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André Filho

Murilo Bustamante relembra título no peso-médio do UFC, em 2002: "Não foi um acidente"

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Na semana em que Paulo Borrachinha enfrenta Israel Adesanya pelo cinturão da categoria até 84kg, ex-campeão da divisão conta detalhes da trajetória da conquista e os desfechos pós-título

Por Richard Souza e Zeca Azevedo — Rio de Janeiro

23/09/2020 10h00  Atualizado há 2 horas

 

 

Paulo Borrachinha disputará o título peso-médio (até 84kg) do UFC no próximo sábado, quando enfrenta o atual campeão Israel Adesanya. Mas a história do país na categoria, que também já teve um grande reinado de Anderson Silva, começa em 2002, com o nome de outra lenda do esporte: Murilo Bustamante. Em janeiro daquele ano, o lutador nascido no Rio de Janeiro conquistou o título do UFC ao nocautear o então campeão Dave Menne no segundo round.

Em conversa exclusiva com o Combate, Bustamante contou em detalhes a conquista do título; a saída conturbada do UFC depois de apenas uma defesa de cinturão; o desejo por uma luta com Anderson Silva; a falta de domínio no peso-médio; e a expectativa para a luta de Paulo Borrachinha.

Murilo Bustamante conversou com a reportagem do Combate — Foto: Reprodução / Combate

Murilo Bustamante conversou com a reportagem do Combate — Foto: Reprodução / Combate

Você foi lutar pelo título peso-médio do UFC vindo de uma derrota na categoria de cima. Como essa oportunidade chegou para você?

- Fiz uma boa luta com Chuck Liddell, que teve um resultado polêmico, muita gente acha que venci a luta. No vestiário, Dana White e Joe Silva se desculparam pelo resultado porque acharam que eu tinha vencido. E aí me deram uma oportunidade na luta seguinte com algumas opções. Uma delas seria fazer a revanche com Chuck Liddell, e outra seria lutar pelo cinturão no peso-médio. Na época, pesei as oportunidades: se ganhar do Chuck Liddell, vou ter que lutar com Tito Ortiz - que era o campeão meio-pesado -, uma luta dura. Ou vou lutar direto pelo cinturão e depois volto ao meio-pesado se quiser. E eu queria, na verdade. Minha intenção, conquistando o cinturão, era ficar no peso-médio um tempo e voltar para lutar no meio-pesado com Chuck Liddell e pelo cinturão com Tito Ortiz. Peguei a oportunidade de lutar pelo cinturão e fiz o primeiro corte de peso da minha carreira, e foi muito mais fácil do que pensava. Fiz um corte de peso excelente, cheguei no evento com 85kg e não precisei nem fazer dieta para bater. Só deixei de tomar café da manhã e bati o peso, e acabei lutando mais ou menos com 85,5kg. Posteriormente, aprendi a gerenciar a perda de peso.

Você conhecia seu adversário, o Dave Menne – que ganhou o cinturão inaugural da categoria na luta anterior?

- Ele lutou com Gil Castillo no mesmo evento em que lutei com Chuck Liddell (no UFC 33, em Las Vegas). Ele lutou duas lutas antes da minha. No dia não vi a luta, mas ele ganhou ali a disputa de cinturão. E aí depois dei uma estudada no jogo dele, deu para ver, deu para dar uma estudada boa.

Você chamou a atenção nessa luta por sua trocação, enquanto sempre foi o representante do jiu-jítsu dentro do cage. Como foi essa luta tecnicamente?

- (Contra Chuck Liddell, na luta anterior) ele esperava um jogo de jiu-jítsu, e consegui variar, acho que confundi bastante a cabeça dele, e fiz uma luta muito boa de trocação. Realmente foi um grande desafio, porque precisei usar minhas habilidades e isso me deu muita confiança de que poderia realizar, que poderia lutar em pé. O Chuck Liddell talvez fosse o maior nocauteador da época, e troquei com ele de igual para igual. Na luta com Dave Menne, se você reparar a luta, vario muito também, procuro jogar muito imprevisivelmente, jogando em pé, variando para queda, esse sempre foi meu estilo de jogar, procurando enganar o adversário. E numa dessa, comecei o segundo round tentando agarrá-lo, entrei mal, e ele me deu um direto que pegou de resvalo, e voltei para dentro dele para continuar e ele já não sabia mais o que eu faria. Consegui colocar no tempo certinho um jab direto e foi perfeito, foi no tempo exato. A mão estava bem afiada. Aquele dia saí inteiro da luta.

Como foi a emoção de ser campeão do UFC em 2002? Qual foi seu sentimento com a conquista do título?

- Era uma coisa que já vinha batalhando há muito tempo. Antes do UFC iniciar, já estava lutando vale-tudo no Brasil com lutadores muito duros. Fiz desafios antes de entrar no UFC com caras duríssimos. Lutei 40 minutos, num evento de três lutas numa noite, com Tom Erikson. Lutei com o melhor cara do peso-médio do UFC, o Jerry Bohlander, e venci. Fiz mais duas lutas no Japão, uma delas com Sanae Kikuta, que era um grappler duríssimo. Sabia do meu potencial, mas não tinha tido a oportunidade ainda. Estava naquela expectativa de me provar. Realmente foi muito emocionante por causa disso, não foi um acidente estar ali e dar sorte de vencer um adversário melhor do que eu. Sabia que tinha condição, tinha consciência do meu potencial. Trabalhei a minha carreira inteira para chegar naquele nível de competitividade. Foram duas lutas em que me emocionei na vida, e só. Uma foi essa, e a segunda foi com o Rampage (Jackson), que foi também um desafio.

Murilo Bustamante nocauteou Dave Menne para se tornar campeão peso-médio do UFC — Foto: Getty Images

Murilo Bustamante nocauteou Dave Menne para se tornar campeão peso-médio do UFC — Foto: Getty Images

E qual era seu objetivo logo depois de ser campeão? Queria se manter no peso-médio ou voltar ao meio-pesado?

- Queria permanecer diretamente no peso-médio um pouco para sacramentar o cinturão. Eu tinha realmente a vontade de voltar posteriormente ao meio-pesado, e até lutar no pesado, tinha essa coisa de me desafiar. Mas acabou que a coisa andou para outro lado e mudou tudo. Na sequência fui chamado para defender o cinturão contra Matt Lindland, expectativa de uma luta duríssima. Era a minha última luta no contrato e pedi ao meu empresário para já negociar a renovação. O UFC acabou que não quis fechar, queria esperar a luta acontecer. Eu estava muito inseguro quanto a isso, não tinha treinado como gostaria.

Essa defesa de cinturão ficou marcada por um erro de arbitragem que o deixou instável durante parte do duelo.

- Derrubei de primeira já, caí por cima, passei montando, e quando vi estava no braço dele, não estava nem na metade do round. O cara era muito duro, e a coisa acabou que encaixou de uma maneira que quando vi estava no braço, e o Big John comete aquele erro histórico me mandando parar. Ele me mandou voltar para o córner, e mandou reiniciar a luta, fiquei frustradíssimo. Coloco essa luta como um dos três maiores desafios psicológicos que tive na carreira no MMA. Você acabar a luta, dar aquele alívio, e ter que voltar a se concentrar novamente para continuar lutando com um lutador que teve uma chance a mais, que não se abateu por nada... desconcentrei completamente, tive que voltar a me concentrar lutando. Se repararem, na sequência do primeiro round não consigo mais lutar adequadamente, fico lutando completamente desconcentrado. No segundo round voltei um pouco, e no terceiro round encaixei o jogo novamente, e acabei conseguindo finalizar. Consegui transformar essa frustração durante a luta em motivação. Fiquei com uma certa raiva da situação toda, do adversário, que conseguiu me motivar para continuar lutando, e deu tudo certo.

E aí você defende o cinturão, vence, e depois deixa o UFC. Como foi essa decisão e a ida para o Pride?

- Foi uma negociação mal feita. Eu já tinha tentado renovar meu contrato, o UFC não quis, tanto é que depois eles mudaram isso e nunca mais deixaram o campeão fazer uma luta sem contrato. Me fizeram uma proposta, até razoável para a época, mas o Pride pagava mais e eu tinha no contrato o direito de olhar o mercado. Saí para olhar o mercado e ver o que estava acontecendo. Não aconteceu nada melhor do que aquilo, e voltei para negociar com o UFC, e eles jogaram a proposta para baixo, para o mesmo valor que tinha na minha luta anterior, em que tinha tido um problema de arbitragem, aquela situação toda, e achei isso um certo desrespeito. “Passo por tudo isso e você quer me pagar a mesma coisa que me pagou na luta anterior em que fui prejudicado? Vocês não estão me valorizando”. Decidi sair, não aceitei e fiquei sem contrato. O Pride não me contratou imediatamente, fui ser contrato no ano seguinte.

Murilo Bustamante e seu cinturão do UFC — Foto: Marcelo Barone

Murilo Bustamante e seu cinturão do UFC — Foto: Marcelo Barone

O UFC também fica com o título dos médios vago por quase dois ano e meio depois que você saiu. Pensou em voltar ou teve alguma negociação nesse caminho?

- Nessa época, não. Posteriormente até pensei em voltar, até conversei com eles, mas aí não se chegou a nenhum acordo. E tudo bem. Até falei uma vez com Dana White que queria me aposentar lá, e queria até lutar no meio-médio na época, mas não aconteceu nada também. Me fizeram até uma proposta no final de 2007, mas não era uma proposta que achasse vantajosa.

Em 2006, você ainda estava na ativa, ainda no Pride, e o Anderson Silva conquistava o título no UFC. Você chegou a imaginar uma luta com o Anderson?

- Lógico que gostaria de ter lutado pelo cinturão novamente, com qualquer um, com o Anderson... Nunca tive objetivo de lutar com ninguém especial, meu objetivo era lutar com os melhores, queria ser campeão (...). Mas com certeza, quanto à sua pergunta, imaginava lutando com Anderson e contra qualquer um na época.

Como você viu esse domínio do Anderson Silva no peso-médio por tanto tempo? O que ele tinha de diferente para ser tão dominante?

- Acho que o Anderson se encontrou no decorrer da vida dele, foi amadurecendo. Ele foi demitido do Pride, foi finalizado por um lutador médio no Pride (Ryo Chonan), tomou uma chave de perna no final da luta em que ele estava até ganhando. Quando ele foi para a Inglaterra, se encontrou, e começou a lutar de uma maneira fantástica. Talvez a autoestima dele tenha aumentado, não sei, mas ele realmente se encontrou. É um cara extremamente inteligente. Para um campeão chegar e se manter tem que ter a imprevisibilidade (...). Aquele chute que ele nocauteia o Vitor, quem esperava aquilo? Acho que o Anderson basicamente é um cara muito inteligente, muito habilidoso, e se tornou imprevisível no decorrer da carreira.

Porque depois do Anderson não tivemos um campeão dominante no peso-médio?

- Alguns lutadores posso destacar: o Whittaker é muito imprevisível, muito habilidoso. O Yoel Romero é um cara que fisicamente é um monstro. Acho até que foi o maior teste do Borrachinha até agora, essa luta provou que ele merece a luta pelo cinturão. Tiveram outros lutadores campeões, o Weidman, que é um cara versátil, bom de chão e bom em pé (...). Hoje os lutadores já chegam com isso montado, você não vê nenhum lutador chegando no topo sem estar equilibrado no jogo dele. Todos eles jogam bem no chão, todos são bons de queda, todos jogam bem em pé, e aí cabe montar a estratégia da luta e a performance e inteligência de cada um. Para ser campeão e se manter no topo não é só o cara mais forte e habilidoso, tem que ser o cara mais inteligente. O Whittaker é um cara muito assim, varia muito o jogo dele. O Borrachinha é muito bom em pé, mas ainda não o vi variando o jogo. Ele tem uma pegada muito dura, bate muito forte, aguenta muita pancada, mas acho que é basicamente procurar surpreender o adversário. É o caminho dos que estão no topo. Borrachinha já está no topo. E o adversário dele também é um cara que joga naquele jogo de distância fugindo da luta. Ele bate, pontua e anda bastante, não é aquele cara que vem para a luta franca, é aquele cara difícil de lutar. O Borrachinha é um cara que vem para a luta franca, vem para nocautear, e o adversário anda muito, procura evitar, joga na distância, e se o golpe entrar - que ele bate duro - ele vai para cima para botar volume. Na verdade, gosto mais de ver o Borrachinha lutar, e estou torcendo por ele.

Falando no Borrachinha, ele retrucou quando perguntado se seria o confronto da força dele com a precisão do Adesanya.

- Acho que não é uma questão de força, ele bate duro e procura a luta, ele anda para frente procurando a luta o tempo todo, o que dá chance ao adversário também de contragolpear. Acredito que o Adesanya vai procurar colocar os golpes na longa, já que ele é bem cumprido, e vai procurar fazer muito “footwork”, muito jogo de perna, procurar caminhar, botar ele na distância para não fazer uma luta franca com Borrachinha. Na curta, acredito que ele vai ter problema. E acredito que o Borrachinha vai andar para cima. Acho que o Borrachinha também tem precisão, não acho que o jogo dele seja força. Ele é forte realmente, bate duro e procura a luta. Borrachinha tem que cortar o ringue e encurralá-lo para meter a mão. Acredito que vai ser mais ou menos isso, o Borrachinha tentando cercá-lo batendo e se movimentando.

Paulo Borrachinha tem cinco lutas no UFC. É o momento certo de disputar o título?

- Acho que ele já provou. O cara que entra para lutar com o Romero e vence... Acho que o Borrachinha, do jeito que vem, tem que lutar pelo cinturão sim, está pronto. E se perder volta para o bolo até conseguir novamente, mas é o momento dele, vem embalado, acreditando. A autoconfiança do atleta é muito importante, e ele está com essa autoconfiança (...). O único conselho que daria para ele é não focar tanto na parte em pé - que eu daria se tivesse contato com ele. É procurar variar mais um pouco talvez, surpreender o adversário com estratégias diferentes. Quem é que está esperando o Borrachinha dar um takedown e fazer um ground and pound e lutar por cima para finalizar? Eu não estou! E nem o adversário dele está. Não que ele tenha que fazer isso, mas pensar algumas variações que possam surpreender o adversário. O principal ele tem, que é cabeça, um psicológico forte. E é novo, tem disposição, é só trabalhar o físico, treinar, está com tudo em cima. Vou torcer por ele para trazer mais esse cinturão, ser o segundo desse ano dos homens. A Amanda (Nunes) está representando tão bem, e o Deiveson (Figueiredo) ganhou agora. E vamos ver se o Borrachinha traz outro para a gente voltar a dominar novamente as categorias.

Fonte:https://globoesporte.globo.com/combate/noticia/murilo-bustamante-relembra-titulo-no-peso-medio-do-ufc-em-2002-nao-foi-um-acidente.ghtml

 

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Sempre paro pra ler as entrevistas do Murilo Bustamante, sou fã do cara.

Tinha um jogo à frente de sua época, um jiu-jitsu de primeira, aliado a um bom jogo de trocação. Proporcionou grandes combates, como ser finalista do MARS (onde venceu duas lutas, e empatou na final contra um dos mais temidos da época, Tom Erikson), nocauteado o duríssimo Jerry Bohlander, campeão do UFC, finalista do Pride GP (perdendo a final pro Hendo, em um resultado controverso)...

 

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57 minutos atrás, Raphael Rezende disse:

Sempre paro pra ler as entrevistas do Murilo Bustamante, sou fã do cara.

Tinha um jogo à frente de sua época, um jiu-jitsu de primeira, aliado a um bom jogo de trocação. Proporcionou grandes combates, como ser finalista do MARS (onde venceu duas lutas, e empatou na final contra um dos mais temidos da época, Tom Erikson), nocauteado o duríssimo Jerry Bohlander, campeão do UFC, finalista do Pride GP (perdendo a final pro Hendo, em um resultado controverso)...

 

Faço das suas palavras as minhas. Entre outras batalhas contra tops como luta como o Chuck Liddell e Rampage, derrotas 'polêmicas'. Entre outras batalhas.

Além da carreita e de ser um ótimo mestre de Jiu-jitsu, o cara passou pelo vale-tudo ao MMA. Pessoal da época diz que ele sempre foi limpo, em uma época onde praticamente todos usavam uns "produto", né. hehe E eu acho isso bem significativo, já que ele se destacava nos treinos e lutas com uma desvantagem.  

Claro que ngm é perfeito, mas eu acho ele com uma postura pública exemplar dentro e fora do cage, sempre pregando respeito e a não violência nas ruas. Mesmo nas polêmicas acho que ele teve uma boa postura. Quem acompanhava a mídia na época me corrija se eu estiver errado, por favor, mas pelo que eu já vi e li sobre, eu gosto da postura dele de respeito ao Carlson. Ele só veio a falar abertamente muito tempo depois, e de forma respeitosa, escutando muita coisa quieto em respeito ao mestre na época, sem criar maiores polêmicas ou tentar denegrir a imagem do mestre.  

Uma pena que essas postura não "vendem" tanto, e muitos fãs recentes do esporte acabam conhecendo mais caras arruaçeiros e covardes (pra mim lutador que briga constantemente na rua é covarde) que caras como o Murilo Bustamante.

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35 minutos atrás, Daniel Mendoza disse:

Faço das suas palavras as minhas. Entre outras batalhas contra tops como luta como o Chuck Liddell e Rampage, derrotas 'polêmicas'. Entre outras batalhas.

Além da carreita e de ser um ótimo mestre de Jiu-jitsu, o cara passou pelo vale-tudo ao MMA. Pessoal da época diz que ele sempre foi limpo, em uma época onde praticamente todos usavam uns "produto", né. hehe E eu acho isso bem significativo, já que ele se destacava nos treinos e lutas com uma desvantagem.  

Claro que ngm é perfeito, mas eu acho ele com uma postura pública exemplar dentro e fora do cage, sempre pregando respeito e a não violência nas ruas. Mesmo nas polêmicas acho que ele teve uma boa postura. Quem acompanhava a mídia na época me corrija se eu estiver errado, por favor, mas pelo que eu já vi e li sobre, eu gosto da postura dele de respeito ao Carlson. Ele só veio a falar abertamente muito tempo depois, e de forma respeitosa, escutando muita coisa quieto em respeito ao mestre na época, sem criar maiores polêmicas ou tentar denegrir a imagem do mestre.  

Uma pena que essas postura não "vendem" tanto, e muitos fãs recentes do esporte acabam conhecendo mais caras arruaçeiros e covardes (pra mim lutador que briga constantemente na rua é covarde) que caras como o Murilo Bustamante.

Pois é.

Eu curtia muito suas lutas, mesmo as de jiu-jitsu e submission, era muito técnico e aguerrido.

Pena que não esboce um retorno, gostaria de vê-lo novamente, mesmo que fosse nos eventos citados acima.

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15 horas atrás, Raphael Rezende disse:

Pena que não esboce um retorno, gostaria de vê-lo novamente, mesmo que fosse nos eventos citados acima.

Vi uma entrevista dele, se não me engano com o próprio Marcelo Alonso... em q ele dizia q já está muito bem resolvido com sua carreira de lutador e não pretende mais lutar q se orgulha muito da carreira mas q iniciou um novo ciclo!

No mais realmente eh uma grande lenda merece todo respeito e admiração dentro e fora das lutas!

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19 horas atrás, Raphael Rezende disse:

Sempre paro pra ler as entrevistas do Murilo Bustamante, sou fã do cara.

Tinha um jogo à frente de sua época, um jiu-jitsu de primeira, aliado a um bom jogo de trocação. Proporcionou grandes combates, como ser finalista do MARS (onde venceu duas lutas, e empatou na final contra um dos mais temidos da época, Tom Erikson), nocauteado o duríssimo Jerry Bohlander, campeão do UFC, finalista do Pride GP (perdendo a final pro Hendo, em um resultado controverso)...

 

 

18 horas atrás, Daniel Mendoza disse:

Faço das suas palavras as minhas. Entre outras batalhas contra tops como luta como o Chuck Liddell e Rampage, derrotas 'polêmicas'. Entre outras batalhas.

Além da carreita e de ser um ótimo mestre de Jiu-jitsu, o cara passou pelo vale-tudo ao MMA. Pessoal da época diz que ele sempre foi limpo, em uma época onde praticamente todos usavam uns "produto", né. hehe E eu acho isso bem significativo, já que ele se destacava nos treinos e lutas com uma desvantagem.  

Claro que ngm é perfeito, mas eu acho ele com uma postura pública exemplar dentro e fora do cage, sempre pregando respeito e a não violência nas ruas. Mesmo nas polêmicas acho que ele teve uma boa postura. Quem acompanhava a mídia na época me corrija se eu estiver errado, por favor, mas pelo que eu já vi e li sobre, eu gosto da postura dele de respeito ao Carlson. Ele só veio a falar abertamente muito tempo depois, e de forma respeitosa, escutando muita coisa quieto em respeito ao mestre na época, sem criar maiores polêmicas ou tentar denegrir a imagem do mestre.  

Uma pena que essas postura não "vendem" tanto, e muitos fãs recentes do esporte acabam conhecendo mais caras arruaçeiros e covardes (pra mim lutador que briga constantemente na rua é covarde) que caras como o Murilo Bustamante.

e vamos lembrar tb da carreira do cara como treinador..

foi líder por anos da maior equipe de MMA do mundo, a BTT

 

O Murillo é foda.. pena que a memória coletiva é de curto prazo

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7 minutos atrás, pipo disse:

 

e vamos lembrar tb da carreira do cara como treinador..

foi líder por anos da maior equipe de MMA do mundo, a BTT

 

O Murillo é foda.. pena que a memória coletiva é de curto prazo

Sempre foi educado e é um cara no geral bem normal pô vi a entrevista dele na confraria" pô na luta contra o rampage eu tava tomando minha cervejinha e tal" tipo nunca foi uma máquina como Ruas era não bebia não curtia etc, Bustamante é bem normal fala que estudava e sempre estudou pq lutava 3 vezes no ano e tinha tempo.

 

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1 hora atrás, pipo disse:

 

e vamos lembrar tb da carreira do cara como treinador..

foi líder por anos da maior equipe de MMA do mundo, a BTT

 

O Murillo é foda.. pena que a memória coletiva é de curto prazo

Btt nunca foi a maior equipe do mundo. A chuteboxe que foi. Houve a disputa btt vs cb mas que saiu vencedora foi a chuteboxe.

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3 horas atrás, Garfield disse:

Btt nunca foi a maior equipe do mundo. A chuteboxe que foi. Houve a disputa btt vs cb mas que saiu vencedora foi a chuteboxe.

Queh isso Garfield.. 

Wand e Shogum fizeram história no Pride. Isso é indiscutível. 

mas Minota, Paulão, Arona, Minoto, Murilo.. 

essa rivalidade começou com Ninja x Zé Mário. Ninja venceu. 14 anos mais novo e quase que foi finalizado várias vezes. 
 

depois o Arona foi la e venceu o Ninja.

depois Shogum x Minota naquela luta épica, que até hoje muitos tratam como uma das maiores da história do MMA. Podia ter ido pra qualquer lado. Mas deu Shogum. Ok

Arona x Wand 1 = Arona venceu com folga, depois pegou o Shogum que tinha vencido o Overeem e deu Shogum.

 

Arona x Wand 2. Deu o cachorro louco, mas roubado.

Paulao x Ninja. Paulão

 

nao quero mesmo falar quem foi maior por essas lutas, mas acredito que a BTT no conjunto foi melhor. Oq o Minota fez nos pesados, o que o Paulão fez mais leve, esses caras foram pica! A rivalidade fez com que o mundo olhasse pra essas duas equipes, fez bem a todo mundo. 

 

e pra mim ainda teve a questão da CB ter sido totalmente irresponsável em ter colocado Ninja x 49. É fato que depois daquela luta o Murilo se acabou como atleta. Teve sequelas mesmo. Não houve o mínimo de planejamento, de cuidado com o lutador (mas isso era bem da época e do Pride tb que tinha várias lutas freaks, sem limites de peso)

 

Outra rivalidade foda foi CB x Hammer House. 
 

Coleman, Phill Barone pisando na cara do Wanderley, Randleman..

 

que saudade daquela época 

 

 

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8 minutos atrás, pipo disse:

Queh isso Garfield.. 

Wand e Shogum fizeram história no Pride. Isso é indiscutível. 

mas Minota, Paulão, Arona, Minoto, Murilo.. 

essa rivalidade começou com Ninja x Zé Mário. Ninja venceu. 14 anos mais novo e quase que foi finalizado várias vezes. 
 

depois o Arona foi la e venceu o Ninja.

depois Shogum x Minota naquela luta épica, que até hoje muitos tratam como uma das maiores da história do MMA. Podia ter ido pra qualquer lado. Mas deu Shogum. Ok

Arona x Wand 1 = Arona venceu com folga, depois pegou o Shogum que tinha vencido o Overeem e deu Shogum.

 

Arona x Wand 2. Deu o cachorro louco, mas roubado.

Paulao x Ninja. Paulão

 

nao quero mesmo falar quem foi maior por essas lutas, mas acredito que a BTT no conjunto foi melhor. Oq o Minota fez nos pesados, o que o Paulão fez mais leve, esses caras foram pica! A rivalidade fez com que o mundo olhasse pra essas duas equipes, fez bem a todo mundo. 

 

e pra mim ainda teve a questão da CB ter sido totalmente irresponsável em ter colocado Ninja x 49. É fato que depois daquela luta o Murilo se acabou como atleta. Teve sequelas mesmo. Não houve o mínimo de planejamento, de cuidado com o lutador (mas isso era bem da época e do Pride tb que tinha várias lutas freaks, sem limites de peso)

 

Outra rivalidade foda foi CB x Hammer House. 
 

Coleman, Phill Barone pisando na cara do Wanderley, Randleman..

 

que saudade daquela época 

 

 

Só olhar os números

confornto direto cb saiu melhor

Confornto entre tops direto cb saiu melhor

cinturões cb ganhou mais

tempo com um cinturão cb ganhou mais

GPs que tinha atleta das duas equipes cb ganhou mais

 

O unico campeão do Pride da BTT foi o Minota (e por bem pouco tempo) de resto foram boas promessas que não se concretizaram no topo

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