Eder Jofre55

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  1. Estava tentando encontrar palavras para expor minha opinião ,porém o colega masterblaster não deixou margem pra mais nada ,rs ,excelente postagem ,concordo 100% e decidi não ver mais lutas ao vivo de alguns caras que admiro pra não ficar sofrendo ou ter que ser mais um dizendo que fulano já passou da idade ,não tem mais condições ou já deveria ter pendurado as luvas faz tempo ,quem somos nós para determinar o fim da carreira de alguém que ama o que faz ,mesmo que o resultado desse trabalho esteja longe do melhor que a pessoa possa ter apresentado um dia ? Se não for algo que onere cofres públicos ,como é o caso do MMA ,não serei eu a dizer que o cara não deveria estar lá tentando ,no caso do Wanderlei até abri uma exceção ,pelo longo tempo que estava sem lutar a curiosidade falou mais alto e não fiquei decepcionado ,triste sim ,pois queria que ele vencesse ,assim como queria que o Fedor também tivesse sua mão levantada , o russo foi trocar chumbo e foi baleado primeiro ,acontece com quem não tem medo de ir pra cima do adversário ,Wanderlei foi ,ou tentou ser o velho cachorro louco de sempre ,não faltou vontade ,sangue olho e uma faísca do monstro de outras épocas em alguns poucos momentos ,faltou pulmão estratégia ,defesa de quedas e outras coisas? faltou sim , mas esse não seria o Wand se lutasse do jeito que queríamos contra o mala do Sonnen ...
  2. Derrick Lewis desiste de aposentadoria e revela truque para se livrar de médicos do UFC Por Diego Ribas Assim que foi nocauteado por Mark Hunt em seu combate mais recente, realizado no UFC Nova Zelândia no último dia 11 de junho, Derrick Lewis surpreendeu todos os seus fãs com o anúncio de que se aposentaria do esporte. Na época, o americano usou o desconforto de seus familiares em vê-lo atuar como justificativa para sua escolha. Contudo, menos de um mês depois, o peso-pesado resolveu voltar atrás em sua decisão, e garantiu inclusive que irá mentir para os médicos se isso for agilizar seu retorno ao octógono mais famoso do mundo. Em entrevista ao programa ‘The MMA Hour’, nesta segunda-feira (26), o peso-pesado não escondeu que passa por sérios problemas físicos, com direito a duas fraturas em partes diferentes do seu corpo desde fevereiro deste ano, quando subiu ao cage em sua penúltima apresentação e nocauteou Travis Brownie. No entanto, mesmo com as contusões, Lewis concluiu que a decisão foi precipitada, e inclusive indicou quem gostaria de ter como seu próximo oponente: ninguém menos do que Francis Ngannou. “Foi [depois dos comentários do Francis que eu resolvi não deixar o MMA], ele me trouxe de volta. Se eu puder, quero enfrentá-lo. Caso não, será divertido. Estou de volta, não me aposentarei. Meu treinador não queria que eu me aposentasse. Sei o porquê disso, é porque ele se demitiu do emprego alguns meses atrás e conta comigo para ajudá-lo. Mas não me aposentarei”, revelou o peso-pesado. “Disse antes da luta para minha esposa que aquela poderia ser a minha última luta, porque meu corpo… Tive um problema dos nervos em dezembro, mal conseguiu mexer os meus lábios e nem perto do nariz, fora o meu pé, que ainda está quebrado. Meu pé e minha costela ainda estão quebrados desde a luta contra o Travis Browne. [Disse aquilo] No calor da emoção, e não me arrependo”, analisou. Justamente por estar com o pé e a costela quebradas, Lewis sabe que qualquer médico que se preze não o liberaria para lutar em suas atuais condições físicas. Por isso, na tentativa de evitar ficar um bom tempo de molho, o americano garantiu que fará o necessário para voltar à ativa o quanto antes. Nem que para isso seja necessário mentir para os doutores. “O que estou fazendo agora é dizendo a eles [médicos] que não sou lutador. Então eles não enviarão uma nota para o UFC dizendo que não me permitem lutar. Digo que não sou um lutador, porque não quero que o UFC saiba que estou lesionado. Não sou famoso, sou apenas um cara negro normal do outro lado da rua. Eles [médicos] não sabem quem eu sou, digo que sou piloto. Não pareço com um piloto?”, completou em tom de brincadeira.
  3. Valeu cabrió ,cheguei a pensar em não postar a entrevista por ser um pouco longa ,mas se tratando do Wanderlei esse detalhe não dá pra ser levado em conta , além da qualidade como lutador poucos caras são tão sinceros quando dão uma entrevista ,abraço!
  4. Estou sem acreditar que o Hendricks falhou outra vez pra bater o peso ,ontem ainda postei um tópico sobre ele falando que que tinha superado esse problema da balança , vai lutar nos pesados pra solucionar isso? assim fica dificil de continuar torcendo ...
  5. Wanderlei revela depressão, promete surra em Sonnen e elogia Cris Cyborg "Cachorro Louco" volta a lutar neste sábado, depois de mais de quatro anos longe do cage, e garante que vai castigar desafeto americano na luta principal do Bellator 180 Por Evelyn Rodrigues Neste próximo sábado, Wanderlei Silva voltará ao cage depois de exatos 1332 dias distante de uma luta profissional. Foi no longínquo dia 3 de março de 2013 que o "Cachorro Louco" fez sua última luta no MMA, ainda no UFC, quando venceu Brian Stann. Agora, o desafio será encarar o desafeto Chael Sonnen, em nova casa: o Bellator. O brasileiro e o americano farão a luta principal do card de número 180, na mítica arena do Madison Square Garden, em Nova York. Em entrevista exclusiva ao Combate.com, Wanderlei não escondeu a ansiedade por voltar a lutar e revelou ter passado por um período de depressão quando pendurou as luvas. - Realmente foi muito difícil esse período fora. Imagina qualquer trabalho que você tenha: você acorda e tem sua rotina, e eu tinha minha rotina desde os 13 anos. Acordava, ia para a academia, tinha um próximo oponente, um próximo evento, e de repente acabou. Acordava de manhã, tinha uma casa bonita, carro, dinheiro, mas não tinha o que fazer. Viajava bastante, tinha bastante seminários, mas isso é um bico, não é um trabalho fixo. Nunca fiquei sem lutar. Então, tive um período muito difícil, tive muita depressão, fiquei em casa... Mas tive um grande suporte da minha esposa, dos meus filhos. Dava uma aula aqui, uma aula ali, mas não tinha algo fixo para fazer. Foi realmente um período muito difícil. Essa volta aos ringues tem sido para mim como uma grande terapia. Ao falar do hiato na carreira, Wand lembrou a desavença que o fez deixar o Ultimate e anunciar a aposentadoria, em setembro de 2014. À época, ele fugiu de um teste antidoping surpresa justamente antes da luta contra Sonnen - com quem fez o TUF Brasil 3 -, e então começou uma batalha contra a organização e seu presidente, Dana White. - A aposentadoria foi uma aposentadoria entre aspas, forçada. Me desentendi com o antigo dono do evento, rolou tudo aquilo, e parei com 49 lutas. E o pessoal perguntava: "Por que parou?". Parei porque não estava mais a fim de lutar para aquela organização. O pessoal fala: "Qual o meu sentimento por Dana White?". Dana White é um grande empresário, e quando dois leões se encontram rola briga, e rolou um desentendimento normal. Respeito ele, é um grande empresário, mas ficou melhor cada um na sua. E ele teve uma grande atitude de me liberar do contrato para que tocasse minha vida, e deixar o Wanderlei Silva fora dos ringues é um crime. Logo que tive a liberação do antigo evento, o Bellator e o Rizin já entraram em contato comigo e me fizeram ótimas propostas para voltar a lutar. Me foi oferecido para lutar no final do ano, mas em dezembro não pude, não estava pronto ainda devido à minha lesão, e agora no meio do ano deu a arena certa, o oponente certo e agora estou aqui. A primeira luta profissional de Wand foi em 1996. Exatos 21 anos depois, ele atingirá a marca de 50 lutas na carreira, que tem 35 vitórias, 12 derrotas, um empate e uma luta sem resultado. O duelo com Sonnen é encarado por ele como um recomeço. - Estou muito emocionado. Acho que o oponente está à altura, a arena não poderia ser melhor. Chamam o Madison Square Garden como a “arena mais famosa do mundo”, do mundo das lutas, voltar fazendo uma luta principal é um grande teste. Estou há quatro anos fora, estou treinando, treinando bem, mas treino é treino e luta é luta, e sei disso. Quando você entra para valer, a emoção é outra. Já lutei em várias arenas do mundo todo desde os meus 13 anos, arenas pequenas e arenas gigantescas, e estou encarando isso como um recomeço, uma reestreia, e estou encarando também como um presente que estou dando para os meus fãs. Esta vai ser minha luta de número 50, no Madison Square Garden. Garden é jardim (em inglês), é o jardim dele, porque óbvio, o americano é muito patriota, por isso que o (Donald) Trump se elegeu. Tenho certeza que aqui vai rolar um grito de "U-S-A", mas aí no Brasil sei que vai estar todo mundo torcendo por mim, mandando aquele pensamento positivo. Wanderlei Silva está de volta para realmente fazer a alegria do povo (...). Quero agradecer a torcida de todos vocês, espero que vocês vejam o combate de sábado. Vou lá surrar o Sonnen, na casa dele! Aqui a torcida pode ser dele, mas sei que você aí (no Brasil) vai torcer para o Silva. Wanderlei Silva e Chael Sonnen brigaram durante as gravações do TUF Brasil 3 (Foto: Reprodução/ TUF Brasil 3) A luta com Chael Sonnen é um capítulo à parte na história de Wanderlei Silva. Os dois trocaram farpas durante todo o TUF Brasil 3, em 2014, e chegaram às vias de fato, quando o americano chegou a derrubar o brasileiro durante uma briga nas gravações. O Cachorro Louco não esqueceu de nada disso, e promete “cobrar a conta” logo mais. - A hora que fechar a grade, a gente vai ver qual é. Vamos resolver essas desavenças, e sem dúvida essa luta é um grande presente para o público, é uma das últimas rivalidades reais que a gente vê no mundo do MMA. O pessoal fala: "Mas tudo aquilo era verdade?". Claro que é verdade, e quem começou foi ele, quem encostou a mão primeiro no outro foi ele, foi ele que me empurrou, que me derrubou lá na frente de todo mundo. Na verdade, ele é quem está devendo para mim, e vou acertar essa conta no sábado. Vai ser uma luta imperdível. Vai ter a luta do Fedor, duas disputas de título, então está um evento imperdível. O Bellator é tido como o segundo maior evento do mundo (no MMA), mas está todo mundo dizendo que no sábado, com a luta do Wanderlei Silva, vamos ser o número 1 - prometeu. No bate-papo, Wand ainda fez elogios a Cris Cyborg, declarou que gostaria de enfrentar Fedor Emelianenko no futuro e se disse satisfeito com o reconhecimento dos lutadores mais jovens. Confira outros trechos da entrevista de Wanderlei Silva: "A Cyborg é o Fedor do MMA feminino" Cris Cyborg ganhou muitos elogios de Wanderlei Silva: "A maior lutadora de todos os tempos" (Foto: Reprodução / Instagram) - Nada mais justo do que a Cyborg disputar agora esse cinturão do UFC. Ela deveria ter começado na categoria dela (no peso-pena) e terem começado por ela (a divisão), porque ela é a maior lutadora de todos os tempos. Ela é o Fedor das mulheres, faz dez anos que não perde, a única luta que ela perdeu até eu que estava no córner. A gente colocou ela para lutar e a garota estava no chão e chutou a Cyborg, ela caiu no chão e machucou o braço. A Cyborg acabou perdendo, tadinha. Depois disso, ela teve uma carreira avassaladora, é a melhor de todos os tempos, é uma mulher que deixa até a gente mal de cabeça. A gente acorda e às 11h vê o Instagram da Cris e ela já fez ferro, manopla, jiu-jítsu, wrestler e já está indo fazendo uma corridinha (risos). Para vocês verem que, quando uma mulher quer, uma mulher decidida, uma mulher determinada, ela dá de dez no homem. E a Cyborg é a prova disso. De todos os atletas que conheço, e conheço muitos atletas, a Cyborg sem dúvida é a que mais treina. Não é que ela é um fenômeno, mas ela treina, o segredo é esse. Quem aguentar fazer o que ela faz, vai ser tão bom quanto. Ela é malvada também, pega as gurias e desce o sarrafo (risos). Até gostei muito da atitude dela com essa garota que se folgou com o marido dela, que ela foi lá e "arrancou" o dente da guria. Possível luta com Fedor Emelianenko - Isso é uma coisa que estava me perguntando esses dias. Na época que eu era tido como melhor do mundo e ele também, o pessoal falava: "Por que você não lutou com ele?". Porque essa luta nunca me foi oferecida, nunca ninguém falou: "Quer lutar com o Fedor? Luta com o Fedor". E, sem dúvida, acho que seria uma luta interessantíssima, aceitaria lutar com ele, porque é um cara que respeito, é uma lenda, e quero me testar. Lutar com os grandes que ainda estão na ativa é um presente para os fãs. Estava com o Royce (Gracie) agora de manhã, e falei que vi o Royce lutar com o (Ken) Shamrock, e dizem "Ah, a luta não foi tudo aquilo", mas vi os caras lutarem, vi os caras entrarem no ringue, os caras se digladiando na idade deles. Isso é uma coisa que está acontecendo mais agora, e estou muito feliz de poder ver que está sendo dado um bom palco bom para nós, que estamos conseguindo fazer os grandes clássicos. Quando o cara consegue chegar nesse patamar - estou com 40, vou fazer 41 anos - e consegue estar competindo, realmente é algo que tem que ser visto. E espero ter a performance que realmente o pessoal espera. Estou muito bem treinado, estou saindo na mão com a rapaziada. Faz seis meses que estou tomando amasso na academia (risos), agora vou me vingar do meu oponente no sábado. Mas considero (Fedor) o melhor de todos os tempos. Nessa luta agora vai pegar um cara mais jovem, o oponente dele não é bobo, é tão grande quanto ele, é uma luta dura, e ele está aí botando a cara para fazer. Quando o cara tem o saco de continuar treinando e competindo, a gente tem que realmente enaltecer. Legado e reconhecimento dos ídolos atuais - Se for deixar algum legado é o da raça, da perseverança, da força de vontade. Eu fico muito feliz de os ídolos de agora, Jon Jones, Georges St-Pierre, chegarem para mim e dizer: "Comecei a treinar por causa de você, comecei a treinar vendo suas lutas". Vejo lutadores novos copiando estilo, dizendo que querem ser iguais ao "Cachorro Louco". Acho que fui um dos primeiros atletas a lutar e virar estrela junto com Sakuraba, na época Pride, um dos maiores eventos do mundo. Fui um dos primeiros a ter a vida toda dentro do ringue, isso é uma coisa difícil, mas não é qualquer um. Por isso que fico muito feliz quando vejo a rapaziada jovem indo ali e fazendo o seu melhor. Gostaria muito de ver o nosso esporte chegar no patamar que merece. A gente deu um “up”, aí dá uma descida, a gente fica nesse sobe e desce e vejo muita gente com 30 anos já parando. Vê o cara lutando e, de repente, está com o carro quebrado, numa academia pequena... Não é nesse patamar que queria ver o esporte. Queria ver a rapaziada bem, cuidando da sua família, com academia bonitas, ou com o burro na sombra, com o pé de meia feito. Tem muita coisa que os lutadores de MMA têm que aprender, e uma delas é aprender a lidar com o dinheiro. Meu pai dizia que o dinheiro foi feito para guardar. O cara ganha US$ 50 mil dólares e depois compra um carro de US$ 40 mil. Aí se aperta e vende o carro por US$ 20 mil. Você tem que guardar o dinheiro porque não sabe o dia de amanhã, você não sabe quando vai lutar. Não existe carreira mais incerta que a de lutador. Você luta agora, perde duas, três e não sabe o que vai acontecer com você. Toma um azar, uma invertida como aconteceu com o José Aldo, mas o Aldo é o Aldo, junto com o Fedor são os melhores da história, e aconteceu o que aconteceu. Se o Aldo não fez o pé de meia dele, o que acontece? E o Renan Barão? Ganhou 32 lutas seguidas e ficou rico, ou não ficou? A gente tem que aprender com o erro e acerto dos outros. Se for deixar um legado é que aprenda a usar bem o seu dinheiro, compre um terreno, faça uma casa... Nesses quatro anos que fiquei parado ninguém foi bater na porta e perguntar se eu estava precisando de alguma coisa, e as contas continuam chegando. Graças a Deus, sempre fui muito mão de vaca, quem me conhece sabe disso, economizei todo o dinheiro que ganhei, e posso agora lutar porque gosto. Existe um lado positivo do Sonnen? - Achei bonito o filho dele, vi o filho dele por aí esses dias, para não dizer que não gosto de nada dele (risos). Na verdade, tirando a rivalidade em si, o cara se promove bem. A gente não pode menosprezar ninguém, mas dentro do nosso meio o cara começou a se promover, começou a promover melhor as lutas e isso é bom para nós. Tenho uma rivalidade pessoal, mas temos que pegar o que tem de bom. O da vez agora é o McGregor, que sabe promover a luta dele, sabe mexer com o oponente na hora certa. Você que é lutador, realmente se for te dar uma dica, nós não somos pagos para ser educados, somos do bairro, somos da vila, como a gente chama. Vamos ser polidos agora? Não. Se você tem um oponente, olha no olho. Fala, com toda a educação, que você vai quebrar a cara dele. Não custa nada, é um jeito de você apimentar a luta, de realmente fazer as pessoas quererem ver o seu combate. Você tem que encarar a luta com seriedade, olhar seu oponente e falar: "Agora é o seguinte, vou te pegar!".Fechou a grade, o mais difícil nós fazemos, que é sair na mão. Para que a gente cresça, a gente tem que ter mais audiência. Para ter mais audiência, cada lutador, de cada evento tem que saber fazer sua parte. Em todas as áreas. Se for copiar alguma coisa dele, fale a coisa certa na hora certa. Chael Sonnen e Wanderlei Silva já se desentenderam na coletiva do Bellator, na quinta-feira (Foto: Evelyn Rodrigues) Acidente e acerto com o Bellator - Tive um acidente gravíssimo quando fui atropelado de bicicleta no Brasil. Estava andando de bicicleta na América, na Califórnia, e aí levei a bicicleta para o Brasil e achei que era a mesma coisa. Comecei a andar de bicicleta no Brasil até comprar um carro, e realmente isso que é muito triste. No Brasil, as ruas são muito estreitas, e o cara passou e me atropelou e foi embora. Foi um imprevisto, acho também que ninguém atropela por querer, o cara pode ter se assustado e saiu correndo. Viu que era o Wanderlei Silva e saiu correndo (risos). Mas realmente tive uma lesão no ombro e no joelho, por isso que não lutei em dezembro. E por isso que é bom ter amigos. O pessoal do Japão (do Rizin) me ofereceu e eu estava machucado, mas estava voltando a treinar, não estava 100%, e meu professor falou: "Mas você vai sair da lesão para a luta?". Falei: "Mas o pessoal está pedindo...". Ele disse: "Mas não tem como, nesse momento não tem como, tem que treinar melhor". Recusei a luta, me ofereceram uma grana muito boa, e fui testado na minha ganância. Se entro ali e faço a luta, ganhando ou perdendo ia receber a bolsa, mas isso não seria justo, nem comigo e nem com meus fãs. Demorou tanto tempo para ter esse legado e todas as pessoas que me seguem! Tenho que estar, no mínimo, em condições de fazer uma boa apresentação para vocês, e é isso que vou fazer agora no sábado. Bellator 180 24 de junho, em Nova York (EUA) CARD DO EVENTO: Peso-meio-pesado: Wanderlei Silva x Chael Sonnen Peso-pesado: Fedor Emelianenko x Matt Mitrione Peso-meio-médio: Douglas Lima x Lorenz Larkin Peso-leve: Michael Chandler x Brent Primus Peso-leve: Aaron Pico x Zach Freeman Peso-meio-pesado: Phil Davis x Ryan Bader Peso-pena: James Gallagher x Chinzo Machida Peso-meio-médio: Neiman Gracie x Dave Marfone Peso-mosca: Heather Hardy x Alice Yauger Peso-meio-médio: Ryan Couture x Haim Gozali Peso-leve: Jerome Mickle x Anthony Giacchina Peso-meio-médio: John Salgado x Hugh McKenna Peso-galo: Matt Rizzo x Sergio da Silva Peso-leve: Bradley Desir x Nate Grebb
  6. Johny Hendricks conta como subir de peso salvou sua carreira: “Tudo o que me importava era derrotar a balança” Por Phil Santos Após constantes batalhas com a balança, o ex-campeão dos meio-médios do UFC Johny Hendricks parece ter retomado o gosto pelas lutas. A sequência de três derrotas em 2016 não parece ter doído tanto quanto ter uma luta cancelada no fim de 2015 por problemas de saúde ao cortar peso, e ainda duas lutas seguidas sem bater o peso limite de 170 libras, ou 77kg. Em toda a sua carreira, Hendricks precisou fazer cortes brutais de peso, porém o ano passado foi o mais sério de todos. Seu corpo simplesmente parava de cortar o excesso de peso durante os treinamentos, e ele relatou que precisava deixar certas combinações de golpes de lado para não ficar sem fôlego, tamanho o esforço apenas para cortar peso. Em participação no podcast Fight Society, Hendricks relata que perdeu a alegria de pisar no cage para lutar. “Foi por isso que cogitei me aposentar. Eu dizia a todos para fazer algo que os fizessem felizes. Se você faz o que ama, você trabalhará fácil todos os dias. Chegou o ponto onde eu não gostava mais de lutar. Tudo o que eu me importava era em derrotar a balança, até que eu não podia mais competir com ela, e pensei ‘acabou pra mim'”, conta. No entanto, ele ainda tinha uma chance. Embora seja um dos atletas mais baixos do peso médio, cujo limite de peso é 185 libras ou 84kg, o “Big Rigg” preferiu fazer ajustes no estilo de luta para adaptar sua envergadura e velocidade. Assim, ainda competiria com os melhores atletas da divisão, e estreou no novo peso com sucesso em Fevereiro, derrotando Hector Lombard no UFC Fight Night 105. “Eu achei que estava acabado mesmo. Eu estava literalmente pronto para sair do esporte e estar tranquilo com ter terminado a carreira. Mas nos médios, pedi aos técnicos para me darem mais uma chance. Deixem-me ver se a vida é mais fácil nos médios. E eles disseram ‘estamos aqui até você decidir parar’. Então fui lutar e amei cada minuto no octógono”, relata. Desde que subiu de categoria de peso, a paixão do ex-campeão pelo esporte reacendeu, por não precisar mais fazer um extenuante esforço apenas para bater o peso. Geralmente, na semana da luta, ele ainda precisava cortar de 15 a 20 libras, além de todo o peso cortado durante o treinamento. Este processo lhe afetou bastante, e por outro lado, estando nos médios, ele pode treinar o quanto quiser sem se preocupar com cortar peso até os últimos segundos do horário de pesagem. “Quando eu subi de peso, todos do UFC — exceto Dana White –, eu conversei com todos e eles disseram ‘você está bem, parece que voltou a ser quem era quando estava bem mentalmente e fisicamente, parece que está se divertindo novamente’. Era tudo o que eu queria ver. Eu não foquei em nada exceto melhorar minhas habilidades e me divertir lutando”, revela. Neste domingo, Hendricks fará sua segunda luta na nova categoria de peso. Ele enfrentará Tim Boetsch no UFC Fight Night 112. Boetsch é um veterano da categoria, na qual sempre transita no top 15 e 10, mas Johny acredita que está ajustado à nova realidade, e que poderá chegar ao topo da categoria em breve. “Eu penso que é uma grande divisão [de peso] para mim. Acho que minha força e velocidade serão meus maiores atributos, porque irão olhar para mim e dizer ‘ele era um meio-médio’, mas adivinha? Não tinha ninguém nos meio-médios que eu enfrentei que era mais forte que eu. Não enfrentei ninguém que senti que eu não poderia superar as forças do oponente. Então, como já posso levantar peso novamente, acredito que irei chocar algumas pessoas. Além disso, estou acostumado com meio-médios, eles são rápidos, se movimentam bem. Estou tão acostumado com essa velocidade e esse movimento que, se eu conseguir mantê-los no peso médio, eu serei um alvo difícil de ser atingido”, afirma. Como se não bastasse, o ex-campeão tem sede de títulos. Ele chegou na organização para ser campeão, e mesmo já tendo chegado ao topo nos meio-médios, ele está com os olhos fixos no título dos médios. Ele está disposto a fazer este caminho, começando com uma vitória contra Boetsch. “Essa é minha esperança. Por qual outro motivo eu estaria fazendo isto [lutando]? Eu não estou aqui para vencer duas lutas, perder outras duas e dizer ‘ei, eu pelo menos tive a gana para subir de peso e fazer algo’. É sempre pelo cinturão. E agora que eu tenho esse amor pelo esporte novamente, eu vou apenas ficar melhor e melhor”, finaliza.
  7. Duas novas lutas adicionadas ao Rizin World GP 2017: 1st Round Por Gustavo Lima Dois novos duelos foram adicionados ao card do Rizn World GP 2017 1st Round, que acontecerá na Saitama Super Arena no Japão em 30 de Julho. O wrestler iraniano Amir Aliakbari recepcionará o americano Tyler King em sua estreia na organização japonesa num duelo de pesados, enquanto Teodoras Aukstuolis enfrenta o sueco Karl Albrektsson no meio-pesado. Aliakbari (6-1) vinha invicto até ser nocauteado por Mirko “Cro Cop” Filipovic na final do World GP de 2016. Após conhecer sua primeira derrota na carreira, Amir voltou ao ringue o mais rápido que pode, batendo o brasileiro Gerônimo dos Santos em performance monstruosa no RIZIN in Yokohama 2017, realizado em Abril. King (12-5) é ex-jogador de futebol americano e tem passagens por WSOF, Bellator e CES. O atleta busca se recuperar da derrota por nocaute sofrida para Keith Bell no último mês de Janeiro. O lituano Teodoras Aukstuolis (10-4) lutará pela primeira vez no Rizin em sua categoria original (meio-pesado) e busca voltar a emendar uma sequência de vitórias, algo que não consegue desde que perdeu para King Mo nas semifinais do World GP de 2015. Albrektsson (5-1) conheceu seu primeiro revés da carreira na primeira rodada do World GP de 2016, ocasião em que foi eliminado por Valentin Moldavsky. O sueco de somente 23 anos é um dos principais prospectos escandinavos na categoria. Ao contrário dos dois anos anteriores (onde o torneio foi em peso aberto), o Rizin World GP 2017 será disputados no peso galo. Os primeiros duelos do torneio já foram definidos, confira abaixo o card parcial do evento. World GP 2017 – Chave A: Kyoji Horiguchi vs.Hideo Tokoro World GP 2017 – Chave A: Takafumi Otsuka vs. Anthony Birchak World GP 2017 – Chave A: Keita Ishibashi vs. Khalid Taha Miyuu Yamamoto vs. Cassie Robb Satoru Kitaoka vs. Yusuke Yachi Reina Miura vs. Lei’D Tapa Tenshin Nasukawa vs. Kizaemon Saiga Amir Aliakbari vs. Tyler King Teodoras Aukštuolis vs. Karl Albrektsson
  8. Campeão do Bellator, Douglas Lima garante: ‘Posso bater os caras do UFC’ Campeão meo-médio do Bellator, Lima coloca seu cinturão em jogo contra Lorenz Larkin, ex-top 5 do UFC Por Laerte Viana Atual campeão peso meio-médio (até 77kg) do Bellator, Douglas Lima quer provar que é, de fato, um dos melhores do mundo na categoria, podendo bater até mesmo os lutadores do UFC, maior organização de MMA do mundo. Neste sábado (24), em Nova York, ele terá um importante desafio pela frente: enfrenta o perigoso striker Lorenz Larkins, ex-top 5 do Ultimate, no Bellator 180. De acordo com o brasileiro, uma vitória sobre o norte-americano servirá para mostrar que o nível da companhia em que atua é tão alto quanto o do UFC. “Essa luta é muito importante. Ele é um cara que veio do UFC, vem de duas vitórias muito grandes, é um nome grande no mundo do MMA e é o que eu preciso para a minha carreira: provar que posso ganhar desses caras do UFC também. Muitas pessoas falam que o cara do Bellator não pode competir com o cara do UFC e tenho a oportunidade de provar que eles estão errados. Treinamos 12 semanas para essa luta, estamos bem preparados, dieta boa, peso descendo, o Larkin é um cara duro, um striker de alto nível, já ganhou de muitos caras duros e não vejo a hora de lutar com ele. Estou bem preparado e mal vejo a hora de botar o cinturão. Podem ficar tranquilos porque vou manter o meu com certeza. Estou treinando muito para fazer isso acontecer e vamos para cima”, declarou, em entrevista ao site ‘Combate.com’. No Bellator, inclusive, há quatro campeões brasileiros (além de Douglas, Patrício Pitbull (penas), Dudu Dantas (galos) e Rafael Carvalho (médios), enquanto o UFC tem apenas a peso galo feminino Amanda Nunes ostentando o cinturão. Para Douglas, o importante é que o Brasil continue sendo bem representado, independente da organização. “No UFC perdemos alguns campeões, mas no Bellator tem quatro, então estamos indo bem pelo menos aqui no Bellator. É bom representar o Brasil e continuar como campeão porque precisamos de mais campeões brasileiros”, concluiu.
  9. ‘Thominhas’ prevê reencontro com Cody no UFC: “Vai ser diferente” Por Felipe Castello Branco O MMA brasileiro está longe de viver sua melhor fase no UFC, a maior organização do esporte no mundo. Com apenas um cinturão no evento, a esperança dos fãs é depositada nas grandes promessas, como Thomas Almeida, paulista de 25 anos e atual nono colocado no ranking peso-galo (61 kg). Sabendo da responsabilidade que carrega, o lutador garantiu que seu caminho voltará a se cruzar com o de Cody Garbrandt, campeão da categoria e responsável pela única derrota em seu cartel, e de quebra cravou que o resultado será bem diferente do primeiro do duelo. ‘Thominhas’, apelido pelo qual é chamado pelos parceiros de treino na academia Chute Boxe, perdeu sua invencibilidade de 21 vitórias ao ser nocauteado por Cody em maio de 2016. No entanto, o brasileiro deu a volta por cima, venceu a luta seguinte e já tem data marcada para seu próximo compromisso, quando enfrentará Jimmi Rivera, atleta bem ranqueado e que ocupa a quinta colocação na categoria. Por isso, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, o peso-galo reconheceu que uma nova vitória é o primeiro passo rumo à empreitada de conquistar o título – e, se tudo der certo, devolver o gosto margo ao ilustre algoz. “Tenho vontade, ele é o campeão, mas isso é mais para o futuro. Minha mente está no Jimmie, a derrota já passou e aprendi muito com ela, mas o foco agora é outro. Ele virou o campeão e meu objetivo é ser o campeão, tenho certeza que ainda vamos nos encontrar e vai ser um resultado diferente. Melhorei muito meu estilo e aprendi muito. Ele [Cody] é muito completo… Tem que usar a velocidade, mexer mais o tronco, não ficar muito parado. Ele é muito perigoso, não posso ser um alvo estático para ele. Ele tem um jogo bom de pernas e tem a mão potente”, dissertou. Para alcançar o objetivo de figurar no topo da divisão dos galos, Thominhas já tem um plano: investir em seu futuro no esporte, seja através da contratação de treinadores ou de possíveis intercâmbios para aperfeiçoar artes marciais específicas. Isso porque, de acordo com ele, qualquer medida que vise o aperfeiçoamento no MMA deve ser considerada quando se trata de alto nível. E como fonte de renda extra, o brasileiro carrega nada menos do que cinco prêmios bônus ao longo de suas seis apresentações no evento. “Meu foco principal é investir em treinamentos, investir em mim e em viagens para agregar no meu treinamento. Investir em qualquer coisa relacionada a minha carreira, porque o meu foco é e tornar o campeão. Depois guardar uma grana para o meu futuro né, porque o futuro de lutador é bem incerto porque não podemos trabalhar até os 60 anos. É preciso manter a cabeça no lugar, mas o foco é investir no meu futuro, ser campeão. Desde trazer treinadores como ir fazer uma viagem. Tudo e válido, tudo que vai somar na busca da evolução é válido”, analisou. Apesar de demonstrar o desejo de se tornar o campeão de sua categoria, Thominhas prefere manter os pés no chão e focar especificamente em Jimmie Rivera, americano que enfrentará no próximo dia 22 de julho. Por isso, o atleta de 25 anos da academia Chute Boxe garantiu que deixará qualquer conversa sobre título para depois dessa disputa. “Meu objetivo é o cinturão, mas não fico pensando muito nisso não. Meu objetivo agora é lutar com o Jimmie, e ganhando dele tenho certeza que vou lá para cima porque ele é um top cinco da categoria. Meu pensamento é no presente, depois veremos o que acontece. Estou 100% para essa luta e depois a gente vê [sobre cinturão]. Mas com certeza será um grande passo”, completou.
  10. ‘Borrachinha’ mira hiato de revelações brasileiras para crescer rápido no UFC Por Felipe Castello Branco Paulo ‘Borrachinha’ fez apenas duas lutas no maior torneio de MMA do mundo, mas parece que sua moral já está lá em cima. Tanto é verdade que parte da imprensa foi convidada pela assessoria do UFC para realizar uma bateria de entrevistas com o mineiro nesta semana, no Rio de Janeiro. Esses eventos organizados pelo Ultimate apenas para um atleta são normais, mas acontecem geralmente com grandes nomes, como José Aldo, Ronaldo ‘Jacaré’, Demian Maia e outros. Ou seja, um claro sinal de que a organização quer investir no atleta de apenas 26 anos de idade. Em conversa com a Ag. Fight, Borrachinha garantiu estar ciente de tudo o que está acontecendo ao seu redor e também da movimentação feita pelo Ultimate em prol do seu nome. Pronto para se estabelecer como futuro ídolo do esporte, o jovem atleta acredita que esse reconhecimento relâmpago surgiu por conta dos seus bons resultados dentro do octógono, onde venceu as duas lutas que disputou por nocaute. “O apelo dos fãs ajuda, mas acho que o UFC está apostando muito em mim e apostando como um possível ídolo da nação. Sei o peso que isso tem, mas estou preparado para carregar isso. O UFC percebeu que tenho facilidade para me comunicar com o público e também estou dando bons resultados. Surpreendeu [a atenção dada a ele], porque a gente não está acostumado a ver. Ainda mais tão cedo…”, refletiu o peso-médio (84 kg) do UFC. Com uma análise bastante sóbria sobre o atual momento da sua categoria e sem medo de pensar alto, Borrachinha afirma que a divisão está bastante parada no que diz respeito a novos nomes. Inclusive a safra brasileira, que possui feras como Anderson Silva, Vitor Belfort e Ronaldo ‘Jacaré’, todos por volta dos 40 anos de idade. E é esse hiato entre grandes lutadores e a nova geração que o mineiro quer usar para subir rapidamente degraus importantes rumo a chance de estar entre os melhores. “A categoria ficou travada por conta do Michael Bisping, que não quer lutar e já está falando até em aposentar. Não entendo o que ele quer fazer. Acho que quer ser campeão sem lutar. Mas Acho que faltou renovação. O (Robert) Whitakker talvez seja a maior renovação e nem tão novo é. Mas analisando pelo lado do Brasil, a última grande esperança era o Jacaré. O Anderson acho que não almeja mais o cinturão. É muito árduo lutar em alto nível. Acho que ele quer uma ou duas superlutas no ano no máximo. O Vitor já passou. O Jacaré eu não sei como está animado para voltar. Então, por um lado é ruim, mas por outro é bom porque é um caminho mais fácil para que eu possa chegar lá”, analisou. Com dez lutas em seu cartel, Paulo Borrachinha venceu todas as vezes que colocou as luvas e subiu no cage na sua vida. O último triunfo foi diante de Oluwale Bamgbose, no UFC 212, disputado no Rio de Janeiro. Foi o nono nocaute de sua carreira, que também conta com uma finalização, e única vez que ele precisou disputar o segundo round na carreira.
  11. Mayweather x McGregor! ‘Treinador das estrelas’ destrincha detalhes da superluta de boxe Por Gabriel Monteiro Torres Ex-lutador de boxe e mais renomado treinador da nobre arte no Brasil, Luiz Carlos Dorea carrega currículo invejável. Responsável por lapidar as mãos de Acelino ‘Popó’ Freitas, campeão mundial de boxe, Robson Conceição, campeão olímpico, e Junior ‘Cigano’, ex-campeão do UFC, o veterano de 52 anos conhece como poucos no mundo os detalhes e diferenças entre os dois esportes. Justamente por isso ele foi o convidado da Ag. Fight para analisar a disputa entre Floyd Maywether e Conor McGregor. O duelo, marcado para o dia 26 de agosto deste ano, coloca frente a frente os maiores vendedores de pay-per-view da história da duas modalidades em um confronto que garante não apenas a atenção dos fãs, mas dos especialistas na modalidade. Afinal, franco atirador e grande zebra da noite, o irlandês tem a seu favor poucos, porém valiosos, pontos que foram destrinchados por Dorea durante conversa com a nossa reportagem. “Os dois tem estilo de lutar [com base] na perna de trás, naquele vai e vem. Um deles terá que buscar a luta. Alguém vai sair da sua característica. Os dois trabalham com a mão da frente baixa, no vai e vem, fazendo resposta [aos golpes do adversário] com a mão de trás com perfeição. E depois combinam golpes. Mas quem achar melhor a distância tem vantagem. E o Mayweather está muito acostumado ao ringue, a experiência deve fazer a diferença”, narrou, sem esconder o amplo favoritismo dado ao pugilista norte-americano, invicto em 49 apresentações no esporte. Com isso em mente, Luiz Dorea identificou no irlandês valências físicas que lhe dariam supremacia em determinados momentos do confronto, a começar pelos rounds iniciais, onde sua envergadura e peso superior o tornaria perigoso, sempre aliado ao punch nocauteador do astro do MMA. “Poder de nocaute o McGregor tem. O que acho difícil é nocautear o Mayweather por conta de sua habilidade. Não é impossível, tudo pode acontecer. Mas a habilidade e experiência do Mayweather nos faz crer que não aconteça. […] A envergadura do irlandês é o que pode fazer ele impor sua vantagem de peso e estatura. Essa vantagem pode ser tirada com deslocamento de tronco do Mayweather. Então, ele terá que buscar ser efetivo no início, já que uma luta longa favorece ao mais experiente”, ponderou, antes de prever o desenrolar do confronto. “Para mim, a luta vai se desenrolar assim: Se o McGregor não encaixar um bom golpe nos dois primeiros rounds, acredito que o Mayweather vença por nocaute depois do terceiro round. O McGregor é muito destemido, acho que seu estilo terá que se adaptar aos rounds de boxe, mais curtos, e terá que melhorar velocidade e se mover mais. O que o ajuda é o peso, a força. É o lado positivo dele. Mas o Mayweather já lutou com caras assim e se deu bem. Mas o McGregor tem estrela muito grande [risos]. Não pode ser subestimado”. A pedido da reportagem da Ag. Fight, Dorea topou se colocar na posição do treinador de McGregor. Especialista na transição de atletas do boxe para o MMA, o veterano que já cuidou das mãos de feras como Anderson Silva, Vitor Belfort, Demian Maia e Rodrigo ‘Minotauro’, inverteu o caminho e ‘aconselhou’ o irlandês para a hora da luta. “Se fosse treinador do McGregor, treinaria para encurtar a luta, tirar o espaço do Mayweather. Buscaria golpes efetivos na cabeça e corpo para fazer ele parar de se movimentar. Tem que levantar as mãos e buscar mais a luta, usar a mão de trás de canhoto com combinações de golpe. Começar minando o corpo, até mesmo no clinche, e desgastar o Mayweather. Fazer força para depois buscar a luta, e usar essa vantagem no início”, finalizou.
  12. Tony Ferguson parabeniza McGregor x Mayweather, mas cobra título interino do UFC Por Diego Ribas Dono de uma sequência de nove vitórias consecutivas na categoria peso-leve (70 kg) do Ultimate, Tony Ferguson viu a chance de conquistar o título da divisão escapar de suas mãos quando Khabib Nurmagomedov se lesionou na véspera do combate que travariam no UFC 209, em março. Já na última semana, o americano de ascendência latina percebeu que o desejo de se tornar campeão ficou ainda mais distante com a confirmação de que Conor McGregor enfrentará Floyd Mayweather em uma luta de boxe. Com isso em mente, ‘El Cucuy’ se adiantou em cobrar que a maior organização de MMA do mundo disponibilize um título interino. Em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, Ferguson se garantiu como o real merecedor do cinturão da categoria dos leves e ainda fez questão de explicar seu ponto de vista. Para justificar o discurso, o americano ressaltou que, enquanto ele acumula nove vitórias em sequência , McGregor fez apenas uma luta na categoria, vem de apenas duas vitórias consecutivas no UFC e abandonou temporariamente o cinturão para se aventurar em outro esporte. “Eu tenho que dar os parabéns [para McGregor], vai ser dinheiro para c****** para os dois. Mas não esqueça do UFC, porque você está segurando o meu cinturão. Estou aqui, vamos fazer uma luta pelo cinturão interino enquanto Conor está fazendo essa outra coisa. Vamos andar com isso. O título interino está vago. Essa p*** [o cinturão] precisa ficar nas minhas mãos. Tenho nove vitórias consecutivas, e dez soa melhor, então vamos andar com isso”, analisou. Recordista de vitórias consecutivas na categoria dos leves na atualidade, o americano também aproveitou para analisar o casamento da luta entre o irlandês e o pugilista multicampeão mundial. De acordo com Ferguson, o nível do boxe de Mayweather é claramente superior, mas não dá para descartar as chances de McGregor no combate, já que trata-se de um dos melhores artistas marciais do momento. “O boxe de Conor não está no mesmo nível que o do Mayweather. Tenho que dar a ele o benefício da dúvida: continue com vontade, insista nisso, e tente nocauteá-lo. Para Mayweather, a mesma coisa. Conor vai tentar nocauteá-lo, cara, então os dois precisam estar preparados. É melhor treinar muito. Queremos ver uma boa luta. Se vou gastar meu dinheiro nisso, quero ver uma ótima luta”, completou.
  13. Mayweather x McGregor pode valer cinturão da WBC Twetter Para alegria dos fãs das artes marciais, a novela que envolveu a negociação do combate entre Conor McGregor e Floyd Mayweather finalmente chegou ao fim na última semana. O combate está agendado para o próximo dia 26 de agosto e marcará a estreia do irlandês no boxe contra o melhor pugilista do século 21. E além da empolgação natural dos fãs, já que trata-se de um embate entre dois exímios competidores em seus respectivos esportes, o público poderá ter um atrativo a mais: uma disputa de cinturão. Em entrevista ao site ‘Espn’, Mauricio Sulaiman, presidente da WBC (Conselho Mundial de Boxe), admitiu que, apesar de se tratar de um combate em que um dos competidores faz sua estreia, existe a possibilidade da disputa valer o cinturão diamante, título honorário criado em 2009 pela organização com o intuito de premiar o vencedor de uma luta histórica entre dois pugilistas de elite. “Talvez [seja pelo título diamante], eu não sei. Não sou contra isso. Claro que esta é uma decisão do conselho do WBC, mas temos que celebrar que o boxe está tendo atenção mundial, independentemente. […] Mayweather se aposentou como campeão, então ele foi premiado com o título emérito e nunca pensamos que ele voltaria ao boxe”, analisou o presidente de uma das maiores organizações do esporte no mundo. Além de supor que o duelo em questão poderá valer o título diamante – o que pode causar surpresa pelo simples fato de McGregor sequer ter estreado no boxe – o cartola foi além e ainda sugeriu quem vencerá a disputa. De acordo com Sulaiman, ainda que McGregor seja um atleta de alto nível e detenha o cinturão peso-leve (70 kg) do UFC, as chances dele vencer o pugilista norte-americano são mínimas. “McGregor teve sucesso no MMA, mas nas regras do boxe vai ser um desafio muito difícil para ele. […] Pessoalmente não vejo uma maneira em que Mayweather possa perder para McGregor porque é boxe e estamos falando sobre Floyd Mayweather, o maior lutador tático que tem inteligência e velocidade”, completou.
  14. Voltando ao Lobov ,que é o assunto do tópico ,por mais insignificante que ele seja ,e é ,a sua recusa em aceitar luta pra ajudar o Conor demonstra inteligência ,além de lealdade a quem com certeza é o responsável pela sua existência no UFC . Com um cartel de três derrotas e duas vitórias ,todas pela decisão unânime ,sem o Conor como "padrinho" e lutando sem grandes performances ,apesar de ser um cara duro ,as chances de já ter sido demitido seriam imensas , fazer main event então nem pensar ,só mesmo com a influência do irlandês ,ou alguém se ilude em achar que o russo vai ter dificuldade em agendar luta enquanto houver possibilidades do seu amigo marrento lutar pelo UFC?
  15. Amigo de McGregor recusa luta no UFC para ajudá-lo a treinar para Mayweather Por Diego Ribas Amigo de longa data de Conor McGregor, Artem Lobov surpreendeu até mesmo a direção do UFC. Em claro sinal de respeito ao amigo, o peso-pena (66 kg) de 30 anos recusou no octógono para ajudar o irlandês a se preparar para o confronto contra Floyd Mayweather. Em entrevista ao site MMA Junkie, o atleta garantiu que recusou uma disputa contra Andre Fili, atleta da Team Alpha Male, e que só voltará a pensar em seu futuro no UFC após ver o amigo nocautear Floyd Mayweather no dia 26 de agosto, em Las Vegas (EUA). “Me ofereceram uma luta como Andre Fili. Ele estava me desafiando no Twitter. Eu teria aceitado essa luta, mas é muito difícil para mim aceitar essa luta no dia 29 de julho. Eu sou necessário nesse camp [do McGregor] e seria um grande risco para mim”, narrou. Com a recusa, o russo naturalizado irlandês se dedicará exclusivamente como sparring e parceiro de treinos do irlandês, que encara o invicto Floyd Mayweather em uma das lutas mais improváveis de todos os tempos do boxe mundial. “Vamos ser honestos. Eu não ligo para o Andre Fili. Poderia lutar com ele em qualquer dia da semana. Depois que essa luta estiver fora do caminho e o Conor tiver nocauteado o Mayweather e o mundo estiver a seus pés, nós veremos o que acontecerá”, analisou, antes de demonstrar gratidão ao ‘The Notorius. “O Conor entrou no UFC. Nós o ajudamos a chegar lá e ele colocou todos nós lá dentro com ele. Eu devo isso a ele para ajudá-lo de qualquer forma que eu possa”, finalizou.