Eder Jofre55

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  1. Georges St-Pierre rechaça luta contra Nate Diaz no UFC 227: "Não vale a pena" Presidente do Ultimate, Dana White vinha negociando o combate para o evento de 4 de agosto, em Los Angeles, porém canadense não vê vantagem em aceitar o duelo com o peso-leve Combate.com A próxima luta de Georges St-Pierre ao Ultimate estava perto de ser agendada para o UFC 227, dia 4 de agosto, em Los Angeles (EUA), contra Nate Diaz, em duelo válido pelo peso-leve. Entretanto, o canadense derramou um balde de água fria nos fãs - e na organização - ao falar que o confronto com o polêmico adversário não está nos planos. Em entrevista ao podcast "The Joe Rogan Experience", nesta quarta-feira, o ex-campeão dos médios e dos meio-médios, não vê vantagem em aceitar o combate. - Completei 37 anos alguns dias atrás (19 de maio). Pelo que me resta, quero fazer uma grande luta, uma luta que os fãs querem ver. Pessoalmente, quero coisas únicas, raras, que nunca foram tentadas antes. Seria algo que me motivaria. Eles me ofereceram o Nate Diaz, agora. Havia um rumor, eles disseram que era negócio fechado. Não da minha parte. E não acho que da dele também. Nate Diaz é um lutador incrível, muito completo. Entretanto, se você se colocar no meu lugar, não há nada bom para mim, exceto o dinheiro, que não é a única coisa que me guia. O veterano acrescenta que conversou com seus treinadores e, desta maneira, todos concordaram que não vale a pena topar o duelo. - Se eu vencer Nate Diaz, muitas pessoas vão dizer: "Ah, ele pegou uma luta fácil". Diaz é quase da minha altura, mas por eu ter lutado no meio-médio a maior parte da minha carreira (e Diaz nos leves), isso vai me fazer parecer ruim. Isso se eu vencer decididamente. Se eu vencer, sem ser decisivamente, será uma guerra de ida e volta: "Ahh, ele é uma porcaria". E se eu perder, meu Deus, esqueça. Será o fim do mundo. Eu considerei (lutar), mas analisei, falei com o Firas (Zahabi, treinador), com todo o pessoal, e estamos na mesma página. Não vale a pena. Campeão dominante nos meio-médios durante anos, Georges St-Pierre decidiu pausar sua carreira por tempo indeterminado, em 2013. Longe das lutas, o canadense somente retornou ao octógono em novembro de 2017, em Nova York, ao desafiar Michael Bisping, campeão do peso-médio. GSP finalizou o inglês, no terceiro round, faturando o título, do qual abriria mão em dezembro para, segundo ele, "cuidar da saúde".
  2. Tudo Menos Luta: Luke Rockhold diz que decepção amorosa ampliou seu foco no MMA Ex-campeão dos médios fala sobre trabalho como modelo, empregos fora da luta, esportes favoritos, inspiração em Royce e Rickson Gracie e sobre "primeira vez" Adriano Albuquerque A impressão que Luke Rockhold passa a muitos fãs de MMA é de ser um lutador destemido, e muitas vezes até arrogante, pela forma como fala sobre seus adversários e sobre suas próprias qualidades dentro do octógono. Contudo, uma vez que o assunto muda para fora das linhas do esporte, o californiano de 33 anos de idade se revela um homem dócil e até tímido, capaz de enrubescer ao falar sobre amor e sexo. Foi seu carisma - e claro, seu visual - que conquistou Ralph Lauren, designer dono da marca de roupas que leva seu nome, a contratá-lo como garoto propaganda de uma de suas principais fragrâncias. Foi em nome da marca que Rockhold veio ao Rio de Janeiro há duas semanas, durante o UFC Rio 9, para promover o perfume. O lutador participou de ações de marketing e sessões de fotos, surfou na praia da Barra da Tijuca, e recebeu o Combate.com no hotel em que se hospedou, na Zona Oeste da cidade, para um bate-papo sobre (quase) Tudo Menos Luta. O americano abriu o coração sobre as dificuldades que encontrou na carreira, sobre suas decepções amorosas, sobre suas paixões fora do octógono e sobre suas inspirações para chegar ao topo do MMA. Confira abaixo: COMBATE.COM: O que te trouxe ao Brasil? LUKE ROCKHOLD: Eu fui recrutado pelas fragrâncias da Ralph Lauren, Polo Blue, e L'Oréal, e tem sido uma parceria incrível. É um contraste legal com as lutas. Me afastar do mundo das lutas e ser o rosto de uma fragrância não é ruim, vou te dizer! Posso viajar o mundo, fazer coisas incríveis, e trabalhar com a Ralph Lauren, não poderia pedir por uma marca melhor. Sempre mirei o topo em tudo o que fiz na vida, sempre busquei competição no nível dos campeões, e no mundo da moda e das fragrâncias, Ralph Lauren é o rei. Você já imaginou isso algum dia durante sua carreira atlética? Que "cara, um dia vou ser o rosto de uma das maiores marcas de fragrâncias e roupas"? Não posso dizer que sim. Eu sabia que seria campeão mundial, eu sabia que essas coisas viriam, e eu me dedicaria a isso. Acho que trabalho duro compensa. Algumas pessoas me disseram que eu poderia entrar no mundo dos modelos desde cedo, mas eu os rejeitava, porque sabia que tinha meus objetivos definidos e não queria que nada me distraísse disso. Por isso, bloqueei tudo isso e foquei na luta. Mas, uma vez que cheguei ao topo, não faz mal abrir o leque e fazer outras coisas, construir em cima do que tenho. Foi uma oportunidade fácil para mim. Você conheceu o Ralph, certo? Como foi isso? Conheci! Foi um momento e tanto. O cara mudou a forma como o mundo olha para a moda. Foi uma experiência bem legal, cara. Eles me levaram a Nova York, entrei no andar particular do Ralph, e é tudo tão diferente. O cara é bem frio, e é um ser humano legal. Foi pouco tempo, mas dá pra ver que fez muito neste mundo. Ouvi que ele se identificou muito contigo e disse que gostava muito do seu estilo e da sua mentalidade. Você se identificou com ele também? Sim. Nós negociamos por algum tempo, eu estava competindo com várias pessoas, mas o que importa é o feeling do Ralph. Ele tem sido o diretor criativo da fragrância desde sempre e precisa dar o OK dele. Nós nos demos bem desde o início, ele apreciou meu estilo e sabia desde o começo que eu era o cara certo. Ralph gosta de boxe, já treinou no passado, e acho que ele se identificou com isso, gostou do meu estilo e do que eu trazia para o jogo. No MMA, você já encontrou algum lutador que cheirava bem? Já reparou nisso? (Risos) Você tem que distraí-los, chegar lá cheirando bem! (Risos) Não posso dizer que prestei atenção nisso no cage, mas vou mudar o jogo um pouco. Tinha um cara que eu ia enfrentar que não tomava banho - graças a Deus não precisei enfrentá-lo, seu nome é Matt Lindland. Seria uma das minhas primeiras lutas. Ele não toma banho duas semanas antes da luta para te distrair por ele ser tão fedorento. Por sorte, me lesionei e evitei esta luta (risos), mas vou fazer o oposto, vou chegar cheirando bem e vou distraí-los! Você precisa levar umas caixas dessas pra academia, porque as academias sempre fedem, e sei que seu amigo Daniel Cormier trabalha duro e deve feder depois dos treinos... Depois de treinar com Cormier, com certeza vou tomar banho e passar o Polo Blue, pra refrescar minha mente ao sair da academia! Academias são um mundo fedorento, então é bom sair de lá cheirando bem. Vou levar um kit para não sair cheirando como DC. Qual é o seu momento favorito na sua carreira? Ganhar o título peso-médio do UFC foi obviamente enorme. Derrubar (Chris) Weidman, ser o primeiro a vencê-lo e terminar seu reino está no topo da minha carreira. (Mas) Bater (Ronaldo) Jacaré, ao mesmo tempo, sendo um jovem e naquela altura da minha carreira, conquistar aquilo, acho que não recebemos o respeito que merecíamos na época. Nós nos provamos ao entrar no UFC e batemos qualquer um. Tive um tropeço com o Vitor (Belfort) ao chegar, mas depois atropelei a divisão até chegar ao topo. Eu gostaria de ter competido com Anderson (Silva) naquela época. Eu era jovem, não era tão calculista quanto sou agora, mas tinha a habilidade de derrotar qualquer um na época. Entre meus dois títulos, acho que ninguém conseguiu conquistar coisas assim, são poucas pessoas que conseguem títulos em duas organizações diferentes no nível que tínhamos, nível mundial de verdade. Strikeforce não era uma "segunda divisão", nós provamos isso. Todo mundo que passou pelo Strikeforce conquistou títulos mundiais, em quase todas as divisões de peso. Se as pessoas virem o que fiz, verão que fiz muita coisa, e acho que ainda tenho muito a fazer. Estou mais no meu auge do que nunca. Não enfrentar Anderson Silva é um arrependimento na sua carreira? Não. Eu gostaria de ter lutado na época, o UFC havia comprado o Strikeforce e estava fazendo lutas de "fusão" na época, mas não recebi. Acontece. Houve alguma oferta para isso em algum momento? Sei que Anderson estava interessado, eles tentaram fazer a luta, eu pedi por isso também, mas eles simplesmente não estavam prontos para fazer a luta acontecer. Eu não me arrependo de nada que fiz, sigo adiante, tudo é uma oportunidade de aprendizado. Tudo acontece por um motivo. Qual é seu esporte favorito fora o MMA e lutas? Eu diria que é o surfe. Cresci no mundo do surfe e gosto muito. Skate e surfe. Skate era uma parte importante da minha vida ao crescer, me ensinou a ser forte. Eu adoro a parte técnica - é veloz, é difícil, é energético e dá onda. Gosto de coisas que te trazem adrenalina e que não são causadas por um motor, que são impulsionadas por si próprias, e que você possa fazer truques, ir ao alto, ir rápido e praticamente voar. Sempre foi algo íntimo e querido para mim. Gosto muito de golfe hoje em dia, estar ao ar livre e apreciar o que temos na natureza. Seu irmão é surfista profissional, certo? É verdade que você quase se tornou surfista profissional? Não. Houve um tempo que eu fiquei muito bom no surfe, mas nunca houve uma ambição de me tornar profissional. Eu lutava wrestling na escola, ia e voltava para casa no verão para surfar, mas nunca me dediquei em tempo integral ao surfe. Eu provavelmente era melhor no skate que no surfe, e provavelmente tive uma ambição de me profissionalizar no skate na verdade. Mas surfe e skate era o meu estilo de vida. Fora seu irmão, quem é seu surfista favorito? Há muitos caras que você admira desde jovem, mas parece que sou amigo de todos agora! É louco isso. Eu amava o Ochi, Mark Occhilupo, um surfista potente de backside, eu tinha estilo goofy, e eu adorava seu estilo. Os australianos sempre foram os melhores. Joel Parkinson, com quem tive a oportunidade de trabalhar e trazer para o set do Polo Blue, ele fez um comercial comigo. Ele sempre teve um flow e um estilo incrível de se assistir. E o Mick Fanning também, ele tem uma energia ao surfar, é super divertido de assistir. E os caras atuais estão levando o esporte a outro nível. Ver o Gabriel Medina fazer as coisas que faz, e o John John Florence, estão levando o surfe a outro mundo que os outros ainda não tocaram. Queria poder ir ao evento (Rio Pro), mas é a algumas horas de distância. E no skate, quem é o seu favorito? Skate é difícil, há tantos caras e tantos estilos diferentes. Estou sem palavras agora... Sempre gostei das rampas de transição, então sempre gostei de caras como Tony Hawk, e mesmo dos caras de onde sou, Santa Cruz, como Jason Jessee, Rob Roskopp, e meu bom amigo Keith Meek, esses caras sempre tiveram esse estilo maneiro tipo Dogtown, sujo e mau, eles destruíam. São os caras que cresci ao redor, e uma grande comunidade de skaters profissionais saiu de Santa Cruz. Skaters e surfistas geralmente usam camisetas, bermudões, chinelos. Eles alguma vez te zoam por usar esse estilo de camisa social, shorts sociais, sapatos arrumados? (Risos) Não me importo. Tenho meu estilo. Eu encaro os piores, mas ao mesmo tempo, gostamos de estar limpos e bem vestidos. Este sempre foi meu estilo, eu sempre fui capaz de usar o mínimo necessário no mundo atlético. Mas Ralph Lauren é mínimo, é elegante, é um estilo perfeito, não é excessivo. Este sempre foi meu estilo, nunca fui do tipo Versace, espalhafatoso. Este sou eu. Não tenho medo de ser assim, e, se alguém quiser falar alguma coisa, ei... (risos) Eu posso me defender. Sempre pude. As maiorias das pessoas apreciam esse estilo hoje em dia. Acho que esse mundo já mudou e não é mais tão "grunge". O surfe sempre teve um estilo mais limpo, e eu sempre fui um skater de estilo sufista, não estilo grunge. Surfista, skater, bonito... Você nunca teve problemas com as mulheres, né. Sempre foi popular. (Risos) Eu me saí bem na minha época... Me saí bem. Com que idade você teve sua primeira namorada? Provavelmente na 7ª série, eu diria. Eu tinha tipo 13 ou 14 anos. Tive namoradas aos 12, 13, 14, mas era tipo você tinha uma por dois meses... Eu tive uma namorada aos 8 anos, mas durou só uma semana! (Risos) Segurava a mão, dei o primeiro beijo... Mas tive minha primeira namorada de verdade na 7ª série, durou alguns meses. Algumas namoradas no ensino médio, tive uma namorada séria depois do ensino médio. Mais duas... Depois me apaixonei pelo esporte e meio que me casei com o esporte. Viajo muito e tem sido difícil se comprometer com uma namorada, porque você está tão comprometido com o esporte. Mas há certamente algumas moças na minha vida das quais estou me aproximando e estou cada vez mais próximo de me "acalmar". Quando você perdeu sua virgindade? (Risos) Foi em algum momento durante o ensino médio. Você lembra como foi? Foi constrangedor? (Risos) Sim... Você prefere não falar a respeito? (Risos) Ensino médio, né... Você já teve o coração partido? Sim. Eu me vi num relacionamento que não era dos mais saudáveis, e eu roubei uma garota de um cara e acabei me dando mal. Isso foi um obstáculo que me levou a treinar mais e me isolar cada vez mais, e me dedicar mais ao meu esporte. Nenhum de nós é invencível, né? Amor foi o que realmente te empurrou à luta? "OK, quebrei a cara, chega dessa m***, vou me dedicar às lutas"? Só estou brincando, claro. (Risos) Sim, eu diria que foi um bom momento de se ter, entender o que é ter o coração partido. Qualquer um que não tenha isso, acho que não cresceu. É um processo de aprendizado. Você tem um tipo favorito? Eu aprecio mulheres ambiciosas, criativas, com mente própria. Quanto a estilo, gosto de pele mais morena, gosto de olhos coloridos, gosto de corpo atlético em algum nível. Qual foi seu primeiro emprego? Teve algum emprego fora da luta? Tive muitos empregos fora da luta! A vida não era fácil, eu não simplesmente caí na luta. Eu trabalhava numa lanchonete num clube de tênis, com uns 13 anos. Depois disso, trabalhei no balcão lá. Depois do ensino médio, trabalhei com construção, com instalação de painéis solares. Depois virei pintor. Eram empregos bem deprimentes, vou te dizer (risos). Trabalhar de 9h às 17h, o dia inteiro batendo pregos, levantando e instalando painéis solares, e pintar talvez tenha sido o mais repetitivo e pior de todos. Tudo para se manter enquanto treinava, né? Eu fiz isso por alguns anos enquanto estava na faculdade, tentando identificar onde queria ir. Quando comecei a descobrir o quão bom eu era no jiu-jítsu, foi quando vim ao Brasil para o Mundial, e tirei muita inspiração ao vir aqui, aprendi muito. Não venci na primeira vez, em 2006, mas fiquei por dois meses e aprendi demais. Voltei para casa e acabei vencendo o Mundial na faixa azul no ano seguinte. Isso me impulsionou na luta, me deu a confiança para buscar o próximo nível, pois eu sabia o quanto jiu-jítsu era importante na luta e o quanto eu era bom no jiu-jítsu. Competir contra os melhores faixas-pretas do mundo quando estava na faixa-azul, eu sabia que podia competir com eles porque treinava com eles na academia, e isso me deu a confiança para entrar na luta. Tudo isso veio do jiu-jítsu e de vir ao Brasil. Isso me motivou. O que você fez com seu primeiro salário? Paguei minhas dívidas! (Risos) Parecia que eu estava sempre endividado! Lutar não é bonito nos primeiros estágios. Eu não cresci com dinheiro. Meu pai e minha mãe tentavam nos dar de tudo, mas meu pai trabalhava aos fins de semana no centro de detenção juvenil para pagar os meus camps de wrestling, ele era conselheiro. Aquilo era um luxo na época, e ele me ajudou muito desta forma. Depois morei na academia, pedi muito dinheiro emprestado de amigos e agentes, então parecia que toda bolsa que eu recebia, não conseguia fazer muita coisa com elas, não pagavam muito na época. Mas meu primeiro salário grande, que realmente me tirou do buraco, foi contra o Jacaré. Eu estava com US$ 25 mil de dívida, estava morando na academia, que foi a pior experiência da minha vida, mas é um sacrifício e te faz apreciar (a vida) de verdade. A academia era numa parte ruim da cidade, as pessoas tentavam invadir, eu tinha que descer com um bastão de beisebol, tinha baratas na academia e eu tinha de esmagá-las ao ir pro banheiro no meio da noite. Depois morei na garagem do meu manager. Aí recebi a luta com o Jacaré, uma luta pelo cinturão após ficar parado por dois anos. Foram 19 meses parado, lesionei meu ombro. Eu me dediquei ao esporte, sabia que chegaria lá, morei com meu manager, aí a luta caiu no meu colo, acabei vencendo o Jacaré, ganhei US$ 100 mil e achei que era o homem mais rico do mundo! (Risos) Entrei num avião e fui direto para a Costa Rica numa viagem de surfe. Esta foi a maior dificuldade que você teve de conquistar? Eu passei por muitas coisas na minha vida, mas 19 meses parado realmente me assustou, que eu não conseguiria viver meu sonho neste esporte. Eu estava com dificuldades, fazendo o que fosse necessário para sobreviver. Foi um grande momento, tive de ver a luz no fim do túnel. Neste jogo e na vida, há um certo nível de risco, e você precisa acreditar por inteiro que vai conseguir chegar lá. São riscos calculados, isso que importa na vida. O quanto eu passei para chegar naquela luta, dava para ver que eu não perderia de jeito nenhum. Eu sabia o quanto aquilo significava para mim e o quanto eu precisava daquilo. Foi a luta mais cheia de emoções. Eu nunca choro após as lutas, mas naquela, tudo saiu. Foi a maior emoção. E o Jacaré era "o cara" na época. Ele não recebia o respeito que merecia. E ao vencê-lo, nós dois recebemos menos respeito ainda, porque eu surgi do nada. Ao mesmo tempo, acho que nós dois facilmente poderíamos ser os dois melhores do mundo. A magnitude da luta contra o Weidman foi grande e tudo, mas o senso de conquista, senti mais na luta contra o Jacaré. Quanto tempo você tem para si mesmo? Eu tenho o tempo que eu crio para mim mesmo. Não há tempo de férias neste esporte, então acho crucial sair, se afastar e ganhar uma perspectiva. Eu sempre acreditei nisso. Minhas viagens para surfar e meu tempo fora do cage sempre foi bem gasto, sempre tirei muita perspectiva disso, e ficava com fome de voltar. Enquanto algumas pessoas voltam para a academia logo depois da luta, não voltam com uma mentalidade diferente. Você quer ter aquela fome, quer absorver mais informação. Se afastar do esporte alimenta sua fome para voltar. Neste esporte, é muito fácil se saturar, mais do que outros, então é crucial sair um pouco. Eu cresci em Santa Cruz, ao ar livre, então não dá pra me prender muito na academia. Você precisa sair e ser livre, aproveitar as maravilhas do mundo. Qual seu lugar favorito para ir de férias? E qual o lugar mais bonito que você já visitou? Eu sempre fui um surfista, então sempre baseei minhas viagens ao redor do surfe. Eu aprecio culturas cada vez mais conforme fico mais velho, ir a lugares como Londres ou Paris e ver a arquitetura, esses prédios que estão lá há mais tempo do que nosso país existe! Viajo cada vez mais vendo isso. Mas gosto muito das aventuras pelas florestas da Costa Rica e encontrar locais remotos e privados para surfar, juntar um bom grupo de amigos para viajar o mundo e se divertir. Então, a Costa Rica? A Costa Rica sempre foi muito divertida para mim. É um dos meus lugares favoritos para viajar, sempre volto lá. Mas vario cada vez mais. México e Costa Rica são muito bonitos, vir ao Brasil sempre é divertido, sair da cidade - por mais que eu goste da cidade, é sempre legal sair das cidades. E isso é o mais legal da Costa Rica, você raramente está numa grande cidade, pode aproveitar mais a natureza e a cultura. Alguma vez você ficou muito bêbado? Se lembra da primeira vez que ficou muito bêbado? (Risos) Você me pegou de surpresa agora! Essa pergunta veio do nada! (Risos) Sim. Não, do que estou falando? Não lembro, você não lembra de muita coisa quando toma um porre pela primeira vez! (Risos) Houve algumas vezes. Me diverti. Eu me embebedei bastante depois da luta com o Jacaré, vou te contar. Foi em Cincinnati, Ohio, não tinha muita coisa pra fazer lá. A comemoração foi num restaurante de waffles, bebemos bastante lá. Foi divertido. Acabei voltando pro meu quarto sozinho com uma garrafa de uísque e bebi ela toda só. Na maioria das vezes você quer sair com seus amigos, mas aquele foi um momento tão grande, que eu só queria aproveitar sozinho um pouco. Levei uma garrafa, me tranquei no meu quarto e fiquei agarrado com o cinturão na cama. Bebi até dormir. Você dormiu com o cinturão? Naquela noite, eu dormi com o cinturão. Com certeza. Dormi com aquele cinturão naquela noite, e dormi com o cinturão depois do UFC 194. Só nos momentos de coroação. Não toda hora. Quem é o maior trash-talker, você ou Daniel Cormier? Acho que Cormier tenta ser mais calculista, ele é mais falador. Não sei se é natural pra ele, mas ele calcula bem sua falação. Ele faz seu dever de casa, se prepara, ele é um analista. Ele anota tudo. Você acha que ele é o melhor trash-talker atualmente? Não, de longe não é. Temos que reconhecer que é o Conor. Conor é o cara que fala mais. Melhor que o Chael Sonnen? Sim. Conor é natural, simplesmente sai fácil da boca dele, e seu sotaque irlandês faz soar mais legal. Chael, se você for fã de wrestling profissional, você gosta, Chael é Chael. Mas não faz muito meu estilo. Você pensa em tentar o wrestling profissional? Não é algo que penso em tentar. Isso é algo que você gosta? Não sei. Quando eu era garoto, todos nós tínhamos alguma apreciação por isso. Era um mundo diferente naquela época. No primeiro Wrestlemania, o mundo inteiro estava sintonizado. Você tinha Andy Warhol e várias celebridades de mundos diferentes que você não imaginaria que estariam lá. Elas estavam vidradas naquilo tudo. Hulk Hogan era incrível para mim, Macho Man Randy Savage, e o Ultimate Warrior, que eu gostava bastante. Mas eu meio que fui perdendo o interesse. Eu era fã do Triple-X e do Generation X, e depois desta era, eu comecei a perceber o quão falso aquilo era. Aí comecei a ver o Royce Gracie e esses caras no The Ultimate Fighter, isso capturou minha atenção e pensei, "Isso é incrível". Lembro que era divertido ver o wrestling naquela época, mas quando vi o Royce e o quão real aquilo era, foi quando soube que queria ser lutador. Eu tentava imitar eles mais do que o wrestling. Era divertido ver wrestling, mas eu realmente queria ser o Royce ou o Rickson, pois eu sabia que era muito mais real. Eu sempre gravitei em direção aos Rockys e Jean Claude Van Dammes, aos filmes de artes marciais. Sempre foram minhas inspirações, os caras lutando pelo bem. E também o Jean Claude conquistando as meninas, batendo em todo mundo e parecendo bonito quando o fazia (risos): "Quero ser aquele cara!" Qual é seu lutador favorito de todos os tempos? Há tantos, cara, e eu aprecio tantos estilos diferentes. Na época, o Rickson, como ele sempre enfrentava caras maiores e era o cara menor, foi um dos primeiros caras que conheci e comecei a torcer. Você via o Royce e os outros caras, mas Rickson, tinha alguma coisa diferente em ir lutar no Japão, aquela arena me capturou mais, não sei. Rickson contra Rei Zulu foi muito legal de se ver. Fedor era legal de se ver contra aqueles gigantes, ver a habilidade que ele tinha no sambo, no soco, no espectro total da luta. Chuck Liddell, Randy Couture sempre foi incrível. Ele era tão durão, levava uma surra mas reagia e dominava as lutas. Esses caras que sempre se destacaram na minha mente. Depois passei a apreciar os caras ao meu redor, como Cain Velásquez e Daniel Cormier. O Cain era um animal, cara. Ver o Cain, ele não recebe o respeito merecido. Ele pode não ter chegado a algumas conquistas que poderia ter tido, mas a nível de habilidade, Cain é o melhor peso-pesado que já existiu. Ninguém fazia lutas como Cain fazia. Junior (Cigano) dos Santos era uma fera na época, e Cain... Não há ninguém como ele no peso-pesado, ele tinha um arsenal completo. Seu striking estava lá, e seu wrestling e jiu-jítsu, ele aprendeu bem. Ele era incrível. E DC fez grandes coisas também. Eu tive sorte de estar ao redor de alguns dos melhores. Você acha que pode passar à interpretação, ou virar modelo em tempo integral no futuro? Nunca sabemos o que o futuro guarda. Ainda gosto do que faço agora e ainda tenho muitas lutas pela frente. Ainda tenho também muito de trabalho de modelo pela frente (risos). Adoro onde estou. Sempre tento viver no presente e nunca descarto o futuro. Estou aberto a novas empreitadas. Não tenho medo de tentar algo novo.
  3. Cris ‘Cyborg’ pede para enfrentar Amanda Nunes em última luta de contrato no UFC Rigel Salazar Cris ‘Cyborg’ já revelou que não vai renovar com o UFC ao término de seu contrato, em março do ano que vem — ou antes, se fizer mais duas lutas. E uma delas a campeã peso-pena (66 kg) pede publicamente que seja contra a compatriota Amanda Nunes. Dessa forma, a paranaense revelou alguns detalhes das negociações que teve com o Ultimate para enfrentar a detentora do cinturão peso-galo (61 kg), incluindo uma promessa não cumprida. Cris explicou que, no início deste ano, após vencer Holly Holm, conversou com representantes da organização sobre a superluta, mas pediu um pouco de tempo para cuidar do processo de adoção de sua sobrinha, Gabby, que recentemente se mudou para os EUA para viver com ela. “O UFC me chamou para lutar no UFC 222 em cima da hora. Perguntei se a adversária poderia ser Amanda, e eles disseram que não. Então, eu disse que lutaria no 222, mas que ainda queria enfrentar Amanda em julho. E eles disseram: ‘Ok, a luta vai acontecer'”, contou. “Meu plano era enfrentar Amanda, mas ela topou pegar Raquel Pennington no Brasil. Aí perguntei: ‘E se Amanda se lesionar nesta luta no Brasil, como ela vai me enfrentar em julho? Se ela se lesionar, vocês podem colocar Megan Anderson de stand-by, porque eu quero lutar em julho e vocês me prometeram isso’. Eles disseram: ‘Não, ela não vai se machucar, vai estar ok’. E falaram para mim que Megan não conseguiria ter visto a tempo de lutar em julho, mas três dias depois, eles anunciaram a luta entre Holly Holm e Megan Anderson”, continuou. O problema é que, ao contrário do previsto, Amanda lesionou o pé direito. Devido à contusão, a lutadora foi suspensa por seis meses pela Comissão Atlética Brasileira de MMA. De acordo com o resultado de um raio-X, o impedimento cairia para 30 dias. A campeã peso-galo, porém, não divulgou o diagnóstico do exame. Contando com o prazo de um semestre, Cyborg afirmou que pretende lutar antes de Nunes ser liberada. “Meu plano era enfrentar Amanda em julho, mas agora ela está contundida, e a Comissão deu seis meses de suspensão. Eu já conheço esta novela. Já pedi pro UFC trazer ela para os Estados Unidos, levá-la aos médicos, e ver quanto tempo ela vai precisar ficar parada. Eu não vou esperar. Eu vou lutar. Acho que, sobre essa luta entre Anderson e Holm [no UFC 225, dia 9 de junho], eles já fizeram um plano de que eu e Holm façamos a revanche, porque tiraram Overeem do pay-per-view e colocaram Megan, na estreia, já no card principal. Acho que eles estão se preparando para que eu e Holly lutemos novamente. Como eu não vou esperar que Amanda se recupere da lesão, eu lutaria com quem vencer entre Megan e Holm, e a minha última luta do contrato pode ser contra Amanda. Ela pode ter todo o tempo que quiser”, disse. “Quero lutar contra a melhor Amanda. Seria uma luta incrível, para deixar os fãs felizes. Ela pode ganhar o peso, pode ficar mais forte, pode ganhar confiança para que a gente faça uma grande luta para o UFC”, completou. No Ultimate, Cyborg tem cinco vitórias em cinco lutas, as três últimas no peso-pena. Cris só tem uma derrota na carreira, em sua estreia profissional, contra Erica Paes.
  4. Perfeito ,o evento já tratou ela como homem ,se referindo a sua categoria , não tem interesse em promover a sua divisão ,não tem mais nada para provar a nenhuma lutadora ,não existem desafios a sua altura ,vai ficar esperando o UFC dizer quando ,onde e contra quem eles quiserem quando bem entenderem ,tem mais é que chutar o balde mesmo!
  5. Só espero que cumpra com a palavra perdendo ou ganhando,fez muito e tem seu nome na história ,ficar apresentando o "padrão" atual pra agradar meia dúzia de fãs ou porque não consegue enxergar que sua hora chegou só faz entristecer quem acompanhou sua carreira ,mas isso é ele que decide ,quanto as pretensões políticas nem dá pra comentar !
  6. Fabrício Werdum encara Alexey Oleynik no UFC Rússia, em setembro Erica Dezonne/Ag Fight Fabrício Werdum já tem uma data para retornar ao octógono do UFC. Vindo de derrota para Alexander Volkov em março, o peso-pesado brasileiro irá enfrentar Alexey Oleynik no card de estreia da organização na Rússia, no próximo 15 de setembro. A informação foi divulgada no programa ‘MMA Hour’ nesta segunda-feira (21) e confirmada pela reportagem da Ag. Fight com fontes próximas ao evento. Em sua última apresentação, o ucraniano naturalizado russo finalizou o brasileiro Junior ‘Baby’ no UFC Rio. O encontro entre os veteranos de 40 anos marca também um encontro de finalizadores. Multicampeão de jiu-jitsu, Werdum é um dos mais habilidosos pesos-pesados da história na luta de chão, enquanto que o russo, com muito menos currículo, chama a atenção por um detalhe curioso. Especialista no estrangulamento chamado ‘ezequiel’, Oleynik é o único atleta a finalizar alguém no UFC com este golpe (feito realizado duas vezes). Em sua carreira, o russo coleciona 11 triunfos desta forma, recorde história no MMA.
  7. Sem foco em cinturão, Demian Maia revela meta para final de carreira no UFC Leandro Bernardes/ Ag Fight Aos 40 anos de idade, Demian Maia já conquistou praticamente tudo em sua carreira. Campeão de jiu-jitsu e submission, o atleta ainda disputou o cinturão do UFC em duas categorias de peso diferentes. No entanto, não é a briga pelo cinturão que motiva o veterano atualmente. Após ser superado por Kamaru Usman na luta principal do UFC Chile, evento realizado no último sábado (19), o paulista engatou uma sequência negativa de três duelos que obviamente o afastam,e muito, de uma briga pelo cinturão. Ciente disso, Demian revelou qual seu grande foco no momento. “Não é minha preocupação [o cinturão]. Se eu pudesse, gostaria de bater recorde de finalizações do UFC. Com certeza, eu gostaria. Quero ter mais algumas vitorias, mas não é o cinturão não é o foco”, afirmou, levantando um fato curioso. Com nove vitórias por finalização no UFC, Demian está a dois triunfos de igualar o recorde de Royce Gracie. No entanto, ele possui mais três lutas no contrato, o que abre a possibilidade para, caso tudo ocorra bem, ele de fato quebrar a marca história estabelecida ainda em 1994. Para isso, porém, ele precisa fazer as pazes com a vitória e espantar a má fase. “Estilos fazem lutas. Lutei com três caras que são as lutas mais duras para mim na categoria, com certeza. O Woodley, que é o campeão, o Colby, que vai lutar pelo título interino, e o Kamaru, que acho que em breve vai disputar. Todos são all american de wrestling”, analisou.
  8. Ketlen Vieira assume 2ª posição no ranking do UFC; Mackenzie estreia como TOP 15 Diego Ribas Ao que tudo indica, 2018 será, de fato, o ano das brasileiras no MMA mundial. Nesta quinta-feira (17), a atualização do ranking do UFC deixou isso ainda mais claro. Ketlen Vieira e Mackenzie Dern garantiram importantes posições na seleta lista e justificaram a atenção recebida no último final de semana. Sem lutar no card realizado na cidade do Rio de Janeiro, Ketlen foi uma das atletas convidadas para acompanhar a semana e diante da derrota de Raquel Pennington para Amanda Nunes na luta principal da noite, a atleta da Nova União foi promovida para o posto de número dois do ranking oficial dos pesos-galos (61 kg). Na sua frente, apenas a número um Holly Holm e a campeã Amanda Nunes. Quem também se deu bem nessa mesma atualização foi Mackenzie Dern, que com a vitória sobre Amanda Cooper no primeiro assalto garantiu sua estreia na lista dos pesos-palhas (52 kg) na 15ª posição, a última dos nomes revelados oficialmente. Nada mal para quem tem apenas duas lutas no evento.
  9. Que brincadeira??? Aqui ele fala que vai fazer outras coisas depois que se aposentar ,o seu era exatamente o que eu eu tinha postado ,apenas de outro fonte , mas se faz tanta questão posta de novo , já não é a primeira vez que você fica com esse papo !
  10. Demian Maia relata planos de aposentadoria em 2019: “Idade de fazer outras coisas” Felipe Paranhos Prestes a enfrentar Kamaru Usman na luta principal do UFC Chile, que acontece neste sábado (19), Demian Maia terá ainda três lutas em seu contrato com a organização. Mas isso não quer dizer que ele já não cogite encerrar a carreira. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, o brasileiro afirmou que já amadurece a decisão há algum tempo e que, apesar dos 40 anos, o corpo ainda funciona muito bem. Contra Usman, Demian terá o terceiro adversário seguido para o qual não teve um camp completo. Antes da luta deste sábado, inclusive, o ex-desafiante dos meio-médios (77 kg) e médios (84 kg) teve só quatro semanas de treinamento. Segundo ele, a disciplina em cuidar do físico faz com que o processo de preparação e corte de peso continue suportável. E é exatamente isso, ainda de acordo com o lutador, que o faz seguir na ativa. “Por enquanto, eu não sinto nenhuma diferença. Eu meço isso pelos treinos, e vejo que me sinto hoje em dia melhor do que antes. Então, eu ainda não senti esse declínio físico, esse tipo de coisa. Se eu tivesse sentido, com certeza eu teria pensado nisso antes. Mas eu ainda não tenho sentido esse declínio. Pelo contrário: com a experiência, eu melhorei muito meu tipo de preparação de treino e principalmente alimentação e descanso, e acho que isso ajudou a melhorar muito a minha resposta física”, declarou. “Já estou amadurecendo isso [a aposentadoria] há um tempo, mas também acho que é a idade de fazer outras coisas que quero relacionadas à luta, que como atleta do UFC você acaba não conseguindo, por ficar 100% focado na luta. É uma profissão de altíssimo rendimento. Eu até consigo fazer bastante coisa, mas não da forma que seria ideal”, completou. Entre os planos de Demian para o pós-aposentadoria, estão expandir os trabalhos de sua associação de jiu-jitsu, fazer mais seminários e palestras pelo mundo e fortalecer a academia de lutas de que é proprietário, em São Paulo. Recentemente, ele participou de um documentário do canal ‘Combate’, em parceria com o UFC, sobre a história da luta. “Acabei viajando pelo mundo. Foi um negócio que gostei de fazer também, essa parte de mídia. Então são vários projetos que eu quero desenvolver”, falou. Demian tem 25 vitórias e oito derrotas no MMA. Depois de sete triunfos consecutivos e três anos de invencibilidade, o brasileiro enfrentou Tyron Woodley pelo título dos meio-médios, mas acabou derrotado. Em outubro último, perdeu para Colby Covington.
  11. Aos 47 anos, Henderson cogita voltar ao MMA se ganhar “muito dinheiro” Florian Sädler Em três meses, Dan Henderson completa 48 anos. E, apesar de o quase cinquentão já ter abandonado o MMA, não descarta reverter a aposentadoria — pelos motivos certos. Em entrevista ao programa ‘MMA Junkie Radio’, no YouTube, ‘Hendo’ afirmou que, se receber um estímulo financeiro interessante, pode mudar de ideia, apesar da idade avançada. A declaração surge no contexto do possível retorno de Chuck Liddell, de 48 anos, às artes marciais mistas. O ‘Homem de Gelo’ está negociando com Oscar De La Hoya um contrato para lutar na organização que o ex-boxeador e hoje empresário está criando — provisoriamente intitulada Golden Boy MMA. Para Henderson, apenas razões econômicas o convenceriam a retornar. “Não tenho planos de voltar. [Mas] Eu não diria que eles estariam perdendo tempo, se eles tivessem muito dinheiro”, declarou. ‘Hendo’ foi campeão dos meio-médios (80 kg) e dos médios (95 kg) no Pride e dos meio-pesados (93 kg) no Strikeforce. Lutando no UFC, teve nove vitórias e nove derrotas. No último sábado (12), sua luta com Maurício Shogun no UFC 139, em novembro de 2011, foi indicada ao hall da fama da organização.
  12. Kamaru Usman fala em português e elogia Demian, mas se vê em "nível diferente" "Pesadelo nigeriano", que tem filha de mãe brasileira, faz a luta principal do UFC Chile no sábado Combate.com Kamaru Usman terá neste próximo sábado a oportunidade de estar pela primeira vez na luta principal do UFC. No Chile, ele enfrentará o brasileiro Demian Maia no peso-meio-médio (até 77kg), e uma vitória pode deixa-lo muito próximo de ter sua chance de conquistar o cinturão. Apesar de todo esse contexto, o nigeriano mostra leveza nas entrevistas e não transparece sentir pressão alguma, como aconteceu em sua participação no Revista Combate desta semana. - Demian Maia é muito duro, uma lenda no jiu-jitsu, no MMA, mas sei que estou num nível diferente de vários caras no UFC. Acho que é minha hora e minha oportunidade para mudar isso - afirmou o número 7 do ranking, que no sábado estará diante do brasileiro que é quinto colocado. Usman enfrentaria no Chile o argentino Santiago Ponzinibbio, que ficou fora do combate depois de uma lesão há poucas semanas. Demian entrou na luta e garantiu a participação do nigeriano. Usman admitiu que a estratégia muda, mas o final aposta que será o mesmo. - Muda bastante (a estratégia). Mas, no final, o objetivo é o mesmo, quero ser o melhor do mundo e tenho que lutar com qualquer um que esteja na minha frente. Tenho que mudar um pouco a estratégia, mas o objetivo é o mesmo, ser dominante do início até o final em toda luta que lutar. Com 12 vitórias e apenas uma derrota em seu cartel, Kamaru Usman não sabe o que é perder desde 2013, quando fazia sua segunda luta profissional. Ganhador do TUF Finale 21, ele soma sete vitórias na organização. A última delas foi contra Emil Weber Meek, em janeiro. O lutador também mostrou simpatia ao falar da filha Samirah Usman, que tem a mãe brasileira. Após abrir a entrevista com um “muito obrigado”, Kamaru falou que precisa aprender a língua para estar de olho na pequena. - Sim, falo um pouco de português. Minha filha é metade brasileira e tenho que aprender, porque às vezes ela fala algo que não pode falar e tenho que estar de olho! (risos). Apesar de falar um pouco de português, Kamaru Usman sabe que a torcida deve ser de Demian. Mas isso não passa nem perto de ser uma preocupação, muito menos os tradicionais gritos de “Uh, vai morrer!”. - Sim, claro que já ouvi isso (risos). Competi por vários anos em vários lugares e arenas, não só no MMA como no wrestling. Já tive que lidar com vários fãs em vários territórios, mas é o que é, no final do dia vou ser o único vencedor dentro do octógono. Demian vai ser o único na minha frente lá, então não ligo para o "uh, vai morrer". No fim, Kamaru Usman chamou para o evento, meio em português, meio em inglês. - Galera, meu nome é “Pesadelo Nigeriano”. Nesse sábado fica de olho nessa luta no Combate!
  13. Vitor Belfort: "Não fui o primeiro a lutar lesionado, e não serei o último" Lutador diz que decisão de subir no octógono fora das melhores condições físicas foi dele, em respeito aos fãs e ao seu desejo de encerrar a carreira na sua cidade natal Combate.com A notícia de que lutou contra Lyoto Machida com uma lesão no joelho, dada em primeira mão pelo Combate.com, foi comentada por Vitor Belfort em sua conta no Instagram. O lutador postou uma mensagem explicando que a decisão de lutar foi sua, mesmo sabendo que não estava em condições ideais de combate. O lutador aproveitou para deixar claro também que decidiu subir no octógono pelo desejo de encerrar sua carreira diante de um adversário de respeito, e pelo sonho de lutar pela última vez na sua cidade natal, o Rio de Janeiro, que foi o palco de seu início no MMA. Belfort foi nocauteado por Lyoto Machida no segundo round. "Serei o mais direto possível nesse post. Com intuito de ser respeitoso ao público e principalmente ao meu adversário. A informação sobre a minha lesão de alguma forma vazou para a imprensa. Nem eu ou alguém da minha equipe fez menção ao acontecido antes, durante ou depois da luta. Vitória ou derrota, lutar lesionado ou não, fazem parte da vida de um atleta. Não fui o primeiro a lutar lesionado e não serei o último. Mesmo com todas as limitações impostas pela minha lesão, cabe a mim decidir se subirei no octógono ou não. Decidi que sim! Não queria deixar de fazer minha despedida no meu país, na minha cidade natal e diante de um oponente de respeito. Dei o melhor que pude na luta e meu oponente foi melhor naquela noite. E é isso que conta! Nenhuma adversidade que eu possa ter passado tira o mérito dele. Claro que não foi a despedida que esperava. Não pelo resultado, pq nunca temos controle disso. Mas por não ter podido performar como eu sei que posso. Literalmente cresci no octógono, me formei um lutador, forjado para deixar tudo ali dentro daquele octógono e esses ensinamentos levo para a vida. Dê o máximo de si em cada minuto, em cada segundo, em tudo que fizer... Agradeço ao carinho de todos! A todos aqueles que se preocupam genuinamente comigo, eu digo: Hoje estou um Leão ferido. E para aqueles que somente invejam e falam mal... Eu digo: Possa estar ferido, mas continuo sendo um LEÃO! Deixo aqui o meu "Até breve"!
  14. Faz sentido , vai moer a Mackenzie em pé ,derrubar ela quando estiver grogue e finalizar com um mata leão ,se o evento achar que tem retorno vai fazer acontecer com certeza,Dern só será campeã se vencer batendo o peso da categoria !
  15. UFC anuncia que fará primeiro evento na Rússia, em setembro Rigel Salazar O UFC anunciou, nesta quarta-feira (16), a primeira passagem da organização pela Rússia: um evento da série Fight Night, no dia 15 de setembro, na Olimpiyskiy Arena, em Moscou, capital do país. Nação tradicional no MMA, a Rússia tem 26 lutadores no Ultimate, incluindo o novo campeão do leves, Khabib Nurmagomedov. A contratação de um número cada vez maior de atletas do país vinha gerando especulação nos últimos meses. Segundo David Shaw, vice-presidente internacional do UFC, o processo de disseminação da marca está ligado àquele mercado. “A Rússia é uma parte chave da estratégia de expansão internacional. A demanda dos nossos fãs para que levássemos um evento à Rússia tem sido irresistível, e com o vasto potencial que este mercado tem para nós, percebemos que este era o momento perfeito para levar o UFC Fight Night a Moscou”, declarou o dirigente. O Ultimate também informou que terá um escritório no país, liderado pelo executivo Andre Gromkovski, nomeado vice-presidente para a Rússia.