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Victor Silva

Barão vibra com reconhecimento do UFC

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Renan Barão está se firmando cada vez mais como um dos principais nomes do UFC. Ocupando a sexta posição do ranking peso por peso, o potiguar não tomou conhecimento de Eddie Wineland, no último sábado (21), no UFC 165, em Toronto, e manteve o cinturão dos galos. Baseado em suas performances, o brasileiro não se vê como campeão interino e coloca pressão na franquia para oficializá-lo como detentor linear da divisão, já que Dominick Cruz está afastado do octógono há dois anos.

Em entrevista à TATAME, o atleta comentou sobre o possível embate contra o americano para unificar os títulos. Além disso, mostrou-se feliz com os elogios de Dana White – que comparou o lutador da Nova União a Floyd Mayweather – e rechaçou qualquer tipo de pressão por estar sem perder há mais de oito anos.

Invicto no Ultimate, Barão vibra com o reconhecimento do público e adianta que não é fã do trash talk, pois prefere ser valorizado pelo o que faz dentro do cage.

Confira a entrevista na íntegra abaixo:

O que falta para o UFC oficializá-lo como campeão linear dos galos?

Está faltando o Dominick voltar ou o UFC tomar uma decisão. O Dana White disse que fevereiro vai ser o limite, e se ele não voltar, vai perder o cinturão.

Você preferia enfrentá-lo antes ou já se considera o campeão?

Eu queria que ele voltasse para a gente se enfrentar. Todo mundo quer ver essa luta, eu também queria que acontecesse. Seria um grande show para o público, que gosta do UFC, para ver uma grande batalha com dois guerreiros.

Já se imagina nesse duelo? Como poderia vencê-lo?

Seria um bom combate. Ele tem uma movimentação boa. Eu treinaria bastante para chegar lá bem condicionado e com as minhas armas em dia para dar uma bela apresentação a todos e unificar esses cinturões.

Tem esperança dessa luta ser no Brasil?

Infelizmente, eles (UFC) não fariam isso. Seria muita pressão. Eu gostaria muito de lutar em casa pelo cinturão, mas acho que se acontecer esse duelo contra o Dominick, deve ser fora. Se for no Canadá ou Inglaterra, tudo bem. Esses lugares me dão sorte (risos).

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E essa luta contra o Wineland. Ele começou te atacando. Como foi?

Eu comecei aquecendo no round, estava movimentando para ver o que ele tinha trazido para mim. No segundo round, soltei o jogo. Sempre vou lutar para frente, para pegar. Eu sempre jogo aquele golpe nas minhas lutas e, graças a Deus, encaixei bem e consegui a vitória.

O que significa a dancinha na comemoração? Foi alguma homenagem?

O Marmota, um amigo meu, é quem faz a dancinha. Ele sempre faz no treino, e na hora eu lembrei. Fiz para dar uma descontraída, dar uma brincada.

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Acredita que o UFC e o público estejam te reconhecendo mais?

Acho que sim. Tenho algumas apresentações e sempre me saio bem, indo para frente, para definir a luta. O público, assim como o Ultimate, está reconhecendo isso. Estou criando um maior número de fãs também. Fico muito feliz.

Você é mais reservado do que a maioria dos lutadores. Como você vê o trash talk?

Eu não gosto de falar muito. Quem fala muito, tem que provar muito. Eu só falo em fazer meu trabalho, dar meu melhor. Quem fala demais é fanfarrão. Mas cada um tem seu estilo de divulgar a si próprio. Eu gosto de mostrar meu trabalho lá em cima.

Está invicto há oito anos. É uma pressão extra?

Nem penso nisso, vou bem treinado, não penso nesse tempo invicto. Eu só penso em vencer minha luta. Vou focado, nem coloco pressão na minha cabeça, não.

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Você ainda é novo e já vem fazendo história. Já se imagina no hall dos grandes atletas do UFC?

Não fico me imaginando tanto assim, mas estou no caminho certo, fazendo tudo direito e, daqui para frente, só tenho a crescer cada vez mais. Ficar mais conhecido e, futuramente, quem sabe, ser um Chuck Liddell, Anderson (Silva), José Aldo…

Como foi receber elogios do Dana White te comparando a Floyd Mayweather?

Fiquei muito feliz. Isso é fruto de trabalho, e estou trabalhando bastante para se reconhecido. Ele está vendo isso, e, devagarzinho, está dando tudo certo. Foi gratificante.

Você disse que com o dinheiro do bônus de melhor nocaute iria ajudar sua família. Essa é sempre a sua intenção com o que recebe do UFC?

Com certeza. Meu objetivo é esse. Luto pela minha família, e a minha intenção é sempre ajuda-los para que não falte nada.

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Você é de Natal, mas treina no Rio de Janeiro. Acha que é um diferencial? Não pensa em morar de vez no Rio?

Minha família é de lá, moro em Natal e venho ao Rio treinar. Passo mais tempo aqui do que lá. Eu até queria morar aqui no Rio de Janeiro, mas minha família é enraizada em Natal. Meu avô tem 92 e não sai de casa nem que o paguem (risos). Gosto de Natal também. Eu saio da minha área de conforto para me dedicar aqui, e está dando tudo certo. No Rio, fico bastante focado, acordo cedo, e isso funciona.

Pensa também em ter uma academia sua em Natal?

Futuramente, eu também quero levar meus atletas ao UFC, quero montar minha equipe quando me aposentar. Mas ainda não penso nisso, e só mais para frente mesmo.

Qual é a importância do Dedé Pederneiras e do Jair Lourenço para você?

Jair e Dedé são como pais para mim e me conhecem muito. Eles são importantes demais, confio neles 100 % e absorvo bem o que eles falam. Me sinto bastante confortável com eles do meu lado. Tento sempre escutar o que eles me passam, porque há uma outra visão de fora da luta

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Como é sua convivência com o José Aldo?

Ele sempre me ajudou bastante, conversamos muito, ele é meu irmãozão. A Nova União é como uma família, e cada um ajuda o outro.

Quem é sua grande inspiração na carreira?

O cara em que me inspiro é meu avô (Antônio do Nascimento), que me criou, que sempre me deu do bom e do melhor, ralou bastante para isso e me ajudou a entrar no mundo das lutas. Ele é meu ídolo na vida, e só tenho a agradecê-lo. Todas minhas vitórias são dedicadas a ele. Meu avô e minha avó são a base de tudo. Se estou no topo, é graças a eles.

Fonte: http://www.tatame.com.br/barao-vibra-com-reconhecimento-do-ufc-e-revela-importancia-do-avo/

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Guest south_Pitbull

Menino bom, boa pessoa, humilde, gostei bastante da entrevista. Como ele é tímido e acaba falando pouco a gente não consegue ver esse lado família dele, a entrevista captou legal, muito boa.

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Quem conhece pessoalmente sabe que não é um falso humilde..

O barão é foda

Grande pessoa

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"Eu saio da minha área de conforto para me dedicar"

Uma das melhores frases da entrevista! não tem como não torcer pra ele!

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Barrão GUERREIRO!!!

Sem mais...

Edited by J Luc Brasília

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