo. Se ele é goleiro, quer ser o melhor goleiro. As pessoas se espelham naquilo que elas veem. Hoje essas pessoas querem ser como Charles Oliveira. Querem ser campeãs. É uma coisa bem legal, saber de onde estou chegando e ver que as pessoas estão comigo e abraçaram minha causa. Por isso sempre procuro ser carinhoso com todos, atencioso com todos, pois hoje entendo que muitos se espelham em mim.

ge: Você veio de uma favela de Guarujá e mora lá até hoje. Muitos já te criticaram por você não se mudar para treinar no exterior. O motivo de não sair seria um desejo seu de levar o cinturão para a sua cidade?

Charles do Bronx: Eu não vou treinar fora, vou treinar aqui. Estou muito próximo de ser campeão, muito próximo de trazer um cinturão de UFC para o Guarujá, para a comunidade, para a favela. Sempre sonhei. Sempre digo que a favela venceu. Olha onde que eu estou... Como diz aquela musica: óh aonde nós chegou, valeu a pena esperar.

ge: Você vai enfrentar o Michael Chandler, lutador que chegou com muito status no UFC e fez uma bela estreia contra o Dan Hooker. Fala um pouco sobre como você enxerga esse combate.

 

Charles do Bronx: Ele é um cara que bate muito forte, mas é mais da parte do wrestling, um cara que era campeão do Bellator mas já foi nocauteado pelo Patrício Pitbull. É um cara que merece todo o respeito, mas o jogo dele casa com o meu. Se me botar para baixo, estará me fazendo um favor. Olha, de verdade, eu lutando com a cabeça no lugar, ousado e feliz, é muito difícil me parar.

 

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Com Khabib fora todo mundo tem chances, inclusive o Do Bronx. Ainda bem q n foi contra o Gaethje, acho o jogo do Gaethje pior pro brasileiro.

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20 horas atrás, Roizman disse:

Com Khabib fora todo mundo tem chances, inclusive o Do Bronx. Ainda bem q n foi contra o Gaethje, acho o jogo do Gaethje pior pro brasileiro.

Confesso que me decepcionai com o Gaethje. Não por ter perdido pro Khabib, que é um monstro mas pela forma como foi.

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1 hora atrás, Silverchair disse:

Confesso que me decepcionai com o Gaethje. Não por ter perdido pro Khabib, que é um monstro mas pela forma como foi.

Tb me decepcionei, esperava vitória do Khabib, porém esperava q esta fosse a luta mais difícil da carreira do russo,

 

De qualquer forma como o russo é um lutador único, acima da média, eu n vou levar essa luta em consideração do Gaethje, mas sim as outras anteriores q fez e devido a essas outras lutas q fez volto a dizer q acho q é o lutador com jogo mais chato pro Do Bronx, grandes chances de ser nocauteado.

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