Flavio Doria

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  1. Recentemente estive em Tóquio, no Japão e pude ver o quão conhecido é o ONE por lá. Por todo o metrô era possível ver anúncios do ONE (na ocasião o último evento deles, o ONE: A New Era em lutaram Eddie Alvarez e Demetrius Johnson). Eles realmente tem feito um trabalho bastante intenso no Japão, ao contrário do UFC. Chama atenção o fato de o UFC ter feito tão poucos eventos no Japão desde a compra do Pride. Pra se ter uma ideia o Pride foi comprado em meados de 2007 e só em 2012 foi realizado o primeiro UFC lá. Desde então foram cerca de 5 eventos e nenhum desde 2017. Neste fim de semana saiu uma reportagem na Forbes destacando essa tema (a presença do UFC na Ásia). Segue abaixo. Lembrando que o texto é uma tradução do artigo publicado originalmente na Forbes (ontem, 14/04) por Brian Mazique. Para ler o artigo na íntegra clique aqui. Publicado no: Pós-luta.com (link aqui) Quando o assunto é Artes Marciais Mistas, ONE Championship fica no topo da montanha na Asia. Apesar do UFC ter estabelecido um escritório oficial na Asia anos antes do ONE Championship ser criado, e antes de fazer planos para um “Performance Institute” na China este ano, a organização baseada em Las Vegas não conseguiu estabelecer no Oriente o mesmo tipo de pegada no Ocidente. Se você é um fã americano de MMA, isso pode não parecer grande coisa, mas considere isso: One Championship domina um continente com 4 bilhões de pessoas. Embora nem todos os asiáticos sejam fãs de MMA, não há dúvida de que as várias disciplinas marciais estão profundamente enraizadas na cultura de cada um dos países do continente. É fácil esquecer o quão populosa é a Ásia se você é um americano. Muitos de nós tendem a esquecer que existe um mundo inteiro fora do nosso país. Sediado em Cingapura, o ONE Championship conseguiu obter significante investimento em capital de algumas das maiores gestoras do mundo. Quando você combina o apoio financeiro com o impulso de um fundador visionário, e a ligação natural com o produto para o público-alvo, você tem uma tempestade perfeita. Não é de admirar que o ONE Championship tenha se saído melhor na Ásia do que o UFC. Tive a oportunidade de falar com Sityodtong (CEO do ONE) via e-mail, e discutimos as razões pelas quais sua organização conseguiu bater o UFC na Ásia. Foi um longo diálogo e foir melhor dividi-lo em duas partes. A segunda parte virá em um momento posterior, mas é fascinante ouvir o líder determinado e confiante do ONE sobre as realizações de sua organização, melhores práticas e princípios fundamentais. A cultura e tradição do povo asiático “As artes marciais têm sido o lar da Ásia por mais de cinco mil anos”, disse Sityodtong. “Há uma arte marcial em todas as nações asiáticas. Faz parte do nosso DNA. Nossa missão no ONE Championship é sagrada, queremos construir heróis que inflamam o mundo com esperança, força, sonhos e inspiração.” Se você ler um perfil de atleta no ONE Championship, ou qualquer artigo que introduza um competidor em um evento futuro, seu país de origem e seu nível de domínio com sua disciplina local serão destacados. Os antecedentes do Wushu dos atletas chineses são mencionados. Artistas marciais birmaneses têm referências feitas a Lethwei (arte marcial local) e muito mais. O ONE também oferece mais que apenas MMA. Há também lutas de Muay Thai, bem como o kickboxing. A lista tem mais de 130 campeões do mundo de uma variedade de disciplinas, e o que é digno de nota é que esses detalhes não são perdidos no ONE. Esses elogios serão mencionados consistentemente. Além do Taekwondo, wrestling, luta greco-romana, kickboxing, Jiu-jitsu, boxe e, em menor grau, sambo e Karatê, você não ouve muitas referências aos históricos de artes marciais dos atletas do UFC. Quando essas referências são feitas, realmente não há ligação com a cultura asiática do ponto de vista visual ou verbal. O ONE se esforça o quanto pode para se destacar em cada centímetro da cultura asiática. Trabalhou para criar um ele entre seu produto, os atletas e os fãs dos países que visita regularmente. O UFC não forneceu seu produto para o público asiático, e pode ser por isso que ele não se tornou um grande negócio no continente. Talvez o mais importante, pelo menos de acordo com Sityodtong, seja o foco na integridade e na humildade de seus atletas. “A pulsação da Ásia é muito diferente da do Ocidente. Nós exibimos a verdadeira tradição das artes marciais e defendemos os verdadeiros valores de integridade, humildade, honra, respeito, coragem, disciplina e compaixão das artes marciais. É tudo uma questão de positividade aqui.” Nem todo fã americano de artes marciais adora o estilo de publicidade do UFC. Alguns fãs estão cansados das histórias de Conor McGregor, Colby Covington e TJ Dillashaw. No entanto, pareçe que os atletas com a maior controvérsia em torno deles são os que estão obtendo mais oportunidades com o UFC, e isso é em grande parte porque os fãs americanos de MMA parecem gravitar para eles. Embora essa abordagem tenha sido bem-sucedida para o UFC nos Estados Unidos, ela não pegou na Ásia. O ONE encontrou sucesso na continente como o anti-UFC, estando em sintonia com o público e seus valores. Acentuando os heróis de uma variedade de países na Ásia é quase útil que algumas das principais estrelas do ONE tenham tido manchas durante suas carreiras, onde caíram e sofreram algumas perdas. Esses momentos de fracasso permitiram que o ONE ajudasse na recuperação e ascensão de atletas como o campeão dos meio-médios e meio pesados Aung La N Sang e o ex-campeão dos leves, Eduard Folayang. As imagens e marcas dos atletas foram empurradas. Enquanto a presença do ONE na Ásia é pesada, ela também está se expandindo para os Estados Unidos. Mais localmente, o ONE certificou-se de que seus atletas são estabelecidos como estrelas em seus próprios países. “N Sang é uma mega-star absoluta em seu país de origem, em Mianmar”, disse Sityodtong. “O povo de Mianmar recentemente ergueu uma estátua de bronze de dele para honrar sua carreira e o que ele fez pelo país. A cerimônia foi assistida por milhares de pessoas, criando uma cena surreal.” N Sang compete regularmente em sua terra natal, Mianmar, e Foloyang faz o mesmo nas Filipinas. Essa abordagem não apenas ajuda a estabelecer estrelas, mas também cria uma ótima cena nos eventos. Os fãs investem emocionalmente nos eventos. “Foloyang, que teve que superar imensas adversidades ao longo da sua vida, para sobreviver à pobreza e à miséria, é uma ícone nacional. Milhões de filipinos não apenas nas Filipinas, mas em todo o mundo, buscam inspiração nele. É importante para nós construir heróis de artes marciais locais, homens e mulheres de quem possamos nos orgulhar e que possamos ter nossos filhos como modelos da sociedade.” O UFC tenta colocar seus atletas em competição em suas cidades de origem, tanto quanto possível nos Estados Unidos e no Brasil, mas eles não são celebrados pela promoção do jeito que são com o ONE. Mesmo nessa forma reduzida, a prática não funcionou bem para o UFC na Ásia. Em parte porque a promoção chega tão raramente à Ásia. Além disso, o UFC não tem asiáticos suficientes em sua lista para apresentá-los nos poucos eventos que promove no continente. De fato, nenhum dos atuais campeões mundiais do UFC é de um país da Ásia. Fãs de todos os tipos tendem a procurar pontos em comum com os atletas pelos quais torcem, e com uma escassa quantidade de asiáticos em competição - muito menos em disputa de título - eu posso ver como seria difícil para um fã asiático se relacionar com o produto. Incluindo Petr Yan, que é de Dudinka, Rússia, listado como parte da Ásia, há apenas três atletas de países asiáticos classsificados no top 15 de qualquer divisão do UFC. Chan Sung Jung, da Coreia do Sul, e Weili Zhang, da China, são os outros dois. Para colocar a comparação na perspectiva correta, o ONE tem 10 campeões mundiais descendentes de países asiáticos e muitos outros podem ser realisticamente descritos como concorrentes. Esse nível de representação é um fator importante na conexão com o público. Também é parte da razão pela qual o ONE vende estádios inteiros como o Singapore Indoor Stadium, o Mall of Asia Arena e o Thuwanna Indoor Stadium, em Myanmar. “Temos Angela Lee, que inspira mulheres de todas as idades em todo o mundo a alcançar seus sonhos. Ela é a mais jovem campeã mundial na história do MMA e vem de uma família de artistas marciais. Ela provou que qualquer sonho é possível com a quantidade certa de trabalho e dedicação. Também temos estrelas como Demetrious Johnson e Eddie Alvarez, que estão entre os melhores artistas marciais do mundo. O poder da estrela do ONE Championship é inacreditável.” O ONE fez grandes esforços para estabelecer vínculos com várias nações da Ásia, como Filipinas, Cingapura, Malásia, Indonésia, Japão, China, Mianmar, Camboja, Coreia do Sul, Vietnã e Tailândia. Com suas recentes contratações de atletas americanos como Johnson, Alvarez e Sage Northcutt, o ONE poderia estar procurando estabelecer raízes semelhantes nos Estados Unidos. Japão Depois de adquirir os ativos do Pride FC em 2007, o UFC ainda não capturou o Japão. O Pride era a principal organização asiática de artes marciais, mas se dobrou. Parecia possível para o UFC assumir uma boa porcentagem de sua base de fãs, mas a presença da promoção no Japão não é aparente. O UFC não teve um show no Japão após a aquisição do Pride até 2012, e desde então, há apenas cinco e nenhum desde 2017. É difícil estabelecer uma pegada com uma presença inconsistente. “O ONE Championship acabar de terminar seu evento inaugural no Japão, e tem sido o nosso maior show até agora”, disse Sityodtong. ONE: A New Era quebrou uma infinidade de registros de audiência e outras estatísticas.” Foram 41 milhões de espectadores globais, segundo Sityodtong que usa como fonte dados da Nielsen Sports. Mas isso é apenas o começo. O ONE está voltando a Tóquio em outubro com outro incrível card. Eu não posso dizer os detalhes ainda, mas vai ser outro espetáculo de classe mundial.” Simplesmente ter um plano para promover consistentemente programas no Japão é uma negócio no mercado asiático. É quase incalculável quanta receita uma promoção poderia ganhar no clima de hoje se fosse capaz de se tornar o rei indiscutível das organizações de artes marciais no Japão. “Eventualmente, faremos mais eventos por ano no Japão”, disse Sityodtong. “O mercado japonês é realmente muito importante para o ONE. É o berço de muitas artes marciais. Os princípios das artes marciais japonesas ressoam muito com os valores do ONE. O conceito de Bushido, por exemplo, princípios que enfatizam honra, coragem, frugalidade, habilidade e lealdade, realmente é algo que fala ao coração do que é ser um artista marcial.” A partir de agora, o UFC divulgou seu calendário de eventos para os primeiros seis meses de 2019, e não há um evento anunciado para o Japão. China A China é outra região cobiçada na Ásia, e o ONE derrotou o UFC lá também. “A Ásia tem mais de 4 bilhões de pessoas, com 2 bilhÕes dessas pessoas no mesmo fuso-horário. Um grande pedaço dessa população vem da China e nos dedicamos boa parte dos nossos esforços para desenvolver o mercado chinês” disse Sityodtong. “Realizamos vários shows na China ao longo dos anos, com eventos em Pequim, Xangai, Changsha e Guangzhou. Também desenvolvemos o ONE Hero Series, que visa descobrir jovens promissores das artes marciais chinesas.” O UFC estreou na China em novembro de 2017, e voltou apenas uma vez desde então, e isso foi em novembro de 2018. O ONE teve 12 eventos na região desde 2014 e seis desde 2017. “o ONE também tem um dos campeões mundiais mais dominantes do MMA hoje, a ‘Panda’ Xiong Jing Nan,” disse Sitoydtong. “Muitos chineses gostam de Jing Nan por causa da coragem e bravura que ela demonstrou no ONE Circle. Recentemente, Jing Nan teve que superar grande adversidade em sua luta contra Lee em Tóquio. Ela mostrou coragem e tenacidade, sobrevivendo a um armlock para vencer no quinto round por nocaute técnico.” O ONE Championship estabeleceu escritórios corporativos em Pequim e Xangai, com a expansão na China como objetivo principal. O UFC também investiu pesadamente na construção de sua marca na China com o “Performance Institute”, mas mesmo com instalações tão bonitas, ainda está engatinhando. O UFC tem o controle sobre o MMA nos Estados Unidos, mas ainda não conseguiu compreender os fãs de artes marciais asiáticos. Tradução: Silvio Doria (Pós-luta.com)
  2. Flavio Doria

    O doping da pesagem

    É uma sexta-feira, 18h00 no horário local. O lutador de MMA, Darren Till inicia seu corte de peso para a luta principal do UFC Liverpool (UFC Fight Night 130) que ocorrerá no domingo, mas a pesagem ocorre no sábado. Ele precisa perder exatos 5kgs. Toda sua equipe o assiste correr na esteira com roupas térmicas. Quase 1h depois, o vídeo corta para um Darren Till exausto em uma cama de ar pedindo para sua equipe tirar seu tênis. Till parte agora para uma sequência de 5 rounds de boxe para continuar com a perda de peso. Em seguida, e mais exausto, Till dorme por 20 minutos. A perda de peso, no entanto, não pode parar e é colocado sobre ele uma pilha de cobertores e toalhas. Mais um corte no vídeo. Agora vemos um Till já exausto e desitratado indo para uma seção de sauna com sua equipe. Na cena seguinte, 45 minutos depois, Till sai literalmente, rastejando da sala em direção à balança. A balança indica uma perda de 2,5kg, apenas 50% do objetivo. Till volta para a sauna e 10 minutos depois recebe um aviso médico para parar. O corte é interrompido. Às 5h da manhã, praticamente sem dormir, Till retoma com o corte de peso. Na esteira e com diversas camadas de roupas, Till para com a corrida. Ele alega uma cegueira temporária por conta da severa desitratação. Ele é carregado de volta para a cama de ar. Pouco depois sua equipe o leva para a sauna e a saúde de Till piora. Em respeito a Till, a equipe que o acompanha interrompe as filmagens. Till não conseguiu bater o peso. Ele ficou 1,7kg acima do exigido. Ainda assim, a luta contra Sthepen Thompson ocorreu. Till venceu a luta em uma polêmica decisão dos arbitros (muitos viram uma vitória de Thompson, nós discordamos. A perda de peso antes das lutas, para a pesagem é algo comum nos esportes de luta. Mas cada vez mais vemos atletas bem acima de suas categorias adotando uma estratégia agressiva e arriscada de um corte severo de peso para migrarem para categorias abaixo. Assim, podem ficar mais pesados que seus adversários e garantir o fator força como uma estratégia para vitória. Mesmo não batendo o peso, essa é uma tática vantajosa para os atletas. Eles sofrem uma penalização em suas premiações, mas garante uma ascenção no ranking de suas divisões, ficando mais perto de uma disputa de cinturão. Neste começo do ano a mídia especializada chamou atenção para a grande quantidade de atletas penalizados pelo excesso de peso e saindo de suas lutas vitoriosos. Fizemos um levantamento com outros anos e os dados corroboram com a tese de que entrar com excesso de peso para as lutas de fato tem uma grande influencia sobre o resultado final. Sabendo disso os atletas tem cada vez intensificado essa estratégia, perdendo mais peso que o “normal” para uma luta e até sem se importar com punições em suas bolsas. Nitidamente fora de sua divisão natural, Yoel Romero é um exemplo. Recentemente, Romero ultrapassou o limite da divisão dos médios em duas disputas consecutivas do cinturão interino, perdendo assim o direito de disputar o cinturão. O lutador insiste em não subir para a divisão dos meio-pesados (até 93kg). Apenas em 2018, em 9 (excluindo as lutas canceladas) ocasiões, atletas do UFC (organização escolhida para a pesquisa por conta do maior número de eventos e com registros mais precisos) não conseguiram ficar no peso de suas respectivas divisões. Em sete (ou 77%) dessas lutas o atleta que ultrapassou o peso acabou saindo vitorioso. Portanto, em apenas duas ocasiões apenas (28%) o atleta ficar no peso da categoria saiu vitorioso (Gillian Robertson que venceu Molly McCann no UFC Fight Night 130 e Robert Whittaker no UFC 225). Se estrapolarmos nossa amostra para os anos anteriores a tendência se repete. Em 2017, foram registradas no UFC, 21 lutas com atletas sobre-peso, das quais em 11 (52%) estes atletas saíram vitóriosos. Em 2016, a tendência se repete. Das 20 lutas (ex-lutas canceladas) com questões envolvendo peso, 13 delas (65%) o atleta sobre-peso saiu vitorioso. Os dados são significativos e falam por sí só: ultrapassar o limite de peso de uma categoria, seja ela qual for, compensa. O atleta é punido financeiramente, mas garante uma ascendência nos rankings. Pior que representar uma espécie de “doping” para os atletas, o corte severo de pesos traz diversos riscos à saúde dos lutadores. Relembrando o fato ocorrido com Darren Till, poucos dias antes, Rafael dos Anjos em uma coletiva de imprensa também relembra o corte de peso brutal que teve que passar para defender seu cinturão contra Eddie Alvarez no UFC Fight Night 90 (ele perdeu para Alvarez por nocaute ainda no 1R). “Desmaiei três vezes e apaguei e voltei. Fiz isso provavelmente três vezes. Numa das vezes, fiquei fora (do ar) por três minutos. Quando caí de volta na banheira, quase bati a parte de trás da cabeça na pia. Poderia ter morrido. Essa foi uma luta que eu não deveria ter lutado, mas tudo acontece por um motivo. Fiz, perdi e aprendi muito com isso.” Em sequência, no UFC Mexico, Rafael dos Anjos enfrentou (e perdeu) Tony Ferguson, também pela divisão dos leves. Depois de mais um corte severo de peso (e também motivado pelas duas derrotas consecutivas) ele decidiu subir de categoria. “Depois de ganhar peso, não consegui ficar de pé por 40 minutos a uma hora. Deitei no chão, no corredor do hotel, no meu quarto, na porta do meu quarto. O cara disse: “Ok, Rafa, é hora de ganhar peso”, e não conseguia me levantar. Simplesmente não pude andar. Mas fiz isso.” relembra o brasileiro. Há dois anos, para proteger a saúde dos atletas o UFC mudou o horário da pessagem oficial das 16h para às 10h, assim os lutadores teriam mais tempo para se reidratarem e recuperarem o peso ideal. Assim os lutadores chegariam mais inteiros para a luta. No entanto, a medida gerou o efeito contrario. Com mais tempo para se recuperarem, a mudança de horário estimulou os lutadores a arriscarem com o corte severo de peso. Com a nova regra, o triplo de lutadores não conseguiu ficar no peso de suas respectivas categorias. Por conta disso, o UFC voltou atrás. A pesagem oficial voltará a ser às 16h como era antes. No twitter a imensa maioria dos lutadores foi obviamente contra. Acreditamos que o UFC e outras organizações tem a obrigação de cada vez mais aumentar o rigor e dificultar ao máximo o corte de peso dos lutadores. A busca de um peso extra na luta é claramente (e os números não mentem) um dooping legal. E pior, a perda excessiva e brusca de peso para a pesagem traz riscos graves a saúde dos altetas. Fonte: PosLuta.com
  3. Fonte: PosLuta.com O UFC anunciou nesta terça-feira (29), na sede do Facebook em São Paulo o inicio das vendas de ingresso para o último evento do Ultimate esse ano no Brasil. A coletiva, conduzida por Minotauro teve ainda a primeira encarada do main event do evento, entre Lyoto Machida e Derek Brunson. Afastado do octógono a cerca de dois anos Lyoto falou sobre o caso de doping revelado pela USADA e da pressão de lutar em casa: “A pressão sempre vai existir, o que muda é como estou lidando com isso. Estou muito bem preparado mentalmente e vou estar muito bem preparado fisicamente no dia da luta”, disse Lyoto, “Venho treinando durante todo esse tempo, mas a competição é como se fosse um reinício, tem o nervosismo. Acredito que é mais um desafio para mim e, sendo aqui, melhor para mim, porque tenho toda a torcida do meu lado para me empurrar”. Seu adversário, o norte-americano Derek Brunson promete estragar a festa brasileira: “Estou feliz em lutar no Brasil, é um país lindo. Vocês tem fãs muito apaixonados, e sei que vão me vaiar, mas estou empolgado. Quero dar um grande show e continuar subindo na categoria”, disse Brunson, “Machida é um grande trocador mas eu também sou, e tenho muita força, então os caras não podem fazer o que quiserem lá dentro, porque posso acertar um grande golpe e acabar com a luta”. Demian Maia, também esteve presente e falou sobre a expectativa da luta contra Colby Covington, invicto no octógono: “Apesar de ter lutado pouco MMA em São Paulo, já lutei muitos campeonatos de jiu-jítsu aqui, então estou acostumado”, disse, “Lutar no Brasil tem o lado muito bom, que é a torcida, o apoio, e o lado perigoso, que é todo mundo estar aqui, meus amigos de infância, então tem muita demanda da qual você tem que se blindar para não relaxar ou deixar de descansar para fazer alguma coisa e se focar na semana da luta. Mas minha equipe sabe fazer isso muito bem, e eu também venho aprendendo, então, para mim, é vantajoso lutar em São Paulo”. A venda de ingressos começa amanhã no site oficial da Tudus. Os preços variam entre R$190 e R$6.000. Este último no pacote VIP.
  4. *Foto por Buda Mendes. Fonte: PosLuta.com Maior nome do MMA nacional em atividade hoje, José Aldo Jr, o campeão do povo, conheceu a derrota pela segunda vez em sua carreira no Ultimate. Aos 4min do terceiro round, o brasileiro foi derrotado por nocaute técnico para o Havaiano Max Holloway. “Aldo foi o campeão por dez anos e é um dos melhores de todos os tempos. Há um motivo por ele ter ficado tanto tempo no topo. Mas as coisas funcionaram para mim. Eu falei pra mim mesmo, vá e se divirta. E vencer aqui no Rio, na frente dos fãs dele, foi incrível. Ele tinha tudo o que eu sempre quis e agora o cinturão é meu. Sobre o meu próximo adversário, acho que uma luta minha contra o Frankie Edgar seria ótima. Ele é um ex-campeão e seria legal adicionar mais um ex-campeão na minha lista. E eu conheço um grande lugar no Havaí pra essa luta.” brincou o novo detentor do cinturão dos penas. No co-main event, a segunda principal luta da noite, Claudia Gadelha conseguiu uma finalização por mata-leão aos 3mins do primeiro round, frustrando a Polonesa Karolina Kowalkiewicz. “Eu sou uma nova lutadora, estou me sentindo muito bem dentro do octógono, como nunca havia me sentido antes. Eu sabia que ia vencer por nocaute ou finalização. Agora vou tirar um tempo pra mim, decidi que vou mudar pra Albuquerque de vez, ficar mais perto dos meus treinadores, melhorar a cada dia. O meu foco é o cinturão, não há dúvida sobre isso, mas eu quero um pouco de tempo para mudar algumas coisas na minha vida antes.” diz a brasileira. Já Vitor Belfort, conseguiu uma vitória sem grandes sustos contra o veterano Nate Marquartd. Vitor tinha planos de encerrar sua carreira profissional nesta luta, mas a tranquila vitória deverá fazer com que o brasileiro altere seu futuro. “Eu tive paciência, sabia que ele estava esperando que eu atacasse. Acho que lutei com calma, queria lutar três rounds, há muito tempo que não lutava três rounds. No começo da semana eu disse que uma luta pode ser um começo ou um fim. Essa é o começo de mais uma jornada. Meus 40 [anos] são os novos 20.” disse Vitor ainda no octógono. O ex-campeão ainda agradeceu a Firas Zahabi, coach da famosa Tristar Gym do Canadá e sua equipe pessoal. Durante a transmissão do evento houve ainda o anuncio da entrada do japonês Kazushi Sakuraba no Hall da Fama do UFC. Conhecido como o “Gracie Hunter” Sakuraba se tornou uma lenda no Japão, fazendo história ao vencer diversos membros da família Gracie no extinto PRIDE. Sakuraba lutou apenas três vezes no UFC, devido a isso muitos criticaram a escolha, que será oficializada em cerimônia em Julho, nos EUA. O evento na Jeunesse Arena marcou também o recorde de público no Rio de Janeiro. Com 15.402 pessoas presentes o evento bateu o UFC 190 que teve como luta principal Ronda Rousey contra Beth Correia (14,733 pagantes). José Aldo Jr. vs. Max Hollaway Categoria: Featherweight 145 lbs (Peso médio 66 kgs) Resultado: TKO por Holloway Tempo: 4min13 do Terceiro Round Juiz: Big John McCarthy Árbitros: Guilherme Bravo, Derek Cleary e Chris Lee Músicas: Run this Town - Jay-Z e Rihanna (Aldo) / Hawaian Kickboxer - Moke Boy (Hollaway) Patrocínio Reebok: Aldo (R$ R$125.637,49) / Holloway (R$ R$125.637,49) Bonus: Luta da Noite Suspensão Médica: Aldo (45 dias sem lutar) / Holloway (14 dias sem lutar) Apesar de ter começado bem, impondo seu estilo rápido e agressivo, Aldo foi, aos poucos, perdendo o gás. A partir do final do segundo round já era nítida a maior dificuldade de respirar do brasileiro. No final do terceiro round Aldo sofreu um knock down após Holloway acertar um direto em seu queixo. O havaiano aproveitou o momento e caiu por cima de Aldo. Após desistir de uma finalização por mata-leão Holloway passou a desferir diversos golpes em Aldo. Coube a John McCarthy interromper a luta e decretar Max Holloway como vencedor e novo detentor do cinturão dos Penas. Bastante animada na coletiva pós-luta com jornalistas Holloway decretou o inicio de uma nova era na categoria dos Penas, a Era Holloway. Claudia Gadelha vs. Karolina Kowalkiewicz Categoria: Strawweight 115 lbs (Peso-palha 52 kgs) Resultado: Finalização por Gadelha Tempo: 3min03 do Primeiro Round Juiz: Mario Yamasaki Árbitros: Guilherme Bravo, Fabio Alves e Jeff Mullen Músicas: The Passenger - Iggy Pop (Kowalkiewicz) / The Best is Yet to Come (Gadelha) Patrocínio Reebok: Gadelha (R$ R$7.852,34) / Kowalkiewicz (R$ R$7.852,34) Bonus: Performance da Noite (Gadelha) Suspensão Médica: Gadelha (14 dias sem lutar) / Kowalkiewicz (14 dias sem lutar) Em sua segunda luta com seu novo time, Claudia Gadelha conseguiu sua primeira vitória por finalização no UFC ainda no primeiro round. Esta foi uma vitória rápida, a polonesa não conseguiu impor seu jogo em pé e foi rapidamente finalizada. Derrota, Karolina ficou desconsolada após a derrota. Vitor Belfort vs. Nate Marquardt Categoria: Middleweight 205 lbs (Peso médio 84 kgs) Resultado: Decisão Unânime para Vitor Tempo: Três Rounds Juiz: Osiris Maia Árbitros: Chris Lee, Jeff Mullen e Phillipe Iório Músicas: 300 Violin Orquestra - Jorge Quinteiro (Belfort) / Baited - Flame feat. Fedel (Marquardt) Patrocínio Reebok: Belfort (R$ R$47.114,00) / Marquardt (R$ 62.818,00) Suspensão Médica: Belfort (21 dias sem lutar) / Marquardt ( 14 dias sem lutar) Esta foi uma luta morna, sem grande dificuldade para Vitor Belfort, que venceu por decisão unânime dos juizes. Feliz com seus novos parceiros de treino da Tristar Gym, liderada por Firas Zahabi, Vitor agora já desconversa uma possível aposentadoria, anunciada pelo próprio Vitor em sua última luta (UFC Fight Night em Brasilia). Segundo o próprio Vitor, ele fará mais cinco lutas sob o comando de Zahabi. Paulo Borrachinha vs. Oluwale Bamgbose Categoria: Middleweight 205 lbs (Peso médio 84 kgs) Resultado: TKO por Borrachinha Tempo: 1min06 do Primeiro Round Juiz: Big John McCarthy Árbitros: Phillipe Iório, Derek Cleary e Fabio Alves Músicas: Parapampam - João Lucas e Diogo (Borrachona) / Endless Light - Hillsong (Bamgbose) Patrocínio Reebok: Borrachinha (R$ R$7.852,34) / Bamgbose (R$ R$7.852,34) Suspensão Médica: Borrachinha (14 dias sem lutar) / Bamgbose (45 dias sem lutar) Logo antes de entrarem no octógono um fato atípico ocorreu, ao ser examinado pelos oficiais da Comissão Atlética, o Nigeriano teve que cortar as próprias unhas, pois estavam grandes demais. No octógono os dois fizeram uma luta breve e eletrizante, com vitória do brasileiro no primeiro round. “Eu achei que essa foi a luta mais dura que já fiz na vida. Ele me surpreendeu, é um cara muito duro, resistiu durante muito tempo. Achei que a luta fosse acabar no primeiro round, mas ele conseguiu levar pro segundo. Agora é comemorar e esperar o próximo desafio. Quero enfrentar um Top 10, eu vim pra ser campeão.”. Antes de sua luta começar o deputado federal Jair Bolsonaro chegou na Arena, Borrachinha em sua última luta declarou apoio à Bolsonaro, surpreendendo a todos. Erick Silva vs. Yanci Medeiros Categoria: Welterweight 156 lb (Peso meio-médio 77kg) Resultado: TKO por Erick Tempo: 2min01 do Segundo Round Juiz: Eduardo Herdy Árbitros: Derek Cleary, Jeff Mullen e Guilherme Bravo Músicas: 300 Violin Orquestra - Jorge Quinteiro (Silva) / Thunder - Imagine Dragons (Medeiros) Patrocínio Reebok: Silva (R$ R$31.409,00) / Medeiros (R$ R$15.704,00) Suspensão Médica: Silva (45 dias sem lutar) / Medeiros (14 dias sem lutar) Erick Silva conseguiu um bom inicio de luta, mostrando mais agressividade e combatividade. Seguindo conselho de seus coachs, Medeiros também partiu para uma trocarão mais franca com Erick que acabou levando a pior. TKO de Nancy Medeiros aos dois minutos do segundo round. Após a luta Medeiros pediu por uma luta em seu local de origem, Havai. Essa sem duvida foi a noite dos fãs havaianos Fonte: PosLuta.com
  5. Flavio Doria

    UFC 212: Fotos

    Fonte: PosLuta.com Fonte: PosLuta.com
  6. Fonte: PosLuta.com UFC 121: MEDIA DAY Aldo, Belfort e Gadelha, falaram com a imprensa pela última vez antes de subirem no octógono. Nos momentos que precedem o maior evento do UFC no Brasil esse ano - São Paulo receberá um “Fight Card” menos atrativo que o avento deste final de semana, a tensão é evidente, na sala onde os atletas cumprem suas obrigações durante o “media-day” Holloway se mostrava bastante argumentativo e confiante na vitória no outro extremo da sala Aldo chegava meia hora depois do previsto seguindo de uma grande equipe de câmeras, que estavam lá para registrar os últimos passos do brasileiro antes da disputa. Na luta principal da noite José Aldo e Max Holloway se enfrentam pela unificação do cinturão dos pesos-pena do UFC. Os dois vivem momentos distintos na carreira. Aldo, considerado maior nome dos penas até hoje e favorito, busca a vitória para voltar a reinar absoluto. Holloway, detentor do cinturão interino tentar surpreender as expectativas e se manter no topo da divisão. “O Max Holloway é o único adversário na divisão que eu ainda não venci, essa é a luta certa hoje. Nos últimos meses, muita coisa aconteceu, pensei em parar um pouco, mas recebi um apoio incrível dos fãs, que gostam de me ver lutar e querem continuar por muito tempo. O carinho que eles têm comigo é muito grande e é mais um dia de alegria poder lutar para eles aqui no Rio de Janeiro. Todas as vezes que lutei por aqui, a luta foi memorável, isso é um fato. Estou preocupado apenas com o meu lado, não com o que ele vai fazer, mas posso garantir que treinei muito, estou muito preparado e vem mais uma luta memorável por aí.” profetiza o brasileiro. Holloway, sabe que sua tarefa será ingrata, vencer Aldo em sua casa não será fácil: "Eu e minha equipe o estudamos muito e sabemos que ele se coloca em situações de risco durante das lutas. Mas um mágico não conta seus truques, então só posso dizer que vi furos no jogo dele e vou explorá-los no sábado. Eu já fui o azarão, já fui o favorito, já fui vaiado e já torceram por mim. Mas no final do dia, só serei eu e ele lá dentro do octógono. E vou mostrar o que venho fazendo nas últimas seis semanas.” Vitor Belfort, revelou aos jornalistas que sentia-se desmotivado de continuar lutando e ao perder sua última luta para Gastelum em Fortaleza anunciara sua despedida, porém poucos dias atrás o brasileiro voltou atrás e já confirma ter uma provável próxima luta. Para esse preparação contra o veterano Nate Marquardt, Vitor viajou para o Canadá para treinar na famosa Tristar Gym, local de treinamento de George St-Pierre. “Para essa luta, eu quis voltar ao básico, me reinventar. Fiz um camp no Canadá, totalmente longe da minha família, algo que não fazia há muito tempo. Eu acho que se você quer mudar, você precisa mudar, precisa fazer alguns sacrifícios. Eu estou procurando reencontrar a minha paixão pela luta. Essa luta pode ser o final ou pode ser começo. Eu não tenho mais nada a provar, só me divertir. Tenho muito respeito pelo meu adversário, espero uma grande luta e uma grande noite.” Por outro lado Nate se mostra cometido e enfatiza o respeito pelo “Phenom” “Eu respeito muito o Vitor, ele é um grande lutador e fez muito pelo esporte. Eu o assisti muito quando jovem e estou muito feliz de poder entrar no Octógono com ele. Acho que saber que eu lutaria com o Vitor me fez treinar ainda mais. O estilo do Vitor é muito agressivo, ele vai sempre em busca da finalização e não gosta de deixar na mão dos juízes. O meu jogo encaixa bem com lutadores desse estilo e acho que teremos uma grande luta.” As outras lutas no card principal são Paulo Borrachinha contra Oluwale Bamgbose e Erick Silva contra Nancy Medeiros. O UFC 212 Aldo x Hollaway acontece nesse sábado, dia 3 de junho, na Jeunesse Arena, com transmissão ao vivo do Canal Combate à partir de 19h30. Fonte: PosLuta.com
  7. Flavio Doria

    Ronda deixa a reclusão!

    ela sempre foi assim, no Judo tbm não lidava muito bem com as derrotas, quando perdeu pra Claudia Heils ficou com ódio dela
  8. Flavio Doria

    Ronda deixa a reclusão!

    Fonte: PosLuta.com Nesta sexta-feita (30/12) Ronda Rousey fará a luta principal do UFC 207 em Las Vegas, Nevada, contra a brasileira Amanda Nunes, atual detentora do Cinturão Peso Galo Feminino. Mais do que a disputa pelo cinturão, essa luta marca a volta de Ronda ao octógono. E quando se trata de Ronda, a disputa vai muito mais além do que uma disputa pelo título. Honra, respeito e um legado estão em jogo. Ronda Rousey permanece, ainda hoje, um ano após sua primeira derrota no octógono, como figura singular na história do UFC e uma das maiores atletas da franquia. Aparentemente recuperada - fisica e mentalmente - de sua derrota brutal para Holly Holm, no UFC 193, Ronda está de volta. Nas poucas vezes em que é vista - ela esteve enclausurada nos arredores de Las Vegas, onde mora - transmite confiança em suas declarações. Ainda que esteja em jogo nesse domingo seu prestígio como estrela da organização, seu legado vai além, segue sendo um dos maiores personagens do esporte. As pessoas assistem sua luta ou porque a amam ou porque a odeiam, tamanha é sua personalidade. Sua primeira batalha, foi pela vida, em 1987, no Condado de Riverside, enrolada no próprio cordão umbilical, mole e azul, os médicos presumiam que já estava morta mas Ronda nunca desiste. Ela recuperou a consciência mas não sem consequências. Para falar suas primeiras palavras levou mais de um ano e as dificuldades para andar levaram seus pais a crer que ela teria problemas para o resto da vida. O gosto da derrota não é algo incomum para Ronda, no auge de sua carreira no Judo, indo como judoca mais jovem dos jogos foi eliminada em sua estreia nas Olimpíadas na Grécia. Sua adversária era Claudia Heill. Ronda acreditava que Claudia havia tomado dela toda a felicidade que uma medalha traria nos Jogos Olimpicos. Alguns anos depois Claudia cometeu suicídio, se jogando prédio onde morava na Austria. “Eu estava convencida de que se eu tivesse ganho a medalha tudo seria diferente. Sua morte me abalou muito. Eu sentia tanta raiva dela, eu sentia como se ela tivesse roubado não só a medalha de mim, mas minha felicidade. Quando eu perco uma luta, sinto como se a pessoa ganhasse tudo isso. Quando ela morreu eu já tinha ganho uma medalha minha e logo percebi que isso me trouxe pouca alegria.” Quatro anos mais tarde, Ronda brilharia em Pequim, na categoria até 70kg, conquistando a medalha de bronze. “Quando eu voltei da China, eu decidi dar uma pausa. Passei o ano fazendo tudo que podia para acabar com todo esforço que dediquei ao meu corpo. Não sabia exatamente o que queria, mas eu sabia que algo teria que mudar. Trabalhar meu corpo para conquistar o sonho olímpico me fez infeliz. Eu queria uma vida normal. Queria um apartamento e ir a festas”, revela Ronda em sua biografia. Curiosamente, após perder sua invencibilidade para Holm, Ronda passou cerca de um ano em isolamento de mídia e fãs assim como em 2008. “É como deixar a barba crescendo e viver numa caverna, sabe?” brinca Ronda, em entrevista à Revista ESPN. Para Ronda, derrota é algo importante no processo de formação de sua força interior, que só será esquecida após uma nova vitória: “Eu não aprendo com vitórias passadas. Sempre preciso de uma nova, por isso cada luta significa um Mundo para mim. Sempre esqueço das vitórias mas as derrotas ficam comigo para sempre. Cada derrota parece como se uma parte de mim morresse. Nunca sou a mesmo após uma derrota. Para mim, uma derrota só é pior que a perda de alguém que amo.” “Ainda me dói lembrar da pessoa que poderia ter ganhado tudo. Agora tenho que conviver com o fato de que eu não sou mais essa pessoa. Ela é só quem eu gostaria de ter sido. Hoje eu sou quem eu, preciso ser para mim e para a todo mundo. É importante passar por essa etapa de aceitação e de renovação de otimismo. Estou voltando para conquistar esse título para as pessoas que acreditaram em mim. Ele (o cinturão) é tudo pelo qual trabalhei minha vida inteira. Tudo depende disso. Tudo está em jogo.” diz Ronda nas gravações para promoção do UFC 207. Ronda lutará nesse sexta-feira sem o peso da invencibilidade nos ombros, algo que já experimentara em sua carreira como Judoca. Vencendo ou perdendo Ronda já garantiu seu nome no Hall da Fama do UFC, a lutadora que abriu as portas para mulheres no maior evento de MMA do Mundo. Fonte: PosLuta.com
  9. Pessoal, na verdade é a revista é Muscle and Fitness , sorry about that! Fonte: PosLuta.com Fonte: PosLuta.com
  10. Flavio Doria

    A origem do Octógono!

    Aquele do "O Grande Dragão Branco" tbm era maneiro!!! #SQN
  11. Flavio Doria

    A origem do Octógono!

    Na verdade eles pretendiam mesmo usar tubarão e piranhas fake, sabe? tipo algo cinematográfico..mas bizarro
  12. Flavio Doria

    A origem do Octógono!

    Fonte: PosLuta.com É quase uma tradição no começo de toda semana que antecede um UFC, Dana White decreta em suas redes sociais “Fiiiiiight weeeeeek!!!!” assim mesmo com muitas letras e as vezes em letras maiúsculas, como se fosse uma criança, mal contendo sua empolgação. No mesmo dia staffs e contratados do UFC se deslocam de várias partes do Mundo para organizar o cenário do espetáculo. Com poucos dias o octógono está devidamente montado e pronto para receber os gladiadores do novo milênio — parafraseando Galvão Bueno . Após o evento tão rápido quanto é montado ele é desmontado. Poucos minutos após a vitória de Ryan Bader sobre Minotouro, em São Paulo, funcionários corriam por todos os lados desmontando e guardando tudo, o processo varou a madrugada. Na semana seguinte o UFC iria para Melbourne, Australia, do outro lado do globo. Medindo 32 metros de diâmetro, 6 de altura e 750 metros quadrados, o octógono foi criado com a segurança dos lutadores em mente. Bom, pelo menos é isso que se diz oficialmente, mas a verdadeira história de como surgiu esse cenário de batalhas épicas é inconclusivo. Tão rápido quanto ele é montado nas arenas do Mundo ele foi criado, saindo do papel semanas antes do UFC 1 em 1993. “Sobre o local das lutas, Rorion tinha sua opinião definida. Por muitas vezes ele me disse que não se importava o que usássemos, contanto que não seja um ringue de boxe. Rorion já tinha lutado em um, e já havia visto eles serem usados em eventos de vale-tudo no Brasil, incluindo um com seu pai e irmão Rickson. Na opinião de Rorion, eles não funcionavam quando havia uma luta agarrada. Rorion sabia que em um ringue de boxe um lutador de chão poderia escorregar pelas laterais buscando uma saída, ou se segurando nas acordas para evitar uma queda. Fazia muito sentido. Queriamos uma luta intensa, não amarração.” relembra Art Davie, co-fundador do UFC. Até mesmo estudantes da famosa Grace Academy, compartilhavam suas ideias sobre o cenário ideal: “Rorion e eu trocávamos algumas ideias em sua academia e então um de seus estudantes propôs algo chamado ‘o Cage da Morte`. O cara me deu suas anotações e um esboço. Vendo no papel eu até gosto mais do Cage da Morte. Mas isso iria requerer muita precisão, coordenação e engenharia, o que não poderíamos ter.” diz Art. O único consenso de todos, na criação do octógono é que, de fato, o diretor de Arte: Jason Cusson fabricou o cenário. Cusson diz que sua inspiração para o Octógono foi o filme homônimo de Chuck Norris. “Harrison — Greg Harrison, designer — e eu trabalhamos juntos (…) e eu disse ‘Que tal octógono? Tem esse filme do Chuck Norris, de artes marciais saindo…’ foi simples assim. Greg foi quem projetou mas a ideia veio de mim.” se vangloria Cusson. Art Davie, influenciado pelo cineasta John Milius (conhecido pelo filme Conan, o Bárbaro), tinha uma imaginação mais fértil ou apenas enxergava o que viria a ser o octógono como algo cinematográfico, algo nunca antes visto. Uma de suas ideas que chegaram a ir para um esboço foi um tatame circular que seria cercado por painéis eletrificados que dariam um leve choque, segundo Art isso faria o lutador a desistir da ideia de fugir da luta. Sua outra ideia — não menos bizarra, era um tatame cercado por um fosso cheio de água, com tubarões ou piranhas. Novamente um incentivo para ambos os lutadores. Em 1993, cartazes que circulavam em revistas e até academias diziam que os lutadores competiriam em tablado projetado pelo famoso diretor John Milius. Para o produtor da SEG (pioneira de eventos PPV e parceira do UFC) Michael Pillot, Art consultou Milius, mas suas ideias eram inviáveis. Em seu lado da história — e o mais aceito — Pilot, diz que semanas antes do evento ele se encontrou com Greg Harrison em um evento de premiação da MTV (os dois haviam trabalhado juntos com Will Smith) e confiou a ele o projeto. “O principal problema que eu encontrei foi criar algo que seja bom para todas as artes marciais e para a TV. Precisava além de conter os lutadores, protejer os operadores de câmera. Pillot me disse que teria diferentes tipos de atletas, incluíndo lutadores de Sumo. Então fiz uma dezena de designes. É interessante que todas as pessoas que dizem ter concebido o Octógono não são designers, mesmo assim dizem ter criado o design octogonal.” revela Harrison. Finalizado e aprovado o design pela SEG, o projeto foi levado a Cusson, que teve a tarefa de fabricá-lo. Ele terminou em duas semanas usando tábuas de madeira para estrutura. “Nós tinham um grande galpão no centro de Los Angeles, nos montamos e desmontamos tudo em partes para que fosse mais fácil juntá-lo novamente.” diz Cusson. O tablado era todo branco e foi pintado por um artista freelancer. Tudo isso foi levado à Denver no Colorado para ser examinado por Pillot e a SEG. Assim, o primeiro cage no formato octagonal foi construído e montado na Arena McNichols Sports em Novembro de 1993 para o histórico UFC 1. “O local onde seria o combate, foi desempacotado e em seguida montado no chão da arena naquela mesma manhã. Os ajustes ainda estavam sendo feitos e quando eu o vi pela primeira vez, fiquei realmente sem palavras. Tão bom quanto o esboço feito por Harrison, eu senti que essa incrível combinação de arte e engenharia foi ainda mais impressionante ao vivo. Um octagonal de nove metros envolto por estofamento cinza, a tela-metálica coberta de plástico preto, a lona branca com nosso proeminente logo ao centro — tudo combinando para alcançar um equilíbrio entre o primitivo e futurista.” conta Art Davie. Independente de quem foi o responsável pela criação do octógono, ele foi patenteado em 1997 pelo UFC, revolucionou o Mundo das Artes Marciais; os ângulos evitam que os lutadores fiquem presos em um canto sem saída. No Octógono nenhuma disciplina das artes marciais tem vantagem. E o espectador tem visão perfeita seja assistindo numa arena ou pela televisão. Mais fotos no link da matéria. Fonte: PosLuta.com
  13. Flavio Doria

    Fidel Castro e o legado de Cuba no MMA!

    Fonte: PosLuta.com Fidel Castro, líder da Revolução Cubana e líder do país morreu aos 90 anos, em Havana. A figura de Fidel representava para os Cubanos uma utopia, um líder revolucionário que lutou contra o imperialismo. Embora tenha legado a ilha caribenha ao empobrecimento era quase venerado por movimentos de esquerda. Sua morte marca o fim de um ciclo. Atualmente, Cuba é um pais insignificante e de pouca expressão no ponto de vista econômico. Sua economia representa apenas 0,3% da brasileira. É menor que a de Porto Rico, país com o status de estado associado aos Estados Unidos, que tem uma população muito menor que Cuba e produz um PIB per capita cinco vezes maior. O que isso significa para o MMA? Nada, mas há um fato histórico que merece uma reflexão. Cuba é um país apaixonado por lutas e uma potência no Boxe amador e olímpico. Em seu auge na carreira o pugilista Teófilo Stevenson, tri-campeão olímpico (Munique em 1972, Montreal, 1976 e Moscou, 1980) e tri-campeão mundial recusou-se a tornar-se profissional e abandonar seu país, perdendo assim a chance de enfrentar outra lenda, Muhammad Ali. Tinha uma famosa frase: “O que é um milhão de dólares em comparação ao amor de oito milhões de cubanos?”, frase essa que definia exatamente seu orgulho e lealdade por Cuba e o regime de Fidel. Mesmo com a recente abertura das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos, resultando no fim do embargo econômico que durará 50 anos as mudanças sociais ainda são poucas. O fluxo turístico proveniente de Miami para Cuba tem aumentado bastante. A relação dos vizinhos está mudando o cenário econômico local em passos lentos mas já é possível imaginar um futuro melhor. O primeiro atleta cubano a assinar com o UFC foi Hector Lombard, ex-Judoca, competiu nas Olimpíadas de Sydney em 2000 defendendo seu país de origem. Antes de entrar no Ultimate, Lombard adquiriu experiência no MMA, tendo passado pelo PRIDE — sendo derrotado por Akihiro Gono e Gegard Mousasi, Cage Fighting Championship e Bellator, onde se consagrou campeão de sua categoria. Recentemente o UFC assinou com uma jovem promessa cubana, Yoislandy Izquierdo. Mas o grande nome do MMA cubano é sem dúvida nenhuma: Yoel Rome, o soldado de Deus, como é chamado. Medalhista olímpico, ganhou a Prata em Sydney, Australia e ainda disputou medalha em Atenas quatro anos depois, também pela Luta-grego-romana. Romero lutou pelo extinto Strikeforce e ao assinar com o UFC permanece invicto com nove vitórias, seis delas por nocaute! Sua última vitória foi uma nocaute espetacular em cima de Chris Weidman, levando a ser cotado para disputa do cinturão dos peso-médio do UFC. Em entrevista ao site “Palm Beach Coast” em 2015, Dana White, revelou planos do Ultimate para aterrizar na ilha Cubana: “Aparentemente, pelo que eu ouvi, há muitas pessoas treinando MMA lá e muito interesse. Obviamente, também tem muitos cubanos na Flórida, Yoel Romero é cubano e está no card (do TUF Brasil 4 Finale). Nós agora estamos trabalhando em um card em Porto Rico, mas vamos a qualquer lugar. Então, sim, nós estamos trabalhando eventualmente para ir a Cuba”, disse. A história absolverá Fidel? Yoel Romero conseguirá levar o cinturão do UFC para Miami? É precipitado juízos sobre a história, contudo, Romero tem grandes chances de elevar o nome de Cuba como expoente no Mundo das lutas com o cinturão dos meio-pesados. Já Fidel, só o tempo dirá. Fonte: PosLuta.com
  14. Flavio Doria

    Dana White, capa da Men's Helth deste mês

    Amigo...preciso te corrigir: TOMOU E NÃO FOI POUCO NÃO :lol: