Fabri

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  1. Se houvesse uma eleição para escolher o melhor evento de MMA de todos os tempos, certamente a final do Pride GP dos médios, realizada em Tokyo, no dia 28 de agosto de 2005, estaria entre os mais votados. Nesta noite, além de assistir ao tão aguardado confronto entre Wanderlei Silva e Ricardo Arona, os fãs japoneses puderam ver o nascimento de Maurício Shogun, que nocauteou na mesma noite Alistar Overeem e Arona, vingando o parceiro de treinos e se transformando no novo Número 1 dos médios. Para completar, Fedor e Cro Cop fizeram um lutaço valendo o cinturão dos pesados e Werdum conseguiu sua segunda finalização no evento. Como vimos na última edição da PVT Mag, depois de eliminarem dois lutadores cada, Ricardo Arona, Maurício Shogun, Wanderlei Silva e Overeem se classificaram para a final do torneio, que foi realizada dois meses depois na mesma Saitama Super Arena. Obviamente os organizadores não colocariam os dois atletas da Chute Boxe para se enfrentarem na primeira luta da noite, e depois das alfinetadas entre Overeem e Wanderlei, acreditava-se que os promotores colocassem os dois para se pegarem, mas se isso ocorresse perderiam a chance de realizar o combate que deu origem à rivalidade entre Chute Boxe e BTT: Ricardo Arona e Wanderlei Silva. Desde o desentendimento no café da manhã no Tokyo Hilton no Pride 16 que os dois sonhavam em se enfrentar e os japoneses não perderiam esta chance. Wanderlei x Arona e a fúria do guerreiro Uma reportagem de 10 páginas publicada pela maior revista especializada do Japão, a Kakutougi Tsushin, explicando todos os capítulos da rivalidade entre BTT e Chute Boxe e relembrando os confrontos que davam uma vantagem de 6 x 4 para a equipe curitibana aumentou ainda mais a expectativa em torno do mais pessoal confronto do Vale-Tudo mundial. Anos depois daquele desentendimento no café da manhã do hotel, finalmente Wanderlei e Arona voltaram a se encontrar olho no olho. “Vou te arrebentar”, prometeu Wanderlei. “Vamos ver amanhã no ringue”, respondeu Arona. Como eu era o único jornalista brasileiro na pesagem, fui praticamente juntado pelos colegas japoneses ansiosos em entender o significado daquela troca de gentilezas diante da gritaria das duas equipe. “Vamos Arona!!!!” , “Heeeeeyyy Wandeco !!!” No dia seguinte no ringue, porém, a animosidade da pesagem deu lugar a um enorme respeito mútuo. Ao contrário das lutas anteriores, Wanderlei não partiu para cima de Arona, se limitando a acertar chutes na parte interna da coxa. Do outro lado, o atleta da BTT respondia na mesma moeda, esperando a hora certa para dar o bote e levar o curitibano para o chão. E a oportunidade ocorreria de maneira surpreendente, com Arona desequilibrando Wanderlei após um low kick na perna do oponente. Quando Wanderlei caiu, Arona partiu para o pisão, entrando na guarda de Wanderlei, de onde passou a aplicar seu ground´n pound que definiria o primeiro round em favor do carioca. No final do round o juiz voltou a luta em pé e deu um cartão para Wanderlei. Ciente da vantagem de Arona no 1º round, Wanderlei voltaria mais agressivo no 2º, mas Arona continuaria surpreendendo ao aceitar a trocação. No fim do round Arona voltaria a derrubar Wandelei. Para mostrar superioridade, o atleta da BTT chegou a socar com as duas mãos. Quando o juiz decretou o fim da luta, Arona extravasou dando um grito estridente no rosto do oponente. Diante da clara superioridade do amigo, Paulão invadiu o ringue e acabou caindo com Arona montado por cima dele. No fim os dois se abraçaram. “Valeu campeão, você foi guerreiro”, disse a Wanderlei, me revelando na sequência que não tinha a intenção de desrespeitar o oponente na hora do polêmico grito: “Não quis desrespeitá-lo, aquilo foi coisa de fúria de guerreiro”. Declarações que marcaram a luta Ricardo Arona: “Ele dizia que eu tinha um Muaythaizinho. Venci ele em pé e no chão… Mas não quis desrespeitá-lo com aquele grito, aquilo foi coisa de fúria de guerreiro” Bebeo Duarte: “O cara agora é o Arona, batemos o Wanderlei” Com a derrota de seu principal símbolo, a Chute Boxe voltava ao vestiário em clima de funeral. Depois de assistir seu maior ídolo perder para o maior rival, Shogun teria que subir ao ringue para enfrentar Overeem já pensando numa final com Arona. Percebendo o abatimento do parceiro ao chegar ao vestiário, Wanderlei sabia da importância de seu empurrão. “Piá, vai com tudo que este título é seu”. Shogun tratoriza Overeem e Arona A força do ídolo fez a diferença. Depois de nocautear Quinton Jackson e vencer Rogério Minotouro numa histórica batalha, Shogun entrou seguro na semifinal como o único brasileiro dos 4 semifinalistas. Overeem, que havia prometido estragar a festa brasileira, até começou bem. Com quatorze centímetros de vantagem, o homem que eliminara Vovchanchyn e Belfort chegou a levar o brasileiro para o chão em duas oportunidades, em uma delas tentando encaixar sua temida guilhotina. Shogun aproveitou a tentativa para cair por cima e passar a dominar a luta. Depois de passar a guarda e castigar o holandês com joelhadas, o atleta da Chute Boxe levantou soltando tiros de meta. Na sequência permitiu que o holandês levantasse para lhe derrubar de novo, passar a guarda, montar e bater a até o juiz interromper. Estava definida a tão sonhada final entre Chute Boxe e BTT. Se Wanderlei respeitou muito Arona, o mesmo não se pode dizer de Maurício Shogun. Além do cinturão, o garoto tinha três motivações extras: 1) se vencesse vingaria Wanderlei e o irmão Ninja, que perdera para Arona no Pride 21; 2) garantiria a dianteira da Chute Boxe no confronto direto com a BTT no Pride (4×2). Em caso de derrota confirmaria Arona como terror da Chute Boxe (seria o 3º vencido pelo carioca) e selaria o empate com a equipe rival (3 vitórias para cada). “A derrota do Wandeco me motivou muito, entrei para nocautear”, contaria alguns minutos depois o novo campeão do GP. Quando a luta começou Shogun já partiu para cima tentando um chute rodado, Arona contra atacou cinturando Shogun e botando-o para baixo, mas o curitibano surpreendeu e atacou uma omoplata, que deixou o carioca em posição difícil por quase dois minutos. Arona escapou e a luta voltou em pé com shogun acertando um cruzado de direita, seguido de três joelhadas. Arona tonteou, mas conseguiu derrubar o oponente, que logo levantou. Após rápida troca de golpes foi Shogun que derrubou um já esgotado Arona, passando rapidamente sua guarda e chegando ao cem quilos, de onde acertou cotoveladas na costela e uma joelhada na cabeça. Na sequência, Shogun levantou e tentou um pisão, que passou de raspão, seguido por quatro socos que apagaram o atleta da BTT obrigando o juiz a interromper. “Minha maior infelicidade foi que logo no primeiro minuto de luta, quando clinchei para dar uma queda no Shogun, cai de cabeça com ele por cima, a partir dali já estava seminocauteado e não via mais nada… em condições normais acho que posso vencê-lo, mas isso é uma coisa mais pessoal, antes quero disputar o cinturão com o Wanderlei”, disse Arona. Declarações que marcaram a luta Ricardo Arona: “Estava mais desgastado que o Shogun. Na luta com o Wanderlei machuquei o ligamento do joelho, o pé, afundei a canela mas tomei uma infiltração e voltei pra lutar, coisa de guerreiro” Cristiano Marcelo: “O Shogun deu omoplata e passou a guarda do tetra campeão do ADCC. A Chute Boxe provou hoje que tem o melhor chão para o Vale-Tudo” Shogun: “Vinguei o Wandeco, nocauteei o Arona e ainda garanti o 4×2 em cima da BTT. Hoje é o dia mais feliz da minha vida” Paulão: “O Arona não deveria ter voltado. Se quebrou todo em 15 minutos com o Wanderlei, enquanto o Shogun veio inteirinho de quatro minutos com um frango dágua”. Rudirmar Fedrigo: “Para nós este Paulão é Paulinho. Ele não tem consistência, é reserva do GP e não tem peito de encarar o Ninja”. Wanderlei: “Agora que o evento acabou eu posso falar. Se nós dois fôssemos para a final o Shogun ia entregar o título para mim, mas eu queria dar pra ele, se for analisar os lutadores que pegamos ele merecia mais” O primeiro triângulo Outro brasileiro que brilhou neste evento foi Fabrício Werdum. Após estrear vencendo Tom Erikson, o gaúcho não deu chance ao parceiro de treinos de Fedor, Roman Zentsov. A luta serviu para apimentar o clima do confronto entre Fedor e Cro Cop, uma vez que Werdum, nessa época, treinava com o croata. Curiosamente Werdum finalizou Zentsov com o mesmo golpe que venceria Fedor cinco anos mais tarde, um armlock no triângulo a 6 minutos do 1º round. Fedor x Cro Cop Num evento com tantas lutas boas válidas pelo GP, os promotores do Pride ainda se deram o trabalho de casar o confronto de pesos pesados ais aguardado daquele ano, entre o campeão da categoria, Fedor Emelianenko, e Mirko Cro Cop, que vinha vencendo todo mundo. Depois de se negar a enfrentar o policial croata por duas vezes, alegando ter contundindo a mão, Fedor mostrou mais uma vez ao mundo o porquê era o melhor pesado da história aceitando lutar dois rounds com Cro Cop em pé. Depois de ter seu nariz quebrado por um golpe do croata logo no início da luta, Fedor partiu para cima, derrubou Mirko e garantiu a vantagem no 1º round com muito ground n’ pound. No 2º, porém, Fedor voltou ainda mais agressivo, aceitando mais a luta em pé e acertando excelentes golpes no croata, que mais uma vez terminou sendo derrubado, passando o resto do round apanhando. O terceiro round foi uma repetição do 2º e garantiu a Fedor a vitória em decisão unânime. Após a luta, Fedor revelou na coletiva de imprensa que quebrara a mão ainda no primeiro round, mas continuou lutando. http://portaldovaletudo.uol.com.br/os-classicos-do-pride-gp-2005-e-consagracao-de-mauricio-shogun/
  2. Dono de uma movimentação encantadora, que confundem frustra e cansa seus adversários ao decorrer dos rounds, Dominick Cruz defende o cinturão peso-galo do UFC no próximo dia 30 contra o representante da nova geração e nocauteador Cody Garbrandt, mais um que terá a difícil missão de encontrar e golpear “The Dominator” durante a luta. A pedido do PVT, Vinicio Antony analisou o trabalho de movimentação do campeão, o que ele classificou como “a evolução de uma série de lutadores que já apresentavam esse padrão de movimento há um bom tempo”. “Vou tirar um do fundo do baú, que era muito esquisito: Keith Jardine. Esse rapaz se movimentava de uma maneira que confundia os adversários exatamente pela peculiaridade de não haver um padrão na movimentação. A movimentação era tão fora de padrão, tão fora de esquadro, que quem lutava com ele se confundia, não sabia qual era o momento ideal de golpeá-lo”, lembrou Antony. “Depois a gente viu mais à frente, demonstrado com um pouco mais de beleza, de plasticidade, com o nosso Ricardo Almeida, o Cachorrão, que se movimentava já de uma maneira diferente, com um jogo de pernas misto entre boxe, muay thai e karatê, uma coisa meio híbrida, mixada mesmo, e confundia o adversário com aquela coisa de entra e sai em linha, depois movimenta em circulo, vira angulando… Uma coisa que realmente confunde”, continuou. “Depois Frankie Edgar. Se repararem, o Frankie Edgar, além de não parar, ter um condicionamento físico privilegiado, ele tem o poder de causar no adversário sempre a dúvida”. De acordo com o carateca brasileiro, Dominick Cruz é o que melhor domina o estilo. “O Dominick Cruz, de todos esses nomes que eu disse, é quem melhor controla essa situação, essa técnica de ‘não ter técnica’, essa movimentação sem padrão. O Dominick Cruz volta e meia pula, de repente ele troca, ele anda, ele gira, ele nunca para, nunca tem um padrão de movimento”. http://portaldovaletudo.uol.com.br/vinicio-antony-analisa-movimentacao-de-dominick-cruz/
  3. Morreu nesta quinta-feira por causas naturais o faixa vermelha de jiu-jitsu Hélio Vigio, conhecido por ter arbitrado lutas históricas, tanto no jiu-jitsu quanto no vale-tudo. O enterro está marcado para esta sexta-feira, às 12h, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro. Discípulo Gracie, Hélio Vigio iniciou no jiu-jitsu na década de 1940. Muito técnico, rapidamente se tornou um dos principais lutadores da academia, na qual treinavam também as lendas Carlson Gracie e João Alberto Barreto, no Rio de Janeiro. Embora tenha competido tanto no jiu-jitsu quanto no vale-tudo, Vigio ficou mais conhecido pelas lutas em que foi árbitro. Além de ter mediado lutas na primeira edição do UFC a convite de João Alberto Barreto, ele também arbitrou o histórico duelo de jiu-jitsu em que Wallid Ismail finalizou Royce Gracie em 1998. Porém, sua história mais marcante no mundo das lutas aconteceu no vale-tudo de 1984, no Maracanãzinho. Na ocasião, a equipe de Flavio Molina, reconhecendo a derrota para Marcelo Behring, jogou a toalha no ringue em sinal de desistência. Árbitro responsável pela luta, Vigio pegou a toalha, enxugou o rosto de suor e jogou para fora do ringue, interrompendo a luta momentos depois. Fora da luta, Helio Vigio foi um respeitado e temido delegado da Polícia Civil, instituição na qual fez parte dos anos 1960 aos 1990, sendo responsável pela divisão anti-sequestro e no combate ao narcotráfico. http://portaldovaletudo.uol.com.br/morre-helio-vigio-lenda-da-arbitragem-marcial/
  4. Considerada uma das melhores lutas de MMA de todos os tempos, o confronto entre Rogério Minotouro e Maurício Shogun foi também um dos capítulos mais marcantes da histórica rivalidade entre BTT e Chute Boxe, que tanto marcou o Pride. Na reportagem a seguir vamos relembrar os bastidores desta 2ª fase do GP dos médios, realizada no dia 26 de Junho de 2005 no Japão. Um torneio que teve ainda Ricardo Arona vencendo Kazushi Sakuraba; Valentin Overeem finalizando Igor Vovchanchyn; e Wanderlei Silva nocauteando Kazuhiro Nakamura. O MAIOR CLÁSSICO DO MMA MUNDIAL Com tantas estrelas no card, nada mais natural que os fãs japoneses lotassem os 50 mil lugares da Saitama Arena. E, sem dúvida alguma, a luta mais aguardada da noite era entre Rogério Minotouro (BTT) – que finalizara Dan Henderson na 1º fase – e Maurício Shogun (CB) – que nocauteara Quinton Jackson no mesmo evento. As histórias das brigas entre BTT e Chute Boxe nos bastidores do evento já haviam vazado e até os fãs japoneses respiravam a rivalidade do maior clássico do MMA mundial. Tanto que, desde o início do evento, um telão relembrava ao público japonês todos os capítulos da guerra entre as equipes brasileiras: a discussão entre Arona e Wanderlei no café; Minotauro chorando pela derrota de Zé Mario para Ninja; os componentes da BTT vibrando muito após a vitória de Arona sobre Ninja. O fato de Anderson Silva ter acabado de deixar a Chute Boxe e, pela primeira vez, aparecer no corner dos Nogueira contra sua antiga equipe, deixava o clima nos bastidores ainda mais quente. Somado a tudo isto estava o fato de que a equipe que vencesse este confronto passaria a ter dois semifinalistas, aumentando e muito as chances de fazer um campeão. Foi neste clima de guerra que Maurício Shogun e Rogério Minotouro subiram ao ringue. O que ninguém esperava era a maneira que a batalha transcorreria, com o faixa preta de Jiu-Jitsu da BTT buscando a luta em pé e o chute boxer buscando o chão. Os três primeiros minutos foram uma síntese da luta. Shogun começou melhor, derrubando Minotouro duas vezes e tentando acertá-lo com pisões, mas logo recebeu um cruzado e caiu. Após sentir o golpe, porém, Shogun clinchou o baiano e o derrubou pela terceira vez. Mas a agressividade de Shogun seria definitiva no 2º e 3º round, quando o curitibano conseguiu derrubar seu adversário diversas vezes, tentando pisões e socos voadores por dentro da guarda (superman) de Rogério, que levava vantagem em pé, mas não conseguia evitar as quedas. O último minuto de luta foi o mais emocionante. Decidido a virar o combate, Rogério partiu para cima e acertou dois cruzados em Shogun, que acusou o golpe e caiu por baixo. Rogério se levantou e tentou definir a luta com o golpe preferido dos rivais, o tiro de meta, mas Shogun agarrou sua perna e caiu por cima, terminando o combate na guarda do baiano. Após 20 minutos de uma batalha antológica, que poderia ter sido a final do torneio, Shogun seria declarado vencedor. O excelente combate entre ambos acabou diminuindo o clima de guerra entre as duas equipes, tanto que após a luta, o líder da Chute Boxe, Rudimar Fedrigo, fez questão de cumprimentar Rogério. “Foi uma luta histórica, o Rogério está de parabéns. Agora está 3×1 para nós no Pride, mas o jogo ainda vai continuar por muito tempo”. Bebeo Duarte da BTT respondeu lembrando que o jogo não estava terminado. “O Rogério perdeu a luta, mas ganhou a briga, é só olhar a cara dos dois, mas a BTT está na final e eu aposto no Arona”. ARONA TRATORIZA SAKURABA Depois de vencer Dean Lister na primeira etapa do evento, Ricardo Arona enfrentou o maior ídolo do MMA japonês de todos os tempos: Kazushi Sakuraba. No dia da pesagem, como de praxe, o figuraço japonês aprontou uma das suas. Na tentativa de simular o corpo definido do carioca, Saku pintou seu peitoral e abdômen definidos. Arona não gostou, mas levou na esportiva. “Já esperava uma dessas, mas meu espírito é outro. Para mim ringue não é lugar de brincadeiras”, comentou o atleta da BTT. No ringue Arona não deu chance a Sakuraba. Com seu estilo explosivo, o faixa preta de Jiu-Jitsu colocou o japonês para baixo e o tratorizou com seu Ground n´Pound. Tanto no primeiro quanto no 2º round, quando o brasileiro abusou das joelhadas enquanto Sakuraba tentava em vão se defender de quatro. Ao final do 2º round, o rosto do japonês estava tão deformado que os médicos não deixaram que ele continuasse. No final, Arona, sem saber quem enfrentaria, arriscou um palpite. “Preferia o Wanderlei, mas depois desta vitória do Shogun sobre o Rogério, pode ser o Shogun, não escolho adversários” WANDERLEI ATROPELA MAIS UM JAPONÊS Depois de vencer Yoshida pela segunda vez na primeira etapa do torneio, Wanderlei Silva, que na época era campeão dos médios e também campeão da primeira edição do GP, enfrentou outro judoca japonês, Kazuhiro Nakamura, que eliminara Kevin Randleman na primeira etapa. Antes de sua luta, porém, Wanderlei interrompeu a concentração para assistir ao confronto entre Shogun e Rogério. “Clássico é clássico, tinha que dar uma força para o Piá na beira do ringue. A vitória dele me motivou ainda mais. Hoje vocês podem ter visto o nascimento do meu sucessor”, disse o curitibano. Nakamura, com a parte de cima do quimono, até começou bem, inclusive aceitando a trocação. Mas logo a agressividade do curitibano passou a fazer a diferença. Foi quando o japonês decidiu, no meio da luta, tirar a parte de cima do quimono e acabou sendo surpreendido com uma sequência de socos. Depois de conseguir o knock down, Wand montou e obrigou o juiz a interromper com socos da montada. OVEREEM DESAFIA CHUTE BOXE Conhecido pelo seu excelente Muay Thai, o holandês Alistair Overeem surpreendeu a todos ao finalizar Vitor Belfort com uma guilhotina na primeira etapa do torneio. Nesta segunda etapa, o holandês voltou a usar o golpe para finalizar Igor Vovchanchyn. Depois de derrubar o russo, Alistair aproveitou sua tentativa de virar de quatro para encaixar o golpe. Ao final do evento diante da possibilidade de enfrentar os chute-boxers Shogun ou Wanderlei, Alistair não economizou palavras. “Agora a Chute Boxe vai conhecer o Muay Thai de verdade. Pode colocar aí: um holandês vai estragar a festa brasileira”. Na conferência de imprensa, logo após a luta, Wanderlei disse que gostaria de fazer a semifinal com Overeem. “Gosto de dar show, ele tem um jogo solto e acho que posso nocauteá-lo com joelhadas”. No dia seguinte ao saber por mim que Overeem havia dito que ele só o nocautearia em seus sonhos, Wanderlei deu uma de suas declarações bombásticas. “O Muay Thai holandês é muito eficiente, mas o que vale ali é porrada, quando eu botar aquele grilinho pra baixo, vou deformá-lo”, disse o Mr. Pride. Duas semanas após o evento a chave seria definida com Arona e Wanderlei de um lado e Overeem e Shogun de outro. Sendo que na última etapa, o campeão teria que vencer duas lutas numa noite. RIZZO ESTRÉIA COM PÉ ESQUERDO NO PRIDE Na primeira vez que o Combate transmitia o Pride ao vivo, os fãs tomaram um susto logo na abertura do show, quando Pedro Rizzo, que vinha sendo apontado como o 3º Brazuca (além de Minotauro e Werdum) com chances de lutar pelo cinturão do evento, fez sua estréia sendo nocauteado por Sergei Kharitonov em apenas 2 minutos. Abatido após a luta, Rizzo não quis dar desculpas. “Estou sem ritmo de luta. Só treinei com sparring a sete dias do evento quando o Marco e o Peter chegaram. Mas não quero dar desculpas, perdi e isso é tudo”, disse o discípulo de Marco Ruas, que no café da manhã no dia seguinte foi convidado por Rudimar e Rafael Cordeiro para treinar na Chute Boxe. Neste mesmo evento, Mirko Cro Cop conquistou o direito de enfrentar Fedor valendo o cinturão dos pesados, após nocautear seu companheiro de treinos Ibragim Magomedov com um chute na costela no início da luta. Após a vitória Mirko pediu o microfone e desafiou Fedor, que subiu ao ringue com o cinturão dos pesados, aceitando o desafio. MINOTAURO VINGA AURÉLIO MIGUEL Na esteira de judocas olímpicos como os japoneses Yoshida e Nakamura, que resolveram tentar a sorte no MMA, o bicampeão olímpico Pawel Nastula, algoz de Aurélio Miguel na semifinal da Olimpíada de Atlanta, fez sua estréia no Pride enfrentando Rodrigo Minotauro. Levando em conta o fato de estar lutando contra um oponente que já tinha 30 lutas e na época era ranqueado entre os 3 maiores pesados do mundo, até que Nastula começou bem, chegando a surpreender Minotauro com uma raspagem de gancho e uma boa defesa de finalizações, mas logo cansou e acabou se tornando presa fácil para o baiano, que conseguiu colocá-lo para baixo com um arm drag, passar a guarda e chegar a montada, obrigando os juízes a interromperem a 8min38s de luta com uma saraivada de socos. CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA… Na semana que vem o Baú traz as lutas das semifinais entre Ricardo Arona x Wanderlei Silva e Maurício Shogun x Overeem, e a grande final entre Arona e Shogun, além da disputa entre os pesados Fedor Emelianenko e Mirko Cro Cop. Não perca! galeria de fotos no link http://portaldovaletudo.uol.com.br/shogun-x-minotouro-um-duelo-para-historia-do-mma/
  5. Após a polêmica primeira luta entre Francimar Bodão e Darren Stewart, realizada no mês passado, quando o inglês acertou uma cabeçada no rosto do brasileiro no início do primeiro round, os meio-pesados têm um novo encontro marcado. De acordo com o Combate.com, o reencontro acontece no dia 18 de março, em Londres. Em bate-papo com o PVT, o atleta da Nova União comemorou a oportunidade de poder colocar um ponto final no confronto. “Já estou dando início aos treinos para a minha luta em Londres. E é uma luta muito esperada por mim, porque na primeira vez não teve luta. Ele me deu uma cabeçada ilegal e todo mundo viu. Eu, que estava de frente para ele, vi que ele tomou impulso e deu a cabeçada. Agora eu vou me preparar o dobro. Vou dar o meu melhor e, sendo bem sincero, vou para arrancar a cabeça dele fora, vou meter as porrada, estou com muita vontade”, disse o acreano. Darren Stewart teve o braço levantado ao fim da primeira luta entre eles, mas poucos dias depois a Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA) decidiu alterar a decisão para “Sem Resultado”, o que frustrou o lutador inglês e tranquilizou o brasileiro. Bodão inaugura CT em sua terra natal Aos 36 anos, Francimar Bodão está a poucos dias de realizar um sonho. No dia 21 de dezembro ele inaugura seu próprio Centro de Treinamento, em Rio Branco, no Acre. A ideia do lutador do UFC é dar oportunidades aos conterrâneos que não tiveram as mesmas chances que ele. “É um sonho sendo realizado. Fico muito feliz porque sei que isso vai abrir muitas portas para várias acreanos e para a galera da região Norte que mora aqui próximo. Quem quiser fazer parte é só vir aqui que será muito bem recebido”, convidou Bodão. http://portaldovaletudo.uol.com.br/com-nova-luta-marcada-contra-stewart-apos-polemica-bodao-avisa-vou-para-arrancar-cabeca-dele/ http://portaldovaletudo.uol.com.br/com-nova-luta-marcada-contra-stewart-apos-polemica-bodao-avisa-vou-para-arrancar-cabeca-dele/
  6. O multicampeão de jiu-jitsu Rodolfo Vieira já tem data e local para fazer a sua aguardada estreia no MMA, e será no Brasil. Ainda sem adversário anunciado, o carioca luta no card da 6ª edição do evento japonês Real Fight, marcada para o dia 11 de fevereiro do próximo ano, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, conforme confirmaram fontes do PVT ligadas à organização. Atualmente com 27 anos, o faixa preta de jiu-jitsu carrega na bagagem os títulos mundiais da modalidade nos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014. Neste ano ele mudou-se para a Flórida, nos Estados Unidos, onde passou a se dedicar aos treinamentos de outras modalidades na American Top Team já visando a sua migração para o MMA. Veteranos no card O experiente Jorge Patino Macaco também se apresentará no evento, assim como o japonês ex-Pride Akihiro Gono. Aos 43 anos de idade, Macaco não vence desde junho de 2015 e acumula três derrotas seguidas em suas últimas lutas. Um ano mais novo que o brasileiro, Gono vem de vitória na 5ª edição do próprio Real Fight, em junho deste ano. http://portaldovaletudo.uol.com.br/rodolfo-vieira-estreia-no-mma-em-evento-no-brasil/
  7. O evento ainda teve um duelo entre brasileiros. Pelos meio-pesados, Kleber Orgulho, de 28 anos, começou perdendo o primeiro round para Philipe Monstro, mas se recuperou no segundo e definiu o duelo por nocaute técnico na luta que marcou sua estreia no Bellator. Aos 31 anos, Monstro agora acumula duas derrotas e três vitórias na organização. http://www.youtube.com/watch?v=u4F1mIGERPA
  8. Goiti Yamauchi, 23 anos, finalizou mais um. A 17ª vítima de seu eficiente jiu-jitsu foi Valeriu Mircea, que se viu obrigado a bater depois de um indefensável triângulo aplicado pelo brasileiro ainda no primeiro round do duelo realizado no Bellator 168, realizado na última sexta-feira, em Florença, na Itália. Foi a segunda vitória consecutiva de Goiti, que agora soma seis triunfos e dois reveses na organização norte-americana. http://www.youtube.com/watch?v=EdGYhCSvYPU Na luta principal do evento, um duelo de dois atletas com passagens pelo UFC. Lutando em casa, Alessio Sakara chegou a três nocautes consecutivos – os dois últimss pelo Bellator – ao mandar Joey Beltran para a lona no segundo minuto de combate. O italiano de 35 anos não perde desde sua demissão do UFC, em outubro de 2013. http://www.youtube.com/watch?v=dpmlVYj_2zU
  9. Campeão da Copa América e da Copa das Confederações pela Seleção Brasileira de futebol, o ex-lateral direito e meio-campista José Marcelo Ferreira, o Zé Maria, atualmente com 43 anos, trocou as chuteiras pelas luvas de kickboxing. Nesta sexta-feira, ele luta no evento Enfusion, em Abu Dhabi, contra seu ex-companheiro de time e incentivador na luta, o grego Lambros Choutos, com quem jogou no tradicional time italiano Inter de Milão. O duelo será na categoria até 80 kg. “Resolvi praticar kickboxing porque um amigo, um ex-companheiro de clube, Lambros Choutos, me ligou para falar que praticava e queria participar de um torneio de kickboxing na Tailândia. A única vez que eu coloquei luvas nas mãos eu tinha 9 ou 10 anos de idade e quase apanhei da minha mãe. Foi um presente que eu ganhei e ela me fez devolver para a pessoa. ‘Se você colocar luvas de boxe nas mãos você apanha de mim’, ela me falou’”. A expectativa é que possa pelo menos divertir as pessoas. Eu tenho que aprender muito”, disse o brasileiro em uma entrevista no ano passado durante o reality show da organização que participa. Além da Inter de Milão, Zé Maria também vestiu as camisas de Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras e Vasco. Na Seleção Brasileira, atuou ao lado de astros do nível de Romário, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho. Campeão da Copa América e da Copa das Confederações em 1997 e medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta em 1996, o piauiense pendurou as chuteiras em 2008. Atualmente ele mora na Itália. http://portaldovaletudo.uol.com.br/ex-jogador-da-selecao-brasileira-luta-evento-de-kickboxing-nesta-sexta-feira/
  10. O duelo entre Raphael Assunção e Aljamain Sterling já tem nova data para acontecer. A princípio marcado para o UFC desta sexta-feira, em Nova Iorque, EUA, o combate foi transferido para o dia 28 de janeiro, em Denver, também nos EUA. O motivo do adiamento foi por conta de juma lesão sofrida pelo norte-americano. Raphael Assunção lutou pela última vez em julho deste ano, quando foi derrotado por T.J. Dillashaw por decisão unânime em uma revanche. Antes disso, o brasileiro ostentava uma sequência de sete vitórias consecutivas, porém, mesclada com um período de quase dois anos de inatividade devido a sucessivas lesões. Uma das principais apostas do Ultimate no peso-galo, Aljamain Sterling estava invicto e com uma série de quatro vitórias dentro da organização até ser parado por Bryan Caraway em sua última luta, em maio deste ano, na qual foi derrotado por decisão dividida. http://portaldovaletudo.uol.com.br/duelo-entre-raphael-assuncao-e-aljamain-sterling-e-remarcado-para-janeiro/
  11. Recuperado de uma lesão no tendão do bíceps, Junior Cigano já voltou aos ritmos fortes de treinos na American Top Team. Em bate-papo exclusivo com o PVT, o ex-campeão dos pesos pesados do UFC contou seus planos e garante que o duelo pelo cinturão contra Stipe Miocic está bem próximo de acontecer. Você já voltou a treinar forte? Já sim, estou treinando 100% e muito feliz por isso. Estou treinando desde outubro dessa forma. E pra quando você estaria pronto pra lutar? Na verdade já estou na expectativa de uma próxima luta desde outubro, sendo assim estou pronto. Tenho feito o treinamento que costumo fazer quando estou sem uma luta marcada, que é trabalhar mais a parte técnica e me manter em dia. Então, se o adversário não exigir uma preparação específica eu aceitaria lutar agora, mas caso esse adversário no entendimento da minha equipe exija uma preparação específica, então precisaria de mais tempo para lutar. Você acredita que sua próxima luta seja contra o Stipe Miocic? Não só acredito e desejo como sei que vai acontecer. Só falta marcar a data! Como você avalia sua evolução desde que passou a treinar na ATT? Tem sido bom estar em um time grande, bem estruturado e com tantos profissionais (incluindo os atletas) super competentes. Mas as maiores evoluções têm acontecido na minha cabeça e isso significa pesos pesados sendo nocauteados, finalizados ou só derrotados. Em 2017 adicionarei ao vasto repertório de títulos da ATT um cinturão que é único no mundo das lutas, o de campeão peso pesado, “baddest man on the planet”. Como você analisa este segundo combate entre Fabricio Werdum e Cain Velasquez? Tem tudo para ser uma luta boa entre atletas que já se conhecem e, pelo que demonstram, desejam enfrentar um ao outro. Seja como for, o mundo das lutas nos proporciona momentos incríveis e muitas vezes surpreendentes, principalmente nessa categoria onde dificilmente atletas tem mantido o posto de campeão por muito tempo. Desejo uma boa luta aos dois. Sei que você não torce por isso, mas aceitaria lutar caso um deles se machucasse? Que bom que você sabe disso, e sim, eu luto! Pra terminar, qual o balanço que você faz de 2016 e quais seus planos para o ano que vem? Tem sido incrível fazer parte de um esporte tão envolvente e emocionante como o MMA, poder enfrentar os melhores da minha categoria, e em meio a tantas opiniões e acontecimentos me manter no topo. 2016 foi o ano do meu trigésimo segundo aniversário e isso só me mostra que ainda tenho um longo caminho a percorrer, fazendo o que amo, e fico feliz por isso. Foi um ano de crescimento e esclarecimento pessoal que me fez entender melhor tudo o que já vivi, me deixando assim ansioso para o que está por vir em 2017. Além disso tive outras ótimas oportunidades, momentos marcantes e especiais como, por exemplo, ter sido comentarista das Olimpíadas Rio 2016 e ter tido a honra de ver e comentar a primeira medalha de ouro da história do Boxe Brasileiro ser conquistada. E mais gratificante ainda foi poder ver Robson Conceição, um companheiro de equipe e atleta formado pelo mesmo treinador que eu (Luiz Carlos Dórea) concretizando esse sonho. Incrível! Acima de tudo isso, algo muito maior se realizou na minha vida, Deus me presenteou mandando meu filho pra nós, eu me tornei Pai. Com tudo isso só posso dizer, obrigado 2016. E meu recado para 2017 é: pode vir quente por que eu estou fervendo. Oss http://portaldovaletudo.uol.com.br/cigano-intensifica-treinos-de-olho-em-title-shot-so-falta-marcar-data/
  12. Glover Teixeira enfrentaria Jimi Manuwa no UFC 208, programado para o dia 11 de fevereiro, no Brooklyn, EUA, mas o norte-americano teve que sair do card, dando lugar ao compatriota Jared Cannonier, segundo informações do “MMA Fighting”. Para o brasileiro, a luta será em busca da recuperação, já que em sua última apresentação acabou nocauteado rapidamente por Anthony Johnson nos primeiros segundos. Antes, Glover vinha de três vitórias consecutivas. Diferentemente do brasileiro, Jared Cannonier vive o seu melhor momento desde que chegou ao UFC. Depois de ser nocauteado na estreia, ainda pelos pesos pesados, em janeiro de 2015, ele emplacou duas vitórias seguidas. http://portaldovaletudo.uol.com.br/glover-teixeira-enfrenta-ex-peso-pesado-no-ufc-208/
  13. Depois de perder para Dan Henderson na seminal do RINGS em uma das lutas mais contestadas da história do MMA, Rodrigo Minotauro deixou de ganhar o maior prêmio de sua carreira, até então, (U$ 250 mil). Além disso, perdeu sua invencibilidade e ainda teve que aturar a zoação do americano, que mandou um engradado de cerveja para seu quarto. Quase três anos e muitas noites de sono perdidas depois, Rodrigo finalmente conseguiria sua revanche. E mesmo estando fora de suas melhores condições (com uma grave contusão no ombro, um dedo quebrado e quase 40ºC de febre) o baiano decidiu que nada o demoveria da idéia de subir no ringue do naquele dia 23 de dezembro de 2002. “Nunca engoli aquela derrota, vou subir no ringue nem que seja arrastado e mostrar para ele quem é o melhor”. O Pride 24, disputado na Arena Messe, em Fukuoka, teve ainda a participação de Rogério Minotouro (contra Guy Mezger), Murilo Ninja (enfrentando Kevin Randleman) e Rodrigo Gracie (contra Yuki Sasaki). Uma aula de chão Depois da contestada derrota para Henderson no RINGS, Rodrigo venceu 12 lutas seguidas e logo conquistou o cinturão dos pesos pesados do Pride, após vencer nomes como Coleman (Pride 16), Heath Herring (Pride 17), Bob Sapp e Semmy Schilty (Pride 23), mas o baiano precisava vingar a mais amarga derrota de sua carreira. “Tenho certeza que fui prejudicado pela arbitragem, só queria mostrar quem é o melhor” . Pesando apenas 90kg, Henderson não tinha nada a perder enfrentando o campeão dos pesados do Pride e decidiu aceitar a luta. Rodrigo chegou para lutar totalmente fora de suas melhores condições. Como se não bastasse uma grave contusão no ombro (rompimento do acrômio clavicular em grau 3), ainda quebrou o dedo do pé nos últimos treinos e desenvolveu uma sinusite ao chegar em Tóquio. Após dois dias de inverno japonês e treinos a sinusite logo evoluiu para uma febre de quase 40ºC que acabou levando-o ao hospital, para tomar soro, duas horas antes do evento. O resultado de toda esta provação pode ser sentida nos primeiros minutos de luta. O brasileiro demorou a entrar no clima enquanto Henderson começou em alta rotação, acertando um direto e aplicando uma bonita queda no brasileiro, que logo o colocou em sua meia-guarda ensaiando uma bela sequência de golpes. Primeiro um triângulo, depois uma omoplata e então um crucifixo, que acabou variando para uma americana que levou o braço de Henderson a nuca. A beira do ringue consegui ouvir os estalos, mas o guerreiro Henderson não bateu, escapou e voltou em pé. No segundo round, após breve trocação, Minotauro caiu por baixo novamente, mas logo raspou e montou atacando um armlock. O americano defendeu, mas passou a dar sinais de cansaço. No terceiro round Rodrigo encurralou o oponente e quase conseguiu nocauteá-lo em pé com duas joelhadas. Percebendo o bom momento, Minotauro derrubou o wrestler, passou a guarda, montou e fintou uma americana, variando para o armlock. Henderson bem que tentou resistir, mas acabou dando os três tapinhas. “Estava com esta derrota atravessada, tenho certeza que fui prejudicado pela arbitragem, não vim nas melhores condições, mas graças a Deus deu tudo certo”, comemorou Minotauro após a luta. Ninja perde na melhor luta da noite Nos tempos de Pride, se existia um lutador que nunca tinha seu emprego ameaçado, este era Murilo Ninja. Independentemente de vitória ou derrota, o curitibano sempre fazia as melhores lutas da noite. E o ano de 2002 foi especialmente impressionante na carreira deste representante da Chute Boxe, que enfrentou Mario Sperry (Pride 20), Ricardo Arona (Pride23) e Kevin Randleman (Pride 24). Difícil dizer que a luta com Randleman foi sua melhor em 2002, mas como de praxe, levantou a galera. Ninja começou sendo derrubado, mas conseguiu colocar o werstler em sua meia guarda encaixando uma Kimura e raspando, chegando a montada na sequência. Mas Randleman logo explodiu, escapou e voltou de pé. Depois de levar vantagem no primeiro round (de 10min), Ninja conseguiu novamente raspá-lo passando boa parte do segundo round no cem quilos, agredindo o oponente. Depois de quase 3 minutos em desvantagem, o aluno de Coleman voltou de pé e acertou um duríssimo cruzado no olho esquerdo do brasileiro, que acusou o golpe. No terceiro round o brasileiro resolveu partir para a trocação e se deu mal. Randleman acertou-lhe um direto que abriu um corte e fechou seu olho esquerdo, obrigando os médicos a interromperem o combate. Sperry inicia trégua entre BTT e Chute Boxe A contusão de Ninja acabou abrindo caminho para o início de uma trégua na enorme rivalidade entre Chute Boxe e BTT. As duas equipes, inclusive, ficavam em hotéis diferentes no Japão para evitar confusões. E a bandeira branca foi levantada numa bela atitude do líder da BTT, Mario Sperry, que lutara com Ninja oito meses antes. Amigo pessoal do comandante da Varig que pilotava aquele vôo, Sperry o pediu que colocasse Ninja na primeira classe daquele Tóquio-Los Angeles uma vez que o atleta estava contundido. A atitude de Sperry acabou levando Rudimar, Ninja e Rafael a convidarem o líder da BTT para dividir uma mesa no intervalo da conexão do vôo de Los Angeles para o Rio. Após passarem duas horas contando histórias dos bastidores e dando boas gargalhadas juntos, o clima entre as duas equipes melhorou bastante. Rogério Minotouro vence com Muay Thai Na mesma noite, mais três brasileiros lutaram no evento: Rogério Minotouro, Murilo Ninja e Rodrigo Gracie. Depois de finalizar o japonês Yusuke Imamura (Pride 20) com uma guilhotina em apenas 35 segundos, Rogério faria no Pride 24 sua segunda luta no evento pegando o mais experiente Guy Mezger, que já tinha 40 lutas. Pela primeira vez Minotouro mostraria seu talento em pé no MMA, usando o Muay Thai que começara a treinar com Luiz Alves para surpreender Mezger, vencendo o 2º e 3º rounds e ganhando a luta na decisão dividida. No ano seguinte Rogério se firmaria como grande nome da categoria após finalizar Nakamura e vencer Sakuraba em decisão dividida Rodrigo Gracie vence Sasaki Após finalizar Daijiro Matsui (Pride 19) com uma guilhotina, Rodrigo Gracie chegou ao Pride 24 com moral para enfrentar Yuki Sasake, que vinha de um empate com Gustavo Ximú e de uma vitória sobre Alex Stiebling. Muito bem treinado por Renzo e Ricardo Cachorrão, Rodrigo usou a tática certa de fintar a trocação e derrubar o oponente nos três rounds, vencendo na decisão unânime. GALERIA DE FOTOS: http://portaldovaletudo.uol.com.br/pride-24-minotauro-x-dan-henderson-revanche-40-graus/
  14. Menos de 24 horas após a divulgação da luta entre Jessica Andrade e Maryna Moroz, que aconteceria no UFC 207, no dia 30 de dezembro, a lutadora ucraniana se manifestou em sua conta no instagram dizendo que não lutará devido a uma lesão. Em bate-papo com o PVT, o treinador da brasileira, Gilliard Paraná, explicou o ocorrido e revelou que a organização corre atrás para encontrar uma nova adversária. “A gente assinou para lutar contra a Maryna Moroz, mas duas semanas depois ela disse que se machucou. Mas estou vendo ela treinando, um monte de coisas nas redes sociais dela e estou achando que, na real, ela não quis lutar com a Jessica, acho que ela afrouxou. Eles (UFC) estão atrás de outra menina para enfrentar a Jessica no mesmo card. Vamos ver… Já chegaram as passagens, as estadias no hotel e tudo o que sempre chega, só não temos adversária definida ainda”, disse o líder da Paraná Vale-Tudo. O técnico ainda lembrou que outra brasileira peso-palha, no caso Ju Thai, passou pelo mesmo problema de Jessica Andrade e só veio saber a nova adversaria a 10 dias da luta, marcada para a próxima sexta-feira. Para ele, a preocupação maior é em manter a luta no UFC 207. “Olha o que aconteceu com a Ju Thai… A gente só espera que consigam arrumar alguém. Esse card é muito bom para a gente, seria muito bom lutar na volta da Ronda, todo mundo estará assistindo. Estamos na espera”. UFC 207 Las Vegas, EUA 30 de dezembro de 2016 Peso-galo: Amanda Nunes x Ronda Rousey Peso-galo: Dominick Cruz x Cody Garbrandt Peso-pesado: Fabricio Werdum x Cain Velásquez Peso-galo: TJ Dillashaw x John Lineker Peso-palha: Jéssica Andrade x a definir Peso-meio-médio: Mike Pyle x Alex Garcia Peso-meio-médio: Brandon Thatch x Sabah Homasi Peso-meio-médio: Tim Means x Alex Cowboy Peso-meio-médio: Dong Hyun Kim x Tarec Saffiedine Peso-meio-médio: Johny Hendricks x Neil Magny Peso-mosca: Louis Smolka x Ray Borg Peso-médio: Antônio Cara de Sapato x Marvin Vettori http://portaldovaletudo.uol.com.br/treinador-confirma-jessica-andrade-no-ufc-207-e-nao-leva-fe-em-lesao-de-moroz-acho-que-afrouxou/
  15. Embalada desde que chegou ao peso-palha, Jessica Andrade volta ao octógono no dia 30 de dezembro, no UFC 207, em Las Vegas, EUA. Diante da ucraniana Maryna Moroz, a brasileira espera que seja sua última luta antes da disputa de cinturão da categoria. Neste ano a atleta da Paraná Vale-Tudo subiu no octógono em junho e em setembro, ambas já pela nova categoria, e venceu com superioridade as pedreiras Jessica Penne e Joanne Calderwood, o que lhe deu status de potencial desafiante ao título. No UFC desde 2015, Maryna Moroz venceu três das quatro lutas que disputou. Atualmente vem de duas vitórias em sequência, ambas em 2016: Cristina Stanciu e Danielle Taylor, por decisão unânime e dividida, respectivamente. UFC 207 Las Vegas, EUA 30 de dezembro de 2016 Peso-galo: Amanda Nunes x Ronda Rousey Peso-galo: Dominick Cruz x Cody Garbrandt Peso-pesado: Fabricio Werdum x Cain Velásquez Peso-galo: TJ Dillashaw x John Lineker Peso-palha: Jéssica Andrade x Maryna Moroz Peso-meio-médio: Mike Pyle x Alex Garcia Peso-meio-médio: Brandon Thatch x Sabah Homasi Peso-meio-médio: Tim Means x Alex Cowboy Peso-meio-médio: Dong Hyun Kim x Tarec Saffiedine Peso-meio-médio: Johny Hendricks x Neil Magny Peso-mosca: Louis Smolka x Ray Borg Peso-médio: Antônio Cara de Sapato x Marvin Vettori http://portaldovaletudo.uol.com.br/jessica-andrade-enfrenta-maryna-moroz-em-busca-da-chance-de-disputar-cinturao/