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Eder Jofre55

Bate-Estaca diz que Zhang é mais dura que Namajunas e celebra "mordomias de campeã"

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Bate-Estaca diz que Zhang é mais dura que Namajunas e celebra "mordomias de campeã"

Dona do cinturão dos palhas promete luta emocionante contra chinesa e brinca com benefícios após o título: "Avião foi diferente, a classe econômica foi diferente, hotel, mudou muita coisa"

Por Ana Hissa e Marcelo Barone

Em maio deste ano, Jéssica Bate-Estaca se tornou campeã do UFC ao desbancar Rose Namajunas no segundo round, no UFC Rio 10. E, embora tenha vencido por nocaute técnico, a brasileira, atual campeã do peso-palha, acredita que sua adversária no dia 31 de agosto, no UFC Shenzhen, a chinesa Weili Zhang, seja uma adversária mais dura do que a americana.

A declaração de Bate-Estaca foi concedida nesta quarta-feira, em um "Media Day", realizado no Rio de Janeiro. A atleta da academia Paraná Vale-Tudo enalteceu a qualidade de Zhang, que chegou ao Ultimate em agosto de 2018 e, atualmente, soma 19 vitórias e um revés na carreira.

- A luta com a Rose foi bem diferente do que será essa contra a Weili Zhang. Para mim, ela é uma adversária mais dura do que a Rose. A Rose tinha algumas brechas que dava para encaixar o meu jogo. Por mais que fosse maior do que eu, e tivesse mais envergadura, na curta distância fico mais forte, meu golpe encaixa melhor. No primeiro round, a Rose foi melhor, mas era uma coisa que a gente previa. Era o momento de ver qual seria a estratégia dela. O chute foi uma coisa essencial para eu finalizar aquela luta, pois todos que eu dei, entraram, foram contundentes. Aquilo deixou a Rose mais lenta, fraca, assustada. Em todas as quedas ela estava muito leve, não parecia que eu estava erguendo uma pessoa, parecia qualquer coisa, um travesseiro, menos uma pessoa. A Zhang é mais dura tanto na trocação quando na defesa de queda. Ela não entra de frente, nem com gancho, entra sempre na grade. É algo que venho treinando bastante. É manter o foco. Olho para a Weili Zhang e eu me vejo. Ela tem a mão pesada e, se formos para a trocação franca, quero ser melhor do que ela. Na hora de atirar, quero ser a snipper, e ela ter uma pistolinha.

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Jéssica Bate-Estaca luta no UFC Shenzhen — Foto: Marcelo Barone

Em junho, Jéssica Bate-Estaca esteve em Xangai para fazer a primeira encarada com Zhang, a quem enfrentará na cidade de Shenzhen. A paranaense, pela primeira vez, viajou sob o status de campeã do Ultimate - e gostou dos benefícios conquistados ao chegar ao topo da divisão.

- Foi tudo diferente... O avião foi diferente, a classe econômica foi diferente, o hotel, mudou muita coisa. Todas as pessoas que viajam de avião, pelo menos uma vez na vida, podiam juntar dinheiro para ir na classe A. O negócio é bom demais, de verdade (risos). Quando você conquista, não quer perder mais. Quero continuar sendo a campeã, dar tudo no octógono, para continuar tendo essas mordomias boas. Está sendo muito bom esse carinho, mas não esqueço quem eu sou, quem eu fui. Não pode deixar subir à cabeça porque atrapalha, você deixa de ser você mesmo, de sonhar, de acreditar nos seus objetivos de verdade. Foi muito bom chegar lá como campeã, todo mundo abraçando, falando "champion", mas dentro da minha cabeça sei que ainda tenho muito a buscar para encher esse cinturão de pedrinha vermelha (risos).

Confira outros trechos da entrevista:

Notícia da luta

- Eu já estava voltando a treinar, terminando as partes de mídia no Brasil. Meu empresário e o mestre Paraná me ligaram e falaram: "Jéssica, o Dana pediu para você lutar na China contra a Weili Zhang, o que você acha?" Eu vou, ué, vai ser a mesma coisa de lutar nos EUA com as meninas de lá. Eu falei: "Quero sim". Vai ser dia 31 de agosto. Falei: "Nossa, tão rápido". O mestre falou: "Você não quer ser uma campeã ativa?". A notícia foi a melhor que eu poderia receber. Quem sabe eu não luto até o fim do ano de novo? Estou nessa expectativa.

Primeira defesa será fora do Brasil

- Sempre lutei fora do Brasil, então, estou acostumada com esse clima de ser a zebra, de gritarem "uh! vai morrer!" para mim. Será uma conquista lutar fora do Brasil, na China, um lugar que não conhecia ainda. Tive o prazer de ir lá e passar dois dias. O povo chinês é muito parecido com o povo brasileiro. São carinhosos, carismáticos, abraçam, cumprimentam. Querem um pouco da energia. Vai ser bem legal lutar fora de casa.

Relação amistosa com Zhang

- A Zhang é uma menina muito simpática, todas as encaradas que a gente fez foi uma cutucando o nariz da outra, o ouvido.... O Dana White falou: "Dá pra ver a rivalidade de vocês duas". Fora do octógono, a gente não é inimiga, somos adversárias só dentro. Se ela me chamar para comer um grilozinho, claro que não vou comer (risos), mas vou com ela visitar os lugares. Isso que é legal no esporte, você não tem inimigos, tem adversários. Vai ser uma luta inesquecível para os chineses e para mim. Ela é muito dura, pode colocar pra baixo, deixar na trocação, é parecida comigo. Tudo pode acontecer, os chineses não vão nem piscar.

Aceitar a trocação

- Com certeza, gosto de entrar no ponto forte das adversárias. Está todo mundo falando que ela tem a trocação boa, assim como era a da Karolina Kowalkiewicz, que todo mundo falava que era apurada. Dei um soco e ela caiu dura no chão. Lutar no ponto forte do adversário é a chave, você frustra o adversário no que ele tem de melhor. Acredito que no terceiro round saia um nocaute ou a finalização. Estou bem confiante, não estou desmerecendo, porque vai ser uma luta dura. Não vai dar para piscar, não (risos).

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Jéssica Bate-Estaca x Weili Zhang encarada UFC Shenzhen — Foto: Getty Images

Preparação na China

- A gente resolveu sair daqui dia 13, ficar duas semanas em Xangai e, na semana da luta, vamos para Shenzhen fazer as coletivas, fotos... Em Xangai tem o PI, vamos usar o centro de treinamento. Vou levar médico, fisioterapeuta, preparador físico... A Karol Rosa vai lutar no mesmo evento, vai a (Jéssica) Delbone e dois meninos que vão ajudar no treinamento. A equipe está completa para chegar lá e arrasar mesmo. No Japão me senti muito bem indo duas semanas antes, agora na China, que o fuso é um pouco menor, estarei preparada para a luta, ambientada com o fuso, com o clima, com o tempo e a comida.

Fama no Brasil

- Agora não está dando mais para andar nos lugares (risos). Antes as pessoas conheciam, agora é o dobro. Eu vou ao shopping, todo mundo olha com a cara diferente, um cutuca o outro e fala eh a bate-estaca, a campeã. Quando um tira a foto, todo mundo vem. Eu gosto muito dessa interação com os fãs, de mostrar para eles que sou uma campeã que todo mundo vai ter acesso. Sou diferente das outras pessoas. O último fim de semana estava no Shooto, mas não lá na área vip, estava no meio do povão, tirando foto com todos. É isso que não vou perder, esse carisma de estar perto das pessoas, de tirar foto e mostrar que sou a campeã acessível para todo mundo.

Desafiantes ao título

- A conversa era que quem vencesse entre Nina Ansaroff e Tatiana Suarez, seria a próxima desafiante. Eu havia dado a revanche a Rose, que não quis. A Tatiana se machucou, mas só fiquei sabendo disso quando já estava na coletiva com a Zhang, que escutei o Dana White falando. "Ah, então foi por isso que não me deram a Tatiana". Pelo discurso do Dana White, ele ofereceu a Zhang para a Joanna, para todo mundo do top 5 e ninguém quis lutar contra ela. Quando ele ofereceu para a Joanna, ela falou que queria lutar só ano que vem. E, agora, já está com luta marcada. Não entendi nada, mas está bom (risos). No fundo eu não sabia que seria a Weili Zhang, achei que fossem colocar a Michelle Waterson ou alguma do top 5. Mas, pelo que o Dana falou, já lutei com todas - e as que não lutei estão com luta marcada. Ninguém quis lutar contra a sexta do ranking, que era a Zhang, e eu falei: "Manda para mim que eu vou. Seja o que Deus quiser. E aconteceu (risos)".

Rivais antenadas ao bate-estaca

- Todos os tipos de queda a gente entra com a finalidade de deixar o adversário de costas no chão, usar o ground and pound e acabar com a luta. É uma queda que uso sempre, mas ninguém consegue defender. Depois que junto mão com mão, fica difícil de soltar. Já fiz (essa queda) entrando no single leg, que nem contra a Gadelha, já fiz entrando pela direita, contra a Rose. Cada lugar que eu entro nessa posição, joga para um lugar diferente.

- Eu fiz essa mesma posição com a Joanna, mas joguei para trás, ela caiu de bruços, de frente. Dessa vez, joguei meu corpo para trás e jogando a adversária de frente no chão, aí funcionou. Se funcionou, vou fazer mais vezes, espero que não mate ninguém. (...) Quando dei a primeira queda contra a Rose, simulei para ela cair de costas e virou indo para a chave de braço. A segunda queda era para ser assim, mas como não solto uo braço, caiu de rosto e foi nocaute. São quedas efetivas não para nocautear, mas para jogar o adversário no chão e usar o ground and pound ou a finalização.

UFC Shenzhen
31 de agosto, na China
CARD DO EVENTO (até o momento):
Peso-palha: Jéssica Bate-Estaca x Weili Zhang
Peso-meio-médio: Elizeu Capoeira x Li Jingliang
Peso-mosca: Wu Yanan x Adversária a ser anunciada
Peso-médio: Anthony Hernandez x Jun Yong Park
Peso-meio-pesado: Saparbek Safarov x Da Un Jung
Peso-galo: Karol Rosa x Lara Procópio
Peso-mosca: Kai Kara-France x Mark de la Rosa
Peso-pena: Movsar Evloev x Mike Grundy
Peso-leve: Damir Ismagulov x Thiago Moisés
Peso-meio-médio: Kenan Song x Derrick Krantz

 

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Toda hora que escuto ela falar a leitura da luta dela contra a Rose, penso que ela e a equipe precisam mudar o conceito.

A leitura que ela faz da luta e da Rose, parece coisa de gente que vive em outro planeta.

Edited by Dudu show

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Luta dura... talvez seja uma das adversárias mais encardidas, senão a mais... até a Jessica parece estar consciente disso... sei não se ela queria essa luta.

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A Jessica está certa. A Zhang tem muito mais armas que a Rose. Mas a trocação da Rose não dá comparar. Rose muito superior a Zhang.

A diferença é que a chinesa pode navegar em outras águas que a Rose não pode. A Jessica vai ter que estar preparada para tudo.

Luta muito dura. Acho que a Jessica pode atacar e ser agressiva como sempre foi sem se preocupar muito com as mãos da Zhang, e usar bastante grade que é seu jogo mais sólido.

Mas vai encontrar uma lutadora igualmente competente nessa área.

Eu estou vendo uma luta sem favorita. O maior teste que a Jessica já enfrentou como lutadora de MMA.

Edited by junior-sjc

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Acho que estão superstimando demais a Zhang. Boa lutadora, mas o que mais me incomoda é o fato dela lutar em casa com o apoio de TODA a torcida. No mais acredito que será luta dura, mas o favoritismo é claramente da Jéssica. 

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E não sei em quê essa chinesa pode ser mais perigosa que a Rose ou a Joanna.

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Então tá ferrada, estava tomando um pau até dar aquela queda, imagina agora lutando com alguém mais dura ainda, que talvez defenda as quedas. Vai apanhar 5 rounds atrás de um mata cobra salvador. 

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55 minutos atrás, Songa disse:

E não sei em quê essa chinesa pode ser mais perigosa que a Rose ou a Joanna.

Força física. Olha o tamanho da mulher, ela é muito forte pra categoria e nas lutas já demonstrou ser um tratorzinho, muita pujança física. Pela primeira vez uma lutadora da divisão vai bater de frente com a Jéssica em relação a força física, que é justamente onde ela mais se sobressai 

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Na torcida pela chinesa. Uma lutadora chinesa com o cinturão pode abrir o mercado de lutas na China, e olha que esses chineses quando começam a focar em algo, são difíceis de bater

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Repórteres deixam a mensagem distorcida.

Neste caso me pareceu que não, pois repórter algum conseguiria distorcer a mensagem que a Jéssica mandou. Muito bem colocada, perfeita em tudo. Espero que consiga fazer na luta o que ela fez no discurso.

 

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