Divinyls

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  1. Boa noite senhores, Faz tempo que não posto, mas como o tópico é interessante, vou opinar também. Como apontaram alguns colegas, na verdade estamos discutindo dois aspectos distintos, postura em relação ao sangramento e legitimidade das cotoveladas. 1) Eu acredito que o médico cometeu um erro grave ao permitir o prosseguimento da luta. Bastava ele fazer um exame básico da capacidade visual do Pezão, tipo “acompanhe a minha mão” ou “quantos dedos eu estou mostrando”. Se o Pezão não acertasse, ou precisasse ficar limpando o olho para ver, não tem discussão: luta encerrada por interrupção médica, vitória do Cain. O que eu discordo de alguns é que o médico devia ter tentado fechar o corte – a cotovelada é um golpe legal, o ferimento e o sangramento decorrente são inerentes a um esporte de contato e qualquer ação do médico em mitigar os efeitos do golpe seria diretamente prejudicial aos esforços do Cain na luta. Poderia constar nas regras do UFC/recomendações ao médico que qualquer sangramento deve receber todos os esforços para ser contido, mesmo durante a luta? Sim. Isso significaria intervenção no desenrolar das lutas? Certamente. Um sangramento no rosto de alguém é uma situação que pode decidir um combate, seja no MMA - UFC, seja numa situação de luta real. 2) Com relação a proibição das cotoveladas, não creio que “é um golpe tosco/desleal, que pode acabar com uma luta” e argumentos similares sejam válidos. Se o critério é tosquice, então nocaute de mata-cobra não pode? A questão de que existe risco de lesão ocular permanente, argumento usado no Pride, até agora não foi constatado em nenhuma luta (favor me corrigirem se eu estiver errado). E não entendo como um golpe que é permitido a ambos os lutadores pode ser desleal. Sobram basicamente as opiniões de que a cotovelada (no chão, ou totalmente) afetaria negativamente a qualidade média das lutas (prejudica jogo de guarda, etc), e que (no caso especifico da associação aos sangramentos) as cotoveladas ofendem a sensibilidade de parte dos espectadores, afetando a promoção dos esporte. Vale lembrar que são esses os critérios (associados a questões de integridade física) que determinaram o banimento das cabeçadas, das pedaladas e tiros-de-meta. Para mim, as cotoveladas fazem parte do esporte e deveriam ser mantidas. Eu gosto da mecânica das lutas como é (preferiria com pedaladas e tiros de meta, mas paciência), e acho que é um erro descaracterizar o esporte em benefício da promoção do espetáculo: prefiro que continue sendo meu esporte favorito, mesmo que de nicho, do que vire outro esporte para atingir as massas. Desculpem o post longo, muito tempo sem escrever. Abraços,
  2. Na verdade é um debate bastante interessante, se todos concordarem em evitar fanatismos de ponta a ponta. Se você para para pensar, é bem possível que diferentes estilos marciais consigam desenvolver as posições de finalização clássicas (estrangulamentos, hiperextensões, torções) por evolução paralela. Não dúvido que o JJ inovou em alguma coisa neste campo, mas acredito sinceramente que o diferencial real da arte marcial desenvolvida pelos Gracie está no controle geral da luta no solo ganhando e revertendo posições, ou seja, de como o lutador trabalha para conseguir efetivamente chegar até a finalização. Acredito que muitos aqui já sofreram tentando explicar para um leigo a importância de uma passagem de guarda, então imagino que vocês concordem ao menos em parte comigo. Quanto a real origem das finalizações, sabemos que algumas são relativamente recentes (gogoplata, alguém?). Com relação à outras, por mais que nós todos tenhamos uma tendência a acreditar piamente em nossos mestres, são muito séculos de ensinamento passado mestre a mestre, frequentemente e maneira oral, então. O GJJ é derivado de artes marciais japonesas...essas por sua vez são derivadas de artes marciais chinesas...que alguns estudiosos acreditam que derivam de ténicas de luta indianas (inclusive existem mestres de Jiu-jítsu que afirmam com argumentos consistentes que o Jiu-jítsu na verdade vem da Índia). Por fim, há indícios de que a arte bélica indiana teria sido influenciada pela invasão macedônica (Alexandre Magno). E alguns pesquisadores acreditam que ele empregava especialistas em pancrácio (o MMA da antiguidade) em seu exército. Isso é o que eu ouvi falar. Gostaria que mais gente discutisse a respeito, porque me interesso muito pela evolução histórica da artes bélicas/marciais. Abraços.
  3. Cara, erro seria não bater por menos de um quilo. Que é um problema feminino o médico que escreveu o artigo esclareceu e a Gina Carano mais de uma vez exemplificou. E estar um pouco mais pesado na pesagem não é tanta vantagem...que diga o Paulão contra o Shonnen. Mas estar três quilos mais pesada na primeira pesagem é MUITO erro. Nem a aceitação da adversária, nem a vitória apagam isso. O colega moderados disse que ela começou a dieta para bater o peso com muita antecedência. Então...se esta é a categoria que ela se sente mais confortável para lutar, talvez a equipe devesse ter mais cuidado no ganho de massa entre as lutas. No mais, toda a minha torcida para Cris acertar esse problema e bater a Gina.
  4. Putz, knock down praticamente na base da sequencia de tapas e depois botou para dormir no mata-leão. Apresentação sucinta do americano.
  5. Ei a comentarista é aquela gracinha que apareceu agora pouco? (Saudades da Eiko "Chorona" Koike...)
  6. Ganhou o europeu. Decisão unânime.
  7. Alguém avisa ele que o Akuma não dá cambalhota não...
  8. Até agora luta boa, embora estranha. Que porra foi essa?
  9. O cara entrou vestido de Akuma? E essa musiquinha emo agora? Momento de vergonha alheia...
  10. Galvão finalizou. Pareceu que ia quebrar, o adversário tava querendo sair de qualquer jeito.
  11. Wanderlei, em primeiro lugar agradeço por toda a alegria que você trouxe aos seus fãs brasileiros. Você é o meu primeiro e maior ídolo no esporte que se tornou meu favorito. Não querendo ser mais um a atormentá-lo neste momento difícil, gostaria de tocar apenas num aspecto do seu treinamento. É sabido por todos o quanto você se dedica aos treinos. Igualmente reconhecida é a capacidade do Alejarra como preparador físico. Só que técnico e preparador físico são coisas distintas. Você é o mais indicado para saber como orientar seu treino e quais as melhores pessoas para aconselha-lo. Mas a minha opinião sincera, como fã de longa data, é que você precisa de mais alguém para cuidar da parte técnica do seu treino. Não apenas mais um cara para treinar chão, boxe, thai, quedas; alguém que discuta com você suas características como lutador, sua carreira e seus adversários, que te ajude a programar o treino e encontrar material humano para auxiliá-lo. Torço sinceramento pelo seu sucesso, independente do caminho que você escolher para o futuro. Abraços, Pedro.
  12. Puts, ainda estão pondo legendas com o Wand falando em inglês! Comédia demais!
  13. Se as credenciais do sujeito são "Campeão de Briga na Rua" espero que ele lute logo com um lutador de verdade e tome um cacete. Mas como não conheço o figura, vou dar a ele o benefício da dúvida: espero que ele faça uma boa luta.
  14. O problema para o Sylvia é que ele deve se afastar da elite dos pesados no UFC: Couture, Minota, Cro cop, agora Napão e ainda o Werdum. Até o Arlovski, considerando tudo, eu acho melhor que ele (tá, tá 2x1 pro Sylvia, mas eu acho ainda acho o Arlovski mais qualificado que ele). E pode vir mais gente ainda, a começar pelo Fedor. Quanto à revanche, como no UFC um cinturão é disputado bem umas duas ou três vezes ao ano, acho que um esquema para ex-campeões é colocá-los para lutar com um aspirante não imediato ao título e, em caso de vitória, dar uma nova chance de pegar a cinta. Lutando com o Mir o Tim não se credencia a buscar o cinturão: acho que Arlovski, Cro cop e até Minota tem muito mais apelo e condição técnica do que o próprio.
  15. Acho que o grande receio do Boxe é justamente a perda dos espectadores casuais. Das grandes cifras de espectadores que compram PPV ou ingresso, existe sim uma minoria que gosta do Boxe pela arte, acompanha o progresso do esporte, torce por quem realmente se identifica (e não pelo que já ouviu falar, é o mais bonitinho no ringue, etc). Mas a massa busca o Boxe por entretenimento. Daí você tem o MMA, que tem uma proposta de valor muito similar à do Boxe, como esporte de cofronto e de contato físico intenso (dois caras se batendo, basicamento), mas com claras vantagens competitivas: maior dinamismo, maior variedade durantes as lutas, mais plástico, etc. Então a ameaça existe (aliás, acho que a tendência é que o espectador casual de lutas migre para o MMA), mas o processo ainda está no princípio. E o FM ainda comete a burrice de alfinetar o MMA, ou seja, chama mais atenção ainda para o outro esporte. Mas o Boxe não morre não: como já foi comentado, ele inclusive cresce dentro do MMA, junto com o Jiu, Thay, Wrestling e outros.