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Eder Jofre55

Em quase dois anos, nove cinturões são destituídos ou deixados vagos no UFC

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Em quase dois anos, nove cinturões são destituídos ou deixados vagos no UFC

No mesmo período, os campeões fizeram 30 lutas defendendo seus respectivos cinturões, ou seja, o número de títulos vagos foi de 30% em relação às defesas no Ultimate

Combate.com

Na última sexta-feira, véspera do UFC 228, Dana White revelou em Dallas que o cinturão peso-mosca (até 56kg) feminino estava vago. A declaração aconteceu horas depois que a então campeã Nicco Montaño foi hospitalizada e acabou fora da luta com a então desafiante Valentina Shevchenko. O presidente do UFC não quis esperar que Nicco se recuperasse para remarcar o combate. Nos últimos quase dois anos, esse filme se repetiu por nove vezes, contando também campeões que não quiseram lutar mais.

A marca de nove cinturões destituídos ou vagos é marcante se levarmos em conta o número de títulos defendidos no mesmo período. A partir do dia 9 de novembro de 2016, quando Jon Jones teve retirado seu cinturão meio-pesado (pela segunda vez na carreira), o Ultimate assistiu a 30 defesas de título, já contando o UFC 228 do último sábado. Ou seja, o número de cinturões sem defesa corresponde a 30% dos que efetivamente foram colocados em jogo pelos campeões.

A partir de uma lista elaborada pelo jornalista Dave Marsdino, do MMA Today, o Combate.com listou abaixo todos os casos dos últimos quase dois anos em que os cinturões foram retirados dos campeões ou deixados vagos por quem o detinha.

 

JON JONES - MEIO-PESADO INTERINO (09/11/16)

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Em novembro de 2016, Jon Jones vivia o mesmo filme que já tinha protagonizado em 2015. Nessa ocasião, depois de ser suspenso durante um ano devido ao doping por ter ingerido um estimulante sexual contaminado com substâncias proibidas, o lutador teve o cinturão interino dos meio-pesados retirado por Dana White.

Jones havia conquistado o título ao vencer Ovince St. Preux por decisão unânime no UFC 197, em abril de 2016, e na véspera de enfrentar Daniel Cormier e tentar unificar os cinturões da divisão até 93kg surgiu a notícia do doping, em julho. Meses depois veio a suspensão da USADA e a decisão do Ultimate de lhe tirar o título.

 

 

CONOR MCGREGOR - PESO-PENA (26/11/16)

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Em 2 de dezembro de 2016, o UFC oficializou a decisão de tirar de Conor McGregor o cinturão peso-pena (até 65kg). Ele era o dono do título da categoria desde o dia 12 de dezembro de 2015, quando nocauteou José Aldo, mas no período de quase um ano não subiu ao octógono para defender seu cinturão.

No período em que ostentou o cinturão peso-pena, Conor McGregor fez duas lutas no peso-meio-médio com Nate Diaz e depois conquistou o cinturão peso-leve (até 70kg) diante de Eddie Alvarez. Menos de um mês depois de ter o segundo cinturão da organização, Conor foi destituído do posto de campeão dos penas, seguindo apenas campeão peso-leve.

Com essa decisão do UFC, José Aldo foi automaticamente alçado ao posto de campeão peso-pena novamente. Depois que perdeu para Conor McGregor, o brasileiro voltou a lutar em julho de 2016 e conquistou o cinturão interino, o que o possibilitou se tornar campeão com a saída do irlandês do peso-pena.

 

JON JONES - MEIO-PESADO (13/09/17)

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Com Jon Jones nenhuma confusão é pouca. Depois de acabar suspenso anteriormente, perder seu título interino no meio-pesado (até 93kg) e a chance de enfrentar Daniel Cormier pela unificação, o lutador voltou a se ver flagrado em novo exame antidoping. Desta vez, "Bones" tinha acabado de ter uma nova chance e vencido Cormier no UFC 214, em julho de 2017.

A luta entre Jon Jones e DC se deu em 29 de julho - e dia 22 de agosto veio a notícia do resultado positivo após teste feito na véspera do confronto. A Comissão Atlética da Califórnia primeiro transformou a luta em "No Contest" (sem resultado). Na sequência, em 13 de setembro, o UFC anunciou que havia retirado o cinturão de “Bones” e o devolveu a Cormier, que se mantém até hoje o campeão meio-pesado do UFC.

Neste caso, Jon Jones ainda aguarda um desfecho da Agência Antidoping dos EUA (USADA). O americano foi flagrado pela presença do esteroide “turinabol” em seu exame.

 

GERMAINE DE RANDAMIE - PENA (19/06/17)

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Em fevereiro de 2017, Germaine de Randamie chegou a ser homenageada pelo clube de coração na Holanda, o Utrecht, após conquistar o cinturão peso-pena (até 65kg) da então recém-inaugurada divisão entre as mulheres no UFC. Durou apenas quatro meses o posto de campeã da lutadora.

 

Germaine enfrentou Holly Holm em 11 de fevereiro de 2017 e venceu por decisão unânime a luta que definiu a campeã inaugural do peso-pena do UFC. O duelo já era polêmico devido à ausência de Cris Cyborg no embate, que primeiro alegou não poder bater o peso em 12 semanas e depois chegou a ser suspensa provisoriamente por conta de um teste antidoping. Depois que a holandesa se tornou campeã, o Ultimate buscou casar a luta com a brasileira para que Germaine pudesse fazer sua primeira defesa de título. A holandesa, porém, alegou lesões e se negou a enfrentar Cyborg.

Com a recusa de Germaine e com Cris Cyborg pedindo passagem para lutar na categoria, o Ultimate anunciou no dia 19 de junho de 2017 que a brasileira enfrentaria Megan Anderson pelo título linear do peso-pena,automaticamente retirando de Germaine de Randamie o cinturão. No mês seguinte, Cyborg se tornou campeã, mas venceu Tonya Evinger, já que Megan se retirou do embate.

 

GEORGES ST-PIERRE - MÉDIO (07/12/17)

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Em 8 de dezembro de 2017, um mês após conquistar o cinturão peso-médio (até 84kg) do UFC batendo o então campeão Michael Bisping, Georges St-Pierre abriu mão do posto de campeão para tratar uma colite ulcerosa (doença inflamatória crônica do intestino grosso que ocasiona úlceras na camada interna do cólon). A notícia foi anunciada pelo perfil do UFC no Twitter.

 

GSP voltou para duelar com Bisping após quatro anos de aposentadoria, tendo parado de lutar enquanto ainda era o campeão meio-médio (até 77kg) do Ultimate. A atitude de retornar veio na categoria de cima.

Com a decisão do canadense de parar novamente após conquistar o título no peso-médio, o UFC automaticamente alçou Robert Whittaker como campeão linear, já que ele era o dono do título interino. Na mesma ocasião, a organização anunciou que o australiano defenderia o título contra Luke Rockhold na luta principal do UFC 221. Essa luta nem chegou a acontecer na Austrália, já que o campeão se machucou.

 

CONOR MCGREGOR E TONY FERGUSON - LINEAR E INTERINO DO LEVE, RESPECTIVAMENTE (07/04/18)

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O UFC 223, realizado no dia 7 de abril deste ano, entrou para a história com uma série de confusões e mudanças na semana do evento no Brooklyn, em Nova York. Além das cenas de selvageria protagonizadas por Conor McGregor e as incertezas de quem enfrentaria Khabib Nurmagomedov na luta principal, o UFC 223 selou a perda de dois cinturões no peso-leve (até 70kg).

Originariamente, Khabib Nurmagomedov enfrentaria o campeão interino Tony Ferguson em luta que selaria o campeão linear da categoria dos leves. Automaticamente, Conor McGregor perderia seu posto de campeão, pois não defendeu desde novembro de 2016 o título conquistado contra Eddie Alvarez.

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Mas a confusão começou com uma lesão de última hora de Ferguson. O campeão interino saiu da luta e Max Holloway ficou com a vaga. Mas o havaiano campeão peso-pena não pôde lutar após veto por questões médicas na véspera da luta. Al Iaquinta acabou na luta com Khabib, que se tornou campeão após vitória dominante. Dana White colocou o cinturão no russo, e McGregor e Ferguson automaticamente perderam os seus.

 

NICCO MONTAÑO - MOSCA (08/09/18)

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Nicco Montaño só pôde ostentar seu cinturão peso-mosca (até 56kg) por nove meses, e sem conseguir defendê-lo uma vez sequer. A lutadora de 29 anos conquistou o título no dia 1° de dezembro de 2017, quando venceu Roxanne Modafferi na final do TUF Finale 26. Depois disso, alegou que precisava de tempo para se recuperar de lesões após o programa. Até que marcou o duelo com Valentina Shevchenko para o último sábado, no UFC 228, em Dallas.

 

Na última sexta-feira, dia da pesagem oficial dos lutadores, Nicco Montaño foi hospitalizada após problemas com o corte de peso para atingir até 56,7kg, o limite dos moscas. Horas depois, na pesagem cerimonial em Dallas, Dana White anunciou que retirava o cinturão de Nicco. Na mesma ocasião, o presidente do UFC disse que o título estaria em jogo até o fim do ano com Valentina Shevchenko já garantida na luta.

 

COLBY COVINGTON - MEIO-MÉDIO INTERINO (08/09/18)

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Colby Covington se tornou campeão interino do peso-meio-médio (até 77kg) em 9 de junho deste ano, depois de vencer de forma dominante Rafael dos Anjos no UFC 225, em Chicago. Era o que precisava para garantir um lugar contra o campeão linear Tyron Woodley? Não. Pouco mais de um mês depois, o Ultimate ignorou Covington e escalou Darren Till como desafiante diante de Woodley.

A alegação do Ultimate para colocar Till no duelo do último sábado, no UFC 228, em Dallas, foi que Covington recusou a luta por não poder estar pronto nesta data depois de uma cirurgia no nariz. Ele queria lutar pelo título no UFC 230, em 3 de novembro, sugestão que não foi aceita pela organização. Depois da vitória de Woodley diante de Till por nocaute, no sábado, automaticamente Colby Covington perdeu seu cinturão interino. A retirada oficial deve aparecer na próxima atualização do ranking. Mas, antes desta luta, Dana White garantiu que o “Caos” seria o próximo desafiante. Será?

 
 
 

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culpa do UFCque deu asas demais a seus campeões

 

perdeu a mão faz tempo

e a novala parece ta se repetindo com o Comier..

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3 horas atrás, pipo disse:

culpa do UFCque deu asas demais a seus campeões

 

perdeu a mão faz tempo

e a novala parece ta se repetindo com o Comier..

Não diria que o problema é esse, caro amigo Pipo; diria que o problema foi que o UFC deu asas demais a seus lutadores que são queridinhos da mídia. Um tempão atrás eu cheguei a dizer que ser campeão do UFC viria a ter o mesmo peso que ser hall da fama do UFC...

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19 horas atrás, rivvithead disse:

Não diria que o problema é esse, caro amigo Pipo; diria que o problema foi que o UFC deu asas demais a seus lutadores que são queridinhos da mídia. Um tempão atrás eu cheguei a dizer que ser campeão do UFC viria a ter o mesmo peso que ser hall da fama do UFC...

concordo.. mas os queridinhos o UFC ainda tem um certo controle

agora campeões escolhendo qndo lutam, com quem lutam, querendo money fights toda hora, fode com o evento

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Não consegui ler a postagem pelo celular, mas darei minha opinião mesmo assim.

Isso esta acontecendo pois o cinturão do UFC deixou de ter valor que deveria, os lutadores já sabem que podem ganhar dinheiro sem ele, basta saber vender.

Ou seja... muito lutador não liga mais para se tornar campeão, só querem a "maior luta po$$ivel". E novas categorias como muitos desejam só piorariam essa situação.

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7 minutos atrás, Caleb disse:

Não consegui ler a postagem pelo celular, mas darei minha opinião mesmo assim.

Isso esta acontecendo pois o cinturão do UFC deixou de ter valor que deveria, os lutadores já sabem que podem ganhar dinheiro sem ele, basta saber vender.

Ou seja... muito lutador não liga mais para se tornar campeão, só querem a "maior luta po$$ivel". E novas categorias como muitos desejam só piorariam essa situação.

isso é uma linha de raciocínio que é correta hoje em dia.. tem vários lutadores que estão super valorizados, badalados (até mais que alguns campeões), e ligaram o foda-se pra ser campeão..

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