Chet Baker

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  1. Chet Baker

    Anderson não passará por cirurgia

    Também não digo que arregou, pois o Anderson tem histórico de lutador, mas a situação foi estranha, principalmente com a informação de que não houve fratura ou rompimento de ligamento. Revendo o vídeo, o chute foi um pouco acima do joelho, mas parece que o Anderson estava mais apoiado na outra perna. O que me chamou a atenção é que o árbitro foi muito rápido para interromper a luta, inclusive com o Anderson ainda em posição de defesa. Só depois que ele interrompe, que o Anderson começa a se contorcer de dor. Embora não de para perceber no vídeo, suponho que com o chute e a queda, o Anderson deve ter dado algum grito, que foi suficiente para o árbitro interpretar como desistência verbal. Aí quando o Anderson viu que a luta tinha se encerrado, deu uma valorizada. Obviamente, este último parágrafo é puro achismo meu. Mas sem nenhuma lesão mais grave, fica estranho. Já rompi ligamento do joelho em campeonato, mas na hora da luta, enquanto ainda não esfriou, as vezes da para continuar. Tem inúmeros casos de lutadores de valetudo, com lesões muito mais graves (fraturas na face, mão, etc), que continuam a lutar. Pancada forte e dor, esse pessoal está acostumado a levar.
  2. Chet Baker

    AO VIVO: Vitor Belfort no RESENHA PVT

    A única coisa interessante foi o Carson, o resto foi 100% de chatice. Acabou no momento em que descambou para o discurso do garoto visionário da creontice rs. Achei que iriam perguntar da faixa preta per saltum, mas passou batido. No mais, ficou claro pela história que o Vitor nunca foi leal a ninguém. Ainda foi querer falar da inteligência emocional no Carson. Lixo
  3. Chet Baker

    Ex técnico de Anderson Silva agride ex aluno.

    Diógenes é um professor das antigas, de uma geração da chute boxe anterior à geração de Wandelei, Pelé, Rafael Cordeiro. Era lutador já na década de 80 e antes essa era a filosofia que imperava nas ruas de Curitiba. Na maneira de pensar dele, ele estava certo, tanto que justificou o ato invocando o pensamento daquela época. O problema é que a sociedade mudou e mesmo no meio das artes marciais, tal comportamento não é mais aceito. Trata-se de um conflito entre gerações e valores. Infelizmente o Diógenes não se adaptou aos novos tempos e provavelmente sofrerá as consequências disso. Mas é engraçado, noto tal diferença nos comentários que escuto de amigos e companheiros de treino. Embora todos de alguma forma recriminem, percebo que aqueles que regulam com minha faixa etária (40 ou mais) tendem a minimizar a reprovabilidade da conduta com referências saudosistas.
  4. Klidson, além de ser um garoto nota 1000, é um excelente lutador. Tem um chão agressivo, com posições justas. Em pé também tem muita disposição. Boa sorte pra ele !!!
  5. Eu era moleque, quase entrando na adolescência nessa época. Lembro que o Noguchi já era lenda entre a piazada. Em um tempo em que não existia internet, a fama da pessoa surgia por meio das estórias contadas de boca em boca. Noguchi sempre foi uma referência de atleta e professor. Sempre buscou se aprimorar, em uma época em que o conhecimento era de difícil difusão. Lembro que no final dos 90 e início dos 2000 uns alunos dele já foram treinar e lutar na Tailândia. Foi o Katel e mais dois, se não me engano o Paiva e o Julinho, mas não tenho certeza. Decada de 80 e 90 a piazada vivia na rua, brigas era constante. Os mais valentes buscavam as academias e o desenvolvimento da arte marcial era feito com muito suor e sangue. O mais comédia é esta molecada de hoje em dia, criada dentro de casa na frente do computador. Falando em verdadeiro muay thai depois de uns cliques no mouse e desmerecendo as antigas gerações. Você deve saber que se nego viesse com esse papo há uns 20 anos não durava uma semana e já teria sua academia invadida. Hoje, para o bem ou para o mal, a coisa está mais democrática. Mas aquele respeito que existia, quase um temor em relação aos casca grossas, foi se perdendo.
  6. Já que a discussão está interessante, irei esmiuçar mais meu ponto de vista. Acredito que em uma situação de defesa pessoal, o fator psicológico conta muito. E nesse ponto, um lutador casca grossa tem mais calma e experiência para avaliar melhor os recursos que tem. Quando comecei a treinar muay thai no final da década de 90, minha ideia de defesa pessoal eram as famosas brigas de rua. A maioria dos praticantes queria ficar bom de briga para poder se defender. Hoje em dia, a questão dos assaltos com armas torna a ideia de defesa pessoal mais delicada. O mais questionável nessas técnicas de defesa pessoal para mulheres é que é difícil neutralizar um agressor mais forte com poucos golpes. Sou faixa preta de jiu jitsu e mesmo assim não me vejo finalizando um leigo na rua de maneira tão rápida. Aliás, minha primeira opção é um cruzado no queixo na maioria das situações. Se não der certo, tento outras opções. O problema é uma mulher que tenta reagir com um golpe desses e falha. Corre o risco de tomar um murro do agressor e se machucar seriamente. Isso porque dificilmente ela terá força física ou recursos de um lutadore para segurar a onda caso a primeira opção de ataque falhe. Enfim, como já foi bem colocado anteriormente pelos colegas aqui no tópico. Defesa pessoal é algo complexo, que não envolve apenas golpes de luta, mas avaliação de situações e diminuição de riscos.
  7. Muito interessante o vídeo. Embora concorde com algumas críticas ao caminho adotado pelo jiu jitsu esportivo, sou cético em relação a muitas ideias vendidas como defesa pessoal. Acredito que defesa pessoal não se aprende em cursos rápidos ou em posições específicas. Neste ponto concordo com o Pé de Pano. O cara para aprender a se defender tem que ser lutador e isso só se aprende ralando na academia. Só acredito em lutas que têm sparring, como boxe, jiu jitsu, muay thai, wrestling, etc. Não adianta o cara saber a técnica de um jab ou de uma chave de braço, se não tem a movimentação e o time da luta. Hoje há um resgate do discurso da defesa pessoal no jiu jitsu, mas é preciso cuidado para separar o que é sério do que é tentativa de se diferenciar quando não há nada melhor a oferecer. Mais ou menos como o discurso do “verdadeiro muay thai”. Acredito que na maioria das situações, a melhor defesa pessoal para faca é sair correndo. Defesa pessoal para arma de fogo então, é complicadíssimo. Acho temerários alguns cursos de defesa pessoal. Efim, penso que um lutador tem melhores condições de se defender em uma situação de risco. Só que você só vira casca grossa depois de anos de treinamento.
  8. Pois é, talvez tenha me equivocado. Talvez a definição do que seja muay thai não caiba a qualquer um, mas só a grandes conhecedores, como você e o outro florista.
  9. Beleza, se você se considera um grande entendedor a ponto de fazer uma afirmação categórica e incontestável, então está tranquilo. Só tem que avisar o pessoal das antigas, que há décadas estão saindo na mão levantando uma bandeira equivocada. Cabe até um revisionismo histórico entre as antigas disputas muay thai x jiu jitsu e muay thai x capoeira. Podemos reescrever a história do muay thai no Brasil, tendo como introdutores a molecada nova que se dedicou fazendo pesquisa na internet. Legal, acho que já está esclarecida a polêmica do tópico.
  10. Se existisse uma autoridade que estabelecesses quais as características para definição do muay thai, então seria mais fácil saber se algo é muay thai ou não. Mas simplesmente não há. Por isso a polêmica. Cada um define o que acha que é muay thai. Veja que dei minha opinião, mas nada muito radical, pois como expliquei, não tenho legitimidade nenhuma para dizer o que é muay thai e o que não é. Ninguém aqui tem. Por isso disse que essa discussão é uma bobagem. Porque no final das contas, trata-se de um problema de definição. Cada um tem uma concepção do que é muay thai e dentro da concepção pessoal é feita a verificação se o que é ensinado na chute boxe é muay thai ou não. Tudo vai depender da amplitude ou a restrição que a pessoa confere à definição da palavra e de quais características atribui ao termo. Talvez isso seja muito mais um problema de linguagem do que de luta. Quem sabe Wittgenstein possa ajudar vocês mais do que o Buakaw.
  11. Se eu procurasse um vídeo para ilustrar o que escrevi no terceiro parágrafo do meu último post, provavelmente não encontraria um que se encaixasse tão bem. Muito obrigado!!!
  12. Quanto ao uso de cotoveladas e joelhadas nas lutas de Vale Tudo: Bom, imagino que para avaliar o conhecimento alheio, você deve ser um grande conhecedor de muay thai. Vamos partir dessa premissa. Como grande conhecedor, você deve saber que a trocação no Vale-tudo tem outra dinâmica do que nas regras do muay thai, normalmente se desenvolvendo a uma distância maior. Assim, as cotoveladas e joelhadas normalmente ocorrem em situações de clinches. Mas a dinâmica do clinche no vale-tudo também é diferente, já que se alternam tentativas de quedas e defesas de quedas com esses golpes traumáticos, em uma postura totalmente diferente das vistas em lutas de muay thai. Tanto que normalmente os lutadores que mais se utilizam dessas cotoveladas são os wrestlers, ao contrário dos trocadores que normalmente estão mais preocupados em defender quedas e não ir para o chão. Atletas que usam cotoveladas fora do clinche no vale-tudo normalmente têm uma boa envergadura, como Anderson Silva e Jhon Jones. Mas esses, segundo o seu critério, não são do muay thai. Enfim, como profundo conhecedor de muay thai, você pode inferir o porquê dos atletas da Chute Boxe não usarem tanto cotoveladas como você gostaria, bastando analisar a diferença da dinâmica de uma trocação nas regras de vale-tudo. Aliás, analisando isso, você perceberá que essa não é uma característica dos atletas da CB, mas uma constante nas lutas de vale-tudo.
  13. O fato é que hoje a Chute Boxe é uma academia mundialmente conhecida no mundo das lutas. Dentro do seu critério não é muay thai? Tudo bem. Utilizando o mesmo critério também não deve ser kickboxing. É o que então ??? Quem tem legitimidade para definir o que é ou não muay thai? Você? Eu tenho profundo desconhecimento do que é muay thai? Pode ser. Há 20 anos comecei a praticar uma luta que pelo visto não tem definição. Hoje mesmo treinei algo que não tem definição dentro do seu critério. Tudo bem. O que nutre a minha admiração por artes marciais como o muay thai e o jiu jitsu é, acima de tudo, a sua eficiência em um combate real. Tem gente que se preocupa com marca de kimono, danças e indumentárias, etc. Tudo bem, eu respeito. Agora se alguma autoridade do mundo da luta resolver renomear o que eu treino diariamente, tudo bem. Irei continuar indo para academia aprender as técnicas das lutas, seja lá qual o nome delas.
  14. Também acho que tem um estilo próprio, uma espécie de muay thai brasileiro. O muay thai tailandês só se encontra na Thailandia. Cada local que importou o muay thai acabou incorporando características locais. Quanto às indagações específicas, no final da década de 90 se treinava cotoveladas na Chute Boxe com certa frequência. Com a proibição nos ringues de vale-tudo e em algumas competições, os profissionais deixaram de priorizar. Quanto ao clinche, sempre foi treinado, mas principalmente o clinche frontal. O Cunha era famoso por passar essa técnica. Dizer que não é muay thai por isso e aquilo é bobagem. Da mesma forma que algum adepto do kickboxing também vai dizer que não é kickboxing por isso e aquilo. E também não acho que o estilo seja tão inovador a ponto de configurar uma nova arte marcial. Enfim, a Chute Boxe ganhou destaque no mundo das lutas, principalmente no vale tudo, formando bons trocadores. Muito mais relevante que um monte de academia que vende o “verdadeiro muay thai”, incorporando um monte de teatro e tradições estrangeira que não fazem sentido na nossa cultura, sem acrescentar em nada.
  15. Veja se agora deu certo. abraços!