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  1. combate Comissão aprova novas regras para corte de peso e cria mais 4 categorias Medidas como multa maior para lutadores que falharem na pesagem e verificação do peso no dia da luta são alguns dos pontos aprovados para prevenir forte desidratação 17/05/2017 08h00 - Atualizado em 17/05/2017 16h01 Por Combate.com Los Angeles, EUA Nesta terça-feira, a Comissão Atlética do Estado da Califórnia (CSAC, sigla em inglês) aprovou um plano de 10 pontos contra a prática de corte extremo de peso, visando uma maior proteção aos atletas envolvidos no evento. Propostas pela primeira vez em março, as medidas passaram na reunião em Los Angeles por unanimidade (6-0) e começarão a ser implementadas em 15 de junho, antes do UFC 214, que acontece no dia 29 de julho, em Anaheim. Pesagem Johny Hendricks UFC 207 (Foto: Evelyn Rodrigues ) Johny Hendricks é um dos lutadores que sempre apresentam dificuldades com a balança (Foto: Evelyn Rodrigues ) Entre os principais tópicos que constam nas medidas aprovadas pela CSAC, estão multa maior para o atleta que não conseguir bater o peso, sugestão para criação de mais quatro categorias, dando assim mais opções aos lutadores, restrições a quem falhar na pesagem mais de uma vez e uma segunda pesagem oficial, no dia do evento. Organizações de MMA como o UFC, Bellator e Invicta FC apoiaram o pacote de mudanças no estado, em demonstração de preocupação com a saúde dos atletas. Associações de boxe também estão de acordo com as novas medidas. - As partes interessadas (organizações de MMA) estavam envolvidas neste processo. Posso dizer com certeza que os promotores de lutas concordam que o corte extremo de peso é um grande problema também. Isso não é apenas unilateral. Este é um problema para eles, este é um problema para toda a indústria - disse Andy Foster, diretor executivo da CSAC. Ainda que os promotores e representantes das organizações estejam de acordo com as mudanças, isso não significa que eles devam imediatamente adotar, como a criação de novas categorias. O Bellator, por exemplo, enviou uma carta solicitando a implementação gradual das novas divisões de peso. No pacote de mudanças se encontra uma pesagem dos lutadores 30 dias e 10 dias antes, em caso de "disputa de título de alto nível". Assim, os organizadores e a própria Comissão teriam condições de avaliar se, realmente, os lutadores se encontram na categoria segura para que haja o corte de peso no dia anterior ao combate. - Se temos um lutador contratado para os pesos-leves (até 70kg), mas estão com 88kg um mês antes, então, talvez, seja hora do promotor, dos médicos, analisarem e questionarem se é, realmente, a categoria ideal - afirmou Foster. Veja abaixo o plano de 10 pontos aprovados pela Comissão da Califórnia: 1) Solicitar que os lutadores de MMA selecionem a categoria de peso mais baixa para competir. Fazer perguntas sobre o corte de peso e desidratação para que seja aprovado para competir. A divisão escolhida deve ser declarada segura por um médico; 2) O lutador que falhar na pesagem oficial é multado em 20% da sua bolsa, com 10% indo para a Comissão e 10% para seu adversário. Além de um desconto de 20% no bônus de premiação, em caso de vitória, com o dinheiro indo integralmente para o oponente; 3) Quatro classes de peso adicionais - 165 libras (74,8kg), 175 libras (79,4kg), 195 libras (88,5kg) e 225 libras (102,1kg) - para dar aos atletas mais opções; 4) Alterações de política para a forma como as lutas são aprovadas, com ênfase na categoria de peso apropriada; 5) Restrições de categoria de peso para lutadores que falharem na pesagem mais de uma vez. Esses atletas podem ser obrigados a competir em uma divisão mais alta até que um médico certifique que é apropriado e a Comissão aprove; 6) Continua o procedimento de pesagem mais cedo, na véspera da luta, para permitir aos lutadores o tempo máximo para reidratação; 7) Uma segunda verificação do peso no dia do evento, para garantir que os lutadores não ganharam de volta mais que 10% do seu peso corporal. Atletas que ganharem peso excessivo podem ser convidados a passar para uma categoria de peso mais alta; 8) Verificar a desidratação por gravidade específica da urina e/ou física por médicos da CSAC. 9) Recomendação de uma verificação de peso de 30 dias e 10 dias antes para "lutas de título de alto nível", semelhante àquelas feitas por algumas organizações de boxe; 10) Exame e educação para matchmakers, promotores de evento, treinadores e atletas na oferta, aceitação e contratação de lutas. Banner institucional Combate (Foto: Editoria de arte) Assine o Combate e assista ao vivo e com exclusividade a todos os eventos do UFC
  2. Para de usar, ainda é tempo.
  3. Amanda Nunes crê em aposentadoria de Ronda Rousey: "Não aguenta mais" Brasileira afirma ter certeza de que a ex-campeã vai "pendurar as luvas" após sofrer a segunda derrota seguida: "Ela já é uma milionária, não precisa ficar se machucando" 31/12/2016 10h00 - Atualizado em 31/12/2016 10h00 Por Evelyn Rodrigues, Marcelo Barone e Marcelo Russio Las Vegas, EUA 0:00 Amanda Nunes começou o seu reinado como campeã do Ultimate em julho. Neste sábado, no UFC 207, defendeu - com sucesso - pela primeira vez o título contra Ronda Rousey, nocauteada em apenas 48 segundos, na luta principal do evento. Enquanto a carreira da "Leoa dos Ringues" está em ascensão, "Rowdy" vai saindo de cena, após o segundo revés seguido. Sincera, a brasileira declarou, na coletiva de imprensa realizada após o show, acreditar na aposentadoria de Ronda Rousey, que se manteve reclusa da imprensa desde que foi destronada por Holly Holm, em novembro de 2015, duelo que marcou o início de sua derrocada. - Eu disse a ela que ela era uma lenda do esporte, mas que descansasse e pensasse se queria mesmo voltar a fazer isso. Ela já é uma milionária, não precisa ficar se machucando. Tenho certeza que ela vai se aposentar, porque ela não aguenta mais. Se continuar, ela sabe que não vai tomar o cinturão de mim. Ela acha que é boxeadora. Não sei por que ela pensa isso. Ela tem um judô excelente, por que não tentou levar a luta para o chão? Eu sou uma boxeadora de verdade. Tinha certeza que ela viria para a trocação comigo, porque o treinador dela disse que ela era boa nisso. Quando ela começou a trocar comigo, ela viu que não era fácil. Quando acertei meus primeiros golpes, eu ganhei confiança para prosseguir. Amanda Nunes; UFC 207 (Foto: Evelyn Rodrigues) Amanda Nunes aposta que Ronda Rousey irá pendurar as luvas após mais uma derrota (Foto: Evelyn Rodrigues) Durante a semana antecedente ao evento, em Las Vegas, o Ultimate acatou o pedido de Ronda, que não queria participar de compromissos oficiais, como o Media Day, dando tratamento diferenciado a ela. O slogan do evento, embora a americana fosse a desafiante, trazia a frase "Ela está de volta", em alusão ao retorno de "Rowdy". Por isso, Amanda Nunes decidiu fazer um sinal de silêncio com a mão depois do nocaute. - Deveria ser tudo para a campeã. Sei que ela fez muito pela divisão, mas o cinturão existe para diferenciar um atleta do outro. Por mais que ela tenha essa fama toda, o evento tem uma nova campeã, deveria ter sido tudo para a campeã. Mas foi tudo para a Ronda, para a volta dela. Essa vitória foi para silenciar tudo isso, por isso fiz aquele gesto. O gesto foi para todos que estavam me vaiando, para quem mandou energia negativa, para quem falou mal de mim, até para brasileiros que falaram mal de mim. Pelo amor de Deus, a menina nem conhece ninguém no Brasil. Tem que estar do lado do brasileiro e não de uma pessoa que nunca viu na vida. Confira outros trechos da entrevista: Potência nas mãos - Eu sabia o tempo todo que seria assim, e treinei para isso. Se eu tivesse a chance de começar a luta da forma como comecei, eu faria. Eu sabia que ninguém conseguiria suportar meus golpes. Esperei pelo momento certo para conectar os golpes. Minha força me ajudou muito, tenho uma força que nenhuma outra lutadora tem. Ronda Rousey - Eu me sinto um pouco mal pela Ronda, porque as pessoas a pressionaram demais. Isso me deixa um pouco triste, mas isso aqui é o MMA. Você tem que seguir em frente, as coisas são assim. Semana da luta - Eu estava bem com tudo o que aconteceu. Quando pedi essa luta ao Dana, eu sabia que a promoção seria assim. Acabou até sendo bom, porque consegui me concentrar no meu corte de peso, e até consegui fazer algumas coisas em Las Vegas, já que não tinha muita coisa para fazer. Vou ser sincera, quando soube que não teria que dar entrevistas, eu fiquei muito feliz. Amanda Nunes; UFC 207 (Foto: Evelyn Rodrigues) Amanda espera rever a família e garante que defesa de título foi tão boa quanto a conquista (Foto: Evelyn Rodrigues) Conquista e defesa de título - A felicidade foi quase igual. Ganhar o cinturão foi maravilhoso, uma realização e manter é perfeito. As duas coisas têm a mesma proporção. Agradecimento a cantores - Pega fogo, Cabaré (risos)! Quero ir em um show, ficar bêbada com vocês (Leonardo e Eduardo Costa), tomar uma água. Quero ter a oportunidade de conhecer vocês. Quero mandar um beijo para a minha mãe, minha família, amigos, professores e a todos que me ajudaram a chegar até aqui. Título para o Brasil - Vou fazer de tudo para minha vida ser normal. Quero levar esse cinturão para o Brasil. O povo brasileiro precisa sorrir. Teve o acidente com o avião da Chapecoense, o problema na política... O povo tem que sorrir um pouco e acho que foi uma noite maravilhosa para todos. Amanda Nunes; UFc 207 (Foto: Evelyn Rodrigues) Baiana declara que, financeiramente, essa foi a maior luta de sua carreira no esporte (Foto: Evelyn Rodrigues) Dinheiro - Eu acho que vou ganhar um bom dinheiro. Vou descobrir quanto nas próximas semanas, mas sei que será bastante. Para deixar meu coro saudável eu preciso de dinheiro. Agora eu quero comprar a minha casa, ter algumas coisas e ajudar quem me ajudou na vida. A minha vida vai mudar em todos os aspectos. Essa luta foi muito boa para mim. Todo atleta precisa de dinheiro para dar continuidade a tudo. Foi maravilhoso. Vida nova - Eu sou a campeã, e muita gente vai olhar para mim. Tenho que estar preparada para isso. Sou brasileira, mas moro aqui. Se puder atender os dois públicos, fico feliz. Os Estados Unidos abriram as portas para mim, minha carreira mudou. Se eu estivesse no Brasil eu não estaria aqui. Tive que sair rápido de lá, para não parar de lutar. Lá, as pessoas não me conheciam e não me patrocinavam.
  4. Mesmo derrotada, Ronda fatura mais de R$ 200 mil por segundo de luta Americana leva quase R$ 10 milhões em revés para Amanda Nunes, que fica com "apenas" R$ 650 mil de bolsa pelo triunfo na luta principal do UFC 207, nesta sexta 31/12/2016 05h15 - Atualizado em 31/12/2016 05h21 Por Combate.com Las Vegas, EUA A derrota para Amanda Nunes foi dura. Isso é inegável. Nocauteada em apenas 48 segundos, Ronda Rousey voltou a sentir o gosto amargo de um resultado negativo, mais de um ano depois de perder o cinturão do peso-galo para Holly Holm. Mas nem tudo é lamentação para a ex-campeã. A lutadora vai receber bolsa de US$ 3 milhões (cerca de R$ 9,8 milhões) pelo combate, o que dá mais de R$ 200 mil por cada segundo de confronto contra a Leoa. A informação dos valores foi revelada pela "ESPN". Amanda Nunes x Ronda Rousey - UFC 207 (Foto: Getty Images) Derrotada, Ronda Rousey faturou quase R$ 10 milhões pela luta com Amanda Nunes (Foto: Getty Images) Não é a primeira vez que o UFC paga uma bolsa de US$ 3 milhões para um atleta. Conor McGregor recebeu exatamente a mesma quantia quando enfrentou Nate Diaz na revanche entre os atletas, realizada no UFC 202, em agosto deste ano. Mas não pense que a campeã Amanda Nunes recebeu números tão polpudos. A Leoa recebeu US$ 100 mil pela luta e outros US$ 100 mil de bônus pela vitória, totalizando US$ 200 mil (cerca de R$ 650 mil). Após o evento, ela ainda foi premiada em US$ 50 mil (cerca de R$ 162 mil) pela "Performance da Noite".
  5. Cyborg cutuca Ronda após segunda derrota: "Melhor de todos os tempos?" Brasileira comentou derrota da rival para Amanda Nunes: "Agora sabemos porque essa luta nunca aconteceu. Não acredite em tudo o que a mídia diz", disparou 31/12/2016 08h13 - Atualizado em 31/12/2016 08h13 Por Combate.com Las Vegas, EUA Cris Cyborg (Foto: Reprodução / ESPN) Cris Cyborg cutucou Ronda Rousey após americana perder segunda luta por nocaute (Foto: Reprodução / ESPN) Amanda Nunes passou por Ronda Rousey como um furacão, nocauteando a ex-judoca em apenas 48 segundos. E a segunda derrota por nocaute da americana não podia passar despercebida por sua maior rival, Cris Cyborg. A brasileira, que estava no Japão acompanhando a lutadora Gabi Garcia em seu duelo pelo Rizin FC, usou sua conta do Twitter para comentar o desempenho de "Rowdy". "Acho que agora nós sabemos porque essa luta nunca aconteceu... Melhor de todos os tempos? Não acredite em tudo o que a mídia te diz. Boa", escreveu Cyborg, que também postou no Facebook uma foto de Amanda Nunes fazendo sinal de silêncio. Twitter; Cris Cyborg (Foto: Reprodução) Cyborg postou mensagem em inglês (Foto: Reprodução) Cyborg e Ronda nunca se enfrentaram no octógono, mas vivem trocando farpas e declarações pela imprensa. Campeã peso-pena do Invicta FC, a brasileira é uma das precursoras do MMA feminino e é apontada por muitos como a melhor lutadora que o esporte já viu. Atualmente, no entanto, ela cumpre suspensão temporária por ter testado positivo para um diurético em um exame antidoping realizado fora de competição e aguarda o encerramento do caso, <b>pois alega que fez uso da substância por problemas de saúde.</b> Já Ronda foi a lutadora que abriu as portas do UFC para MMA feminino. Primeira americana a conquistar uma medalha olímpica no judô para os EUA, ela foi também a primeira mulher a ser contratada pelo Ultimate e a primeira campeã feminina da organização, ficando invicta na carreira até o duelo contra Holly Holm, em novembro passado. Confira os resultados completos do UFC 207:
  6. g1 gshow vídeos 0 combate Nocautaço de Amanda em Ronda leva o bônus de "Performance da Noite" Leoa fatura US$ 50 mil pela vitória mais importante de sua carreira, no UFC 207 31/12/2016 04h50 - Atualizado em 31/12/2016 04h51 Por Evelyn Rodrigues, Marcelo Barone e Marcelo Russio Las Vegas, EUA Não havia escolha mais óbvia para o prêmio de "Performance da Noite". A atuação irretocável de Amanda Nunes ao nocautear Ronda Rousey em apenas 48 segundos na luta principal do UFC 207, na madrugada desta sexta-feira para sábado, foi coroada com o bônus de US$ 50 mil (cerca de R$ 162 mil) para a brasileira, que conquistou a vitória mais importante de sua carreira com um massacre diante da ex-campeã da divisão dos galos (até 61kg). Amanda Nunes x Ronda Rousey - UFC 207 (Foto: Getty Images) Amanda Nunes levou bônus de Performance da Noite com nocaute sobre Ronda Rousey (Foto: Getty Images) O outro escolhido como dono da melhor performance do evento foi Alex Garcia. O dominicano empolgou o público presente na T-Mobile Arena no card preliminar ao "apagar" Mike Pyle com uma bomba de direita que liquidou o veterano de 41 anos. Na "Luta da Noite", o duelo eleito pelo Ultimate foi o co-evento principal, que teve Cody Garbrandt como novo campeão do peso-galo da companhia ao se impor de forma inesperada sobre Dominick Cruz e vencer por decisão unânime (48-46, 48-47 e 48-46).
  7. E neguinho achando que a Ronda daria pra Cyborg kkkkkkk
  8. Eu falei aqui essa semana "O primeiro soco na boca, a Ronda se entrega..."
  9. Eu falei aqui essa semana "O primeiro soco na boca, a Ronda se entrega..."
  10. Ronda iguala McGregor e receberá maior bolsa da história no UFC 207 Do UOL, em São Paulo 31/12/2016 - 00h00 Ouvir 0:00 Diego Ribas/AgFight Ronda Rousey receberá quase R$ 10 milhões somente para lutar no UFC 207 Ronda Rousey receberá quase R$ 10 milhões somente para lutar no UFC 207 O retorno de Ronda Rousey ao octógono lhe renderá a maior bolsa da história do UFC. Ela receberá 3 milhões de dólares pela luta valendo o cinturão dos galos contra a brasileira Amanda Nunes, na madrugada deste sábado (31), no UFC 207, em Las Vegas. O valor, equivalente a quase R$ 10 milhões, é o mesmo recebido por Connor McGregor no UFC 202 em agosto passado pela segunda luta contra Nate Diaz. A bolsa é somente uma parte da remuneração de Ronda no UFC 207. Ela também receberá pelas vendas de pacote de pay-per-view e outros bônus. Ela não receberá bônus em caso de vitória. Por sua vez, Amanda Nunes receberá 100 mil dólares de bolsa e mais 100 mil caso ela vença Ronda e mantenha o cinturão do peso galo. O UFC 207 tem acompanhamento em tempo real pelo Placar UOL. Confira todas as lutas dos do UFC 207: Card principal: Amanda Nunes x Ronda Rousey Dominick Cruz x Cody Garbrandt John Lineker x TJ Dillashaw Dong Hyun Kim x Tarec Saffiedine Louis Smolka x Ray Borg Card preliminar: Johnny Hendricks x Neil Magny Carlos Junior (Cara de Sapato) x Marvin Vettori Mike Pyle x Alex Garcia Brandon Thatch x Niko Price Alex Oliveira (Cowboy) x Tim Means
  11. 5 motivos por que Amanda Nunes será páreo duro para Ronda Rousey no UFC 207 Do UOL, em São Paulo 30/12/2016 - 06h00 0:00 2:31 Amanda Nunes defenderá pela primeira vez o cinturão dos galos no UFC justamente no retorno ao octógono da ex-rainha da categoria e uma das grandes estrelas da companhia, Ronda Rousey. Mesmo campeã, a baiana admitiu ao UOL Esporte que é vista como zebra por muitos fãs e críticos, mas seu retrospecto indica que ela será páreo duro para a americana nesta sexta-feira (30), no UFC 207, em Las Vegas. Confira 5 motivos do por quê. 1 - Ritmo de competição Se Ronda está sem lutar desde novembro de 2015 e viveu período sabático neste ano, Amanda alcançou o topo em 2016. Ela venceu Valentina Shevchenko em março e se alçou à condição de desafiante de Miesha Tate em julho, quando se tornou a primeira brasileira campeã no UFC. Agora, volta subir ao octógono cinco meses depois. Isto é, num intervalo de oito meses, a baiana de 26 anos terá lutado três vezes, enquanto sua rival esteve parada neste período. 2 - Luta em pé... O nocaute sofrido por Ronda contra Holly Holm colocou um ponto de interrogação em relação ao repertório de luta em pé da ex-campeã, que costumava vencer quase todas as suas lutas no chão, principalmente com sua famosa chave de braço. Do outro lado do octógono, Amanda se notabilizou nas suas últimas lutas pela variedade de golpes de toda sorte, sempre com muita velocidade e potência nos socos. Basta lembrar do estado do rosto de Miesha Tate quando perdeu o cinturão. 3 - ... e também no chão Ronda dá aula no grappling – ela é mestra em derrubar suas adversárias e finalizá-las no chão. Judoca medalhista olímpica, a americana venceu 75% de suas lutas desde 2011, seja pelo King of the Cage, StrikeForce ou UFC, com chaves de braço. Foram nada menos que 9 finalizações assim. A má notícia para ele, porém, é que Amanda é faixa preta de jiu-jitsu e faixa marrom de judô. Ou seja, por mais que Ronda seja uma lutadora única no chão, a baiana também é especialista no assunto. 4 - Força mental "Todo mundo sabe, não sou eu que estou dizendo, com certeza ela mostrou insegurança com a derrota." Foi assim que Amanda Nunes definiu nesta semana ao UOL Esporte a reação de Ronda ao perder o cinturão dos galos do UFC. A forma como a ex-campeã reagiu ao revés chamou a atenção. Por sua vez, antes de chegar ao título, Amanda foi nocauteada por Cat Zingano e precisou avançar passo a passo até a chance do título. Agora, com o cinturão, a baiana esbanja confiança e força mental. "Estou muito forte, esse é o momento da minha vida, que estava procurando, ninguém vai tirar de mim. Esse momento chegou e estou bem preparada para ele, mental, física e tecnicamente", acrescentou ao UOL. 5 - Pressão O slogan do UFC 207 diz tudo sobre a expectativa criada para o evento desta sexta: "Ela está de volta!". Ela é Ronda Rousey, maior nome do MMA feminino da história e uma das maiores estrelas da história do UFC. Com efeito, a desafiante acabou ganhando muito mais atenção que a campeã. Até mesmo pelo silêncio que adotou desde a derrota, Ronda gera uma expectativa enorme pelo seu retorno. E, assim, também entrará no octógono com a pressão de mostrar que não é uma sombra de si mesma. O mundo inteiro estará de olho na americana, e a pressão, do lado dela
  12. Mídia, vitórias, ranking: o que vale mais para disputar o cinturão do UFC? Combate.com tenta desvendar fórmula que determina desafiante número 1, na semana em que Ronda Rousey disputa título dos galos mesmo vindo de uma derrota 30/12/2016 08h30 - Atualizado em 30/12/2016 08h30 Por Adriano Albuquerque Rio de Janeiro Quem construiu as pirâmides do Egito, como morreu Adolf Hitler, quem nasceu primeiro entre o ovo e a galinha: estes são alguns dos grandes mistérios da humanidade. Outro grande mistério que até hoje não tem uma resposta definitiva é a fórmula que gera uma oportunidade de disputa de cinturão dentro do UFC. Como não há uma tabela clara, com uma ordem de confrontos que levam diretamente ao título, fãs, mídia, lutadores e managers quebram a cabeça tentando entender o que pesa mais para se chegar ao posto de desafiante número 1, e debatem incansavelmente para se convencer de quem deveria ter essa chance. À véspera de mais uma disputa de cinturão em que a desafiante vem de uma derrota - no caso, Ronda Rousey, que encara Amanda Nunes no UFC 207 desta sexta-feira, na tentativa de recuperar o cinturão dos pesos-galos que já a pertenceu - o Combate.com tentou desvendar esta fórmula incalculável. A resposta: bem... É complicado. Ronda Rousey pesagem manhã ufc 207 (Foto: Evelyn Rodrigues) Parada há um ano e vindo de derrota, Ronda Rousey disputa o cinturão dos galos nesta sexta (Foto: Evelyn Rodrigues) O RANKING IMPORTA, MAS NEM TANTO A principal reclamação de fãs e lutadores quando se trata de disputa de cinturão é que os rankings das categorias, introduzidos pelo UFC em 2012, "não servem pra nada", e que pouco importa estar bem colocado na classificação oficial da companhia, que "ignoraria" os líderes da lista para elevar seus favoritos pessoais. Não é bem assim: levantamento feito pelo Combate.com mostra que, de 36 lutas valendo cinturão em 2015 e 2016, incluindo as duas disputas de título do UFC 207, 20 tiveram o primeiro ou o segundo colocados do ranking como desafiante. Vale citar, aliás, que Ronda é a primeira colocada do ranking peso-galo feminino. Info Desafiantes UFC 1 (Foto: Infoesporte) Contudo, a tendência em 2016 tem sido mesmo de ir além das primeiras colocações para buscar desafiantes. Se em 2015 apenas quatro desafiantes estavam ranqueados em quarto ou abaixo disso, este número dobrou no ano corrente. A explicação vai além do "favoritismo" da companhia para este ou aquele lutador: desses 12 desafiantes, cinco foram adversários de Demetrious Johnson, Ronda Rousey ou Dominick Cruz, campeões dominantes que enfileiraram os principais lutadores de suas divisões. Info Desafiantes UFC 2 (Foto: Infoesporte) - Geralmente, uma categoria que tem um campeão muito dominante acelera a fila, então mais desafiantes têm chances. Categorias com lutadores menos dominantes e que os caras se lesionam se movem mais devagar - analisa Eduardo Alonso, empresário de lutadores como Demian Maia e Mauricio Shogun. "MÍDIA" PESA CADA VEZ MAIS Pra começar, é importante lembrar que não é novidade que a "mídia" de um lutador pesa em sua escolha para disputar o cinturão. Afinal, Chael Sonnen disputou o título dos meio-pesados em 2013 muito em função do burburinho que criou em cima da negativa de Jon Jones em enfrentá-lo no ano anterior, e Nick Diaz disputou o título dos meio-médios no mesmo ano, mesmo vindo de derrota e de quase dois anos de suspensão. Em 2008, Brock Lesnar disputou o cinturão dos pesados em sua quarta luta profissional. Contudo, está cada vez mais claro que criar mídia para si é muito importante no Ultimate. Os eventos da companhia são vendidos em cima das rivalidades envolvendo os lutadores; se um desafiante consegue criar uma narrativa com o campeão, isso aumenta suas chances de disputar o título mais rapidamente. Foi o que aconteceu com Dan Henderson, o veterano de 46 anos de idade que disputou o título dos pesos-médios contra Michael Bisping em outubro apesar de estar em 13º lugar no ranking da categoria. "Hendo" tinha a seu favor um histórico com o inglês, por tê-lo nocauteado no UFC 100, e toda a "mídia" por ser uma lenda do esporte prestes a se aposentar sem jamais ter conquistado o cinturão da companhia. Dominick Cruz x Cody Garbrandt pesagem UFC 207 (Foto: Evelyn Rodrigues) Cody Garbrandt (contido por Dana White) criou uma intensa rivalidade com Dominick Cruz através da mídia (Foto: Evelyn Rodrigues) Ronda agora disputa o título dos galos mesmo após um ano de ausência, depois de ter sido dominada e nocauteada em sua última luta, por causa dos anos de domínio sobre a categoria, pela narrativa da "volta da campeã" e por sua fama, capaz de levar o UFC às capas de revistas de grande circulação e programas de TV de grande audiência que a companhia não alcança normalmente. Também no UFC 207, Cody Garbrandt disputa o cinturão do peso-galo masculino contra Dominick Cruz, apesar de ser apenas o quinto colocado do ranking, enquanto TJ Dillashaw e John Lineker, respectivamente primeiro e segundo colocados, se enfrentam no mesmo card sem promessas de receber a próxima disputa de título. Garbrandt está invicto em 10 lutas, cinco delas no Ultimate, mas Alex Davis, empresário de Lineker, vê a narrativa de rivalidade criada pelo americano como o diferencial que o levou à disputa antes de seu cliente, e admite que agora orienta seus lutadores a buscarem se promover mais para conseguir chegar ao título. - O Edson Barboza é um deles, que é magnífico no octógono, tem um carisma enorme, mas ele não se sente confortável. Ele se solta em frente as câmeras, mas até ali é uma luta, e ele acaba sendo esquecido por causa disso. Tenho dois atletas, John Lineker e Alex Cowboy, que não falam uma palavra de inglês, mas estão virando estrelas pela forma de lutar. A outra coisa é que acho que existe um certo favoritismo, que é um problema que estão gerando para eles mesmo, que eles não colocam um músculo de relações publicas atrás de lutadores que podem ser estrelas. Já tentei contratar publicitário, e o custo de um profissional desses em relação ao que esses caras ganham, não tem como (pagar). Eles não sabem se vender e o UFC não ajuda - explica Davis. O "EFEITO MCGREGOR" Conor McGregor x Eddie Alvarez UFC 205 entrevista coletiva (Foto: Jason Silva) Conor McGregor (no pódio) ficou tão famoso por suas vitórias contundentes quanto por suas entrevistas cativantes (Foto: Jason Silva) Quando se fala em "mídia" e "furar a fila", logo se menciona o nome de Conor McGregor, maior astro do UFC na atualidade. De fato, uma perspectiva possível é que o irlandês ganhou fama e recebeu a disputa de cinturão dos pesos-penas contra José Aldo em 2015 à frente de Frankie Edgar, que havia vencido adversários mais bem ranqueados. Por outro lado, McGregor venceu seis lutas seguidas no Ultimate, incluindo a conquista do título interino contra Chad Mendes - tudo em pouco mais de dois anos -, antes de enfrentar Aldo no UFC 194. - Me fala que campeão se arriscou tanto em tantas lutas quanto ele fez neste ano. O resto não chega nem perto dele. O Demetrious Johnson luta bastante e não luta metade do que ele está lutando. O Cormier luta pouco, Miocic luta um pouquinho mais, mas não chega nem aos pés do Conor. Pode pegar qualquer um, o Bisping, Tyron Woodley, o Dominick… A que mais se aproxima é a Joanna, que nem lutou tanto assim. Essa é a parada mais subestimada do Conor. Com certeza, se ele lutasse duas ou três vezes por ano, como a maioria, não estaria no “spotlight” que está hoje - argumenta Lucas Lutkus, da TakeOver Sports Agency. A disputa do cinturão nos penas, portanto, fazia algum sentido. A disputa do título dos leves, por sua vez, foi garantida estritamente pela mídia do "Notório". Sua vitória sobre Eddie Alvarez, contudo, torna difícil o questionamento sobre a decisão do UFC. - O McGregor com certeza, teve o resultado esportivo, ganhou lutas que tinha que ganhar e conquistou o mérito dele. A partir do momento que ele ganha do Eddie Alvarez como ele ganhou, como vai questionar o mérito dele? Mas foi aliado o marketing e o resultado positivo, foi feito um "push" de promoção que não foi feito em cima de ninguém, nem da Ronda, e ele conseguiu subir muito mais rápido que outros lutadores. Vira aquela história do ovo e da galinha, o que veio primeiro? E acaba na opinião pessoal de quem está por trás da mesa, da percepção dele - analisa Alonso. PRECISA TER SORTE Todos esses elementos citados contam. Mas tem um fator que pode derrubar todos os outros: a sorte. Veja o caso de Michael Bisping: eterno "porteiro" dos pesos-médios, viu a oportunidade de disputar o título cair no colo quando Chris Weidman, primeiro colocado do ranking, se lesionou duas semanas antes de enfrentar o então campeão Luke Rockhold. Ronaldo Jacaré, segundo colocado, tinha cirurgia marcada para o dia seguinte ao do anúncio da lesão de Weidman, e Yoel Romero, outro desafiante viável, cumpria suspensão por doping. Bisping venceu, e agora Jacaré, que parecia ser o desafiante número 1 natural, se vê atrás de Romero, que retornou da suspensão com um nocaute espetacular contra Weidman, ex-campeão da categoria. Info Gráfico Desafiantes UFC 03 (Foto: infoesporte) Info Gráfico Desafiantes UFC 04 (Foto: inofesporte) Demian Maia é outro que deve estar reclamando da tal da sorte. Com seis vitórias seguidas no peso-meio-médio, incluindo triunfos sobre Matt Brown e o ex-campeão interino Carlos Condit, estava demarcado como desafiante número 1 após Stephen Thompson. Porém, Thompson empatou com o campeão Tyron Woodley numa das melhores lutas do ano, o que abre margem para uma revanche, e já vê McGregor querendo furar também sua fila, graças a uma rivalidade com Woodley manufaturada pelo irlandês na semana do UFC 205, evento em que conquistou o cinturão dos leves e em que Woodley enfrentou Thompson. Naturalmente, Eduardo Alonso não gosta dessa situação. - O McGregor subir e ter um desafio entre dois campeões do peso é bom para o esporte, mas o ruim para o esporte é vcocê não ter uma continuação natural das categorias. Simplesmente tirar o cinturão (peso-pena) do McGregor, dar para o José Aldo e criar um título interino de emergência não é bom para o esporte, machuca a credibilidade. Você perde uma oportunidade de explicar pro público o esporte. Você pode e deve fazer superlutas, mas precisa de critério claro, estabelecer de quanto em quanto tempo o cinturão precisa ser defendido, quais as regras para definir um cinturão interino... Se vai usar o cinturão como peça de marketing, o UFC devia criar mais cinturões - cinturão europeu, asiático, americano... Pra não banalizar o cinturão principal e valorizar o atleta para disputar o cinturão. Precisa haver um critério para que o cara, quando chegar no cinturão, não se sinta no direito de sentar no trono e travar toda a categoria. Todo mundo agora se sente no direito de fazer isso. Falta estabelecer regras claras e esportivas - argumenta Alonso. O FUTURO Mick Maynard matchmaker UFC MMA (Foto: Jason Silva) Mick Maynard substitui Joe Silva como um dos matchmakers do UFC a partir de 2017 (Foto: Jason Silva) Para complicar mais ainda, um novo elemento está entrando na equação: Mick Maynard, ex-presidente do Legacy FC, contratado pelo UFC para substituir Joe Silva nas funções de "matchmaker" (responsável pelo casamento de lutas) ao lado de Sean Shelby. Maynard será responsável pelas divisões peso-pesado, meio-pesado, médio e mosca, enquanto Shelby trata dos pesos meio-médio, leve, pena, galo e as divisões femininas (pena, galo e palha). Para Lucas Lutkus, que conheceu bem o novo matchmaker durante seu tempo no Legacy, não deve haver muita diferença entre seu trabalho e o de Silva. - Acho que a mudança maior vai vir no 77kg e no 70kg do que nos pesos do Mick. O Sean tem um estilo mais diferente do Joe do que o Mick. No Legacy, pelo menos, ele (Maynard) sempre prezou muito pela meritocracia. Alguns atletas estrelas, tipo o (Robert) Drysdale, (Augusto) Tanquinho, (Rafael) Lovato Jr, Mackenzie (Dern) e Léo Leite tiveram que fazer algumas lutas antes de disputar o cinturão. Agora no UFC, é diferente, porque o nome dos atletas é bem maior, mas eu não vejo ele passando o (Jon) Jones na frente quando ele voltar, a não ser que venham ordens de cima. Vai depender de o quanto a alta cúpula do UFC o influencia nisso. O Sean valoriza muito quem está vencendo e pouco quem está perdendo, muito mais que o Joe e o Mick. Prova disso é que ele corta os caras numa frequência maior que os dois, e também que você vê atletas que perdem ficarem oito a 10 meses sem luta marcada mesmo sem lesão, enquanto caras vindo de vitórias lutam duas, três vezes nesse período. E o Sean não gosta de revanche; prova disso é que o DJ (Demetrious Johnson) está sempre pegando um adversário novo em vez de pegar os de sempre; Garbrandt vai lutar com o Cruz antes da revanche com o Dillashaw; Edgar demorou décadas para pegar a revanche com o Aldo - conta Lutkus. A expectativa geral é que os novos proprietários do UFC, oriundos do mundo do entretenimento, influencie a ponto de a "mídia" valer cada vez mais do que o resultado esportivo. - Está um pouco cedo para saber. Os donos vêm do entretenimento, imaginamos que por virem desse lado possam ver mais isso, mas eles têm que ver que só com entretenimento o evento não se sustenta. O WME lida com o Tom Brady e sabe como funcionam ligas esportivas. Você não muda o Super Bowl só para ter o New England Patriots jogando todo ano. Os executivos de marketing das grandes companhias querem credibilidade para investir - diz Alonso. O canal Combate transmite o evento nesta sexta, ao vivo e com exclusividade, a partir de 22h30. O Combate.com acompanha todos os detalhes do show em tempo real, além de exibir os dois primeiros duelos do card preliminar. UFC 207 30 de dezembro em Las Vegas, EUA CARD PRINCIPAL (a partir de 1h30, horário de Brasília) Peso-galo: Amanda Nunes x Ronda Rousey Peso-galo: Dominick Cruz x Cody Garbrandt Peso-galo: TJ Dillashaw x John Lineker Peso-meio-médio: Dong Hyun Kim x Tarec Saffiedine Peso-mosca: Louis Smolka x Ray Borg CARD PRELIMINAR (a partir de 22h30, horário de Brasília)<b></b> Peso-meio-médio: Johny Hendricks x Neil Magny Peso-meio-médio: Mike Pyle x Alex Garcia Peso-médio: Antônio Cara de Sapato x Marvin Vettori Peso-meio-médio: Brandon Thatch x Niko Price Peso-meio-médio: Alex Cowboy x Tim Means
  13. Dominick Cruz: "Se nós estivéssemos na rua, eu já teria acabado com ele" Atual campeão peso-galo do UFC diz que o desafiante, Cody Garbrandt, precisa bancar o selvagem para acreditar que pode vencê-lo, e o aconselha a poupar energia 30/12/2016 14h34 - Atualizado em 30/12/2016 14h34 Por Evelyn Rodrigues, Marcelo Barone e Marcelo Russio Direto de Las Vegas, EUA A rivalidade recém-criada entre Dominick Cruz e Cody Garbrandt gerou algumas das cenas mais tensas da semana que antecedeu o UFC 207. Confusões e provocações constantes, que culminaram com uma quase briga na pesagem cerimonial na noite da última quinta-feira, apimentaram a luta que vale o cinturão peso-galo da organização. Para o campeão, Cruz, a atitude provocadora e intempestiva de Garbrandt é fruto de um personagem que ele mesmo criou para se convencer da sua ferocidade. Dominick Cruz UFC 207 (Foto: Evelyn Rodrigues ) Dominick Cruz acredita que Cody Garbrandt tenha criado um personagem para si mesmo (Foto: Evelyn Rodrigues ) - Ele criou esse personagem, querendo parecer um selvagem, com um monte de tatuagens, bancando o nervosinho. Ele precisa fazer esse show para vocês para parecer durão. Eu vou ser eu mesmo. Ele pode agir da forma que quiser, mas nós temos um encontro marcado. A luta vai acontecer, quer eu vá atrás dele nos bastidores ou não. O que eu posso aconselhá-lo é para que fique calmo e relaxe. Nós vamos lutar. Poupe sua energia. Ele é só mais um adversário, só mais uma luta. Quantas pessoas crescem lutando? Eu cresci querendo lutar o tempo todo na cidade onde nasci. Ninguém com quem lutei gosta de mim. Antes de brigarmos eles falavam muita coisa. Na hora de lutar, eu fazia o que tinha que ser feito nas ruas. A diferença é que agora tem muita mídia cobrindo isso tudo e fazendo disso algo grande, mas isso é só uma luta. E se estivéssemos na rua, já teria acabado com ele. Após derrotar dois dos expoentes da equipe Alpha Male, a mesma de Garbrandt, em disputas de cinturão - Urijah Faber e TJ Dillashaw - Cruz acredita que nenhum outro lutador sabe como fazer para derrotá-lo. Na sua opinião, Garbrandt será apenas mais um a tentar - e não conseguir - desvendar o segredo do seu estilo de luta. - Nenhum desses caras tem ideia de como me enfrentar. Todos tentam acertar em mim aquele golpe que acertaram em todos seus adversários, mas quando vão me procurar, eu já estou longe. A coisa continua durante todo o round, e eles vão recebendo golpes sem conseguir me achar. Quando vão para os seus córneres, seus treinadores não têm nada para lhes dizer. Eu lutei 27 rounds, e talvez tenha perdido cinco no total contra os seus companheiros na equipe "Alpha Fail", a quem eu ajudei a ganhar dinheiro para viver. Podem vir todos eles, porque um a um eles vão sempre perder. Porque me juntar a eles se eu posso vencê-los? Esse sempre foi o meu pensamento desde 2007. Eu não fico implorando por esse cara. Ele não vai me nocautear. Em todas as minhas 23 lutas enfrentei caras com potencial para me nocautear, mas não conseguiram. Eu me coloco em uma posição que não há espaço para erro. Esse é meu objetivo e a base do meu estilo. Pesagem Dominick Cruz UFC 207 (Foto: Evelyn Rodrigues) Dominick Cruz põe seu cinturão em jogo contra Cody Garbrandt no UFC 207 (Foto: Evelyn Rodrigues) Para Cruz, o retrospecto recente de nocautes de Cody Garbrandt não o credencia como alguém que possa apresentar perigo ao seu cinturão, já que ele foi todo construído sobre adversários que figuram apenas no Top 20 da categoria. - Não penso em coisas que não posso controlar. Nunca sei o que Cody está pensando. A ignorância dele é uma bênção. É a sua grande força. Ele está falando de coisas positivas, que é um atleta, que tem coração, que é muito rápido, e ele acredita nisso, porque tem alguns nocautes na sua curta carreira contra caras que estão no Top 20. Essa ignorância dele é o que o traz paz. É de onde ele tira forças. O Combate transmite o UFC 207 na íntegra, ao vivo e com exclusividade a partir de 22h30 (de Brasília). O Combate.com acompanha todo o evento em Tempo Real, e transmite as duas primeiras lutas do card preliminar em vídeo. UFC 207 30 de dezembro em Las Vegas, EUA CARD PRINCIPAL (a partir de 1h30, horário de Brasília) Peso-galo: Amanda Nunes x Ronda Rousey Peso-galo: Dominick Cruz x Cody Garbrandt Peso-galo: TJ Dillashaw x John Lineker Peso-meio-médio: Dong Hyun Kim x Tarec Saffiedine Peso-mosca: Louis Smolka x Ray Borg CARD PRELIMINAR (a partir de 22h30, horário de Brasília) Peso-meio-médio: Johny Hendricks x Neil Magny Peso-médio: Antônio Cara de Sapato x Marvin Vettori Peso-meio-médio: Mike Pyle x Alex Garcia Peso-meio-médio: Brandon Thatch x Niko Price Peso-meio-médio: Alex Cowboy x Tim Means
  14. Começa a luta... Três chutes no joelho e fim de luta...