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  1. Bonito, mas não condiz com o ocidente. Tanto a cultura quanto a origem do mma são diametralmente opostas. Doa a quem doer, mas o mma aqui vem de briga de rua, "invasão" de academia e uma espécie de quase brigas de gangues. Acredito que a história de vida do cara do "just bleed" mostra bem que tipo de "massa" começou a popularizar esse negócio. A questão de vaias ao menor sinal tédio (leia-se técnica) ou da alegria quando os lutadores ligam o pirocóptero não deixa mentir. Assim que é, apesar que poderia não ser. Na ásia tanto no Japão havia uma mistura do bushido com marmelo (e que influenciou o oriente) quanto na asia em geral há uma cultura de artes marciais que se confunde com a própria história do povo. Se o Chatri começa a falar algo desse tipo no octógono é capaz de levar um banho de cerveja na cabeça. Agora podemos ir para a parte da indústria de consumo. Não dá pra deixar de notar que, no espírito americano de venda e consumo, o UFC expõe EXCESSIVAMENTE seus lutadores e, obviamente, quanto mais eles aparecem e falam mais as pessoas vão gostar de alguns e desgostar de outros e hoje, na era dos juízes de internet, acaba virando uma obsessão ver tal lutador X que você não gosta bufando igual peixe fora d´água. É incrível como as pessoas tomam como pessoal algumas palavras dos lutadores. Acho os compromissos de marketing que os lutadores têm ridículos hoje em dia.
  2. Dado o histórico, dá um pouco de receio essas performances incríveis do Walker. No boxe há o mito de que luta que acaba no primeiro round não diz muita coisa sobre nenhum dos dois lutadores. No entanto, se confirmar esse declínio estratégico do Jones, acredito piamente que o Walker detêm certas habilidades necessárias para bater o Jones, como dificultar a manipulação de braços e posições que o Jones gosta de fazer. Além de, obviamente, ter estatura necessária para dar continuidade na sequência de golpes. Claro que para a coisa acontecer vai ter que todas as variáveis estarem alinhadas, mas acredito sim que talvez possa ter surgido o cara.
  3. Desde a época do fightmetric com Machida vs Shogun que fiz algumas contagens e simplesmente os números nunca bateram. A qualidade que eles colocam em cada golpe é simplesmente ridícula.
  4. A forma como o lutador cai deixa bem claro que ele viu sim que ele estava apagado. Com o Till foi a mesma coisa. Pode-se questionar se o momento dificulta pela emoção, e só. Não dá para deixar de lado que o Masvidal é daquele tipo de lutador que também precisa se alimentar um pouco daquela fantasia de lutador de gangue para se manter motivado contra o adversário, como ocorre com os irmãos Diaz.
  5. A questão não é somente usar, mas sim o direcionamento e intencionalidade que ele vem dando aos treinos. Isso é algo comum a todo e qualquer lutador por diversos motivos. O primeiro é reduzir seu arsenal por achar que somente certas ferramentas resolvem tudo, como foi o caso do Shogun, apaixonou-se pelo seu próprio queixo e overhand. O segundo é que, por mais que uma pessoa trabalhe, há um limite que o seu corpo consegue absorver várias coisas ao mesmo tempo. Isso por que sua mente sempre foca em uma coisa mais do que a outra(mesmo que tente ser "imparcial") e, claro, que seu corpo vai derrubar o efeito platô naquilo que sua mente tem mais vontade e intenção. É normal que o lutador de mma em geral tenha evolução em um quesito apenas e, dado a importância dos últimos anos, isso vem ocorrendo na trocação. Mesmo em caras geniais observamos como há esse desiquilíbrio ao longo do tempo, ocorreu com quase todos: Fedor, BJ, GSP, Crocop, Hendo, Rampage etc. Em alguns casos o efeito chega a ser tão severo que a qualidade na outra ponta chega até mesmo a diminuir, um caso claro disso foi Kharitonov. Além de tudo isso há, obviamente, o limite potencial de cada um. É preciso analisar mais uma ou duas lutas do Jones, mas, pra mim, parece bem claro que ele vem sofrendo desse "mal" comum de lutador. Apesar de ele ainda usar, é extremamente visível o nível técnico de wrestling do começo da carreira, que era assustador, para agora. Algo muito semelhante que ocorreu com Fedor (contudo, neste caso muito mais severo e profundo). É aguardar para ver.
  6. Difícil falar com a adrenalina no corpo. No final das contas são caras treinados pra lutar não para ter ética. Mas, sem dúvida, isso pode causar um problemão para o esporte o dia que alguém se prejudicar com essas "maldades". O Bisping, pelo que ele deixou no ar, sofreu sérias concussões com aquele golpe desnecessário do Hendo. Alias, essa é uma regra que não entendo no UFC, não coíbem esse a mais, ao mesmo tempo que acabaram com a carreira do Toquinho porque ele segurava finalização sendo que, no final das contas, o resultado final pode ser muito mais desastroso para o esporte nessas brincadeiras igual o "Ruor-rre" fez sábado. Em qualquer sistema o maior desastre está naquele único ponto fora da curva.
  7. Achei duas coisas: marreta fez a melhor luta da carreira e o Jones a pior. Ao que parece, precisamos ver nas próximas lutas, Jones vem padecendo do mesmo problema que outros grandes da luta: está se viciando a certas técnicas. Marreta usou algo simples que neutralizou em certo sentido duas táticas muito usadas por Jones: trabalhou nas duas guardas. Jones, em geral, para ser efetivo necessita plantar o adversário com o chute oblíquo no joelho, frontal no corpo ou com a guarda estilo "cerca", aberta. Ele sempre faz isso ou para tirar a atenção do adversário com chutes no corpo ou alto, para ir para o clinch que ele golpeia muito bem ou então para fazer a "manipulação" do corpo ou braço com o trapping. Conforme Marreta mudava de base, e ficando bem mais na lateral, isso confundia o jones, já que tanto o frontal com o oblíquo é bem melhor estar na base oposta. Além do que o trapping fica confuso pra você criar ângulo ou soltar um direto, pois você precisa ter um certo padrão da base do adversário para isso. A única estranheza no caso é que Jones poderia jogar molho nisso se jogasse finta na queda, coisa que ele nem passou perto, vejo não falha nesse caso mas apatia. Sem dúvida o Marreta plantou uma semente para um próximo bom adversário, que tenha habilidades para isso. A barreira que falta ainda são duas para derrubá-lo. A primeira é que Jones trabalha com uma tendência, futura do mma, que é trabalhar com um golpe apenas, poucos combos. Isso pra ele caí como uma luva, pois pelo seu tamanho enorme e braços de gorila permite que dificilmente seja contra-golpeado. Seus braços de lango-lango permitem que ele manipule tanto o corpo como os braços do adversário ao menor sinal de risco. Para completar suas pernas compridas facilitam o trabalho de recuo, principalmente na diagonal. Se repararem o marreta só acertava o vento quando tentava um combo, avançando ou não. O que precisaria aqui? Simples (ou não), ter alcance. O segundo, mais óbvio, são as quedas para melar o jogo como vimos contra o Gustafsonn. Qualquer lutador pode jogar tudo no lixo se temer clinch e queda. Contudo, neste caso TALVEZ o Jones esteja entrando naquela fase que outras lendas entraram: apaixonam-se por certas habilidade e simplesmente abandonam outras. Isso é recorrente no mma: Fedor, Hendo, Shogun, BJ, Aldo e até mesmo GSP, em maior ou menor grau, passaram por isso. Não sei, posso queimar a língua, mas acho que a derrota não está longe(o que no mma poder ser muito) ao mesmo tempo que juntar tudo isso pra vencê-lo pode não condensar num lutador só num futuro próximo. De qualquer forma, a aura foi quebrada e o rastro foi deixado, sem dúvida.
  8. Ambos tiveram uma performance horrível sábado. Rockhold estava simplesmente plantado, lento, sem qualquer tática ou preparação para atacar. Lutou de um jeito que nem amador faz. A Holly ainda está lutando muito bem, mas cometeu um erro clamoroso. Estou até agora para entender o que foi aquele kata dela. Lutas são feitas de erros, mas entregar a luta é por que o problema é outro.
  9. Não sei se entregar a luta é o modo correto de dizer, lutas são feitas nos erros. Não há dúvida que esse overhand foi amador e infantil, pareceu um ato de afobação, coisa que o Cigano não era acostumado a fazer. Para mim o que ficou claro é que o sentido da luta pra ele mudou. A vida pessoal do Cigano mudou muito, hoje ele é pai de família e isso parece ter sugado a alma dele de guerreiro um pouco. A forma como ele se entregou foi tipicamente de quem já não vê o mesmo sentido de estar ali como antes, você percebe que há coisas externas que influem no ato. Tudo isso é entendível, mas para lutar em alto nível como antes não funcionará mais.
  10. O que surpreendeu a Cyborg, sem dúvida, foi a envergadura da Amanda. Ela têm os braços de um gorila; é incrível o alcance que a mão dela tem sobre o jab da adversária. Nunca a Cyborg tinha pegado uma adversária com essa capacidade de jogar os golpes por cima dos dela. Acredito que numa revanche ela teria mais cuidado com isso e uma maior capacidade de neutralizá-lo, apesar que sempre será um jogo complicado pra ela.
  11. Ao que parece, todos ficam com algum resquício no futuro, algum grau de carência cerebral. Ao mesmo tempo não parece ser algo linear já que é possível ver lutadores que sofreram surras monumentais como Jake lamotta e viverem razoavelmente sem problemas durante boa parte da vida. Mas no MMA sempre comentavam há pouco mais de dez anos atrás que o esporte não traria a mesma consequência do boxe por conta do menor número de golpes traumáticos. No entanto, com o passar do tempo essa ideia parece ter sido mais promoção do que realidade. Não à toa o Dana costumava sempre falar nisso antigamente, talvez para convencer NY, e agora não vejo mais ele tocar no assunto. Aliás, se olhar os old schools, a situação deles está lamentável.
  12. Sempre bom contratar um lutador de currículo e potencial. Contudo, ele ainda não conseguiu fazer uma boa transição do seu wrestling, já que aparentemente está sofrendo de algo comum de quem vem do greco-romano. Diferentemente do livre, o lutador não tem a mesma bagagem explosiva e necessita de uma boa carga de treinos com as mãos (boxe e trapping) para preparar e abrir a barreira dos golpes do adversário para que consiga introduzir seu jogo de greco-romano. Isso não é algo fácil e muitos não conseguem. Na luta livre isso não é tanto um problema pois a bagagem explosiva que o lutador traz (pela necessidade de transição de nível de base) torna essa necessidade muito mais simples e não tanto fundamental como no greco. Em tese é isso, mas dado a falta de MDO qualificada dos pesados, e dado o potencial e treinos que serão necessários para lutar no UFC talvez ele mude esse quadro, mas caso contrário vai ser difícil se manter entre os 10.
  13. Doping sempre vai estar um passo à frente do antidoping, sempre foi assim e sempre será. Apertar o cerco é sempre um caminho duplo: você coloca alguns atletas mais limpos ao mesmo tempo que você cria uma elite do doping.
  14. MMS

    [UFC 238] Tony Ferguson vs. Donald Cerrone

    Em tese, tudo o mais constante, o Ferguson tem um bom jogo. Como o Cerrone trabalha numa base bem tradicional a cabeça dele fica extremamente na linha central, dificultando a defesa de golpes retos. Isso o ajuda contra adversários que seguem uma linha tradicional e que tentam o acertar no corpo. Ele faz uma transição muito boa entre a mão direita e o chute alto, quase não deixando rastro , por isso lutadores como Iaquinta são presas fáceis. Mas o Ferguson joga com projeção de peso na passada frontal, ou drop shift como os americanos chamam, tanto para cortar espaço como buscar um melhor ângulo para bater e pressionar, sem mudar nível da base das pernas. Isso dificulta para o Cerrone que pela sua base não consegue sair da linha central mesmo fazendo giro para ajustar no ângulo do adversário. Além de dificultar tremendamente para ele preparar a confusão na cabeça do adversário entre o chute e mão direita. Mesmo o Hernandez começou bem fazendo esse jogo, mas por algum motivo, não sei se pelo gás ou por algum golpe, ele parou com essa estratégia e começou a querer seguir o tradicional e atacar o corpo, jogo favorito do Cerrone. Claro que isso tem desvantagem. Muitas fala dos knockdowns que o Ferguson tomou, mas isso é um contraponto justamente do seu estilo, você fica extremamente suscetível de tomar um golpe no contrapé. É uma constante o lutador estar numa grande vantagem e, de repente, cair com um simples golpe do nada. Seu corpo fica sem base alguma para absorver o choque do golpe. Dado esses fatos, Tony tem vantagem para bater mais, mas o cerrone que tem boa precisão pode arrancar um nocaute no contrapé do Ferguson.