oriosvaldo costa

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Sobre oriosvaldo costa

  1. Eu também acredito que esse projeto não irá passar. Explico : O projeto tramita em modo conclusivo e aguardava parecer do relator na Comissão de Ciência, Tecnologia da Comunicação e Informática (CCTCI), após passar por outras comissões. Diga-sede passagem, o mesmo foi rejeitado em quase todas as demais comissões, apenas em uma o parecer foi favorável. Inclusive, o relator que é o o deputado Sandro Alex ( PSD-PR ),já voltou pela rejeição do mesmo. Imagino que será votado hoje o parecer do relator. Geralmente, quando o parecer do relator é pela rejeição, o mesmo é aprovado por Unanimidade. Isso é o que tenho acompanhado até aqui. Ou seja, não deverá virar lei. Peço, Por favor, que alguém que entenda bem esse assunto me explique melhor, já que é uma matéria de cunho terminativo, ou seja, não requer votação em Plenário. Qual deverá ser os próximos passos desse PL daqui para a frente ? Eu não iria mais falar sobre esse assunto,mas me pediram e quando li que havia uma movimentação principalmente do PT (Partido dos Trabalhadores) e dos outros partidos de esquerda (aliados) nos bastidores, resolvi compartilhar.
  2. Um PL – Projeto de Lei – que estava adormecido na Câmara dos Deputados desde 2009, voltou a assombrar os fãs de um dos esportes que mais cresce no mundo esta semana. O Deputado José Mentor (PT-SP) tenta aprovar lei que visa proibir a transmissão de eventos de MMA em todo território nacional. – As artes marciais têm filosofia, que é exatamente o oposto da Mixed Martial Arts… Quanto mais agressivo, quanto mais você ferir o outro, mais rápido se ganha a luta. Aqui (no MMA) é uma luta violentíssima aqui não é esporte e nem arte marcial – disparou José Mentor (PT-SP), em entrevista ao programa “Palavra Aberta” da TV e Rádio da Câmara dos Deputados. (entrevista pode ser acessada clicando AQUI) Vale ressaltar que até mesmo em canais de televisão fechada, como o Canal Combate, que é a emissora oficial do UFC no Brasil e a Fox Sports que transmitem o Bellator, One FC e muitos outros eventos internacionais, bem como o canal Esporte Interativo que transmite a maioria dos eventos de cunho nacional entre outros. Temendo aprovação do citado projeto, o Exmo Sr Deputado Federal Ronaldo Martins (PRB-CE) procurou a redação da Tudo Sobre MMA e da TV Fight em busca de apoio da mídia independente e consequentemente o envolvimento dos fãs desse esporte (que são milhões) para barrar a entrada em vigência dessa lei que discrimina o MMA, como citou o Deputado. – Em princípio, o cerceamento de transmissão de competições de um esporte que hoje já está massificado no Brasil. Depois, que há uma clara discriminação conta o MMA, já que libera a transmissão de competições de judô, karatê, jiu-jítsu. E por aí vai… – Indagou o parlamentar. Segundo a informação de Ronaldo Martins, a votação deve ocorrer amanhã as 10 horas. A matéria sera apreciada pela Comissão de Ciência e Tecnologia e é de cunho terminativo, ou seja, não requer votação em Plenário, se o parecer da Comissão foi favorável, o projeto começa a ter força de lei. O deputado ainda aponta o Partido dos Trabalhadores e outros Partidos de esquerda. – Há uma movimentação principalmente do PT (Partido dos Trabalhadores) e dos outros partidos de esquerda (aliados). Saberemos amanhã (os nomes dos deputados que votarão a favor). – Disse o Deputado. O Deputado Ronaldo Martins é voz ativa no que diz respeito as Artes Marciais, tanto na vida parlamentar como na vida pessoal. Prova disso é que no UFC Fortaleza, foi corner do lutador cearense Rony Jason. A transmissão da votação não será televisionada, mas o interessado em saber da votação poderá assistir pela internet. O link que é disponibilizado para os internautas é divulgado momentos antes da Comissão dar início a votação. Para isso, deve-se acessar o site da Câmara, após isso click no item “atividades legislativas” no menu do site e selecione a opção ”Comissões”, chegando aqui, deve ir para a Comissão de Ciência e Tecnologia. My link http://tvfight.tv/exclusiva-deputado-federal-procura-apoio-para-barrar-lei-que-visa-proibir-transmissao-de-mma/
  3. O mundo das artes marciais no Brasil anda em polvorosa por conta de duas noticias que irão sacudir o cenário nacional e, quem sabe, até mesmo resgatar a fase dourada que o país já atravessou. Após ter tido o seu retorno anunciado em 2012, finalmente iremos ver o renascimento do IVC ( International Vale Tudo Championship ). Dia 20 de Agosto o evento voltará à ser realizado tendo como palco a cidade de Sorocaba, no interior do estado de São Paulo. A boa nova foi anunciada pelo próprio Sérgio Batarelli e ai está a segunda noticia em complemento à primeira. Seu retorno como promotor ao cenário brasileiro certamente iniciará uma nova era no que tange à promoção de eventos de lutas em nosso país. Ex-Campeão mundial de Kickboxing Full Contact, Sérgio Batarelli é uma das mais importantes personalidades do cenário das artes marciais em todo mundo e devido à sua competência e credibilidade foi convidado à trabalhar com o K-1 no Japão, nos “ anos de ouro ” daquele que foi o maior torneio de Kickboxing do planeta. Batarelli seguiu seu trabalho adiante em parceria com outras organizações de Kickboxing mundo afora e também agenciando atletas do Boxe como é o caso do pugilista “ Esquiva ” Falcão, que sob a sua tutela chegou à assinar com a prestigiada Top Rank, de Bob Arum. Entre as suas muitas realizações também consta a fundação da CBVT ( Confederação Brasileira de Lutas vale Tudo ), ainda em 1997 e à qual preside, tendo a mesma sancionado a primeira vinda do UFC ao Brasil ( 1998 ) e posteriormente o UFC Rio ( 2011 ). Anteriormente à tudo isso, Batarelli foi promotor e árbitro do IVC, classificado pela imprensa internacional como o mais violento torneio do mundo e o terceiro maior do gênero, atrás apenas do Pride e UFC. Eis ai o motivo de tanta euforia. Fãs mais “ Hardcore ” estão à inundar as redes sociais do promotor com muitas perguntas. As mais freqüentes questionam sem o IVC será realizado com as mesmas regras de outrora. Na ocasião do nosso primeiro anúncio ( em 2012 ) o evento deveria voltar com novas regras ( as regras profissionais unificadas, ou sejam, aquelas utilizadas pelo UFC ) e um novo formato ( substituindo o tradicional ringue de cordas dos torneios dos anos 90 por um moderno octógono ), além de um novo nome : IVC MMA. Batarelli pede calma e comunica à todo – fãs e imprensa – que estará lançando um comunicado oficial neste final de semana com vistas à esclarecer todos os detalhes sob a nova produção do evento. Se em 14 edições já realizadas o IVC revelou ao mundo atletas do calibre de “ Pelé ” Landy, Wanderley Silva, Johil de Oliveira, Pedro Rizzo, Mark Kerr e Chuck Lidell, entre muitos outros, que depois brilharam no Japão e nos EUA em organizações como o Pride e o próprio UFC, quem dirá agora, nessa fase moderna que o esporte está à atravessar em nosso país, quantos novos nomes a organização conseguirá projetar internacionalmente. My link http://tvfight.tv/2016/07/05/lendario-show-de-mma-ivc-devera-retornar-em-agosto/
  4. Não lembro ao certo, mas creio que na Década de 70 ou 80, já existiam terroristas. Vou pesquisar mais sobre o período que começaram à agir. Geralmente sequestravam algum avião e após alguma negociação libertavam os reféns. Acontece que o mundo se começou à notá-los de fato, após os atentados de 11 de Setembro. Quanto à Jihad, tudo depende da interpretação. Muhammad Ali tinha sua Jihad, que era treinar para se tornar campeão de Boxe. Um professor de escola pública tem a sua Jihad, ao alfabetizar as crianças. Jihad deve ser interpretada como uma causa, um esforço, uma labuta. Também concordo com vc, quando diz que na época o inimigo era o comunismo não o islamismo.
  5. Além de ser considerado o " maior de todos os tempos " era também muçulmano. Para mim um dos maiores méritos de Muhammad Ali foi ter mostrado ao mundo que nem todo muçulmano é terrorista. Ele era tão contrário à idéia de “ explodir ” pessoas inocentes que se recusou à servir na guerra do Vietnam. Ele “ explodia ” sim, mas eram os seus adversários dentro do ringue, caras tão bem preparados quanto ele, que competiam sob regras restritas e sob o olhar de um juiz, que iria interferir quando necessário. Espero que a grande mídia volte à dar espaço para outros bons exemplos do que é ser um verdadeiro muçulmano, pois atualmente só mostram os radicais e as pessoas tendem à crer somente no lado ruim e apenas no que é ditado pelos grandes jornais. Mas Muhammad Ali também batalhou e lutou muito pela igualdade racial e contra o racismo nos EUA. Viveu realmente uma vida digna de ser lembrada. “ É a falta de fé que faz as pessoas terem medo de aceitar desafios, e eu acredito em mim mesmo. ” - Muhammad Ali
  6. Bananada luta e dá aulas de jiu-jítsu na África por não ter espaço no Brasil Lutador brasileiro investe em novo time em Joanesburgo, assina com EFC e sonha com cinturão do evento africano: "Organização é no nível do UFC, é impressionante" Por Adriano Albuquerque Rio de Janeiro Ex-campeão do Coliseu Extreme Fight e Wocs, o lutador paraibano Paulo Bananada sumiu do cenário nacional de MMA no último ano. Ele estava do outro lado do Oceano Atlântico: a convite de um amigo, rumou para a África do Sul para dar início a um novo projeto: conquistar o cinturão do Extreme Fighting Championship (EFC), principal evento do continente africano, e formar uma nova equipe de MMA no país. Sem espaço no Brasil, o atleta encontrou um cenário mais favorável fora do país. - Como o MMA virou moda (no Brasil), fica difícil de lutar aqui, porque os eventos já têm o hábito de explorar os lutadores. Infelizmente, até os ex-lutadores que dizem que fazem isso e aquilo não passam de exploradores. Tem uns eventos que somam muito, mas infelizmente, não sei o que acontece, esses eventos não conseguem patrocinador. Acho que os "171" são melhores de papo, conseguem patrocínio até do governo e obrigam os atletas a usar os patrocínios do evento! Isso não pega legal. Então, só pra tentar fugir um pouco disso (que fui), fora a concorrência que tem pra dar aula aqui. É igual futebol, faixa-preta de jiu-jítsu não falta, é o que mais tem. Lá, fica mais fácil, não tem, só dois ou três faixas-pretas, facilita muito - contou Bananada ao Combate.com. Ex-protegido de Anderson Silva, o peso-leve assinou com o EFC e faz sua primeira luta pelo torneio dia 5 de agosto - seu adversário ainda não foi divulgado. Bananada pretende descer para o peso-pena (até 66kg) e disputar o título do evento, que o impressionou positivamente. - Com o EFC, (me surpreendi) sim. Aqui, no Brasil, temos só dois mais ou menos no (mesmo) nível, o Face 2 Face e o Coliseu, que infelizmente são eventos que têm dificuldades em conseguir patrocinadores. O EFC, a organização é no nível do UFC, é impressionante, eu fiquei louco quando vi aquilo lá. Eu sinceramente não tenho vontade de lutar em nenhum outro evento, quero pegar o cinturão daquele evento para mim. Apesar do investimento em uma nova equipe, o lutador voltou ao Brasil neste mês para participar do revezamento da tocha olímpica - foi convidado para participar em sua cidade-natal de Sapé, na Paraíba - e para treinar na XGym, seu time no Rio de Janeiro, visando sua próxima luta. Segundo ele, o nível de treino em Johannesburgo ainda não está próximo do que ele encontra no próprio país. - Tem uns lutadores bons lá, mas são muito específicos. São do wrestling, mas não conseguiram ainda adaptar para o MMA. Eu os vejo deixando um monte de falhas para o lutador de jiu-jítsu (explorar). Deixam uma perna no meio das pernas (do adversário), hoje em dia ninguém faz isso mais, vai perder a perna. Eles têm boxe muito bom, têm vários campeões mundiais de boxe. Jiu-jítsu, porém, está faltando muito, e é a oportunidade pra nós trilharmos este caminho. http://sportv.globo.com/site/combate/noticia/2016/05/sem-espaco-no-brasil-paulo-bananada-luta-e-da-aulas-de-jiu-jitsu-na-africa.html My link
  7. Muito obrigado, Rappa Hemp pelas informações complementares que vc disponibilizou.
  8. Realmente é um excelente artigo, Cipião.Marcelo Barone é o autor.
  9. Eu agradeço, amigo Bombtrack. Mas o artigo é de autoria do Marcelo Barone, temos de dar os créditos à ele . Apenas compartilhei.
  10. Experiência no Brasil Quando o assunto em pauta é o Vale-Tudo, Mark Schultz frisa que fez apenas uma luta, aposentando-se invicto – e com 50 mil dólares no bolso, referentes ao combate no UFC 9. Embora não leve em consideração, Schultz esteve no Brasil, onde atuou, em 2003, na edição inaugural do Jungle Fight – atualmente o principal evento de MMA da América Latina – realizado em um hotel flutuante, no coração da Floresta Amazônica, em Manaus. Diferentemente do UFC, a experiência não é bem digerida por Schultz. Nada contra o país, sempre elogiado por ele. A derrota para Leopoldo Montenegro, por finalização, não é contabilizada porque o americano garante que foi enganado pelo japonês Antonio Inoki, um dos organizadores daquela edição. – Eu tenho apenas uma luta, a outra foi uma luta fake de Pro-Wrestling, promovida por um promotor japonês de Pro-Wrestling. Eu comecei no UFC e ganhei 50 mil dólares no UFC, um combate sem regras, em uma jaula. Me ofereceram 5 mil dólares por uma luta armada no Brasil. Eu nunca ganharia US$ 50 mil por uma luta de Pro Wrestling. Foi uma experiência muito ruim para todos. Não me preparei como deveria, todo mundo ficou triste no fim. O cara com quem eu deveria lutar não quis fazer isso. Ele não sabia disso, ninguém o avisou, nem a mim até a véspera do evento. Eu tinha 43 anos, não estava em forma para lutar, ele tinha 25 anos ou coisa assim. Quando me disseram que eu ganharia 25 mil dólares para fazer uma luta fake de Pro-Wrestling, eu disse: "Uau! Isso é ótimo! É dinheiro fácil". E o promotor disse: "Se você fizer isso, vou iniciar uma carreira profissional para você no wrestling japonês". Era mentira! Aceitei fazer, mas no último minuto vi uma propaganda do evento (Jungle) e notei que todas as outras lutas eram com lutadores de verdade. Falei isso ao promotor: "Ok, não vou fazer isso". Ele falou que poderíamos fazer uma luta de Pro-Wrestling, mas que não poderia pagar 25 mil dólares, apenas cinco mil. Eu topei e esperei que eles juntassem a mim e o Montenegro e passassem o script da luta, dissessem como seria a luta. Mas eles não fizeram nada, nem ao menos disseram a Montenegro que seria uma luta armada até uma hora antes da luta, e eu novamente me recusei a lutar. Mark afirma que houve uma reunião de seus empresários com a organização do evento, na qual garantiu que não lutaria caso fosse uma luta de Vale-Tudo. – Eu não estava preparado, não lutaria se fosse para valer, porque eu tinha 43 anos e não havia treinado. No fim, disse que lutaria, mas da seguinte forma: acertaria uma joelhada no saco dele e seria desclassificado. A luta acabaria assim, comigo desclassificado por golpe ilegal. Durante a luta ele me puxou ara a guarda e eu não tive como dar a joelhada. Ele acabou encaixando um triângulo, que eu deixei que ele fizesse, mas ele começou a apertar muito até eu ter que bater, e foi assim que acabou. Eu estava muito irritado, fui até o promotor e disse que era melhor ele cumprir a sua promessa e me levar ao Japão. Eu falei para ele avisar ao pessoal do "Sherdog", pois eu não poderia ter essa derrota no meu cartel. Ele se recusou a fazê-lo. Nunca mais falei com ele outra vez. Apesar da frustração, Schultz tem como ídolo o brasileiro Rickson Gracie e acompanha os atletas canarinhos no Ultimate, como Anderson Silva e José Aldo. – Gosto do José Aldo, é um cara realmente duro, adoro aquele cara. Ele é ótimo. Gosto do Minotauro, do Wanderlei Silva também. Anderson Silva é um grande lutador, mas queria que o Chael, que foi meu lutador de wrestling na universidade, o tivesse vencido. Eu gosto dos Gracie também. Carlson, Helio e Rickson, o meu lutador preferido. "Foxcatcher": Schultz vê luta no UFC como mais valiosa que ouro olímpico Americano, que venceu Gary Goodridge na nona edição do evento, assegura: "Sou mais conhecido por ter lutado no UFC do que por ter lutado wrestling nas Olimpíadas" O telefone toca apenas três vezes. Do outro lado da linha, uma voz rouca e arrastada não deixa dúvidas de que a ligação teve o destino certo. Por mera formalidade e costume, faço a pergunta para identificar o interlocutor, e a resposta vem prontamente: "Sim, sou eu. Mark Schultz". Ele mesmo, o medalhista de ouro no wrestling nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, bicampeão mundial e escritor da autobiografia que inspirou o filme "Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo". As páginas da vida de Mark Schultz estão preenchidas pela parceria com o irmão, Dave, também campeão olímpico e morto tragicamente em 1996 . Em um dos capítulos está o excêntrico John Eleuthère du Pont, o magnata que montou um centro de treinamento em sua própria fazenda, na Pensilvânia, patrocinando os principais atletas americanos da modalidade, inclusive a dupla. Em outro, pouco propalado, porém relevante, segundo o próprio Mark, está sua passagem pelo Vale-Tudo, especialmente pelo UFC. O desafio de se aventurar em um esporte com poucas regras e muito sangue – no UFC 9, contra Gary Goodridge – é colocado por Mark como o maior feito de sua vida. A declaração surpreende, afinal, trata-se de um medalhista de ouro, ainda que os Estados Unidos haja mais de mil medalhas douradas. Literalmente. Foi uma experiência única e, talvez por isso, marcante na vida do americano, conforme declara, em entrevista exclusiva ao Combate.com. – A vitória no UFC foi mais importante do que conquistar o ouro olímpico. O mais significativo ao pisar no octógono foi provar para mim mesmo que estava encarando meu maior medo. O medo faz duas coisas: ele te paralisa ou te empurra para a ação. Soa estranho, mas eu me senti calmo e confortável no octógono. Eu me senti em casa. Sou mais conhecido por ter lutado no UFC do que por ter lutado wrestling nas Olimpíadas. Passei anos no wrestling e tenho apenas uma luta no Ultimate. Eu sabia que provavelmente não morreria na luta, embora houvesse uma possibilidade real de eu ficar paralítico, sofrer danos cerebrais ou ficar aleijado. A expressão Artes Marciais Mistas ainda não havia sido cunhada, não havia regras, a não ser a proibição de morder e enfiar o dedo nos olhos. Havia uma infinidade de formas de eu ficar incapaz para sempre. A minha vida inteira tem sido baseada em realmente superar e conquistar o medo, porque ninguém vive sem ele. O medo é algo normal, que sentimos todos os dias. O que tive que entender aos 16 anos foi que o medo não é algo de que você tem que escapar ou eliminar. Às vezes vemos idiotas declararem: "Eu não tenho medo de nada". Sério? Mentira. Se você não tem medo, ou você é maluco ou estúpido. Mark Schultz, que foi proibido de fazer novas lutas de Vale-Tudo por seus empregadores da BYU (Brigham Young University), em Utah, nos Estados Unidos, guarda com carinho a vitória por nocaute sobre Goodridge, aos 12 minutos de combate. Entretanto, o embate não estava previsto. Na realidade, Schultz havia ido na passagem de regras do Ultimate para acompanhar um amigo, Pedro Sauer. Foi o brasileiro quem incentivou Schultz a "salvar" o evento após Dave Benneteau, escalado para o card, não passar no exame médico. – O Goodridge estava na nossa frente, e eu falei: "Mark, eu meto a porrada nesse cara e aposto que você também". Ele respondeu: "Você é maluco!". O Art Davie (um dos criadores do UFC) falou que estava sem ninguém para colocar no lugar do Benneteau e ficou doido quando soube que o Schultz era campeão mundial de wrestling. O melhor pagamento naquela época girava em torno de 20 mil dólares. Eu pedi 100 mil. Três horas da manhã, o Art me ligou oferecendo 50 mil perdendo ou ganhando. O Mark ganhava esse valor por ano como técnico da BYU. Ele fez uma reza, disse que poderia ser um bom tributo ao seu irmão e mandou assinar o contrato. Mark tinha um talento muito grande. Ele esculhambou o Goodridge, fez a defesa pessoal, aprendeu o jiu-jítsu do Helio Gracie. O surgimento do jiu-jítsu na vida de Schultz remete ao início dos anos 90, quando Pedro Sauer e Rickson Gracie foram até a BYU desafiar um atleta que era campeão mundial de wrestling. Enquanto Pedro enfrentou um assistente, coube ao filho de Helio Gracie medir forças com Mark Schultz. Dali em diante, Schultz passaria a incorporar a arte suave ao seu repertório. – Eu não joguei fora o wrestling completamente quando encontrei o BJJ (Brazilian Jiu-Jitsu). Combinei quedas e o condicionamento do wrestling com técnicas de jiu-jítsu, criando um estilo único. Quando eu era criança, sabia que a única forma de ficar feliz era conhecer como vencer qualquer pessoa na Terra. Meu irmão, Dave, me mostrou sem piedade como o wrestling era superior contra artes da trocação, como o Tang Soo Do. Sacrifiquei a minha vida por essa causa e pelo esporte, porque naquela época, honestamente, eu pensava que era a arte marcial mais efetiva. Depois de conhecer Rickson e o Pedro é que notei que passei a vida toda com movimentos que não eram decisivos em uma luta de rua. Então, deixei o wrestling e virei um aluno só de Brazilian Jiu-Jitsu. Peguei os melhores fundamentos de outros esportes, como os socos do boxe e chutes, cotoveladas e joelhadas do muay thai, incorporando tudo isso ao meu estilo. Entrar no octógono foi o ápice de uma vida de treinos. Eu senti que poderia ser o maior lutador da Terra e sair vitorioso. Antes de morrer quero agradecer ao Rickson por me mostrar finalizações, ao Pedro por permitir que eu fosse seu aluno por três anos, Walt Bayless por treinar comigo e me mostrar várias chaves de pé, meus técnicos de wrestling e meu irmão Dave, que amarei para sempre. As lembranças estão também na memória de Rickson Gracie. Acostumado a travar diversos duelos, tanto em academias quanto em lutas profissionais no jiu-jítsu e no Vale-Tudo, ele se recorda do quão impressionado Mark Schultz ficou após treinar com ele – e sofrer com o arsenal de finalizações. – Ele era um monstro, muito mais pesado do que eu. Eu trouxe a luta para a guarda e, como era sem tempo e pontos, fiquei confortável na guarda: apliquei o triângulo, e ele bateu. Imediatamente, falou: "Vamos de novo". Recomeçamos e ele ficou puto porque não gostou de bater. Ele quis me amassar, fui para as costas e finalizei. Ele ficou louco! Recomeçamos, e, depois de mais uns dez minutos, ele bateu outra vez. Já havia passado meia hora de treino, então, cansados, conversamos um pouco, apesar de eu ainda não falar inglês fluentemente. Ele disse que nunca tinha acontecido aquilo com ele, ficou impressionado, com uma ótima impressão do jiu-jítsu. Ele virou um crente da arte, foi catequizado (risos) e viu que o jiu-jítsu era um complemento, pois dava uma objetividade maior ao jogo dele. Passamos a nos respeitar mutuamente e nos encontramos umas duas vezes depois desse dia. É um cara digno e honesto. Do desafio nasceu a improvável amizade. Pedro Sauer e Mark Schultz viraram grandes amigos. O brasileiro mora na Virgínia, e o americano, na Califórnia, mas eles mantêm contato frequente. E, apesar da aparência de casca-grossa, Sauer classifica o medalhista olímpico como uma pessoa gentil. - A gente se conhece há 25 anos e se fala sempre. O Mark é monstro de força, minhas piores memórias são dos treinos de jiu-jítsu em que eu ficava por baixo, sendo amassado (risos). Andando na rua, parece um gorila, tem uma postura assustadora, mas é tranquilão, um cara na dele, gente boa, uma dama de ser humano. É um cara da paz. O irmão dele também era muito gente boa, uma vez chegou na minha academia com o braço quebrado, porque o Mark foi mostrar como era uma chave de braço. O Dave era um amor de pessoa também – declarou Sauer, que graduou o amigo à faixa-preta em fevereiro deste ano. Fonte : http://sportv.globo.com/site/combate/noticia/2016/05/foxcatcher-schultz-ve-luta-no-ufc-como-mais-valiosa-que-ouro-olimpico.html My link
  11. Trata-se do mesmo evento, Daniel. Contudo, hoje em dia eles utilizam as regras profissionais unificadas de MMA, que nem o UFC. Aquela onda de bater com a mão aberta foi nos primórdios do evento e interessantes para aquela época.
  12. Evento de MMA mais antigo e contínuo do mundo, o Pancrase – que iniciou suas promoções de shows de lutas ainda em 1993 e meses antes do primeiro UFC – está sendo considerado por alguns especialistas como a maior promoção do Japão na atualidade e a mesma anunciou que estará promovendo uma edição no Brasil no dia 16 de julho na cidade de Paranaguá, no Paraná. O Pancrase está sempre procurando os melhores lutadores e a vinda da franquia ao Brasil tornou-se possível graças à aquisição por parte da Sports Agency. Tudo se dará através desta parceria com os eventos nacionais Aspera FC e Imortal FC e tanto Marcelo Brigadeiro, do Aspera FC quanto Stefano Sartori, CEO do Imortal FC, mostram-se bastante empolgados. De acordo com Masakazu Sakai, CEO do Pancrase, o evento já realizou uma etapa internacional no Havaí, EUA no ano passado e eles estão planejando mais eventos para o Brasil, México, Rússia e Las Vegas, Nevada, EUA. A franquia que já lançou um jogo para smartphone e tablet como parte do marketing para projetar os seus atletas está agora em negociação para transmitir seus eventos ao vivo através do UFC Fight Pass. O objetivo da promoção é oferecer mais oportunidades para os melhores lutadores brasileiros da atualidade e até mesmo veteranos ainda em atividade e levá-los para competir no Japão, onde poderão se tornar verdadeiros ídolos na Terra do Sol Nascente. O “ Road To Pancrase: Brazil ” será composto por um torneio de lutadores até 125 lbs e os nomes serão divulgados em breve. Até a presente data que escrevo este artigo ( Abril de 2016 ), o Pancrase já promoveu 312 Shows ( 277 da série mais edições especiais ), a maioria no Japão ( mais três na Austrália, dois na Coreia do Sul, Um na Inglaterra, e um no Hawaii, EUA ) e presidiu cerca de 3322 lutas. Estrelas do porte dos irmãos Ken e Frank Shamrock, Guy Mezger, Yoshiki Takahashi, Maurice Smith, Yuki Kondo e Bass Rutten foram alguns dos lutadores revelados pela promoção desde o seu inicio. *Texto do Colaborador Oriosvaldo Costa http://www.portaltopthaimma.com.br/pancrase-vai-promover-shows-no-brasil/ My link
  13. Desde o seu inicio em 1993 que o Pancrase se tornou uma das competições no “ estilo ” do MMA mais populares do Japão. Era no “ estilo ”, pois nem tudo era permitido. Cotoveladas na cabeça e chutar o adversário quando ele estivesse caído no chão eram técnicas proibidas. Também era proibido socar o rosto do oponente com os punhos fechados quando se estivesse montado, mas era permitido faze-lo no tronco para mostrar superioridade técnica e de posicionamento e obter vantagens na contagem de pontos se a luta fosse parar na decisão dos juízes. Chutar a cabeça do adversário com ambos em pé era permitido , assim como socos de todos os tipos abaixo do pescoço, no rosto só era permitido bater de mão aberta. Não existia limite de tempo para a luta no chão, mas se um adversário segurasse nas cordas, a luta voltava em pé e se esse recurso fosse utilizado mais de uma vez, o lutador ganharia uma falta, sendo esse critério usado para desempate em lutas que fossem parar na decisão dos juízes. Eram lutas bem técnicas e os lutadores originários do Pancrase vieram à se destacar em eventos de MMA posteriormente, sendo que quando estes começaram à ser produzidos no Japão o Pancrase já era uma febre por lá. Lutadores tais como os irmãos Ken e Frank Shamrock, Guy Mezger, Yoshiki Takahashi, Maurice Smith, Yuki Kondo e Bass Rutten foram alguns que participaram desse inicio. Posteriormente, o Pancrase passou à seguir as regras profissionais unificadas de MMA, ou seja, permitindo socos no rosto e demais regras, usando luvas e instituindo as novas divisões de peso. Até mesmo o tradicional ringue de cordas foi substituído por um Cage. O Pancrase sempre desejou expandir seus domínios para além fronteiras e até o momento que escrevo esta matéria, já realizou 304 Shows ( 274 da série mais edições especiais ), a maioria no Japão ( mais três na Austrália, dois na Coreia do Sul, Um na Inglaterra, e um no Hawaii, USA ). Desde que Masakazu Sakai assumiu o comando da franquia dois anos e meio atrás muitas novidades estão sendo anunciadas e postas em prática. Adotando uma promoção mais agressiva de marketing, a organização de MMA mais antiga do planeta ( 23 anos. Primeiro show datado de 21 de Setembro de 1993, portanto antes do UFC que teve inicio em Novembro daquele mesmo ano ) assinou com o UFC Fight Pass para transmitir seus eventos e também lançou a sua própria bebida energética. Em seguida a empresa promotora de MMA fechou um acordo com a e-commerce que é a maior empresa de internet do Japão, para lançar um jogo de apostas On Line chamado “ Pancrase Dirby ” e agora os cartolas lançaram um novo jogo de MMA chamado “ MMA Federation ”, fechando uma sociedade com participação acionária. O Download do novo jogo de vídeo game poderá começar à ser feito nos EUA e Reino Unido para Smartphone e Tablet à partir de 14 de Janeiro de 2016. O “ MMA Federation ” foi criado por 360 Studio Limited UK e Pancrase. Quanto à promoção dos shows de lutas propriamente ditos, o Pancrase já anunciou eventos para 31 de Janeiro, 13 de Março, 24 de Abril,12 de Junho, 24 de Julho, 11 de Setembro, 02 de Outubro, 13 de Novembro e 18 de Dezembro. Todos em Tóquio, Japão. Fonte: My link
  14. Quem pensou que o The Art Of War Fighting Championship (AOW), evento pioneiro de MMA na China e iniciado em 2005 havia acabado, está enganado. A franquia retomou as atividades e já anunciou seu próximo show que terá lugar em Beijing, China, e será realizado no dia 18 de Janeiro de 2016. Até agora, o AOW 16 já tem duas lutas anunciadas, sendo elas entre o representante das Filipinas Ole Laursen (6v-4d) vai lutar com Ansagan Kusainov (5v-3d) do Kazaquistão, enquanto o russo Oleg Olenichev (4v-1d) terá pela frente o Sul-Coreano Jun Yong Park (2v-2d). Após um hiato desde 2009 quando assinou um contrato de radiodifusão de âmbito nacional na China que disponibilizou o show para mais de 200 milhões de telespectadores em todo o país e que incluiu as regiões de Hong Kong, além de Macau, e também os países da Oceania Austrália e Nova Zelândia, a franquia retoma as suas atividades e promete bater de frente com o One Championship, considerado por muitos especialistas ao redor do mundo como o atual líder do mercado de MMA no continente Asiático. Por sua vez, Beijing é cada vez mais visada por franquias internacionais de MMA que intencionam adentrar no mercado chinês, tais como o DEEP Impact que é um tradicional evento de MMA do Japão, mas que ainda não realizou esse seu projeto, além da organização russa M-1 Global, que já promoveu eventos em territória asiático. http://tvfight.tv/2015/12/19/aow-16-retorno-do-art-of-war-promete-engrandecer-o-mma-chines/
  15. Ao que tudo indica, o MMA do Japão voltará à ter o glamor de seus tempos áureos, pelo menos no próximo Reveillon. Está novamente declarada a guerra entre as organizações de MMA na Terra do Sol Nascente. Antonio Inoki, que dispensa apresentações, estará promovendo o seu Inoki Bom-Ba-Ye 2015 no dia 31 de Dezembro para tentar desbancar a nova promoção de Nobuyuki Sakakibara, o Rizin FF, logo em seu inicio. O Rizin FF, como todos sabem, é o antigo Pride com um novo nome. Durante o Show de Ano Novo promovido por Inoki será disputado o cinturão dos pesos pesados válido pela final do World Grand Prix do IGF ( Inoki Genome Fight )entre o brasileiro Fernando ” Santo Forte ” Rodriguez e o britânico Oli Thompson. O outro confronto anunciado até agora trará o Campeão Mundial dos Leves do One FC, Shinya Aoki. O detalhe é que Aoki também assinou com o Rizin FF para lutar no 29 de Dezembro contra Kazushi Sakuraba em uma luta válida pela categoria de Catch Weight ( peso combinado ). O Rizin FF irá realizar os seus Shows de lutas dias 29 e 31 de Dezembro, com o dia 30 sendo reservado para uma feira e exposição de artes marciais. A luta de Aoki no Inoki Bom-Ba-Ye ( apenas dois dias depois de ser atração principal do Card do Rizin FF )será contra o brasileiro Montanha Silva, funcionário de Inoki no IGF e ex-competidor do K-1. O confronto está sendo anunciado como MMA ( apesar de Silva ser quase duas vezes maior que Aoki )mas pelo passado dos dois no Pro Wrestling a luta poderá vir à ser apenas uma exibição. Ainda confusa ou afeita à um bom suspense, a mídia especializada japonesa comenta que a luta poderia ser de uma ou outra modalidade : MMA ou Pro Wrestling. O Inoki Bom-Ba-Ye que terá lugar no Ryogoku Kokugikan de Tóquio tem o sugestivo subtítulo de ” Nocaute ao Rizin “. Contudo, Nobuyuki Sakakibara não está perdendo tempo, e já começa à divulgar mais nomes que poderão lutar pela sua nova franquia e já costura novas alianças com outros eventos do Japão, tais como o DEEP. Ex- Campeão do RISE, Veterano do K-1 World Max e atualmente uma das estrelas do Show de Trocação REBELS, Sun NaFutoshi ( Hinata ) deverá lutar em disputa de dois rounds, sendo o primeiro com as regras profissionais de MMA e o segundo sob as regras do K-1. Batizado de “ Mixed Rules ”, esse tipo de confronto está agradando aos japoneses. Mas aproveitando a onda lançada pelo ineditismo do confronto entre Shinya Aoki e Montanha Silva, a organização do Rizin FF passou à anunciar que Sun NaFutoshi também poderá lutar nas regras do Shoot Boxing que é conhecido no Japão como “ Standing Vale Tudo ” ( Vale Tudo em Pé ). Segundo estas regras não é permitido lutar no chão, mas em cima são válidos Socos, Chutes, Joelhadas, Cotoveladas, Quedas e submissões ( Chokeholds, Arm- locks e Wristilocks ). Nome ventilado mas não confirmado até o momento é do Pugilista Kameda Xing, que recentemente anunciou a sua aposentadoria do Boxe profissional. Para fazer a alegria dos saudosistas foi confirmado o nome de Tsuyoshi ” TK ” Kohsaka, veterano do Rings, Pride e UFC. Kohsaka poderá competir na categoria de veteranos, para lutadores acima de 45 anos. Eu imagino que esta categoria deverá ser promovida com Rounds menores e regras diferenciadas para resguardar a integridade física dos atletas. Bem, isso é tudo o que há de novo até aqui, mas até o Reveillon esta ” guerra de organizações ” ainda vai dar muito pano pra manga. E com tantas bizarrices já anunciadas podemos afirmar com certeza que pelo menos os amantes do ” Freak show ” poderão se deleitar nessa virada de ano com há muito não o faziam. Fontes : http://www.portaltopthaimma.com.br/igf-tentara-desbancar-o-novo-pride-no-reveillon/ http://mundo-marcial.com/igf-tentara-desbancar-o-novo-pride-no-reveillon/