CALBAIANO

Síndrome da carne de vaca

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É um termo que sempre falo lá no OFF e na principal, para relacionar aos que sempre criticam o "modismo" do MMA.

O que será que está acontecendo com alguns fãs de MMA?

Sempre sonhamos com que nosso esporte fosse transmitido, que nossos atletas fossem reconhecidos na rua, que eles pudessem viver apenas do esporte...

E não é isso que acontece atualmente?

Vejo sempre gente aqui no pvt reclamando...

Reclamam que a redetv começou a transmitir, reclama que a globo transmite, reclama do galvão, das aparições em programas de tv, em propagandas e até começam a tomar raiva dizendo que mma "virou modinha".

Poxa...

Sinceramente não entendo. Fica parecendo aquelas crianças que gostam de mostrar o "brinquedo" novo para os amiguinhos, mas é só algum deles começar a brigar com o boneco, que começa a fazer birra e chorar...

Lembro que suamos tanto nas madrugadas assistindo (tentando) aos pride antigos, com lutas que acabavam e a gente ficava sem saber o resultado por conta da net ruim. Das vezes em que baixávamos a luta completa com "gigantescos" 10 links e no últimos estava quebrado e não dava pra descompactar. :D

E as finadas fitas de VHS? Que só chegavam meses ou anos após o torneio ter acabado. Tem gente que só foi assistir o UFC 1 do royce quando já estava no UFC 10. :D

E da raiva que ficávamos quando a globo transmitia friburguense e americano ou repetia pela milésima vez um príncipe em NY ou o rapto do menino dourado, mas sequer mencionava uma luta de MMA em seus programas esportivos...

Quando teve uma matéria da glória maria no fantástico sobre o pride e o wand campeão, foi assunto para mais de ano. Cada aparição efêmera de um minotauro no faustão ou belfort em um programa da tarde ou um Ryan polêmico, gerava um pbp por aqui, tamanha era a dificuldade...

Hoje nosso sonho se tornou realidade.

O esporte que tanto lutamos, tanto admiramos, se tornou um dos mais conhecidos do país em pouquíssimos anos...

Quantos esportes no Brasil conseguem esse feito? Quantos outros fãs lutam, ralam e não tem esse privilégio de ver seu esporte amado ascender e se tornar tão famoso?

Somos privilegiados...

Quantas vezes cansamos de falar frases como:

"Wand e Minotauro são mais conhecidos no Japão do que aqui. Lá eles sabem valorizar os atletas de verdade."

"Royce é ídolo nos eua e se passar na rua ninguém saberá quem é".

"Shogun (ou anderson) acabou de ser campeão e não saiu uma nota no jornal".

"Brasil é uma vergonha. Somos os melhores do MMA e ninguém dá valor."

Justamente por isso não entendo a Síndrome de Carne de vaca.

Para quem não sabe do que se trata, vai um texto antigo, que postei no OFF várias vezes (a última para o colega tubarão) e fala de música, mas ela serve para qualquer outro contexto.

É o termo que se dá, para desvalorizar qualquer coisa que se tornou "popular", o que chega a ser um paradoxo, já que quando ninguém ouvia, eram os primeiros a criticar que não se valorizava a "verdadeira arte". :D

Tem em todos os segmentos, música, cinema, esportes.

A síndrome da carne-de-vaca

Nervoso porque sua banda predileta galgou as paradas de sucesso? Você pode ser mais uma vítima desse distúrbio.

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U2: para os fãs xiitas, nem mesmo a volta às raízes no novo disco os salvará do inferno

Em 24 anos de carreira, os irlandeses do U2 passaram de grupo punk de garagem ao posto de megabanda que lota estádios pelo planeta afora. Com essa trajetória, tornaram-se o exemplo máximo entre os grupos que alimentam a síndrome da carne-de-vaca, um distúrbio que acomete os fãs de rock. Trata-se daquela angústia sofrida pelo admirador de primeira hora quando o artista que ele cultua se torna popular. As vítimas desenvolvem uma relação de posse com seus ídolos obscuros e extraem prazer da idéia de estar entre os poucos que os conhecem. Tendem a se reunir em confrarias de iniciados, e assim se diferenciam dos comuns mortais – os "por fora". No caso do U2 e outros artistas dos anos 80, é fácil identificá-los. São pessoas na faixa dos 35 aos 40 anos que descobriram os primeiros discos do conjunto numa época em que era preciso importá-los – e ainda no velho e bom vinil. Esses fãs se compraziam em entoar as letras engajadas da banda, ao mesmo tempo que ironizavam quem nunca ouvira falar "naquele tal Bono Voz" (sic). Tudo mudou a partir do momento em que o U2 estourou nas paradas – ou seja, tornou-se carne-de-vaca. De uma hora para outra, os fãs renhidos passaram a desprezar o grupo. Uns acusaram-no de se tornar comercial; outros, preferiram uma atitude blasé e começaram a ignorá-lo solenemente. Todos têm horror em saber que o U2 já vendeu 100 milhões de discos e lucrou 62 milhões de dólares somente em sua última turnê. Nem mesmo o fato de os roqueiros irlandeses buscarem uma volta às raízes em seu novo CD, How to Dismantle an Atomic Bomb, que chega às lojas nesta semana, diminui seu ressentimento. É tudo armação, dizem eles.

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Os Red Hot Chili Peppers eram adorados pelo som potente. Depois de estourar com a balada Under the Bridge, passaram a ser vistos como banda para patricinha

Há formas simples de detectar se um roqueiro foi acometido pela síndrome. Um dos primeiros sintomas é a incredulidade ao saber que sua banda predileta está tocando nas rádios e que seus clipes viraram sucesso na TV. Daí para a depressão ao perceber que aquela vizinha patricinha comprou o disco e sabe as letras de cor é um passo. Pior que isso, só mesmo se os ídolos se transformarem em símbolos sexuais da tal adolescente. Ou – pecado supremo – fizerem sucesso com uma balada na trilha sonora de uma novela da Rede Globo. Por perpetrarem tudo isso, os americanos do Red Hot Chili Peppers provocaram ataques de nervos em muitos fãs nos anos 90. Em estágios mais avançados, a síndrome desencadeia sintomas graves. É clássico, por exemplo, vociferar que sua ex-banda predileta se "vendeu ao sistema". Foi o que aconteceu com o quinteto paulistano CPM 22, que começou tocando nos circuitos do rock alternativo e, depois de ser contratado por uma grande gravadora, passou a ser hostilizado pelos admiradores de primeira hora. "Os caras fazem sinais obscenos para a gente", diz o baterista Ricardo Japinha. Num estágio terminal, a síndrome leva o roqueiro pop à alienação. Ele chega a vender os discos dos antigos ídolos – ouvi-los como antes, nunca mais. Até que surge a próxima banda desconhecida para idolatrar.

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Musa dos alternativos, a inglesa PJ Harvey fez sucesso em suas passagens antigaspelo Brasil. Foi o que bastou para causar apreensão nos fãs de primeira hora

Mesmo nos dias de hoje, quando a mera consulta a um site na internet permite que qualquer um tenha acesso às últimas novidades do rock alternativo, a síndrome da carne-de-vaca persiste. Entre os candidatos a próximas vítimas estão os fãs aguerridos da cantora inglesa PJ Harvey. Com suas letras lancinantes e suas canções sombrias, a obra dela parecia um refúgio seguro para os nerds do rock. Até descobrieem que não era bem assim. Durante seu show no Tim Festival, em São Paulo, a própria PJ se assustou ao ver que o público batia palmas no ritmo das músicas e cantava suas letras de cor. Com essa súbita popularidade, já há quem a acuse de populista – ou, pior, algo como uma Marisa Monte do rock alternativo.

Um aspecto curioso da síndrome da carne-de-vaca é que muitas vezes o patrulhamento se soma à autocensura por parte dos artistas – não raro, eles próprios tão xiitas quanto seus fãs mais exigentes. É o caso dos cariocas do Los Hermanos. O sucesso do hit Anna Júlia, que puxou a vendagem de 300 000 discos logo na estréia do grupo, deixou seus integrantes irritados. Eles, que cultivavam a imagem de banda cabeça, decidiram então rechear seu segundo CD de canções com mais de oito minutos de duração e sonoridade esquisita – tinha até solo de tuba. A idéia não vingou, já que o disco teve de ser remixado para se tornar mais palatável, por exigência da gravadora. Ao produzir seu novo disco, o U2 parece ter-se visto diante de uma crise de credibilidade semelhante. A banda gravou em sua Irlanda natal, com o mesmo produtor de seu início de carreira, e procurou recuperar a antiga sonoridade. O resultado pode até estar à altura do currículo do quarteto. Para os fãs renegados, nada importa. Uma vez carne-de-vaca, sempre carne-de-vaca.

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Excelente.

O momento é único.

Eu critico o UFC por comprar os outros eventos e querer monopolizar, em contrapartida, eles só compraram porque alguém vendeu né... rs!!!

O momento é mágico para o esporte MMA.

Espero melhores salários para os atletas, mais oportunidades, e como disse o Calbaiano, a massificação era (é) o nosso grande sonho!

Excelente texto Calbaiano!

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Gostei

é bem por aí

neguinho falando mal do Galvão (ele é 1 excelente aliado do MMA 1 cara muito conhecido e formador de opinião...dos leigos principalmente)

falando mal do Belfort (ele é 1 dos q + divulgaram o esporte na mídia)

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Eu também fico chateado com isso que está se passando com alguns membros aqui! Sempre batalhamos por este momento e agora ficar chateado com isso é difícil de entender!

Eu até tento entender os dois lado...A conclusão que eu cheguei foi a seguinte:

-Desde o início do esporte quem acompanha é quem realmente gosta de paixão do MMA, não há como negar isso..Beleza. Quando o MMA tinha pequenas proporções o público era mais selecionado, ou seja, não haviam comentários absurdos de quem não entende nada e fala como se fosse um expert...E isso é o que acaba incomodando uma parte da galera que acompanha o esporte desde o seu início.

Só que devemos lembrar o seguinte: O leigo de hoje poderá se tornar no expert de amanhã e, quem sabe, até mesmo num lutador profissional (não esqueçam que o Cigano só tem 5 anos de MMA e foi ele quem nos trouxe alegria nesta conquista). Então eu acho que devemos ser mais tolerante quanto a isso. Ninguém vai começar a acompanhar MMA e já vai entender tudo, mas o nosso esporte é como o Futebol ou a Fórmula1. Qualquer pessoa sabe dirigir um carro, vai ver um piloto na fórmula 1 fazendo alguma coisa e eles vão opinar como se fossem experts no assunto, isso é natural do ser humano. Com lutas é a mesma coisa. Por mais que a pessoa não seja profissional, mas qualquer um já brigou alguma vez na vida e vai querer falar alguma coisa sobre lutas...

Realmente o MMA está na moda, tem muitos artistas que comentam o tempo inteiro, então algumas pessoas seguem o mesmo embalo...Assim como tem gente que não gosta do esporte e fica criticando. Nada disso existia quando o esporte era desconhecido, mas devemos ser mais tolerantes quanto a isso.

Acho que este crescimento é muito bom, eu sempre quis ver o mma na globo e nós conseguimos isso. Vamos aguardar pra ver que proporções isso vai tomar, se vai ficar de vez na mídia brasileira ou se vai passar despercebido...De qualquer forma vamos ver o número de fãs aumentando cada dia mais...E vamos ser mais tolerantes com quem está chegando agora...

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Acontece mesmo. E é muito comum no meio musical, como Calbaiano mostrou aí.

Não conhecia esse termo. Quem foi o inventor? hehe

Particularmente, dou apoio total à exposição e à popularização do MMA. Penso primeiramente nos atletas, com tantas dificuldades para iniciarem uma carreira, agora tem uma oportunidade de melhorar os patrocínios. É só não vacilar para não perder a onda.

Gente falando imbecilidades sempre existiu, mesmo quando MMA ainda era "underground", e no futebol até hoje falam-se asneiras mesmo com "nação de especialistas". É inexorável :)

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Eu andava chateado com isso, mas cheguei a conclusão que esse é o verdadeiro "mal" que pagamos pela popularização.

Temos fãs de todo tipo, igual no futebol. Tem fã que acha que sabe mais que lutador, treinador, preparador fisico, promotor de evento, etc...

Mas se é o verdadeiro preço que temos que pagar, tudo bem. Futebol é o esporte que eu considero que tem os fãs mais escrotos e tá sempre muito bem consolidado.

E ainda acho que o a maioria do pessoal que critica essa popularização, não acompanhava o esporte na epoca das vacas magras. Porque teria que ter tendências masoquistas para preferir o sofrimento que era para conseguir assistir uma luta ao vivo no passado. rs

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Execelente o crescimento do esporte eu ia na locadora alugar fitas de VHS para ver os primeiros ufcs, e depois vendo dvd do pride.... hj pra mim é uma coisa surprendente... :lol:

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Guest KratosCS

Excelente tópico pra variar, eu ia abrir um com mesmo intuito mais não teria a mesma riqueza de informações, não sei o que se passa na cabeça de quem critica tudo o que a exposição do MMA trouxe, isso pra mim é excelente para as estrelas do show que são os lutadores, agora teremos mais Andersons e Ciganos treinando por ai com o sonho de se tornar um lutador de MMA e ser famoso com seus idolos, eu sempre sonhei com este momento e sinceramente está acontecendo mais coisas do que imaginava, a globo transmitir MMA e com narração do Galvão?, vocês tem noção do que é isso?, é o ápice do esporte, ao novos fãs de MMA aos Leigos sejam bem vindos ao esporte que vai fazer você se apaixonar por ele, ao esporte que cria verdadeiros heróis, ajude-nos a levantar a bandeira do MMA.

Edited by KratosCS

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E ainda acho que o a maioria do pessoal que critica essa popularização, não acompanhava o esporte na epoca das vacas magras. Porque teria que ter tendências masoquistas para preferir o sofrimento que era para conseguir assistir uma luta ao vivo no passado. rs

Foda mesmo...Só de lembrar daquela época do Pride, onde tinha que ficar acordado até 6 da manhã pra ver um evento e quando tinha uma alma caridosa pra narrar o evento(as vezes até pelo msn), porra! Era o máximo! Estava acompanhando ao vivo!

Preferir continuar daquele jeito a ver o esporte passando na globo é de doer mesmo!

O bom deste tópico é saber que não sou o único que pensa assim! Ainda bem que existem muitos aqui que compartilham da mesma opinião!

Edited by William Oliveira

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Já tinha falado antes e volto a afirmar. É excelente o que está acontecendo, só quem é das antigas sabe o quão custuso era para ver um evento ao vivo.

Acontece que é da natureza humana ser egoista então deixar de ser um dos únicos que gosta/conhece MMA é chato para alguns.

A tendência é o fórum ser atacado por um monte de gente que não sabe o que é MMA e com isso vamos ter que ler algumas coisas erradas, mas vale lembrar que hoje já lemos muitas besteiras por aqui e não é apenas a "geração Rede TV" que escreve besteiras.

No meu caso a antipatia é com o Galvão (apesar de saber da importância dele para o MMA), não vi a transmissão da Globo e com certeza eu não irei ver nenhuma, primeiro por causa do Galvão e segundo porque eu pago o Combate, acho meio esquisito pagar por um serviço e não usar logo na hora mais importante.

Mas o que pude fazer para as pessoas assistirem na Globo eu fiz, hoje não to trabalhando, quarta eu irei ver se o povo viu ou não. Mas amigos próximos eu consegui "influenciar" para eles verem a luta na Globo.

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Guest Galhardo

Otimo texto Cal !

Também penso mais ou menos assim .

Edited by Galhardo

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"Quem é esse leigo modinha que está achando que sabe alguma coisa sobre o MEU esporte? Quando o esporte era marginalizado, eu estava la apoiando, agora todo mundo quer ser fã porque é a moda do momento".

Esse tipo de ciúme é natural e passa rápido depois que a pessoa vê o lado bom da coisa, todo esporte precisa do público casual, é praticamente impossível ser grande só com o público hardcore.

Como alguns da oldschool ja disseram, o que aconteceu no ultimo Sábado foi surreal. Nunca passou pela minha cabeça enquanto assistia IVC, VHS do UFC com aquele cara prateado, Pride naquele sufoco e etc que um dia eu fosse ver MMA ao vivo na Globo e ainda com o narrador mais popular do país.

Vamos ver o lado bom das coisas, os abacaxis da nova leva de novatos que fiquem pros moderadores descascarem, até porque eles ganham muito bem pra isso :lol:

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Tem uma galera que parece fan do Ed Motta quando se trata de MMA. So' e' bem vindo se souper o repertorio desde Manoel. Deiaxa a galera nova chegar, quem se apaixonar pelo esporte vai acabar convergindo ao mesmo ponto.

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Vamos ver o lado bom das coisas, os abacaxis da nova leva de novatos que fiquem pros moderadores descascarem, até porque eles ganham muito bem pra isso :lol:

:lol: :lol: :lol:

FDP!

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